quinta-feira, 6 de setembro de 2007

A «foto do dia» - A família real na Arena!

O FC Porto-Mónaco (3-0) de 2004 foi pretexto para reunir parte da família real monegasca. Os Grimaldi foram fotografados em plena Arena de Gelsenkirchen com cachecóis do AS Mónaco. O Príncipe Alberto, a sua irmã Carolina e Rainier III deslocaram-se a Gelsenkirchen para apoiar o AS Mónaco na Final da Liga dos Campeões frente ao FC Porto. Mas pelos sorrisos da família real, a imagem deve ter sido captada antes do início do jogo!
O Príncipe Alberto, além de ser um assumido adepto do AS Mónaco, pratica vários desportos e já chegou a competir em várias edições dos Jogos Olímpicos de Inverno. O “patinho feio da família real" é frequentemente visto nas bancadas do Estádio Louis II do Mónaco e é o principal financiador do futebol monegasco. Alberto é filho de Rainier III e da sua esposa norte-americana, a estrela de cinema Grace Kelly. Em 6 de Abril de 2005, depois da morte do seu pai, Alberto tornou-se Alberto II, Príncipe do Mónaco.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Apoio Jesualdo!

Nos últimos dias têm surgido críticas ao facto de Jesualdo Ferreira não colocar no onze inicial os novos reforços. Essa vontade dos adeptos até é compreensível porque uma nova época pressupõe algumas novidades, mas penso que Jesualdo, ao optar pelo onze base dos campeões 2006/07, está ao mesmpo tempo a proteger os novos reforços e a garantir a coesão da equipa num difícil início de época. Senão vejamos:
- a equipa trouxe rotinas e automatismos da época passada que devem ser aproveitados;
- Jesualdo tem sido coerente ao previligiar os jogadores que já estavam no plantel. Quem agora chegou é que tem que mostrar qualidades para jogar ao lado dos campeões;
- os menos utilizados na época transacta quando entraram na equipa corresponderam com boas exibições. João Paulo e Tarik Sektioui são bons exemplos;
- com o calendário a reservar jogos complicados no início sería um risco colocar reforços no onze que não conhecem a filosofia do clube e o futebol português;
- e por fim, quem precisa de mudar são os adversários, nós fomos campeões;
Que não restem dúvidas quanto ao valor das recentes contratações, mas a sua integração será feita de forma faseada e respeitando quem tem mais tempo de clube. Uma coisa é a vontade e a expectativa dos adeptos. Outra coisa são os interesses da equipa. E Jesualdo tem sabido geri-los muito bem!

A «foto do dia» - Os Campeões 1984/85

Na «foto do dia» de hoje recuamos até à época 1984/85. O FC Porto de Artur Jorge caminhava para mais um título de campeão vencendo 26 jogos, empatando 3 e sendo derrotado apenas 1 vez! Os 78 golos marcados nessa época revelam a apetência pelo golo de uma equipa que jogava em 4-3-3 previligiando o jogo pelos flancos, com Futre e Jaime Magalhães a alimentarem a veia goleadora de Fernando Gomes. Reparem que era um onze só com jogadores portugueses e quase todos portistas! Nessa época, o plantel tinha apenas dois estrangeiros: o guarda redes jugoslavo Petar Borota e o avançado irlandês Mike Walsh.
Apesar da caminhada quase invencível para o título, essa época ficou marcada pela fatídica eliminatória da Taça das Taças frente ao Wrexham do Pais de Gales. Depois de ser derrotado no País de Gales por 1-0, o FC Porto venceu a dramática segunda mão da eliminatória por 4-3 mas acabou eliminado devido ao nº de golos marcados fora pelos galeses.
Nesta foto, tirada no Estádio das Antas antes do rebaixamento do relvado, o FC Porto surge com o equipamento alternativo da altura: meia branca, camisola e calção azul escuro.
Em cima: Eurico, Lima Pereira, Inácio, João Pinto e Zé Beto;
Em baixo: Frasco, Gomes, André, Jaime Magalhães, Quim e Paulo Futre;

domingo, 2 de setembro de 2007

Serviços mínimos em Leiria!

Foi um FC Porto em velocidade cruzeiro que hoje venceu o Leiria por claros 3-0 (Tarik, Lisandro e João Paulo)! Apesar de ter entrado mal no jogo, o FC Porto conseguiu adiantar-se no marcador e depois do golo foi só gerir a bola e o estado físico do adversário. Foi uma entrada sem chama e sem intensidade do campeão que optou por não pressionar o Leiria ficando à espera de um erro do adversário ou da inspiração de um jogador que surgiu quando Tarik "inventou" o primeiro golo (na foto). Na segunda parte, aproveitando o desgaste do Leiria, o FC Porto optou por conservar a bola depois de garantir a vitória com o segundo golo, logo no início da segunda parte. Para a noite tranquilíssima de Nuno muito contribuiu o sector mais recuado que esteve mais uma vez intransponível, pelo ar e pelo chão. João Paulo, que substituiu o lesionado Pedro Emanuel, viu finalmente a sua entrega e profissionalismo serem premiados com um golo e parece ter garantido a titularidade. No meio-campo, Raúl Meireles continua com disponibilidade física para dar e vender enquanto que na frente, Tarik, Lisandro e Quaresma foram suficientemente incisivos para garantir o avolumar do marcador. No final, Jesualdo aproveitou o baixar de braços do Leiria para dar alguns minutos a Mariano Gonzalez, Leandro Lima e Edgar. Na próxima jornada, pede-se uma entrada mais forte do campeão porque vamos discutir a liderança isolada com o Marítimo, que também tem 9 pontos.

A «foto do dia» - Regresso de Jorge Andrade ao Dragão

Na «foto do dia» de hoje, recuamos até à época 2003/04 e à Meia-final da Champions League entre o FC Porto e o Desportivo da Corunha. O jogo no Estádio do Dragão (0-0) marcava o reencontro de Jorge Andrade com o FC Porto depois da saída do central para a Galiza. Mas esse jogo acaba por trazer recordações amargas ao central português que foi expulso já perto do final da partida. Na foto, um cabisbaixo Jorge Andrade caminha para os balneários depois de ser expulso por um Markus Merk (árbitro do jogo) pouco lúcido que não soube interpretar uma brincadeira entre o central do Corunha e Deco. É que depois de uma falta a meio-campo "cavada" pelo mágico, Jorge Andrade resolveu brincar com o nº 10 do FC Porto encostando a bota ao corpo de Deco. Mas, para espanto de todos os que se encontravam no Dragão, Markus Merk expulsou o central português, interpretando o gesto como uma agressão e afastando-o da histórica segunda-mão da eliminatória. Curiosamente, a decisão do árbitro alemão pareceu condicionada pelos protestos constantes de que foi alvo durante o jogo depois de uma arbitragem que irritou público e jogadores. Na segunda mão, o FC Porto acabaría por garantir a qualificação para a Final depois de vencer no Riazor (0-1).

sábado, 1 de setembro de 2007

LPM termina ligação com o FC Porto!

