É consensual: o FC Porto
tem que ir ao mercado comprar um ponta-de-lança. E os milhões arrecadados com a
provável saída de Hulk vão ser fundamentais para sermos agressivos no mercado
(a posição de ‘ponta-de-lança’ é a mais dispendiosa para os clubes e para se
garantir um avançado que possa aliar ‘potencial e golos’ é necessário gastar
mais de 10 milhões de euros).
O colombiano Jackson
Martinez não será a solução mais acertada, pois parece-nos um avançado que necessita
de uma muleta (um segundo avançado) para potenciar um futebol feito de arranques
e profundidade. Além disso, o colombiano não tem cultura de futebol europeu,
algo que, por exemplo, Falcão depressa adquiriu depois da experiência no exigente
River Plate, da Argentina.
E os que fazem parte do
actual plantel? Janko já não é nenhum jovem (faz 29 anos no próximo dia 25) e tem
dificuldade em jogar de costas para a baliza. Ou seja, tendo em conta aquilo
que tem sido a recente história de sucesso do clube no que a pontas-de-lança
diz respeito (Lisandro López, Falcão,….) não seria de todo surpreendente que o austríaco
fosse colocado no mercado ou até envolvido na compra de outro avançado (o
cenário perfeito seria envolvê-lo na transferência de Luuk de Jong (na foto),
um jogador caro mas que não engana!). Aliás, se olharmos para a história do
clube verificamos que é um pouco ‘contra natura’ ter um ponta-de-lança com as
características de Janko (Jardel foi uma excepção que não pudémos desperdiçar).
E ainda sobra Kléber, um jogador jovem mas com uma elegância e potencial que o podem levar a ser dono da ‘camisola 9’ do FC Porto no espaço de um a dois
anos. Uma promessa, portanto.
Não seria, por isso, de
todo surpreendente que o FC Porto renovasse todo o seu centro de ataque neste
mercado de Verão.



















