Sabiam que Branco é o terceiro lateral-esquerdo da história do Brasil com maior número de jogos disputados pela canarinha? O ex-lateral esquerdo do FC Porto disputou 70 jogos pela Selecção e fica apenas atrás de Júnior (com 79) e Nilton Santos (com 75), os mais internacionais.Branco começou a destacar-se quando jogava no Fluminense, onde foi tricampeão carioca (1983, 1984 e 1985) e campeão brasileiro, em 1984. Disputou 3 Campeonatos do Mundo pelo Brasil (1986, 1990 e 1994) e no Mundial do México foi um dos destaques do Brasil de Telê Santana quando, no jogo frente à França, fez uma exibição fantástica e ainda sofreu uma grande penalidade, que Zico desperdiçou!
Branco jogou 5 anos no Fluminense antes de chegar à Europa, para jogar no Brescia de Itália. Chegou ao FC Porto, de Artur Jorge, na época 1988/89, onde permaneceu dois anos antes de rumar novamente a Itália.
Nesta foto, numa digressão do Fluminense pela Europa, surge ao lado de Paulinho Cascavel (jogaram juntos no Flu, durante a década de 80).





Essa equipa do FC Porto era composta por alguns jovens que mais tarde, já sob o comando de Cristiano Pereira, seriam fundamentais na conquista da Taça dos Campeões Europeus, entre eles, Vítor Hugo, Vítor Bruno, António Alves e Domingos. O reinado interno do FC Porto teve o seu início em 1982/83 com a conquista do seu primeiro título de campeão nacional. Foi uma série de 5 títulos consecutivos, só interrompida pelo Sporting (em 1987/88) que, com um conjunto de jovens jogadores (na foto em cima, surgem Paulo Alves e Pedro Alves, que também foram campeões no FC Porto), impediu que o FC Porto chegasse ao Hexa. Nessa época, além do mérito do adversário, o FC Porto não se apresentou tão forte devido à saída, apenas por um ano, do Vítor Hugo, para o Novara, e do Realista, para o Barcelona. O FC Porto retomaria os títulos no ano seguinte, vencendo mais 3 campeonatos consecutivos, de 1988/89 até 1990/91. 

















Os 4 campeonatos ganhos pelo FC Porto, durante esse período, também estão associados a bons resultados no antigo Estádio da Luz. Em 1984/85, o FC Porto de Artur Jorge venceu na Luz por 1-0. Em 1985/86, um empate (0-0) deixou o FC Porto em vantagem, pois venceu nas Antas por 2-0. Em 1987/88, o FC Porto de Tomislav Ivic também empatou (1-1) na Luz, enquanto que em 1989/90, de novo com Artur Jorge, registou-se novo empate (0-0). Ou seja, sempre que foi campeão na década de 80, o FC Porto não perdeu na Luz. É curioso que o Benfica também se pode vangloriar do mesmo, ou seja, nas 5 vezes em que foi campeão, durante esses dez anos, só por uma vez não venceu o FC Porto na Luz, em 1988/89. Actualmente, apesar de jogados com menor tensão, os clássicos na Luz continuam a ser vividos com emoção redobrada pelos adeptos dos dois clubes. Aliás, ainda hoje o Benfica - FC Porto é o confronto futebolístico que mais vezes se disputou oficialmente na história do futebol português. 
A segunda visita a Moscovo deu-se na época 2006/07. Desta vez, com a melhor exibição da temporada, o FC Porto voltou a vencer o CSKA, discutindo, na última jornada, o primeiro lugar do grupo frente ao Arsenal. Se perdesse em Moscovo, o FC Porto seria obrigado a vencer os ingleses no Dragão e esperar que o Hamburgo vencesse os russos. Não foi necessário recorrer à máquina de calcular porque, com uma categórica vitória em Moscovo por 2-0 (golos de Quaresma e Lucho Gonzalez), o FC Porto garantiu uma vantagem confortável antes da última jornada do grupo. É curioso que, apesar de ter vencido os dois jogos em Moscovo, o FC Porto ainda não conseguiu vencer os russos no Dragão. Nessas duas épocas, registaram-se dois empates (0-0) na recepção ao CSKA. Reparem ainda que, apesar dos dois jogos se terem disputado num intervalo de 2 anos, o preço dos bilhetes é exactamente igual: 1500 rublos (aproximadamente 40 euros!).