A LPM (http://www.lpmcom.pt/), agência de comunicação de Luís Paixão Martins, decidiu rescindir o contrato com o FC Porto e terminar a colaboração que recentemente tinha acordado com o clube. Segundo Luís Paixão Martins, a LPM tem sofrido pressões de organismos públicos e privados de forma a deixar de trabalhar com o FC Porto em matéria de comunicação e relações externas. Curiosamente ou não, este vergonhoso episódio teve pouco eco na comunicação social desportiva. Não deixa de ser lamentável que uma certa imprensa desportiva que tem o hábito de classificar o nosso futebol de indígena venha agora ignorar este episódio digno de um país do terceiro Mundo. Mas só depois de consultar o "blog" (http://bloglpm.lpmcom.pt/) de Luís Paixão Martins é que entendi esta tentativa da imprensa desportiva de branquear este episódio. É que segundo o responsável da agência, surgiu no Correio da Manhã uma notícia que associava a LPM ao dossier anónimo entregue recentemente na Policía Judiciária. Segundo uma fonte anónima da PJ, "as investigações desenvolvidas levaram já à identificação de uma agência de comunicação que é "suspeita" de ter participado, ou fornecido conteúdos para a redacção do referido documento". Foi depois desta suspeição e das pressões que se seguiram que a LPM decidiu terminar a ligação com o FC Porto. Aqui fica o conteúdo da carta enviada ao FC Porto e o comentário de Luís Paixão Martins no seu "blog".

A carta da LPM:

«Pela circunstância de estarmos ligados ao Futebol Clube do Porto por um contrato de prestação de serviços de Conselho em Comunicação e Assessoria Mediática temos sofrido, nas últimas semanas, uma lamentável sucessão de pressões ilegítimas. Não é este o momento adequado para tornarmos público o conteúdo e a forma dessas pressões, mas queremos deixar claro que nunca, nos 20 anos de actividade da LPM, algo de semelhante tinha ocorrido. Tememos que a continuação do contrato que nos liga ao FCP possa colocar em risco a normal actividade da LPM em prejuízo dos cerca de 70 colaboradores que empregamos e das cerca de 50 instituições que representamos. Estas circunstâncias levam-nos a solicitar a rescisão amigável do contrato. No momento em que o fazemos deixamos claro que nada de menos ético – muito menos ilegal - ocorreu no nosso relacionamento com a vossa instituição e que as pressões que têm sido exercidas sobre a LPM, essas sim, pressupõem uma lamentável falta de seriedade de entidades que deveriam dar o exemplo ao País. A curta experiência de trabalho com o FCP confirmou, infelizmente, o que tínhamos identificado no diagnóstico inicial: existe uma anormal coligação de interesses que procura impedir a expressão pública da vossa instituição, mesmo quando se trata de situações que poderíamos descrever como de legítima defesa. Nas últimas semanas, porque ocorreram episódios mediáticos (a maior parte sem qualquer intervenção nem do FCP nem da LPM) que mostram quão frágil é o guião construído por esses interesses, foram sendo utilizados sobre a nossa empresa meios, públicos e privados, que relevam sobremaneira o desespero dessas entidades e a falta de consideração pelos princípios éticos que deviam respeitar. Neste contexto, estamos certos de que compreenderão melhor do que ninguém esta nossa decisão.»

O comentário no "blog":

Uma das regras da minha vida é não dar importância às imbecilidades que se me atravessam no caminho. É por não perder tempo com essas matérias que consigo fazer tanta coisa e andar para a frente. Mas, por vezes, sou forçado a abrir uma ou outra excepção - não vá alguém pensar que existe algum pó de inteligência onde só se encontra imbecilidade.A imbecilidade para aqui chamada começou no sábado passado no Correio da Manhã. A propósito de um documento que fora apresentado na SIC sob a referência "Apito encarnado", fonte anónima da Polícia Judiciária anuncia que "as investigações desenvolvidas levaram já à identificação de uma agência de comunicação que é "suspeita" de ter participado, ou fornecido conteúdos para a redacção do referido documento". No dia seguinte, no mesmo jornal, a fonte passou a ter direito a foto e declara o seguinte: "Existem clubes que contratam agências de comunicação para descredibilizar a investigação". Na 2ª feira, no Record, um jornalista reformado que sempre se deu bem com todas as polícias acrescenta o pormenor de a agência de comunicação ter sido "recentemente contratada". Ora, perante esta sucessão de imbecilidades, esclareço o seguinte: 1. Sim, a LPM tem um contrato – que se pode considerar recente – com o Futebol Clube do Porto (o que não é segredo, como se pode constatar na Carteira de Clientes da LPM aqui); 2. Não, a LPM não tem nada a ver com o documento em causa, nem seria eticamente aceitável que algum dos seus colaboradores produzisse ou contribuisse para produzir um documento que foi divulgado pelos media como sendo anónimo embora com o timbre da Polícia Judiciária (Código de Ética da Disciplina de Assessoria Mediática aqui); 3. A LPM não o fez porque tal violaria, como disse, os seus princípios éticos e nunca o faria porque, adicionalmente, nenhum dos seus clientes – nomeadamente o Futebol Clube do Porto – lhe solicitaria tal prática (os Valores da LPM aqui). Há pessoas que, em função da sua actividade profissional, passam a vida a conviver com marginais. Talvez por isso acabem por julgar todos os outros, mesmo os que nada têm a ver com esses ambientes, à luz dos critérios com que avaliam os marginais. E isso, como é bom de ver, não contribui para o discernimento, o rigor da análise e a prudência de quem vem para os media falar em nome de uma instituição tão importante como a Polícia Judiciária. Porque será que, de repente, há jornalistas que julgam que passaram a saber o que eu digo ao telefone?"
Luís Paixão Martins, 21/08/2007

A «foto do dia» - Inauguração do Estádio das Antas

A 28 de Maio de 1952 foi inaugurado o Estádio das Antas, a casa onde o mágico FC Porto jogou durante mais de 50 anos. A cerimónia de inauguração contou com a presença do General Craveiro Lopes, então Presidente de Portugal, e de Urgel Horta que presidia ao FC Porto na altura. Estiveram nas bancadas cerca de 50 mil pessoas, muitas das quais ajudaram na construção do estádio. Mas o nascer do projecto foi tudo menos fácil. Foi numa Assembleia Geral em 1933 que surgiu a proposta de construção de um novo estádio, já que o Campo da Constituição começava a revelar-se pequeno demais para a ambição do FC Porto. A proposta foi aprovada por unanimidade, mas só em 1937 começaram a ser tomadas medidas no sentido de concretizar o projecto, com a criação de um empréstimo obrigacionista. Em 1949 seria lançada a primeira pedra e com a ajuda de toda a população portuense foi possível concluir a obra em três anos. Incrível a entreajuda de todos num projecto fundamental para a afirmação da cidade do Porto e da região. O povo anónimo chegou a doar transporte, comida e material aos trabalhadores que construiram o estádio, e até José Bacelar, sócio nº1 do FC Porto na altura, pagou o salário do primeiro dia de trabalho a todos os operários!
A capacidade original do estádio era de 44.000 espectadores, distribuídos por três bancadas: duas superiores e uma lateral. O lado leste do campo não tinha bancada, era a Porta da Maratona. Ao longo da sua existência, o Estádio das Antas sofreu diversas alterações: em 1960 com a inauguração da pista de ciclismo; em 1962 com a inauguração da iluminação artificial; em 1976 com o fecho da Porta da Maratona, ou seja, construção de uma bancada ao longo da lateral leste do campo, acrescida de um segundo anel, a arquibancada; e em 1986 com o rebaixamento do campo, a bancada avança na direcção do campo, substituindo a pista de ciclismo e atletismo. Na década seguinte o Estádio das Antas foi sendo gradualmente encadeirado ficando com uma capacidade de aproximadamente 50.000 lugares.
Aqui fica a contabilidade dos jogos disputados nas Antas:
1002 jogos oficiais
803 vitórias
119 empates
80 derrotas
2649 golos marcados
610 golos sofridos

Plantel fechado!

