terça-feira, 11 de dezembro de 2007

A «foto do dia» - Bilhete da 1ª mão do FC Porto-AS Roma (1981)

Aproveitando a semana europeia, recordamos hoje na «foto do dia» o bilhete do jogo FC Porto-AS Roma da segunda eliminatória da Taça das Taças da distante época de 1981/82. Reparem na módica quantia paga pelo ingresso: 100$ para sócios!
Depois de eliminar o Vejle BK da Dinamarca na primeira eliminatória da Taça das Taças, o FC Porto defrontava a AS Roma orientada pelo conceituado e carismático Nils Liedholm.
Nesse jogo, disputado nas Antas a 21/10/1981, o FC Porto venceu os italianos por 2-0 (Walsh aos 41' e Costa aos 46') garantindo, duas semanas depois, a passagem aos Quartos-de-Final ao empatar em Itália 0-0. O FC Porto eliminava a fantástica AS Roma do brasileiro Falcão e do internacional italiano Bruno Conti!

O «cromo do dia» - Kostadinov

Foi um dos melhores e mais temíveis avançados que passaram pelo FC Porto.
Emil Kostadinov nasceu em Sófia (Bulgária) a 12/08/1967. Fez toda a sua formação juvenil no CSKA de Sófia onde, no final da década de 80, formou um fantástico trio de ataque com Hristo Stoichkov e Luboslav Penev. Foi 3 vezes campeão da Bulgária e venceu 3 Taças do seu país. Nessa altura era utilizado a extremo-direito e só depois de chegar ao FC Porto é que se tornou num temível e rapidíssimo avançado. Chegou ao FC Porto na época 1990/91 permanecendo nas Antas durante 4 épocas e meia antes de ser emprestado por 6 meses ao Deportivo da Corunha. Na época seguinte acabaría por realizar o contrato da sua vida ao assinar pelo histórico Bayern de Munique que representou durante 2 épocas tendo vencido uma Taça UEFA. Já na curva descendente da carreira, ainda jogou no Fenerbahçe da Turquia voltando ao CSKA de Sófia em 1997. Em final de carreira rumou ao México para jogar no Tigres mas essa aventura não correu como desejava e no ano seguinte regressou à Europa para jogar no Mainz da Alemanha.
No FC Porto, formou com Domingos uma dupla de sonho tendo os dois marcado, durante esse período, mais de metade dos golos da equipa.
Representou ainda a selecção nacional da Bulgária em 70 jogos, ajudando o seu país a qualificar-se para o Campeonato do Mundo de 1994 com uma exibição inesquecível em pleno Parque dos Principes marcando 2 golos à França e deixando os gauleses fora do Mundial.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Temos saudades de Ibson!

É o maior erro de "casting" do FC Porto 2007/08. Depois da saída de Anderson, o meio campo ofensivo do FC Porto ficou orfão de um verdadeiro nº 10. É aí que entra (ou devería entrar) Ibson. O actual nº 7 do Flamengo, se não tivesse sido emprestado, sería provalvelmente o suplente mais utilizado do FC Porto até ao momento. Ibson faz com igual competência a posição 8 e a posição 10, ou seja, o brasileiro sería o substituto perfeito para Raúl Meireles ou Lucho Gonzalez. No Brasil dizem que é o "motorzinho do meio-campo rubro-negro"! Infelizmente, o FC Porto preferiu apostar na imaturidade de Leandro Lima e na preguiça de Mariano Gonzalez! Esse buraco no meio campo do FC Porto só não é mais notório porque o fantástico Lucho Gonzalez tem sabido interpretar quase na perfeição a posição 10. Logo ele que é um jogador alto e esguio, ou seja, que não tem as habituais características físicas de um típico nº 10. Isso só vem potenciar ainda mais as qualidades de 'El Comandante'!
Agora, resta esperar pelo final da época para fazer regressar Ibson ao FC Porto. Um dispensado que foi esta semana eleito para o melhor «onze» do Brasileirão 2007!

A «foto do dia» - Américo de Sá

Américo de Sá foi Presidente do FC Porto de 1972 a 1982. É com ele na presidência, Pinto da Costa como director do futebol e Pedroto como treinador que o FC Porto consegue quebrar, em 1977/78, o jejum de 19 anos sem vencer um campeonato nacional. Apesar disso, o final da década de 70 foi um período conturbado para o FC Porto, com Pinto da Costa e Pedroto a deixarem o clube em 1980. Insatisfeito com a condução política do futebol do clube, Américo de Sá afastou Pinto da Costa do departamento de futebol e suspendeu a equipa técnica, que com ele se solidarizou. "Américo de Sá queria entrar na Assembleia da República com a cabeça de Pinto da Costa debaixo do braço, mas, em vez disso, leva na testa o grande letreiro de traidor", comentou na altura Pedroto, abrindo as hostilidades para aquele que veio a ser conhecido como o "Verão Quente" do clube. Fernando Gomes, juntamente com Teixeira, Oliveira, Lima Pereira, Frasco, Simões, Freitas, Jaime Pacheco, Quinito, Octávio, Romeu, Albertino, Costa, Sousa e Tibi, saíram em defesa de Pedroto, despedido pelo Presidente Américo de Sá, que não apreciava o estilo de guerrilha de Pedroto e Pinto da Costa em relação ao poder de Lisboa. No final deste conflito, apenas Oliveira e Octávio não deram o braço a torcer e acabaram por abandonar o clube. Gomes optou por ficar mas seria transferido para o Gijon no dia 13 Agosto de 1980. Um período negro, que acabaria dois anos depois com a eleição de Pinto da Costa para Presidente. Uma das bandeiras eleitorais de Pinto da Costa contra Américo de Sá foi precisamente a vassalagem face aos poderes de Lisboa, que aquele praticava, pois era deputado à Assembleia da República.
Nesta foto (à esq.), vemos Américo de Sá na inauguração de uma casa do FC Porto no início da década de 80.

