O segundo jogo de preparação do
FC Porto não foi muito diferente (o adversário era melhor!) do realizado frente
ao Servette, pelo menos na abordagem e nos princípios: pressão alta (uma acção
que já parece bem articulada) e tentativa de jogar de ‘pé para pé’ no último
terço do campo (neste particular falta afinar o último passe). Tem-nos
surpreendido um pouco a estratégia que Vítor Pereira tem escolhido para abordar
estes simples jogos de pré-época: a linha defensiva já está muito subida no
campo e já há muita ‘pressão alta’ dos médios e dos avançados sobre os
adversários. Julgávamos que este tipo de postura só seria utilizada mais tarde
(nos últimos 2 ou 3 jogos de pré-época), mas de facto, tratando-se de uma
abordagem que envolve algum risco e articulação (principalmente a defesa subida
no campo), não é de todo prematuro já estar a ser afinada. E para o
aperfeiçoamento ser ainda mais rigoroso, até já há jogadores, como Maicon, Mangala,
Fernando, Lucho e Atsu (é mesmo craque!), entre outros, que parecem estar em
competição oficial tal a forma destemida e agressiva como têm abordado alguns
lances. Isso faz-nos estar relativamente optimistas, pois já se sabe como são
as pré-épocas: há balões que esvaziam depressa e outros que vão enchendo, enchendo….
Fica só um reparo em relação ao actual plantel: neste momento Vítor Pereira tem
apenas disponíveis para o meio-campo Fernando, Defour, Lucho e os jovens Castro
e Pedro Moreira. Parece pouco para quem vai privilegiar um «onze» com 3
jogadores a meio-campo.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
«Curiosidades FCP» - ‘Amsterdam Tournament 1987’
Voltamos
a recuar a uma pré-época com um ‘post’ dedicado ao grande FC Porto de Artur
Jorge, que se sagrou campeão da Europa em 1987. Recuamos à nossa participação
no ‘Amsterdam Tournament’, edição de 1987, recuperando o ingresso (em baixo) do primeiro
dia da competição e o cartaz promocional (com os plantéis de Ajax e FC Porto) deste
famoso torneio de Verão. Em 1987, o FC Porto participou na prova juntamente com
o Ajax, o Torino e o Dinamo de Kiev. A equipa da casa venceu o torneio. Aqui
ficam os resultados:
Dia
7 de Agosto de 1987:
Ajax
- Torino (2-1)
Dinamo
de Kiev - FC Porto (1-0)
Dia
9 de Agosto
Ajax
- FC Porto (1-1)
Torino
- Dinamo de Kiev (1-0)
sexta-feira, 13 de julho de 2012
‘Time out’ ou ‘end of the game’?
Eis a
grande questão que se põe neste momento no universo azul e branco, o fim do
basquetebol profissional. A notícia caiu que nem uma bomba, deixando-nos
completamente atónitos e incrédulos, pois não era disto que estávamos
propriamente à espera. Na simples pele de adepto tenho alguma dificuldade em
perceber o que se passa e mais, gostava que o meu clube tivesse mais
modalidades desportivas como é o caso do ciclismo, que creio seria uma forma de
o promover a baixo custo, numa época do ano em que não existe grande atividade
no futebol. No desporto como na vida é tudo uma questão de prioridades e de
saber gerir os recursos que temos e quando eles são parcos, como é o caso, são
as pessoas e a forma como os gerem que faz toda a diferença. Vamos esperar que
esta decisão não passe de um ‘time out’ e que seja encontrada uma solução
idêntica à do Hóquei, que permita continuar a competir no escalão profissional,
pois não sendo assim, não faz nenhum sentido ter camadas jovens e andar a
formar atletas para outros clubes.
Amândio
Rodrigues
A «foto do dia» - Rui Barros
Voltamos a recordar a fantástica
época que Rui Barros realizou com a camisola do FC Porto em 1987/88 recuperando
uma foto (autografada pelo próprio) do ‘pequeno grande jogador’ no antigo
Estádio das Antas.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Começou a aventura 2012/13!