Apesar de o aguardado nº 10 não ter chegado, o fecho do mercado trouxe uma boa notícia: já não sai mais ninguém! Nem Bosingwa, nem Quaresma, nem Lucho! Os mais apetecíveis vão ficar no Dragão. Depois do encaixe milionário que as saídas de Pepe e Anderson permitiram, a SAD do FC Porto não facilitou no último dia de transferências do mercado de Verão. Mas a posição de organizador de jogo parece "coxa". Não me parece que o único organizador de jogo do plantel, Leandro Lima, possa corresponder durante uma época inteira com tantos jogos. E logo um jovem jogador que só agora chegou ao clube e não conhece o futebol europeu. Isto porque Lucho, Kazmierczak e Raúl Meireles são soluções de recurso para a posição 10. Com a saída de Jorginho e o empréstimo de Luis Aguiar, o jovem brasileiro é claramente insuficiente, mas pode ser que Mariano Gonzalez assuma essas funções com qualidade e consistência. Falta experimentar mais vezes o argentino nessa posição. Ainda assim, temos uma lacuna no plantel. A preencher em Janeiro?

A «foto do dia» - O homem nu de Sevilha

Na estreia da «foto do dia», recuamos até à Final de Sevilha em Maio de 2003. No intervalo do jogo FC Porto-Celtic, um adepto completamente nu resolve surpreender os espectadores com uma invasão de campo! Veio-se a saber mais tarde tratar-se de um homem contratado por uma empresa de apostas que pretendia promover o seu negócio na internet. O goldenpalace.com é uma espécie de casino virtual que permite apostas on-line. Esta empresa optou nos últimos anos por um tipo de promoção bastante arrojada. Uma das estratégias de marketing consistia em contratar algumas pessoas, sem qualquer experiência em publicidade e completamente anónimas, que exibiam no corpo uma pintura com o respectivo endereço de internet da empresa. Os contratados tinham por objectivo chamar a atenção do grande público através de um acto pouco convencional de fazer publicidade mas suficientemente mediático. O contratado tinha que saltar de pontes, escalar edifícios, interromper cerimónias públicas ou...invadir relvados!!! Houve mesmo uma jovem norte americana que, por 10 mil dólares, tatuou na testa um anúncio a este casino virtual. Quem não pareceu muito preocupado com o atrevimento do "invasor" foi Jorge Costa (na foto) que lá teve que esperar mais um pouco pelo reinício do jogo. A má notícia é que a moda não pegou!

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Já temos adversários na Champions!


O FC Porto já conhece os seus adversários na Champions. Liverpool, Besiktas e Marselha são as equipas a abater no caminho até aos oitavos-de-final. Os turcos nunca defrontámos. Do Marselha temos excelentes recordações. Na época 2003/04 encontrámos os franceses no caminho que levou à final de Gelsenkirchen. No Vélodrome, vitória épica por 3-2 com golos de Maniche, Derlei e Alenitchev, e nas Antas, vitória por 1-0 com golo de Alenitchev. As recordações do Liverpool não são tão boas. Defrontámos os ingleses na Taça UEFA (época 2000/01) com empate nas Antas (0-0) e derrota em Anfield (2-0).
Apesar de evitar grandes deslocações, o calendário de jogos do FC Porto podería ter sido mais simpático, é que depois da recepção ao vice-campeão da Europa (Liverpool) haverá duas deslocações consecutivas, a Istambul e a Marselha. As boas notícias são o começo e o final da primeira fase da prova em casa (início em casa com o Liverpool e último jogo também em casa com o Besiktas). Será conveniente vencer os ingleses na primeira partida de forma a evitar eventuais surpresas nas deslocações à Turquia e a França.
Aqui fica o calendário dos campeões de Portugal:

18-09-07 FC Porto-Liverpool
03-10-07 Besiktas-FC Porto
24-10-07 Marselha-FC Porto
06-11-07 FC Porto-Marselha
28-11-07 Liverpool-FC Porto
11-12-07 FC Porto-Besiktas

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Vem aí um nº 10?

Faltam 48 horas para fechar o mercado de Verão e...a camisola 10 ainda sem dono! Apesar de nos últimos dias terem surgido notícias do interesse do FC Porto em mais um avançado, a posição 10 parece neste momento mais necessitada de reforços. Actualmente, apenas Leandrinho parece habilitado a assumir essas funções e o recurso a Lucho Gonzalez para essa posição é apenas isso, um recurso. No caso de se confirmar a saída de Jorginho e tendo em conta as dúvidas relativas ao potencial de Luís Aguiar, a chegada de outro nº 10 parece natural. Provavelmente, a escolha irá recair num jogador experiente e que conheça bem o futebol europeu isto porque a juventude e ainda alguma ingenuidade de Leandrinho não lhe permitem assumir essa responsabilidade. Num futuro próximo, o brasileiro entrará no onze pois potencial não lhe falta, mas por agora, a chegada de outro organizador de jogo parece inevitável. Senão reparem, Deco foi nº 10, Diego foi nº10, Anderson foi nº 10, e Leandrinho é...nº 20! No Sábado, ou antes, teremos o eleito!

PS: na próxima Sexta-feira o "blog" inaugura uma nova rubrica. Na «foto do dia» vamos recordar algumas imagens, associadas ao mágico FC Porto, que ficaram para a história.