O «cromo do dia» - Tibi

António José Oliveira Meireles, mais conhecido no futebol como ‘Tibi’, foi guarda redes do FC Porto durante grande parte da década de 70 e início da década de 80. Tibi iniciou a carreira profissional ao serviço do Leixões, clube que representou durante 6 épocas. Nessa altura, existia uma grande rivalidade entre o FC Porto e o Leixões que se acentuou com a ida de Tibi para o FC Porto em 1972. Tibi representou o FC Porto em duas fases, primeiro entre 1972 e 1977, e mais tarde entre 1979 e 1983. Acabou por ser mais utilizado durante a sua primeira passagem pelo clube, durante a década de 70, isto porque no início dos anos 80 encontrou na concorrência de Zé Beto um forte obstáculo à titularidade. No seu primeiro ano como dragão, assistiu na bancada à vitória leixonense nas Antas. "Estava o Fonseca na baliza do Leixões. Como estava na tropa, joguei pouco nesse ano e assisti a esse jogo no estádio na companhia da minha mulher" comentou recentemente aquando da última visita do Leixões ao Dragão. A sua passagem pelo FC Porto valeu-lhe o prémio de representar a Selecção Nacional. Depois de deixar o FC Porto, representou o Varzim e o Famalicão acabando por regressar às Antas em 1979. Em final de carreira ainda representou o Recreativo de Águeda (na foto).
Tibi é natural de Matosinhos, onde tem um café, e onde é conhecido pelo Tibi da bola!
Uma curiosidade: depois de uma deslocação às Antas onde foi vencer pelo Leixões, Tibi regressou a Matosinhos no autocarro dos STCP no meio do povo maioritariamente portista. Acabou por não ouvir nenhum apupo tal a qualidade da sua exibição nesse dia. Na época seguinte mudou-se para as Antas!

sábado, 8 de dezembro de 2007

Não houve Taça!

Desta vez, o FC Porto não vacilou nas sempre imprevisíveis eliminatórias da Taça de Portugal. Depois dos recentes dissabores frente a adversários de outros escalões, o campeão cumpriu a sua missão. Na visita a Chaves, vitória por 2-0 num jogo em que o FC Porto revelou concentração e atitude quanto baste para ultrapassar o Desp. Chaves. Sem transmissão televisiva da partida (não se percebe porquê!), Trás-os-Montes recebeu o campeão com estádio cheio. Depois de alguns anos ausente da ribalta do futebol nacional, o Chaves não perdeu a oportunidade de tentar surpreender o campeão. O FC Porto, apesar dos primeiros 30 minutos sofríveis, acabou depois por controlar a partida mas sem nunca ultrapassar o ritmo de cruzeiro. Destaque para o regresso aos golos dos dois pontas-de-lança, ultimamente menos utilizados, Postiga (na foto) e Adriano. Com apenas 2 (Pedro Emanuel e Fucile) titulares do último jogo na Luz, foi perfeitamente natural a falta de entrosamento entre os que iniciaram a partida, mas ainda assim, Jesualdo colocou em campo, na segunda parte, alguma da "artilharia" que levou a Trás-os-Montes. Lisandro Lopez e Lucho Gonzalez acabaram por jogar alguns minutos quando o Chaves já estava sem forças para importunar o FC Porto. "Em vez de treinarem, Lisandro e Lucho jogaram os minutos correspondentes a um ligeiro treino, sem nunca forçar", comentou Jesualdo no final. Segue-se o Besiktas na Terça-feira.

A «foto do dia» - Coreografia argentina

Talvez sejam neste momento os jogadores mais influentes do FC Porto. Lucho Gonzalez e Lisandro Lopez já encarnaram a mística do clube. Ainda recentemente, numa entrevista a um diário desportivo, o antigo capitão João Pinto lembrava: "Há actualmente vários jogadores com a mística do FC Porto, alguns deles estrangeiros, que passaram a adorar o clube pela forma como são respeitados e tratados por todas as pessoas. O Lucho, por exemplo, ou o Lisandro, que vivem o clube intensamente e já interiorizaram a mística do FC Porto. E a prova disso é a forma como treinam e jogam." Na época passada, Lucho parecia carregar sozinho o fervor argentino, mas esta época, com a colocação de Lisandro a ponta de lança, os dois argentinos dividem protagonismo. Guillermo Rivarola, treinador de Lisandro no Racing Avellaneda, comentou recentemente: "se o colocarem no lado direito do ataque cortam-lhe toda a liberdade". É a ponta-de-lança que Lisandro se sente melhor, e assim temos mais oportunidades de o ver festejar os golos colocando a mão espalmada na cabeça, repetindo o gesto em movimentos verticais e colocando a língua de fora. A irmã, Maria Rocio Lopez, defende uma tese que pode desvendar o mistério. "Suponho que tem a ver com a série televisiva que se chama 'Los tres chiflados' (Os três estarolas). O Lisandro imita uma das personagens, o careca Curly". 'Los tres chiflados' é uma série humorística de culto, que fez rir a América entre 1922 e 1971 e é seguida atentamente pela família Lopez na pacata localidade de Rafael Obligado. Mas depois desse gesto, Lisandro faz questão de correr para o compatriota para iniciarem outra divertida coreografia (na foto). Ainda não se sabe o motivo desta estranha forma de festejar os golos.

