Aproveitando a recente visita de Teófilo Cubillas a Portugal, na sequência da homenagem que lhe foi prestada no congresso de futebol do Instituto Superior da Maia (ISMAI), voltamos a dedicar um ‘post’ ao peruano. Recuperamos algumas fotos e declarações da sua mais recente visita ao nosso país.«Quando estava no Basileia aceitei vir ao Porto conhecer a cidade. Ao chegar, vi tanta gente a esperar-me que quis logo assinar. Aquelas pessoas todas no caminho do aeroporto para o estádio….».
«Tive vários amigos no FC Porto. O Rui era uma pessoa tremenda. O António Oliveira era um miúdo espectacular e agora até veio de propósito dos Estados Unidos para me ver. Havia ainda o Tibi, um profissional exemplar. Ah, e revi o miúdo Fernando Gomes. Já dava para ver que viria a ser um grande jogador….».
«Continuo a acompanhar o FC Porto. No Peru chamam-lhe a “equipa de Cubillas”. Foi uma alegria enorme assistir à final da Taça dos Campeões Europeus, em 1987. Desfrutei do golo de Madjer. Que classe! Era grande equipa».














Julgamos que a pouca racionalidade benfiquista estará relacionada com a forma deslumbrada como Jorge Jesus lida com as vitórias. Veja-se, por exemplo, como foram festejados os dois empates do Benfica frente ao pior Manchester United da última década (até o Basileia venceu os ingleses!). Esta diferente cultura e grau de exigência que se vive na Luz e no Dragão também ajuda a explicar a actual diferença entre os dois clubes. Senão vejamos: enquanto que o ‘FC Porto de Vítor Pereira’ é colocado em causa (é saudável a cultura de exigência que se vive no Dragão) por não ter conseguido ser convincente nos jogos exigentes que disputou esta época (venceu apenas três: frente a Sp. Braga, Shakhtar e Benfica), o ‘Benfica de Jesus’ é elogiado por golear os últimos classificados da nossa Liga. Mas tudo espremido, verificamos que o nosso maior rival cumpriu apenas os serviços mínimos: venceu o Sporting pela margem mínima e empatou com Sp. Braga e Manchester United. Este ‘Benfica de Jesus’ é como o Governo: é forte com os fracos e fraco com os fortes!
Agora o jogo. Confesso que fiquei algo surpreendido com a postura que o FC Porto apresentou na Luz. Totalmente diferente daquela que havia tido em Alvalade. De facto, para se ser campeão é preciso ser grande nos ‘jogos grandes’. O FC Porto foi. Grandíssimo!!! Numa época em que cometemos alguns erros estratégicos, não deixa de ser notável que consigamos liderar a Liga com 3 pontos de vantagem (na realidade são 4!) sobre o segundo classificado. Isto até é algo embaraçoso para quem sempre quis passar para a opinião pública a ideia de ter um futebol avassalador e vertiginoso. Enfim, aquelas ‘traulitadas’ habituais de Jorge Jesus que a turba benfiquista depressa interioriza! A verdade é que o Benfica começa a ver fugir-lhe pelos dedos da mão um campeonato que dava quase como garantido. O trauma, causado pelas duas derrotas da época passada, bateu forte! E nos últimos 10 anos, em jogos de campeonato disputados na Luz, o FC Porto venceu em 5 ocasiões, empatou 3 e perdeu apenas 2. Sinais dos tempos. Habituem-se!





Apesar da época atípica e algo turbulenta, o FC Porto tem conseguido manter alguma regularidade no campeonato (nos jogos disputados no Dragão consentiu apenas um empate). Como o Benfica apresenta um ‘score’ idêntico, é muito provável que o campeonato se venha a decidir nos jogos entre os 5 primeiros da classificação. Nessa luta particular, o calendário do FC Porto parece ser menos favorável: tem apenas um jogo no Dragão (com o Sporting) e visita o Benfica, o Sp. Braga e o Marítimo. Vale o que vale!