Aí está o FC Porto
2012/13! Ainda aos soluços (faltam vários internacionais), mas com os hábitos
de vitória intactos. O Servette, apesar de ter a preparação bem mais adiantada
(inicia a Liga Suiça já amanhã), surgiu em campo com os habituais suplentes.
Isso até foi conveniente, pois o seu «onze» mais rotinado iria obrigar o FC
Porto a correr mais do que provavelmente desejaria para esta fase da preparação
(o primeiro jogo de pré-época nunca deve ser intenso). Mas foi bom começar a
ganhar. Algumas notas sobre o jogo:
- o caloiro a quem
iríamos prestar mais atenção, Cristhian Atsu, não desiludiu (e a grande disponibilidade
que revela para defender vai jogar a seu favor na altura de decidir quem fica
no plantel);
- Kléber foi o mais elegante
e também o mais letal em campo: dois golos ‘à Van Basten’!
- com o passar dos
anos, Lucho perdeu em resistência física o que ganhou em classe e
esclarecimento (vai continuar a ser fundamental, pelo menos mais uma época!);
- Iturbe surgiu com um
futebol mais agressivo e menos inconsequente do que aquele que apresentou nos
poucos jogos que realizou na época passada;
A «foto do dia» - O ‘cartoon’ do Pedroto
Voltamos às caricaturas do
Francisco Zambujal para recordarmos o mítico e carismático José Maria Pedroto.
«Curiosidades FCP» - Supertaça 1993/94
Continuamos a antecipar o nosso
próximo jogo da Supertaça Cândido de Oliveira. Desta vez, recuamos à edição de
1993/94 da prova com uma foto do Domingos (ladeado pelo benfiquista Hélder) em
acção na Finalíssima da Supertaça realizada no Parque dos Príncipes, em Paris.
Nessa ocasião, o FC Porto, de Bobby Robson, derrotou o Benfica, de Artur Jorge,
por 1-0 (golo de Domingos, aos 51’).
terça-feira, 10 de julho de 2012
O insubstituível e os outros!
A 50 dias do fecho do
mercado continuam as dúvidas no plantel do FC Porto 2012/13. Hulk é o principal
protagonista deste autêntico ‘countdown’ que vai durar até 31 de Agosto. Neste
momento, julgo que só haverá mesmo uma certeza: na próxima época teremos um de
dois tipos de Liga, com ou sem Hulk! Sendo o ‘Incrível’ insubstituível, a sua
saída obrigaria o FC Porto a mudar o ‘chip’, ou seja, não sendo possível
encontrar uma solução no mercado para substituir Hulk, haverá necessidade de
modificar a forma como a equipa ataca. Será preciso tempo para trabalhar essa
alternativa, mas no final estaremos menos dependentes do ‘Incrível’.
Na nossa opinião, neste
momento haverá apenas dois jogadores (excluindo Hulk, claro!) cujas saídas nos
poderiam trazer alguns problemas no imediato: James Rodríguez e Fernando. O
primeiro, além de ser jovem e ter imensa classe, permite ao FC Porto diversificar
a forma de atacar, mantendo rigor táctico e qualidade; enquanto que o segundo é
o único no actual plantel que conhece as rotinas da ‘posição 6’. Para todos os
outros o FC Porto guardou alternativas: Rolando (Otamendi e Mangala são os
substitutos), Álvaro Pereira (será apenas necessário encontrar um concorrente
para Alex Sandro) e Moutinho (o seu ‘clone’, Defour, vai assumir maior
protagonismo esta época) têm substitutos.
Mas um problema o FC
Porto já resolveu: a chegada de Jackson Martinez (na foto) permite abordar este
início de época com 3 avançados disponíveis no plantel. Um ‘upgrade’ em relação
à época 2011/12.
A «foto do dia» - Stéphane Paille
Aproveitando a chegada de um novo avançado ao FC Porto, recordamos um
ponta-de-lança francês que representou o clube durante a época 1990/91:
Stéphane Paille. Apesar de na altura ser um jogador conceituado no seu país (eleito
jogador do ano em França, em 1988/89), Paille não teve sucesso na breve
passagem pelo FC Porto. «Não podia fazer nada, o Domingos não parava de marcar
golos. E também havia o Kostadinov. Os últimos 6 meses foram demasiado longos.