O «cromo do dia» - Capucho

Nuno Fernando Gonçalves Rocha nasceu em Barcelos a 21/02/1972. Chamavam-lhe Capucho porque era o apelido do pai, e quando começou a jogar nos iniciados do Gil Vicente deram-lhe a alcunha de Capuchinho passando a ser Capucho quando chegou aos séniores. Na altura, foi lançado na equipa principal pelo treinador, e antigo capitão do FC Porto , Rodolfo Reis. Foi em Barcelos que chamou a atenção dos maiores clubes portugueses e dos responsáveis pelas selecções mais jovens de Portugal. Depois de deixar o Gil Vicente jogou três épocas no Sporting e duas no Vit. Guimarães. A experiência e maturidade que adquiriu durante esse período valeram-lhe a chegada ao FC Porto na época 1997/98 estreando-se na equipa principal pela mão de António Oliveira. No FC Porto, Capucho ficou ligado à equipa que conquistou o histórico Penta e também esteve presente, no último ano de contrato, na Final de Sevilha frente ao Celtic. Deixaría o FC Porto no final dessa época para ingressar no Glasgow Rangers. Apesar de nessa altura já se encontrar na curva descendente da carreira, realizou uma época na Escócia e outra em Espanha representando o Celta de Vigo.
Uma curiosidade: apesar do departamento médico do FC Porto o alertar para o risco que corria ao usar caneleiras curtas, Capucho sempre as usou porque sentia que as normais o incomodavam bastante, por serem altas e não o deixarem jogar com tanta liberdade. Uma imagem de marca que ficará para sempre ligada a este excelente extremo direito.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Afinal, de onde vem a trivela?




O pioneiro foi Roberto Rivellino (na foto) que executava a trivela com perfeição. Na altura, o internacional brasileiro baptizou carinhosamente o gesto de "três dedos", por utilizar os referidos dedos da parte de fora do pé para a execução da trivela. Fomos à Wikipédia saber o significado deste gesto: é uma técnica de passe/remate relativamente recente e ainda pouco utilizada pela generalidade dos futebolistas, pois exige uma elevada capacidade técnica. Executado com a parte exterior do pé, é de difícil execução, mas também de grande espectacularidade e imprevisibilidade. Permite ainda imprimir à bola um efeito que a faz descrever um arco oposto ao que é habitualmente executado quando é impulsionada com a parte interior do pé. O internacional sérvio Ljubinko Drulovic (já retirado) foi um dos mais recentes utilizadores desta técnica. Quaresma parece querer seguir-lhe os passos. Recentemente, João Paulo Vilas-Boas, professor da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, analisou o gesto do "Harry Potter" e concluiu: "É provável que o Quaresma não saiba, mas quando faz um daqueles remates de trivela está a usar um princípio básico da Física. É o chamado efeito de Magnus, o qual produz as "bolas curvas" associadas aos remates mais traiçoeiros para os guarda-redes. A rotação da bola no sentido dos ponteiros do relógio trava, por fricção, o fluxo do ar sobre a bola que é, digamos, tangente às "12 horas" e acelera o fluxo de ar tangente às "6 horas".Tudo isto é Física pura e dura. A isto tudo há que juntar as predisposições morfológicas de cada um. O Quaresma tem joelhos varum, aparentemente arqueados para fora, e pés rodados para dentro, pelo que essa forma de chutar é mais fácil para ele", afirmou o professor Vilas-Boas. Afinal não é magia, é apenas Física!!!

A «foto do dia» - Jesualdo na Luz

Aproveitando a crispação que se gera sempre que Jesualdo regressa à Luz, recordamos hoje uma foto registada aquando da última passagem do Professor pelo Benfica e aproveitamos para elogiar o seu trabalho à frente do FC Porto. Parece que os recentes desentendimentos entre Jesualdo e os jogadores do Benfica, Rui Costa e Nuno Gomes, têm origem nessa passagem do Professor pela Luz. No Sábado, os ânimos voltaram a ficar um pouco exaltados no final do jogo com Jesualdo Ferreira e Nuno Gomes a trocarem algumas palavras mais azedas, não chegando a vias de facto porque logo houve quem serenásse as coisas. Dizem os benfiquistas que Jesualdo é hoje um homem diferente. Ganha com mais frequência contrapõem os portistas.
Para lá da polémica, devemos elogiar o seu trabalho. Apesar das suas equipas não darem grandes espectáculos, são muito organizadas e consistentes. Ainda recentemente, aquando do Besiktas-FC Porto, elogiámos Jesualdo porque é exactamente nesse tipo de jogos que sobressai a forte cultura táctica das equipas por ele orientadas. Para ele, é isso o futebol moderno: boa ocupação de espaços, dinâmica, organização, transições rápidas e rigor defensivo. Uma ideia de jogo que o Professor não gosta de abdicar e confirmada com uma frase que gosta de utilizar: "abdiquei da minha família, dos meus amigos mas nunca dos meus princípios".

domingo, 2 de dezembro de 2007

Foi à campeão!

Aí está o campeão a mostrar autoritarismo no ataque ao tri-campeonato. Grande personalidade, entrega ao jogo e entreajuda entre toda a equipa a garantirem preciosa vitória na Luz (0-1). O FC Porto entrou no jogo disposto a marcar cedo e durante toda a primeira parte a pressão exercida pelos campeões não deixou o Benfica respirar. Impressionante a disponibilidade física mostrada durante esse período que permitiu, com alguma naturalidade, que o FC Porto fosse para o intervalo em vantagem. Afinal, o Benfica ressentiu-se mais do esforço da jornada europeia enquanto que o FC Porto se apresentou mais fresco e organizado. O bluff de Liverpool deu poker na Luz!
Os destaques no FC Porto: Helton esteve sempre muito atento e concentrado a contrastar com alguma displicência revelada nos últimos jogos, Bosingwa e Paulo Assunção foram responsáveis pelo "apagão" de Rodriguez e Rui Costa, respectivamente, Lucho Gonzalez voltou a correr quilómetros e Quaresma, mesmo sem deslumbrar, continua a ser decisivo. Mais uma trivela da cartola do "Harry Potter"! Mas o maior destaque vai para Lisandro Lopez. Impressionante a disponibilidade física do argentino que, apesar de não ter marcado, foi decisivo na ajuda ao sector mais recuado e um dos grandes responsáveis pela pressão alta que o FC Porto fez na primeira parte. Jogadores assim contagiam toda uma equipa!
Agora, o FC Porto volta a repor diferênças consideráveis na frente da classificação. 7 e 10 pontos de avanço, para Benfica e Sporting, respectivamente, são proporcionais ao bom futebol e consistência do campeão.