O «cromo do dia» - José Monteiro da Costa

Depois de fundar o FC Porto em 1893, António Nicolau d'Almeida, influenciado pela esposa, acabaria por abandonar o clube. O FC Porto enfrentou nessa época um período de marasmo e apatia que quase o levou à extinção. Mas em 1906, um grupo de jovens liberais conhecidos como «Grupo do Destino», e fascinados com as histórias do «Foot Ball Club do Porto», decidem dar continuidade ao projecto. O grupo era liderado por José Monteiro da Costa que foi o responsável pelo regresso do entusiasmo e da ambição ao clube. Primeiro objectivo do «Grupo do Destino»: construir um campo relvado! O projecto avançou e o Campo da Rua da Rainha foi uma realidade ainda durante o ano de 1906. Era um pequeno complexo desportivo que incluía um campo relvado (o primeiro de Portugal) com as medidas regulamentares para a prática do futebol. O primeiro equipamento do clube também foi matéria levada a discussão por Monteiro da Costa. Uns queriam azul e vermelho por serem as cores do Arsenal de Inglaterra, a melhor equipa do mundo desse tempo, mas a maioria não aceitou. É então que José Monteiro da Costa surge com a sua proposta: as cores do clube serão as cores da bandeira da pátria, azul e branco. Isto porque «tinha esperança de que o futuro clube havia de ser grande, não se limitando a defender o bom nome da cidade, mas também o de Portugal em pugnas desportivas contra estrangeiros». Foi também nesse período, em 1910, que foi criado o primeiro emblema do clube, uma bola de futebol com as iniciais FCP.

domingo, 26 de agosto de 2007

Aí está o primeiro lugar!

2 jogos, 2 vitórias e...1º lugar! Depois da difícil deslocação a Braga, nova vitória na Liga a afastar os fantasmas dos últimos jogos frente ao Sporting. Vitória por 1-0 (através de um livre indirecto) a reflectir 60 min. de pressão e muita agressividade do campeão. Depois do golo, o FC Porto foi uma equipa algo tensa e que não se conseguiu adaptar à reacção táctica do adversário. Apesar do final titubeante, vitória justíssima que garante o primeiro lugar e coloca a concorrência à distância. Jesualdo optou novamente pelo 4-3-3 e, até prova em contrário, essa fidelidade ao sistema parece acertada pois o campeão não deve abdicar dos seus príncípios em função do adversário.
Os destaques no FC Porto foram os 4 homens da defesa, Paulo Assunção e Raúl Meireles. Paulo Assunção foi mesmo o "man of the match". Um autêntico muro contra as investidas do Sporting! Assunção esteve sempre muito concentrado, especialmente na antecipação, uma especialidade do brasileiro. Raúl Meireles manteve a disponibilidade física que mostrou na pré-época, corre quilómetros e ainda foi "lá acima" marcar o golo da vitória (na foto). Um corredor de fundo o "geómetra" do FC Porto! Quanto ao quarteto da defesa, destaque para Bruno Alves que "limpou" o jogo aéreo, para os dois laterais que provocaram muitos desiquilibrios no meio campo e para Pedro Emanuel que travou um excelente duelo com os dois avançados do Sporting. Quanto aos reforços, ainda não foi desta que entraram no onze inicial. Uma opção de Jesualdo que se justifica perante o difícil início de campeonato que não permitia experiências de risco. Na próxima semana, visita a Leiria para defender o 1º lugar. Força campeões!

Alfredo Murça, 1948-2007

Alfredo Murça faleceu anteontem (24/08/2007), aos 59 anos, na sequência de uma doença prolongada. O antigo internacional português nasceu a 17 de Janeiro de 1948, na Costa da Caparica e foi bicampeão nacional pelo FC Porto em 1977/78 e 78/79, e vencedor de uma Taça de Portugal. Murça foi o defesa esquerdo da famosa equipa de Pedroto que garantiu o regresso do FC Porto aos títulos depois de 19 anos de jejum, e também participou na famosa eliminatória frente ao Manchester United quando o FC Porto esmagou os ingleses nas Antas (4-0) tendo depois perdido em Old Trafford por 5-2. Depois de terminada a carreira de jogador, Murça foi treinador adjunto do FC Porto durante várias épocas e nos últimos anos continuava a colaborar com o clube a nível da prospecção. Murça foi um profissional discreto mas sempre disponível e dedicado ao clube. Foi ainda cinco vezes internacional "AA" por Portugal, quatro em representação do FC Porto e uma pelo Belenenses, o outro clube que também representou. Chegou ao FC Porto depois de se sagrar vice-campeão ao serviço do Belenenses em 1973. Ainda hoje é considerado um histórico do Belenenses, encontrando-se várias referências a Alfredo Murça em muitos "blogs" dedicados ao clube do Restelo. Apesar de ter jogado em dois históricos do futebol português, Murça nunca escondeu um carinho especial pelo clube da terra, os Pescadores da Costa da Caparica, onde se formou como futebolista.
Obrigado e até sempre campeão.

sábado, 25 de agosto de 2007

Clássico no Domingo!

A história dos confrontos entre FC Porto e Sporting, jogados na Invicta, é claramente favorável ao actual Campeão. Nos últimos 30 anos, apenas por duas vezes o FC Porto foi derrotado na recepção ao Sporting em jogos do Campeonato Nacional. Uma estatística reveladora das dificuldades que o nosso adversário tem, sempre que visita a Invicta, e uma tradição que vamos querer manter no próximo Domingo. Curiosamente, nessas duas vezes em que foi derrotado pelo Sporting em casa, o FC Porto foi Campeão. Na época 1996/97, com António Oliveira, e na época anterior com Jesualdo Ferreira. Mas no Domingo é pra ganhar!
A propósito do clássico, hoje recordamos uma caricatura que saiu na capa de uma edição de Sábado (de Novembro de 1987) do jornal “A Bola”, na véspera de mais um “clássico” do futebol português, entre o FC Porto e o Sporting, realizado no Estádio das Antas. À esquerda, o treinador do FC Porto da altura, o jugoslavo Tomislav Ivic. Ao meio, o treinador do Sporting de então, o inglês Keith Burkinshaw e à direita, o técnico do Varzim, Henrique Calisto. No início da 2ª volta, Burkinshaw não resistiria aos maus resultados e seria substituído por António Morais. O FC Porto, depois de já ter conquistado a Supertaça Europeia e a Taça Intercontinental, estava embalado para ser Campeão Nacional e venceu essa partida por 2-0 com golos de Madjer e Sousa. Por seu lado, o Sporting, à semelhança de épocas anteriores, voltaria a fazer um campeonato decepcionante, ficando em 3º lugar, atrás do Benfica.
Nessa época, o FC Porto foi derrotado apenas 1 vez, sofreu apenas 15 golos e marcou 88! Fernando Couto era uma jovem promessa e realizou apenas 1 jogo enquanto que Fernando Gomes continuava a coleccionar golos, nessa época marcou 21. O FC Porto conquistaria também a Taça de Portugal derrotando o Vitória de Guimarães por 1-0 (golo marcado por Jaime Magalhães), na final disputada no Estádio Nacional, no Jamor. Aqui fica o plantel 1987/88:

Grs: Mlynarczyk e Zé Beto;
Def: João Pinto, Celso, Geraldão, Inácio; Bandeirinha, Lima Pereira, Eduardo Luís, Barriga e Fernando Couto;
Med: Jaime Magalhães, André, Jaime Pacheco, Sousa; Semedo, Frasco e Quim;
Avs: Rui Barros, Fernando Gomes “cap.”; Madjer, Domingos, Raudnei, Jorge Plácido; Juary e Rui Neves;