Não pude demonstrar o que sabia fazer. Sei que devia ter feito melhor. Era uma
outra língua, uma outra maneira de trabalhar. E os treinos com o Artur Jorge
eram difíceis, muito duros. Não estive ao meu nível», confessou o francês.
«Curiosidades FCP» - O bilhete do FC Porto - Boavista, Supertaça 2000/01
Começamos a antecipar o
nosso primeiro jogo oficial da época 2012/13, relativo à Supertaça Cândido de
Oliveira, recuperando um ingresso que deu acesso ao FC Porto - Boavista, da
edição de 2000/01 da competição.
Naquela ocasião, o FC
Porto de Octávio Machado venceu o Boavista por 1-0 (golo de Jorge Andrade, aos
22’), na final disputada em Vila do Conde.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Posfácio
A participação da seleção nacional no recente
Europeu foi espetacular e muito acima das expetativas, incluindo as minhas. Se
atendermos ao grupo de selecionados, ao selecionador e a todas as
circunstâncias que envolveram a equipa o resultado esperado não podia ter sido
melhor. Pese embora todas as críticas feitas a Paulo Bento, inclusive aqui
neste espaço, a verdade é que fez um bom trabalho e conseguiu criar um espírito
de grupo pouco usual e raramente visto na equipa das quinas, sem entrar muito
no patriotismo bacoco que durante alguns anos esteve em voga no país. Não
tínhamos a obrigação de ser campeões europeus, como em 2004, quando
desperdiçámos a oportunidade de o fazer e que provavelmente não se irá repetir
tão cedo. Terminar esta competição no pódio e ir muito além da verdadeira
dimensão do país, do desporto em geral e do futebol em particular, são dois
domínios onde nos podemos bater com os melhores olhos nos olhos, apesar de
continuarmos a empobrecer diariamente e a afastarmo-nos cada vez mais de uma
Europa do Norte moderna e onde a igualdade social não é uma simples retórica e, já agora, onde o futebol não é o ópio do povo.
Amândio Rodrigues
A «foto do dia» - Jaime Magalhães
Dedicamos mais uma foto a uma lenda portista dos anos 80:
Jaime Magalhães. Fundamental na consolidação do FC Porto a nível nacional e
europeu.
«Curiosidades FCP» - O programa oficial do Portadown - FC Porto, Taça dos Clubes Campeões Europeus 1990/91
Recuperamos mais um
artigo alusivo a um jogo do FC Porto nas competições da UEFA. Desta vez
recuamos à eliminatória que disputámos frente aos semi-profissionais do
Portadown, um simpático e modesto clube da Irlanda do Norte que se cruzou com o FC Porto
na 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus 1990/91.
Depois de vencer os norte irlandeses, em Setúbal (devido à interdição das Antas), por 5-0, o FC Porto foi ao
‘Shamrock Park’ golear a frágil equipa do Portadown por 8-1 (‘poker’ de Madjer:
marcou aos 9’, aos 15’, aos 33’ e aos 55’; Fraser, aos 36’; Semedo, aos 40’;
Stéphane Paille, aos 50’ e aos 79’; e Jorge Couto, aos 81’).
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Um Verão longo e imprevisível
O mercado futebolístico
de Verão está-se a tornar para o FC Porto uma espécie de roleta. Mas daquelas
que só param quando o casino fecha! Vai voltar a ser assim até 31 de Agosto. Estamos
reféns do mercado e dos humores de árabes e milionários de Leste! E o ‘Euro
2012’ não nos tem favorecido: têm sido utilizados jogadores que desejaríamos
manter (Moutinho, a realizar uma prova em crescendo e a ver o seu passe cada
vez mais valorizado), enquanto que os jogadores que temos no mercado (Miguel
Lopes e Rolando) não têm saído do banco de suplentes.
Com Álvaro Pereira
aconteceu algo semelhante: o jogador saiu valorizado da última Copa América (o
Uruguai venceu a prova realizada no Verão do ano passado), no entanto, o FC
Porto colocou (e bem!) os seus interesses desportivos acima dos económicos,
tentando realizar uma boa campanha na Liga dos Campeões (e eram difíceis de
prever as birras e os maus humores do lateral uruguaio ao longo da época).