A «foto do dia» - FC Porto 1984/85

Hoje, na «foto do dia», recordamos os campeões nacionais 1984/85. Um FC Porto orientado por Artur Jorge que nessa época foi derrotado apenas 1 vez. Impressionante "goal-average" com 78 golos marcados e apenas 13 sofridos. Para esse fantástico registo muito contribuiu Fernando Gomes que nesse ano foi Bota D'Ouro europeu. Nessa época, o ponta-de-lança do FC Porto foi responsável por 39 golos!
Aqui fica o plantel e marcadores dessa época:
Grs: Zé Beto, Barradas, Borota, Matos;
Def: João Pinto, Eurico, Lima Pereira, Inácio, Vitoriano, Mariano, Eduardo Luís, Cerqueira;
Med: Frasco, Quim, Vermelhinho, Semedo, Quinito, André, Costa, Mito, Ademar;
Avs: Jaime Magalhães, Fernando Gomes “cap.”, Paulo Futre, Walsh, Jacques, Cascavel;
Golos: Fernando Gomes (39), Jaime Magalhães (11), Vermelhinho (7), Paulo Futre (6), Eurico (3), Semedo (3), André (2), Lima Pereira (1), Inácio (1), Quim (1), Walsh (1).

sábado, 1 de dezembro de 2007

Venha daí o clássico!

Sendo dia de clássico, aproveitamos para recordar (em cima) uma caricatura que saiu na capa de uma edição de Domingo (em 1989) do jornal “A Bola”. À esquerda, o treinador do FC Porto da altura, Artur Jorge, com o ainda jovem e já talentoso guarda-redes, Vítor Baía. À direita, o treinador do Benfica de então, o sueco Sven-Goran Eriksson, com o ponta de lança, também sueco, Mats Magnusson, o principal goleador do Benfica dessa época, que viría a sagrar-se o melhor marcador (“bola de prata”) do campeonato. Nesse Domingo, o FC Porto venceu o Benfica nas Antas por 1-0 (golo de penalti de Stephane Demol). Em 1989/90, o FC Porto de Artur Jorge sería campeão nacional tendo o guarda redes Vitor Baía sofrido apenas 16 golos.
Mais do que vencer, será importante não perder o clássico de hoje frente ao Benfica. Depois de um início de época fantástico, o FC Porto arrisca-se a ficar com apenas mais 1 ponto que o seu maior rival. Apesar de não ser dramática, essa diferença não espelharía neste momento o real valor das duas equipas. A verdade é que o Benfica não tem culpa das facilidades concedidas pelo FC Porto nos últimos jogos da Liga.
O FC Porto apresenta-se na Luz com alguma margem de manobra porque Camacho não quererá arriscar tudo sob pena de ficar a 7 pontos do primeiro. O mais importante é que, independentemente do resultado de hoje, o FC Porto deixará a Luz na primeira posição da Liga.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Só falta 1 ponto!

Apesar da má exibição e do péssimo resultado (4-1), fica a faltar apenas 1 ponto para o FC Porto se qualificar para os Oitavos da Champions. Depois de 80 minutos em que o FC Porto conseguiu dividir o jogo com o Liverpool, nos últimos dez, algumas falhas de concentração deitaram tudo a perder. A entrada do gigante Peter Crouch e alguns erros defensivos ditaram o avolumar do resultado. Apesar de os números terem sido exagerados, o Liverpool justificou a vitória porque conseguiu imprimir uma intensidade ao jogo que o FC Porto não soube e não pode neste momento contrariar. Jesualdo, talvez já a pensar no jogo da Luz, resolveu poupar Fucile, Raúl Meireles e Sektioui. A opção compreende-se pois o FC Porto manteve o primeiro lugar do grupo mas essas opções, principalmente a colocação de Marek Cech a defesa esquerdo, desiquilibram a equipa que neste momento está demasiado dependente de um núcleo de jogadores que são os alicerces do conjunto. Os menos utilizados Mariano Gonzalez, Marek Cech e Kazmierczak não têm neste momento ritmo para acompanhar os ingleses.
Tal como o "blog" tinha previsto, o Liverpool mantêm em aberto a hipótese de se qualificar (basta vencer em Marselha) enquanto que o Besiktas tem forçosamente de vencer no Dragão. Para o FC Porto, uma vitória na última jornada garante o primeiro lugar do grupo, e um empate garante a qualificação para os Oitavos. Já falta pouco!