O «cromo do dia» - Fernando Gomes

Hoje, no "cromo do dia", recordamos o maior goleador de todos os tempos do futebol português. Fernando Mendes Soares Gomes nasceu no Porto a 22-11-1956. Jogou 13 épocas no FC Porto onde foi campeão nacional por cinco vezes, tendo ganho ainda uma Taça dos Campeões Europeus, uma Supertaça Europeia, uma Taça Intercontinental e três Taças de Portugal. Gomes foi uma máquina de fazer golos! Marcou 318 golos no campeonato português (um record nacional que nem Eusébio supera), 288 dos quais pelo FC Porto, sendo o maior goleador de sempre do clube. Ganhou seis vezes o troféu de melhor marcador nacional e foi por duas vezes o melhor marcador europeu, vencendo a bota de ouro em 82/83 (36 golos) e em 84/85 (39 golos).
Com apenas 17 anos, estreou-se oficialmente na equipa principal do FC Porto. Foi no dia 8 de Setembro de 1974 e marcou os dois únicos golos na suada vitória por 2-1 frente à CUF. Gomes, no primeiro ano de FC Porto, ganhava 12 contos por mês enquanto que Cubillas, a vedeta da altura, ganhava 125!
Mas nem tudo foram rosas na ligação entre o FC Porto e Fernando Gomes que deixou o clube por duas vezes (por motivos diferentes), para jogar no Sp. Gijon (duas épocas) e, já no final da carreira, no Sporting. No primeiro jogo pelo clube espanhol, marcou cinco golos ao Oviedo! Depois de uma grave lesão, acabaría por regressar a Portugal e ao FC Porto, na época 1982/83, continuando a saga dos golos iniciada na época 1974/75. Mas em Novembro de 1987 iriam começar os problemas. Tomislav Ivic, assumiu numa entrevista que “Gomes é finito!” Apesar do desgaste provocado pelo jugoslavo, Gomes manteve-se no clube porque Ivic saiu logo a seguir. Gomes renovava o contrato e Quinito, o novo treinador afirmava: “Comigo… é Gomes e mais dez!”. O problema é que Quinito fracassou e regressaram Artur Jorge e...Octávio Machado! As relações entre Gomes e Octávio nunca foram as melhores e quando o FC Porto teve uma deslocação à Madeira para enfrentar o Marítimo, um atrito entre os dois foi suficiente para o goleador desabafar: “Octávio é um palhaço e um bufo dos tempos do Sr. Pedroto”. Pinto da Costa acabou por ficar mais uma vez ao lado dos treinadores e o Bi-bota d'Ouro acabou com um processo disciplinar e suspensão de todas as actividades. Um ano depois, Gomes ingressaría no Sporting, onde jogou 2 épocas, regressando depois á Invicta de onde nunca devería ter saído.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

"O Presidente do Atlético já deve compreender por que não o vendi"

A frase é de Pinto da Costa e revela bem a vontade do Presidente em manter o Harry Potter no Dragão. A verdade é que o cigano quando está inspirado e bem disposto é quase imparável. Quando tivermos um Quaresma lúcido e que saiba interpretar melhor o jogo, vamos ter um craque no Dragão. Esperemos é que esse crescimento não lhe retire aquela irreverência própria dos predestinados. Até ver, a opção de manter o jogador no clube parece acertada. "Não está mais preso, nem menos preso ao clube. Disse sempre que ele era inegociável" reafirmou Pinto da Costa esta semana. A vontade do jogador também parece ter sido determinante porque Quaresma parece sentir-se bem na Invicta e mantém com os adeptos uma curiosa cumplicidade. Quando chegou ao FC Porto parecia um jogador pouco motivado e circunspecto no contacto com os adeptos e a imprensa. Agora, é o sub-capitão e a estrela da companhia. Não esquecer que Quaresma chegou ao FC Porto envolvido na venda de Deco ao Barcelona por 15 milhões de euros. Uma verba que na altura pareceu reduzida. E agora, quanto vale Quaresma?

O «cromo do dia» - Nicolau d'Almeida

Na minha modesta opinião, não foi Pinto da Costa, nem Pedroto, e muito menos Mourinho o homem mais importante da história do clube. Esse reconhecimento deve ser dado a António Nicolau d'Almeida, um comerciante de Vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. «O nosso futuro clube deve chamar-se Foot Ball Club do Porto, por os seus fundadores serem na sua quase totalidade tripeiros natos, a sua sede na cidade do Porto e o principal desporto a que se vai dedicar — o futebol.» Foram estas as primeiras palavras de Nicolau d'Almeida quando decidiu fundar o mágico FC Porto. Junto com o seu pai, era sócio de uma empresa exportadora de Vinho do Porto e assumido «sports-man», praticante do portuguesíssimo jogo do pau, do remo e da natação. Em 1893, tinha 20 anos e viaja até Inglaterra em missão de negócios rendendo-se ao fascínio de um jogo chamado «foot ball». Com a ajuda de alguns amigos das "corridas de bicicleta", consegue finalmente criar o clube com que sonhara, o «Foot Ball Club do Porto». Data escolhida: 28 de Setembro de 1893.
A fundação do Foot-ball Club do Porto foi notícia nos jornais da época, e o evento mais significativo desta primeira e breve existência do clube foi uma partida contra o Club Lisbonense, com o alto patrocínio do Rei D. Carlos. A notícia do evento foi publicada, em cima da hora, pelo «Diário Illustrado», periódico de Lisboa, nos seguintes termos: «Fundou-se, no Porto, um clube denominado Foot Ball Clube do Porto, o qual vem preencher a falta que havia no norte do país de uma associação para os jogadores daquela especialidade. No segundo domingo de Outubro inaugura-se o clube oficialmente, com um grande match entre os seus sócios, no hipódromo de Matosinhos. Ouvimos dizer que serão convidados alguns clubmen de Lisboa. Que o Foot Ball Club do Porto apure um grupo rijo de jogadores e que venha medir-se ao campo com os jogadores do Club Lisbonense, do Real Ginásio Club, do grupo de Carcavellos ou de Braço de Prata, para animar os desafios de football como já o são as corridas de cicles. Eis o que desejamos.»
Alguns anos depois, António Nicolau d'Almeida acedeu ao pedido da futura esposa, que considerava o futebol uma modalidade demasiado violenta, e afastou-se do clube, que entrou num período de letargia.

domingo, 19 de agosto de 2007

Atacar o Tri...à bomba!

Dois "torpedos" de Quaresma afundaram o Braga!
Confirmar o 1º "torpedo" (0-1) de livre directo do Harry Potter em... http://www.dailymotion.com/relevance/search/braga-fc+porto/video/x2s99u_sc-braga-vs-fc-porto-01-tvtuga_sport
Num excelente espectáculo de futebol, o FC Porto regressou às vitórias e ao bom futebol. Houve um Quaresma inspiradíssimo nas bolas paradas que voltou a acertar nos postes, mas desta vez as suas duas "bombas" acabaram mesmo por entrar. O FC Porto voltou a ser consistente e só nos primeiros 15 min. da segunda parte permitiu algum ascendente ao adversário. Parece apenas faltar mais objectividade no ataque pois a qualidade de jogo merecía mais e melhores oportunidades de golo. Mas o mais importante é que o Campeão começou a Liga a ganhar e parece estar a crescer. Para isso muito contribuiu a entrada de Lucho Gonzalez no onze inicial porque o argentino é o elo de ligação perfeito entre o meio-campo e o ataque. A profundidade que faltou ao FC Porto no jogo da Supertaça foi ontem garantida por El Comandante que, apesar de não estar ainda a 100%, é importantíssimo na dinâmica do Campeão. No final comentou: "Estou feliz por ficar aqui e contente pois mostram muito carinho por mim".
No próximo Domingo temos umas contas a ajustar com o Sporting!