Agora será muito difícil transaccioná-lo por um valor acima dos 20 milhões de
euros….
Sobra Hulk, que, muito provavelmente, vai fazer parte da Selecção brasileira presente nos Jogos Olímpicos (o seu passe inflacionou depois dos golos ao serviço da Selecção e o FC Porto pode querer esperar pelo desfecho da competição para beneficiar do leilão em torno do ‘Incrível’), ou seja, tendo em conta que a competição termina na segunda semana de Agosto, e sendo o Brasil forte candidato a estar presente na final da prova, é provável que a novela à volta da sua saída só termine próximo do último dia do fecho de mercado.
Sobra Hulk, que, muito provavelmente, vai fazer parte da Selecção brasileira presente nos Jogos Olímpicos (o seu passe inflacionou depois dos golos ao serviço da Selecção e o FC Porto pode querer esperar pelo desfecho da competição para beneficiar do leilão em torno do ‘Incrível’), ou seja, tendo em conta que a competição termina na segunda semana de Agosto, e sendo o Brasil forte candidato a estar presente na final da prova, é provável que a novela à volta da sua saída só termine próximo do último dia do fecho de mercado.
Ou seja, o FC Porto
vê-se obrigado a esperar. Correr riscos (assegurar desde já reforços que possam
vir a suprir eventuais saídas) é um luxo que não temos possibilidade de assumir
no actual quadro económico. É o preço a pagar por se ser grande na Europa e não
ter poder financeiro que corresponda a esse estatuto!
«Curiosidades FCP» - Oliveira e o Bétis
Hoje recordamos o adeus de António Oliveira ao FC Porto, uma
das duas saídas (a outra foi a de Fernando Gomes, para o Sp. Gijón) mais
dolorosas que os adeptos do FC Porto tiveram que enfrentar no início da década
de 80, logo após aquele excitante período que coincidiu com o regresso do clube
aos títulos com José Maria Pedroto.
Apesar de, na altura, Oliveira tudo ter feito para continuar
nas Antas («estava disposto a perder 15 mil contos para ficar no FC Porto. Dois
dias antes de assinar pelo Bétis ainda esperava ansiosamente fumo branco das
Antas, só que não podia esperar mais» confessou), o Bétis não teve dúvidas em
avançar para a contratação do avançado do FC Porto. Os espanhóis pagaram 36 mil contos para levar António
Oliveira, um montante que à época constituiu a transferência mais cara da
história do clube sevilhano.
E os
espanhóis não se enganaram pois dias depois da sua apresentação (na foto), a
imprensa espanhola já estava rendida às qualidades do ex-avançado do FC Porto: «El
internacional portugues ya es ídolo verdiblanco».
A «foto do dia» - Mlynarczyk
Recentemente dedicámos uma foto
ao guarda-redes Zé Beto. Hoje recordamos o polaco que lhe sucedeu na baliza do
FC Porto, o elegante e sóbrio Josef Mlynarczyk.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Prefácio
Ao iniciar
esta pequena prosa sobre a seleção nacional, devo fazer uma espécie de
declaração de interesses. Não sou admirador, nem alinho em patriotismos
estéreis de apoio a uma equipa de futebol que nem sempre representa bem o país.
Desde que por cá andou uma espécie de selecionador, endeusado pelos pseudo 6
milhões de adeptos do outro clube e que de futebol pouco percebia mas que no
entanto foi elevado à condição de herói, nada será como dantes. As
expectativas sobre o desempenho da equipa das quinas são de facto muito baixas,
não só pelas exibições mais recente mas acima de tudo por toda a envolvência em
torno do grupo de jogadores onde parece dominar um certo amadorismo pouco
compreensível nos tempos de hoje. Esta seleção está muito longe das anteriores
em termos de conjunto, individualmente sobressaem apenas dois jogadores capazes
de fazer a diferença, Ronaldo e Nani, este último ao que tudo indica debilitado
fisicamente depois de ter sido posto a jogar 90 minutos no transcendente jogo
contra a Turquia, se juntarmos a tudo isto algumas fragilidades gritantes como
é o caso do lado direito da defesa, do meio campo, onde apenas existe o João
Moutinho, isto sem nos esquecermos do ponta de lança que não temos, ou melhor,
ter até temos, mas não marca golos, perante estas evidencias o cenário que se
afigura não é nada risonho. Pode parecer má vontade mas não é, falta à seleção
uma entourage como aquela que existe no FC Porto, preparada para vencer, criar
uma dinâmica de vitória e envolver toda a gente no mesmo objetivo: ganhar!