O «cromo do dia» - Petar Borota

Petar Borota nasceu em Belgrado (Jugoslávia) a 5 de Março de 1952. Iniciou a carreira de guarda-redes ao serviço do OFK Belgrado em 1969, mas em 1976 transferiu-se para o rival Partizan de Belgrado onde permaneceu até rumar a Inglaterra para jogar no Chelsea. No clube londrino chegou a ser nomeado jogador do ano (1981) pelos adeptos mas o seu estilo algo excêntrico e pouco discreto (chegava a festejar os golos da sua equipa com piruetas e outras manifestações exuberantes) não caiu bem junto dos responsáveis do clube e acabou por ser vendido ao Brentford em 1982. Depois da aventura inglesa, chegaría a Portugal para jogar no Portimonense tendo na altura como colega e concorrente o lendário Vítor Damas. Antes de chegar ao FC Porto (1984/85) ainda passou pelo Boavista onde manteve a excentricidade que o caracterizava. No Bessa levava maços de tabaco para o banco enquanto que no FC Porto optava por revistas que ia lendo à medida que o jogo decorria!
No FC Porto, acabou por ficar ligado à fatídica eliminatória frente ao Wrexham do País de Gales. Zé Beto, o titular da baliza na altura, encontrava-se castigado em jogos das competições europeias avançando Borota para a titularidade no jogo frente aos galeses. Na segunda mão da eliminatória, uma exibição para esquecer do guarda-redes jugoslavo permitiu aos galeses seguir em frente na eliminatória depois de marcarem 3 golos nas Antas (4-3)!
Uma curiosidade: além do futebol, a pintura era um dos seus hobbies. Borota chegou a expor algumas das suas obras em museus de prestígio em Inglaterra. Há alguns anos atrás foi detido por estar envolvido num assalto a uma galeria de obras de arte em Belgrado!

A «foto do dia» - Benfica - FC Porto

Como o clássico está aí à porta, aproveitamos para recordar um Benfica-FC Porto disputado no antigo Estádio da Luz na época 1992/93. Foi o célebre jogo para a Taça de Portugal que coincidiu com a apresentação de Paulo Futre como reforço do Benfica para o que restava dessa época. Depois de um empate (1-1) nas Antas, ficou marcado o tira teimas para a Luz porque na altura, em caso de empate no primeiro jogo, jogava-se uma segunda mão em casa do adversário. Perante um Estádio da Luz repleto, e eufórico com a chegada de Paulo Futre, o Benfica acabaría por seguir em frente (2-0) vencendo depois o Boavista na final. O FC Porto, de Carlos Alberto Silva, sería campeão nacional nessa época. Na foto, Lubomir Vlk (que recordámos no «cromo do dia») e Fernando Couto tentam travar o brasileiro Isaías.

domingo, 25 de novembro de 2007

O bom hábito de vencer!

Depois de dois empates nas jornadas anteriores, pedia-se ao FC Porto que fosse convincente e autoritário no jogo de hoje frente ao invicto Vit. Setúbal. Sem deslumbrar, o campeão impôs-se com naturalidade e o Vitória nunca conseguiu incomodar Helton. Hoje, o FC Porto não deixou o Vitória jogar!
Depois da displicência na Amadora, o FC Porto voltou a estar concentrado e respeitou o seu adversário, depois foi só esperar pelo instinto de Lisandro e pela magia de Quaresma para assegurar mais uma vitória.
Apesar de se aproximarem dois jogos fundamentais, frente a Liverpool e Benfica, a equipa nunca entrou em poupanças e conseguiu manter um ritmo elevado até garantir a vantagem de dois golos. Foi uma exibição compacta e segura que confirmou a aptidão do FC Porto para colocar em prática equilíbrios tácticos que limitam o adversário e o impedem de controlar o jogo. O Vit. Setúbal é uma excelente equipa mas encontrou um FC Porto que aliou o rigor à qualidade de jogo. Afinal, a crise era apenas de concentração. O FC Porto continua a respirar saúde!
Seja qual for o resultado da próxima jornada na Luz, o campeão manterá a liderança que teima em segurar com maior ou menor vantagem sobre os perseguidores. São agora 24 meses consecutivos em 1º lugar!

A «foto do dia» - The Kop

Antecipando o embate da próxima Quarta-feira entre o Liverpool e o FC Porto, publicamos hoje na «foto do dia» o mítico Kop em Anfield Road. O "The Kop", como lhe chamam os adeptos dos reds, é um sector do estádio onde se concentram os mais ferverosos adeptos do Liverpool. São eles que empurram a equipa quando as coisas não correm bem e foi naquele sector que começou a ser entoado o famoso cântico «Youl'll never walk alone».
Situado atrás de uma das balizas, o "The Kop" foi construído em 1901 e é desde essa altura uma estrutura independente ao próprio estádio de Anfield Road. Inicialmente, foi concebido como uma bancada de lugares em pé com 100 degraus que suportavam, em dias de jogo, aproximadamente 10 mil pessoas. Mais recentemente, e depois da tragédia de Hillsborough, aquele sector do estádio sofreu uma remodelação que fez reduzir a capacidade da bancada para aproximadamente 5 mil pessoas. O Kop tornou-se mais cómodo para os espectadores mas menos empolgante para a equipa.
Foi o jornalista Ernest Edwards que baptizou aquela bancada como tributo aos militares ingleses que faleceram numa batalha na África do Sul a 24 de Janeiro de 1900. Nessa altura, o exército britânico tentava conquistar a montanha "Spioen Kop" mas essa dura batalha custou a vida a 340 soldados britânicos. Foi a partir dessa altura que o "The Kop" se tornou numa instituição dentro do próprio Liverpool.
"This is the Kop", dizem os reds!