O «cromo do dia» - Barrigana

O «Mãos de Ferro», como ficou conhecido, nasceu em Alcochete a 08/04/1922. Barrigana era um guarda-redes com um estilo muito peculiar porque em vez da discrição e sobriedade própria dos guarda-redes dessa altura, tinha um estilo espectacular e irreverente. Iniciou a carreira profissional no Onze Unidos do Montijo mas foi no Sporting que começou a mostrar qualidades que mais tarde o levaram a ser um esteio do FC Porto e da Selecção Nacional. Ao não se conseguir afirmar no Sporting, "tapado" por Azevedo, acabou por ingressar no FC Porto em 1943, jogando de azul e branco durante 12 (!) épocas. A sua chegada ao clube deveu-se ao súbito desaparecimento do guarda-redes Béla Andrásik. O húngaro estava ligado a organizações anti-fascistas e perante as pressões da PIDE, o FC Porto foi obrigado a "convidar" o guarda-redes a saír para o estrangeiro.
Frederico Barrigana acabou por nunca ser campeão pelo FC Porto pois a sua chegada ao clube coincidiu com o período de 16 anos de jejum. Apesar de arredado dos títulos, confirmou-se no FC Porto como um dos melhores guarda-redes da história do clube e só muito recentemente foi ultrapassado por Vítor Baía no grupo de guarda-redes portistas com mais jogos disputados no Campeonato Nacional. As fantásticas prestações ao serviço do FC Porto valeram a Barrigana a titularidade na Selecção Nacional pela qual se estreou contra a Espanha em 1948. Infelizmente, tal como no FC Porto, acabou por ficar ligado a um período difícil da Selecção Nacional que nessa altura chegou a sofrer algumas goleadas históricas. Curiosamente, a sua saída do clube coincidiu com o título de 1956 já sob o comando de Dorival Yustrich. Barrigana, numa decisão muito controversa, foi dispensado por Yustrich no início dessa época, rumando ao Salgueiros e ajudando o «velho Salgueiral» a voltar à I Divisão. Depois de três épocas no clube de Paranhos acabou por ser convidado a treinar o Salgueiros e a carreira de técnico prosseguiu no Chaves, Académico de Viseu, e em vários outros clubes de menor dimensão.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Vai começar o ataque ao Tri!

Começa em Braga a rota que poderá levar o FC Porto ao 23º título da sua história. Nos últimos 30 anos, o clube foi Campeão por 17 vezes! Em caso de sucesso, no final da temporada ficarão a faltar apenas 8 títulos para alcançar o Benfica (31) no topo da tabela. O encurtar de distâncias continua mas o maior aliciante é a conquista de um feito que no passado parecia sempre intrincado, o Tri! Depois do primeiro Tri conquistado na época 1996/97, o FC Porto ainda não voltou a repetir a proeza de vencer o Campeonato três vezes consecutivas. No passado, o clube teve quatro oportunidades de conquistar o Tri Campeonato: em 1940, 1980, 1987 e 1994. Curiosamente, nessas quatro tentativas foi sempre segundo. Já depois de conquistado o Penta, houve nova oportunidade de fazer história, foi na época 2004/05 mas o FC Porto voltou a ser...segundo! Em seis aproximações ao Tri apenas uma teve sucesso. Vamos lá contrariar a história!

O «cromo do dia» - Madjer

Rabah Madjer, o homem do calcanhar de Viena, nasceu em Argel a 15-02-1958. Iniciou o percurso juvenil em 1972 no Hussein Dey prosseguindo a carreira profissional na Argélia ao serviço do NA Hussein Dey onde permaneceu 10 anos antes de chegar à Europa para jogar no Racing Paris (1983/84). Chegou ao FC Porto na época 1985/86 (vindo do Tours) onde permaneceu 6 anos tendo pelo meio uma passagem meteórica por Valência em 1988/89, mas não se adaptou ao clube espanhol e regressou ao FC Porto 6 meses depois permanecendo até 1991.
Madjer era um jogador elegante, com uma técnica fantástica e uma paixão pelo jogo contagiante. No primeiro jogo oficial pelo FC Porto, no Restelo, não marcou mas fez uma exibição fantástica. No final do jogo, questionado por um jornalista se estava à espera de uma exibição tão boa, respondeu à campeão: "Gostaram? Ainda não viram nada!!!" Os primeiros golos que marcou ao serviço do FC Porto valeram uma vitória num derby frente ao Boavista no Estádio do Bessa. Ao intervalo o FC Porto perdia 1-0 mas na segunda parte Artur Jorge lançou o argelino que marcou 2 golos que garantiram a vitória do FC Porto por 2-1. Madjer foi recentemente considerado, pela IFFHS, o 5º melhor jogador africano do século atrás de Weah (Libéria), Milla (Camarões), Abédi Pelé (Ghana) e Belloumi (Argélia) mas a União dos Futebolistas Africanos considerou-o o melhor de todos os tempos.
Uma curiosidade: antes de chegar à Europa, Madjer enfrentou os responsáveis do futebol argelino, indignado com uma lei que não permitia aos jogadores com menos de 28 anos deixar o país. Com inúmeras propostas da Europa, permaneceu sem competir durante meses antes de aceitar retornar ao NA Hussein Dey com a promessa de partir para o estrangeiro no ano seguinte.
Depois de terminada a carreira de jogador regressou à Argélia para trabalhar, como treinador, ao serviço da Federação daquele país. Ainda regressou ao FC Porto para treinar os juniores na época 1995/96 e recentemente esteve presente na homenagem que o FC Porto fez aos Campeões da Europa de 1987 na celebração dos 20 anos da vitória de Viena, "parece que foi ontem que disputámos aquela final. Estou muito feliz por reencontrar toda esta gente. Adeptos, dirigentes e todos os meus colegas de equipa. Serei para sempre do FC Porto", comentou o argelino.
Neste cromo, surge ao serviço da Selecção da Argélia pela qual marcou um golo na histórica vitória (2-1) sobre a Alemanha no Campeonato do Mundo de 1982 em Espanha.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