O «cromo do dia» - Lubomir Vlk

É um jogador com um dos nomes mais estranhos que passaram pelo FC Porto. O seu apelido é constituído por apenas três letras e nenhuma delas é vogal. Lubomir Vlk (lê-se veleque e significa lobo em checo!) nasceu em Uherské Hradištì (Republica Checa) a 21-07-1964. Vlk foi um defesa esquerdo da extinta Checoslováquia que chegou ao FC Porto na época 1990/91 permanecendo na Invicta 3 épocas. Durante esse período acabou por não ser muito utilizado tendo realizado apenas 29 jogos e marcado 5 golos. Chegou ao FC Porto vindo do FC Vitkovice, o seu clube do coração, para onde regressou depois de deixar as Antas. As informações na internet sobre este antigo jogador do FC Porto são muito escassas. A última vez que se ouviu falar dele era Director Desportivo do FC Vitkovice da Républica Checa. Mas se alguém souber algo mais sobre este checo faça o favor de acrescentar.

sábado, 24 de novembro de 2007

A importância das modalidades amadoras

Enquanto a bola de futebol não volta a rolar, o "blog" aproveita para relembrar a importância das modalidades amadoras e homenagear a que mais títulos tem vencido: o hóquei em patins. Nos últimos 25 anos, o FC Porto foi campeão nacional por 16 vezes e venceu 6 competições internacionais!
Apesar de ser das modalidades com maior orçamento, o hóquei continua a ser a modalidade amadora mais acarinhada pelos sócios e adeptos do clube. Para isso muito contribuiu a saga vitoriosa dos anos 80 que outras modalidades, como o Basquetebol e o Andebol, nunca tiveram. Jogadores como Vítor Hugo, Frankelim, Tó Neves, Realista, António Alves, Vitor Bruno e Cristiano Pereira, entre outros, ficarão para sempre na nossa memória. Foi nesse período que o FC Porto coleccionou títulos a nivel nacional e internacional.
Mas é pena que a aposta no hóquei não se estenda ás outras modalidades, que têm visto o seu orçamento ser reduzido enquanto que no futebol há jogadores sob contrato que nunca vestiram a camisola do FC Porto. Apesar de tudo, o FC Porto tem conseguido rivalizar com outros clubes que dispõem de maior orçamento como o ABC, no Andebol, e a Ovarense, no Basquetebol.
A expansão do eclectismo é que parece estar fora dos projectos da Direcção do clube. É pena que não seja feito um esforço para recuperar modalidades como o Ciclismo e o Voleibol.
O clube devería ter uma estrutura própria que acompanhásse o dia-a-dia das modalidades amadoras e que garantisse o seu auto-sustento com recurso à publicidade e à quotização. Não sería de excluir, depois da inauguração do novo «Dragãozinho», a hipótese de ser criada uma quota especial destinada apenas às modalidades amadoras. E porque não direccionar uma percentagem das receitas da SAD para as outras modalidades?

O «cromo do dia» - Tommy Docherty

Foi mais um treinador conceituado que não conseguiu terminar com o jejum do FC Porto durante os difíceis anos da década de 60 e de grande parte da década de 70. O escocês Tommy Docherty chegou ao FC Porto na época 1970/71 mas só permaneceu no posto até à 25ª jornada sendo depois substituído por António Teixeira.
“The Doc”, alcunha que o tornou famoso no futebol, nasceu em Glasgow a 24 de Agosto de 1928. Docherty iniciou a carreira de jogador profissional ao serviço do Celtic em 1947, mas foi no Preston North End que obteve maior reconhecimento acabando mais tarde por chegar ao Arsenal (1958) e ao Chelsea (1961) onde iniciou a carreira de treinador. Foi no Chelsea que se tornou um treinador conceituado ao ponto da sua equipa na altura ter sido apelidada de "Docherty's Diamonds". Antes de chegar ao FC Porto ainda orientou o Queens Park Rangers e o Aston Villa. Apesar da experiência em Portugal não ter corrido bem, Docherty mantinha o seu prestígio intocável e foi com naturalidade que foi nomeado seleccionador escocês em 1972. Mas pouco tempo depois, não resistiu ao convite do histórico Manchester United e acabou por orientar o clube de Old Trafford durante cinco épocas. Terminaría a carreira de treinador ao serviço do Altrincham FC em 1988.
Recentemente, aquando da visita do FC Porto a Londres para defrontar o Chelsea, Tommy Docherty comentou a um canal de TV inglês: “a minha experiência no futebol português foi formidável. Devo dizer que adorei o clube, a cidade e as pessoas. Não esqueço os nomes dos meus jogadores nem esqueço o talento que tinham. O FC Porto de hoje é totalmente diferente do meu FC Porto. Cresceu e é hoje um clube fantástico."

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Ciclo de jogos fundamental!

Aproxima-se um período complicado para o FC Porto depois dos compromissos das Selecções. Além dos fundamentais jogos da Champions League, o FC Porto vai defrontar na Liga as três equipas que o antecedem na classificação: o Benfica, o Vit. Setúbal e o Vit. Guimarães (com um intervalo para a eliminatória da Taça de Portugal). Ou seja, depois de receber o Vit. Setúbal (4º classificado), o FC Porto vai a Anfield defrontar o Liverpool e estará na Luz três dias depois para jogar frente ao Benfica (2º classificado). Depois da eliminatória da Taça de Portugal, o FC Porto recebe o Besiktas na última jornada da Champions e fecha este ciclo fundamental com a recepção ao Vit. Guimarães (3º classificado). Um teste ao estofo do campeão!

A «foto do dia» - Paulo Futre

Na «foto do dia» de hoje recuamos a 27 de Maio de 1987 com uma das melhores exibições da carreira de Paulo Futre. A notável exibição frente ao Bayern de Munique na final da Taça dos Campeões no Estádio do Prater em Viena valeu-lhe a atenção de toda a Europa e foi com naturalidade que no Verão de 1987 chegou a Madrid para representar o Atlético, sendo apresentado como trunfo eleitoral de Gil y Gil nas eleições do clube. O populista empresário venceu confortavelmente o sufrágio e para as Antas voaram 650 mil contos, uma autêntica fortuna que nessa altura se tornou na maior transferência de sempre do futebol português até esse momento. Ainda durante esse Verão, Futre acabaría por obter o devido reconhecimento internacional ao receber a Bola de Prata da “France Football”, perdendo apenas para Ruud Gullit.
No FC Porto, realizou três épocas (entre 1984 e 1987) fantásticas, conquistando dois campeonatos (1984/85 e 1985/86), uma Supertaça (1986) e uma Taça dos Campeões (1987).

O «cromo do dia» - Alenitchev

Dmitri Anatolievich Alenitchev nasceu em Veliki Luki (Rússia) a 20/10/1972. Iniciou a carreira de profissional no Lokomotiv de Moscovo mas foi a partir de 1994 que começou a dar nas vistas ao serviço do rival Spartak de Moscovo naquela que foi a transferência sensação do futebol russo dessa época. Ao serviço do Spartak de Moscovo venceu três campeonatos e foi eleito em 1997 jogador do ano na Rússia. O sucesso no seu país levou-o a transferir-se para a AS Roma (na foto) na época 1998/99, mas só foi utilizado com regularidade na primeira época sendo depois emprestado ao Perúgia. Chegou ao FC Porto na época 2000/01 mas a sombra de Deco perseguiu-o durante algum tempo, até à chegada de Mourinho que resolveu formar um losângulo de meio-campo fantástico com Costinha, Maniche, Deco e Alenitchev. No FC Porto, acabou por ficar ligado a grandes momentos: marcou ao Marítimo na final da Taça de Portugal, marcou ao Celtic em Sevilha e marcou ao Mónaco em Gelsenkirchen. Isso fez dele um dos quatros jogadores que marcaram golos em diferentes finais europeias em dois anos consecutivos, os outros foram Ronald Koeman, Ronaldo e Steven Gerrard.
Depois de deixar o FC Porto em 2004, voltaría ao Spartak de Moscovo mas dois anos depois ficou em rota de colisão com os responsáveis do clube depois de conceder uma entrevista ao Sport-Express em que criticava o treinador Aleksandr Starkov. Foi o suficiente para ser colocado na lista de dispensas. Mais tarde, chegaría a acordo com o Spartak terminando ali a carreira.

domingo, 18 de novembro de 2007

Dragão celebrou 4 anos!

Inaugurado a 16 de Novembro de 2003, o Estádio do Dragão continua a ser hoje uma referência da arquitectura contemporânea e uma casa onde o FC Porto mantém a dinâmica de vitória construída e consolidada no velhinho Estádio das Antas. Foram 4 anos de sucesso!
Ao tornar-se no primeiro estádio de cinco estrelas do Mundo certificado no âmbito da qualidade (ISO 9001) e do ambiente (ISO 14001), o Dragão vê o seu prestígio aumentar e já não são surpreendentes os elogios que as delegações dos clubes fazem sempre que o visitam. Esse sucesso também pode ser comprovado pelo aumento das assistências em jogos do FC Porto. Enquanto que no antigo Estádio das Antas a média de assistências rondava os 30 mil espectadores, no Dragão a média sobe para quase 40 mil espectadores (a média actual é de 38 776), sendo que esta época a média se situa nos 39 413 espectadores. O melhor registo continua a ser o jogo de inauguração frente ao Barcelona com 52 004 espectadores. Mas o que mais surpreende é a regularidade das assistências que quase nunca baixa dos 30 mil espectadores. Aliás, só por 6 vezes a assistência baixou dos 30 mil espectadores em jogos oficiais: em 3 jogos da época 2004/05 (V. Setúbal, Gil Vicente e Beira-Mar), em 2 jogos da época 2005/06 (Marco e V. Setúbal), e em apenas 1 jogo da época 2006/07 (Naval). Mesmo o jogo particular, disputado num dia de semana, frente ao Dinamo de Moscovo teve 15 116 espectadores!
Apesar de tudo, o FC Porto tem potencial para encher o Dragão em todos os jogos, bastará para isso que a aposta no marketing e na proximidade com os sócios seja uma realidade já nos próximos anos. A recente campanha publicitária "Dragon seat" teve algum impacto na venda de lugares anuais mas foi apenas um grão de areia no deserto que tem sido o marketing e publicidade do FC Porto. A esse nível, a SAD não tem sabido potenciar os êxitos do clube e a imagem dos seus jogadores.

O «cromo do dia» - Araújo

António de Araújo nasceu em Paredes a 28/09/1923. Araújo foi um avançado que jogou no FC Porto durante grande parte da década de 40 e que, apesar da curta carreira, acabou por marcar aquela geração de futebolistas. Chegou ao FC Porto com apenas 19 anos mas logo viram nele potencial para integrar a equipa principal. Na época 1946/47 acabaría por ser o melhor marcador do campeonato com 36 golos em 25 jogos. Infelizmente, ficou ligado à pequena travessia do deserto que o FC Porto enfrentou durante esse período e que o afastou dos merecidos títulos. Mas os golos que marcou ao serviço do FC Porto cedo o levaram à Selecção Nacional e foi com naturalidade que manteve a veia goleadora ao serviço da Selecção. Foi ele o autor de dois golos à Espanha na primeira vitória oficial sobre os espanhóis (Travassos marcou os outros dois). Depois do sucesso que atingiu na Selecção Nacional acabou por ficar conhecido por «Sport Lisboa e Araújo» porque era com frequência o único jogador do FC Porto a impor-se na Selecção Nacional que naquele tempo era maioritariamente constituída por jogadores do Benfica, do Sporting e do Belenenses. Araújo foi mesmo responsável por não permitir que os «cinco violinos» tivessem na Selecção o mesmo estatuto e reconhecimento que tiveram no Sporting, isto porque o jogador do FC Porto relegava para o banco de suplentes o sportinguista Vasques.
Em 1947, no auge da sua carreira, foi-lhe diagnosticada uma doença na garganta que acabou por lhe afectar os rins. Na época seguinte ainda foi um dos protagonistas na célebre vitória do FC Porto sobre o Arsenal (3-2), mas a meio da época a doença de que padecia não o deixou continuar e foi forçado a abandonar os relvados durante quase dois anos. Quando regressou já não era o mesmo Araújo pois perdera muitas qualidades que fizeram dele um dos melhores avançados de sempre do futebol português. Ainda jogou no Tirsense e no União de Paredes antes de terminar a carreira.