O «cromo do dia» - Dorival Yustrich

Dorival Knipel nasceu em Corumbá a 28 de Setembro de 1917 e ganhou o apelido de Yustrich pelas semelhanças físicas com Juan Elias Yustrich, famoso guarda redes argentino do Boca Juniors. Dorival Yustrich notabilizou-se por ser um técnico exigente, disciplinador e arrogante. Na década de 1950, já como treinador com fama de disciplinador, não permitia que os seus atletas fumassem, deixassem a barba por fazer e usassem cabelo comprido. Não tolerava atrasos e falta de empenho nos treinos. No Brasil, ganhou a alcunha de "Durão" porque, além da arrogância que exibia, tinha uma compleição física que impunha respeito. Envolvia-se em constantes atritos com jogadores, colegas, dirigentes e até com a imprensa. Ainda no Brasil, em 1953, foi expulso do Atlético Mineiro pelos próprios jogadores, descontentes pela forma como Yustrich tratava alguns atletas.
Completamente surrealista a foto em cima, publicada no jornal A BOLA em 1958, em que Yustrich, já como treinador do FC Porto, salta do banco para insultar um árbitro acabando por espezinhar Hernâni (um ídolo do FC Porto na altura) que tinha acabado de ser expulso. Mas os atritos entre Yustrich e Hernâni já vinham de longe. Em 1958, o FC Porto goleou o Oriental por 5-0 e Yustrich mandou os jogadores agradecerem ao público o apoio que lhes tinha sido dado. Hernâni foi o único a não cumprir a ordem porque não estava para "alimentar as palhaçadas do treinador", foi o suficiente para se iniciar uma discussão que culminou com um troca de socos. No final da temporada Yustrich foi dispensado.
Apesar do mau feitio, foi Dorival Yustrich que levou o FC Porto ao título nacional (1955/56) após um jejum de 16 anos."O FC Porto é um elefante adormecido que não sabe a força que tem" comentou Yustrich depois de ser campeão.
Yustrich terminou no Cruzeiro a sua carreira de treinador. Retirou-se para o mais completo anonimato e só foi notícia novamente em 1990, ano do seu falecimento.
A verdade é que para o FC Porto voltar aos êxitos, depois de um jejum de 16 anos, foi necessário contratar...um louco!!!

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Quando volta o ciclismo?

Durante as últimas etapas da Volta a Portugal têm surgido alguns espectadores com camisolas e bandeiras do FC Porto. Ao que parece, estes adeptos de ciclismo pretendem apoiar Cândido Barbosa pois há muito tempo que o FC Porto extinguiu a sua secção de ciclismo. Não deixa de ser irónico que o principal candidato à vitória na Volta e portista assumido, José Azevedo, represente actualmente o Benfica. O corredor português desabafou recentemente: "a minha equipa é o Benfica, o meu clube é o FC Porto"!
Infelizmente o FC Porto não parece muito interessado em reactivar a secção de ciclismo, o que é pena pois os adeptos do clube e do ciclismo em geral mereciam uma equipa à medida do vasto e rico historial do FC Porto na modalidade. Será difícil obter um patrocinador?
O FC Porto é o clube com mais títulos de vencedor da maior prova do ciclismo português. Os corredores do FC Porto venceram a prova por 12 vezes, a última das quais em 1983 (Marco Chagas), enquanto que Sporting e Benfica têm apenas 9 títulos individuais cada. O FC Porto contou ao longo da história da modalidade com alguns dos mais prestigiados corredores do ciclismo português, como: Dias dos Santos, Manuel Zeferino, Moreira de Sá e Marco Chagas (o maior vencedor da história da Volta a Portugal). No início da década de 80 o clube chegou mesmo a vencer a prova por três vezes consecutivas (de 1981 a 1983), com Manuel Zeferino e Marco Chagas (por duas vezes) a garantirem o Tri no ciclismo. O antigo Estádio das Antas chegou a ter uma pista de ciclismo inaugurada em 1960. Mais de 40 anos depois sería hora de fazer regressar o ciclismo ao FC Porto?
Em cima, a ilustrar o "post", a equipa do FC Porto que participou na Volta a Portugal de 1955.

O «cromo do dia» - Paulo Futre

Paulo Jorge dos Santos Futre nasceu a 28-02-1966 no Montijo. Com 12 anos ingressou no Sporting estreando-se na equipa sénior na época 1983/84. No final da temporada pediu um aumento de salário e os dirigentes do clube não só recusaram como anunciaram que iam emprestá-lo à Académica. Futre rescindiu o contrato, alegando falta de condições psicológicas, e assinou pelo FC Porto. Teve 3 épocas de glória no FC Porto antes de assinar pelo At. Madrid onde jogou 6 anos. Depois disso, passou por um período conturbado da sua carreira quando representou vários clubes (Benfica, Marselha, Reggiana, Milan, West Ham, Atlético de Madrid e Yokohama Flugels). Em Espanha não conseguiu o sucesso desportivo que se previa (venceu apenas duas Taças) mas em termos individuais tornou-se num dos grandes símbolos de sempre do At. Madrid. Mas foi ao serviço do Milan que voltou a ser campeão depois dos 2 títulos conquistados no FC Porto. Foi ainda distinguido, em 1987, com um importantíssimo título individual: a Bola de Prata (segundo melhor jogador da Europa, perdendo apenas para Ruud Gullit). Paulo Futre podia ter feito uma carreira ainda mais brilhante, mas as lesões que o apoquentaram desde 1993 limitaram o seu desempenho e provocaram um final de carreira de certa forma extemporâneo, aos 32 anos.
Uma curiosidade: No Mundial México 86, o jovem Paulo Futre esperava vir a ser a grande revelação do campeonato mas o seleccionador deixou bem claro que não o colocaria na equipa principal, embora o anunciasse como arma secreta. Na altura, a temível dupla avançada do FC Porto, Futre e Gomes, nunca era posta a jogar simultaneamente. Viria a saber-se mais tarde que Futre não jogava para se obter um equilíbrio entre os jogadores dos três grandes portugueses e evitar conflitos.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Lucho, volta depressa!

"É verdade que não estive muito bem, mas também recebi poucas vezes a bola porque fizemos muitos pontapés para o ar. São jogos." O desabafo é de Ricardo Quaresma e espelha bem o FC Porto que esteve em Leiria, uma equipa sólida mas pouco objectiva no ataque e que nunca conseguiu chegar à área do adversário em futebol corrido. Em Braga, será necessário dar mais profundidade à equipa e para isso pede-se a Jesualdo que seja mais corajoso (e ambicioso) na escolha do triângulo de meio-campo. Neste momento, julgo que a entrada de Lucho Gonzalez no onze não resolverá todos os problemas do jogo ofensivo do FC Porto, será um mal menor tendo em conta o pouco conhecimento que o jovem Leandro Lima ainda tem do futebol português. Apesar de estar ainda um pouco pesado, Mariano Gonzalez também poderá ser chamado á posição 10 porque é um jogador tacticamente evoluído e menos individualista que o brasileiro. A verdade é que os rumores da ida ao mercado para garantir outro nº10 se justificam.

O «cromo do dia» - Valdemar Mota

Valdemar Mota foi um dos melhores jogadores do FC Porto dos anos 20 e anos 30. Foi um excelente médio/extremo direito que jogou mais de 20 vezes pela Selecção Nacional e notabilizou-se por ter marcado três golos num jogo frente à Itália (vitória por 4-1). Foi também o primeiro atleta olímpico do FC Porto a representar Portugal (4º lugar) nos Jogos Olímpicos de Amesterdão, em 1928. Nessa altura, ficou célebre o trio de luxo: Valdemar Mota, Acácio Mesquita e o génio "Pinga", que venceram pelo FC Porto o primeiro campeonato da liga realizado em 1934/35. Os «três diabos do meio-dia» foram assim apelidados depois do FC Porto vencer as melhores equipas da Europa dessa altura, durante o Natal de 1933. O trio começou a dar nas vistas durante um jogo frente à Selecção de Budapeste que o FC Porto venceu por 7-4. No jogo seguinte, frente ao poderoso First de Viena, nova vitória por 3-0 com Valdemar Mota, Acácio Mesquita e Pinga a revelarem um entendimento e cumplicidade que arrasaram os austríacos, que não esperavam tamanha ousadia do FC Porto. Os «três diabos do meio-dia» fizeram parte da equipa, treinada por Joseph Szabo, que nessa altura (da época 1927/28 a 1934/35) venceu 1 Campeonato da Liga, 1 Campeonato de Portugal e 8 Campeonatos do Porto.
Aqui fica o onze tipo dessa altura: Miguel Siska, Avelino Martins, Pedro Temudo, Álvaro Sequeira, Álvaro Pereira, Castro, Lopes Carneiro, Valdemar Mota, Acácio Mesquita, Pinga e Carlos Mesquita.
Uma curiosidade: depois de terminada a carreira de futebolista, Valdemar Mota dedicou-se ao comércio. O seu estabelecimento, situado na baixa do Porto, possuía uma clientela seleccionada. A sua mercearia ficava junto à entrada do Mercado do Bolhão e era frequentada pela burguesia e gente abastada do Porto.

domingo, 12 de agosto de 2007

Lá se foi a 16ª Supertaça!

As três bolas nos postes não explicam tudo! Apesar de alguma falta de sorte, o FC Porto só se deve queixar de si próprio na derrota (0-1) frente ao Sporting. Foi um FC Porto «à Octávio», com três médios defensivos, sem profundidade e demasiado previsível no ataque. Ao colocar em campo três médios sem criatividade, Jesualdo condicionou a equipa que nunca foi capaz de um rasgo colectivo ou individual de imprevisibilidade. Desta vez, até Quaresma surgiu desinspirado e displicente. Depois do erro táctico da época anterior, aquando do FC Porto-Sporting do Dragão, desta vez Jesualdo leu bem o jogo e "encostou" Lisandro Lopez a Miguel Veloso, tentando retirar poder de organização ao adversário e assim ganhar a luta do meio-campo. O recuo táctico de Lisandro acabou por resultar mas o argentino desgastou-se muito nas tarefas defensivas, e com um triângulo (Assunção-Meireles-Cech) de meio-campo pouco criativo e que nunca se complementou ficou muito difícil alimentar o ponta-de-lança. Depois de no último Feyenoord-FC Porto ter experimentado um meio-campo idêntico (Assunção-Meireles-Kazmierczak), que nunca teve dinâmica ofensiva, esperemos que no futuro o Professor não volte a limitar e condicionar a equipa.

O «cromo do dia» - Geraldão

Geraldo Dutra Pereira nasceu a 24-04-1963 em Governador Valadares. Chegou ao FC Porto na época 1987/88, vindo do Cruzeiro, permanecendo quatro épocas nas Antas. Inicialmente fez dupla com Celso e com Lima Pereira, no FC Porto de Tomislav Ivic, e nas duas últimas épocas com Paulo Pereira e com Stephane Demol, no FC Porto de Artur Jorge. Geraldão foi um excelente defesa central, e internacional brasileiro, que teve uma passagem de grande sucesso pelo FC Porto. Os seus portentosos livres directos, que deram muitos golos ao FC Porto, ficaram na memória de todos, nomeadamente aquele que marcou a Tomislav Ivkovic num clássico frente ao Sporting (2-0). No dia anterior ao jogo, o guarda redes jugoslavo deu uma entrevista a um diário desportivo garantindo que Geraldão não marcaría de livre: "Já sei como é que Geraldão marca os livres" comentou Ivkovic. Premonição ou não, na primeira oportunidade que Geraldão dispôs para aplicar o seu pontapé,...golo do FC Porto! Um estático Ivkovic limitou-se a ver a bola entrar no ângulo direiro da sua baliza depois de embater no poste. Uma bomba a 30 metros da baliza!
Uma curiosidade: no final de Janeiro de 1991, por decisão da direcção do FC Porto, Geraldão é afastado do plantel. Tudo porque Pinto da Costa descobriu que o central brasileiro, que marcara vários golos decisivos de livre, assinara um pré acordo com o Benfica, pois Gaspar Ramos mantinha vivo o sonho de construção de um Benfica Europeu, com Geraldão e Ricardo no centro da defesa. Mês e meio passou, e o FC Porto perdeu a liderança do campeonato para o clube da Luz, com Pinto da Costa preocupado, o Presidente fez regressar Geraldão do Brasil, para voltar a dar coesão defensiva ao FC Porto.
Depois de deixar o FC Porto a sua carreira prosseguiu em França (PSG) e no México (América), acabando por regressar ao Brasil em 1993 para jogar no Grêmio.
Neste cromo, surge ao serviço do PSG onde jogou uma época depois de deixar o FC Porto.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Vamos lá levantar a 16ª!

Faltam 24 horas para a disputa do primeiro troféu da época. O FC Porto já nos habituou a vencê-lo (tem mesmo mais Supertaças que todos os outros clubes juntos) e amanhã em Leiria, a ambição e querer ganhar estarão novamente em alta. No onze do FC Porto haverá apenas uma dúvida. Quem acompanha, no meio-campo, a dupla Assunção-Meireles?
«O Lucho fica de fora porque ainda não tem ritmo de trabalho para entrar na equipa», comentou ontem Jesualdo. Recuando até ao último grande teste da pré-época, frente ao Feyenoord, Kazmierczak parece levar vantagem na luta por esse lugar mas não será de excluir a entrada de Marek Cech para o meio-campo ou o recuo de Lisandro Lopez entrando para o seu lugar outro extremo (Tarik ou Mariano Gonzalez).
A minha aposta: Helton, Bosingwa, Pedro Emanuel, Bruno Alves e Fucile; Paulo Assunção, Raul Meireles e Marek Cech; Quaresma, Lisandro Lopez e Adriano.
A propósito da Supertaça, hoje recordamos a equipa (foto em cima) que venceu e goleou o Benfica na Luz por 0-5 quando a competição ainda era disputada em duas mãos. Reparem no sorriso malandro de António Oliveira!
Época 1995-96
Estádio das Antas: FC Porto-Benfica 1-0 (Domingos 42')
Estádio da Luz: Benfica-FC Porto 0-5 (Artur 3', Edmilson 42', Jorge Costa 46', Wetl 56', Drulovic 84')