A «foto do dia» - Quaresma, a bola e a pomba!

Como o «Harry Potter» nos últimos tempos tem andado desinspirado (na Amadora melhorou!), na «foto do dia» de hoje fazemos-lhe uma pequena homenagem e ficamos à espera de melhores dias. O cigano parece procurar alguma confiança depois de nos últimos jogos ter estado abaixo do que sabe e pode fazer. Diz, com a legitimidade dos craques, que quer jogar no Real Madrid! Não lhe levaremos a mal tal propósito. Só não gostávamos de o ver num clube com menos prestígio e ambição que o FC Porto. O Atl. Madrid não é clube para Quaresma, o «Harry Potter» precisa de uma retaguarda forte e de um treinador que o compreenda e lhe dê confiança, só assim pode ser imprevisível, criativo e até displicente, como só ele sabe!

sábado, 17 de novembro de 2007

Os lucros da SAD!

A SAD do FC Porto apresentou esta semana os resultados da sociedade durante o exercício de 2006/07. Um lucro apurado de 2,3 milhões de euros é um dos resultados mais positivos de sempre. Contudo, o passivo mantém-se nos 116 milhões de euros! Numa sociedade desportiva que recentemente transferiu três dos seus activos por 90 milhões de euros (Ricardo Carvalho + Pepe + Anderson), este resultado só demonstra a dificuldade de auto-sustento da SAD. Ou seja, mesmo com a venda de Pepe a só ser contabilizada no próximo exercício, a FC Porto SAD está dependente das vendas astronómicas de alguns jogadores. Também é verdade que o cada vez maior prestígio do clube na Europa tem influenciado e valorizado o passe de muitos jogadores. Quantos clubes têm ofertas de 30 milhões de euros pelos seus defesas centrais? Muito poucos certamente. Por isso, é de elementar justiça reconhecer o esforço de redução do passivo da SAD que ainda assim se situa num nível muito alto para um clube ganhador (imaginem o passivo dos nosso rivais!). Mas se a valorização dos activos tem sido um sucesso, a política de contratações parece por vezes obedecer a outros interesses que não os meramente desportivos. Quanto dinheiro foi gasto nos últimos 5 anos com a contratação de jogadores? E a opção de ter muitos jogadores sob contrato é a mais correcta num clube que quer apostar mais na formação? Concordo com a opinião de Jesualdo que diz que não é fácil entrar numa equipa de campeões mas mais difícil é gerir um clube que tem uma equipa de futebol com muitos e bons jogadores (alguns pagos a peso de ouro), e que trata com relativa indiferença as outras modalidades que quase têm que mendigar por patrocinadores para continuarem a existir. Veja-se o caso do Barcelona, esse sim um clube ecléctico e ganhador, que trata as outras modalidades com tanto ou mais carinho que o futebol.

A «foto do dia» - FC Porto 1993/94

Na «foto do dia» de hoje recordamos a equipa do FC Porto da época 1993/94, numa foto registada no Estádio dos Barreiros no Funchal. Nessa época, o FC Porto foi segundo classificado atrás do Benfica. O plantel com 20 portugueses e apenas 7 estrangeiros (Aloísio, José Carlos, Paulo Pereira, Timofte, Drulovic, Kostadinov e Vinha), garantiría a conquista da Taça de Portugal já sob o comando de Bobby Robson, e depois do afastamento de Tomislav Ivic. E não fosse o desperdício de pontos durante a primeira volta e Robson tería levado o FC Porto ao título pois terminou o campeonato a apenas dois pontos do Benfica de Toni. Nas competições europeias as coisas correram melhor. O FC Porto sería afastado apenas nas meias-finais da Liga dos Campeões pelo Barcelona depois de deixar pelo caminho o Floriana FC, o Feyenoord, o Werder Bremen e o Anderlecht (os dois últimos na fase de grupos). Nesse ano, a dupla Domingos-Kostadinov foi responsável por mais de metade dos golos do FC Porto!

O «cromo do dia» - Stéphane Paille

Stéphane Christophe Paille nasceu em Scionzier (França) a 27/06/1965. Iniciou a carreira de profissional no seu clube do coração, o Sochaux (na foto), na época 1982/83. Acabou por representar o Sochaux durante 9 épocas e ainda é hoje considerado um símbolo do clube pois foi lá que viveu os melhores momentos da sua carreira. Na época 1988/89 foi mesmo considerado jogador do ano em França e nos dois últimos anos ao serviço do Sochaux marcou 33 golos!
Depois do sucesso em França, escolheu o FC Porto para iniciar o percurso no estrangeiro mas o fantasma de Fernando Gomes perseguiu-o durante toda a época e marcou apenas 4 golos em 17 jogos. Ficou célebre um golo que marcou com a mão ao Estrela da Amadora na segunda mão da Supertaça Cândido de Oliveira que o FC Porto venceu por 3-0. Depois de deixar o FC Porto regressaría a França para representar o Caen terminando a carreira ao serviço dos escoceses do Hearts of Midlothian. A última vez que se ouviu falar dele treinava o Racing FC das divisões secundárias gaulesas.