P.S. Se
passarmos a fase de grupo já é um bom resultado nas atuais circunstâncias.
Amândio
Rodrigues
A «foto do dia» - Madjer
Numa altura em que se
fala insistentemente na vinda de um novo ponta-de-lança para o FC Porto,
recordamos um dos melhores avançados da história do clube: Rabah Madjer.
Nesta foto, vemos o
argelino (ao fundo também se vê Eduardo Luís) em acção frente ao Barcelona, em
jogo relativo ao ‘Troféu Joan Gamper’, disputado no Verão de 1987. O FC Porto
venceu o Barça, em Nou Camp, por 2-1 (Madjer, aos 12’, Schuster, aos 28’, e
Jorge Plácido, aos 49’).
«Curiosidades FCP» - O bilhete do FC Porto - Portuguesa de Desportos, pré-época 1988/89
Começamos a antecipar a próxima
pré-época recuperando um ingresso relativo a um jogo que o FC Porto disputou
durante a preparação para a temporada 1988/89. O bilhete deu acesso a um jogo
do ‘Torneio de Futebol Europa - Lusitânia’, disputado nas Antas. O FC Porto
venceu os brasileiros da Portuguesa de Desportos por 1-0.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Renovar o centro do ataque
É consensual: o FC Porto
tem que ir ao mercado comprar um ponta-de-lança. E os milhões arrecadados com a
provável saída de Hulk vão ser fundamentais para sermos agressivos no mercado
(a posição de ‘ponta-de-lança’ é a mais dispendiosa para os clubes e para se
garantir um avançado que possa aliar ‘potencial e golos’ é necessário gastar
mais de 10 milhões de euros).
O colombiano Jackson
Martinez não será a solução mais acertada, pois parece-nos um avançado que necessita
de uma muleta (um segundo avançado) para potenciar um futebol feito de arranques
e profundidade. Além disso, o colombiano não tem cultura de futebol europeu,
algo que, por exemplo, Falcão depressa adquiriu depois da experiência no exigente
River Plate, da Argentina.
E os que fazem parte do
actual plantel? Janko já não é nenhum jovem (faz 29 anos no próximo dia 25) e tem
dificuldade em jogar de costas para a baliza. Ou seja, tendo em conta aquilo
que tem sido a recente história de sucesso do clube no que a pontas-de-lança
diz respeito (Lisandro López, Falcão,….) não seria de todo surpreendente que o austríaco
fosse colocado no mercado ou até envolvido na compra de outro avançado (o
cenário perfeito seria envolvê-lo na transferência de Luuk de Jong (na foto),
um jogador caro mas que não engana!). Aliás, se olharmos para a história do
clube verificamos que é um pouco ‘contra natura’ ter um ponta-de-lança com as
características de Janko (Jardel foi uma excepção que não pudémos desperdiçar).
E ainda sobra Kléber, um jogador jovem mas com uma elegância e potencial que o podem levar a ser dono da ‘camisola 9’ do FC Porto no espaço de um a dois
anos. Uma promessa, portanto.
Não seria, por isso, de
todo surpreendente que o FC Porto renovasse todo o seu centro de ataque neste
mercado de Verão.
A «foto do dia» - Sousa
Hoje dedicamos uma foto
a um ex-jogador do FC Porto que esteve presente em todas as finais
internacionais que o clube disputou na década de 80: António Sousa.
Este ex-médio-centro do
FC Porto foi titular em Basileia (final da Taça das Taças, frente à Juventus),
em Viena (final da Taça dos Campeões Europeus, frente ao Bayern), em Tóquio
(final da Taça Intercontinental, frente ao Peñarol) e nas duas mãos da
Supertaça europeia, frente ao Ajax.
«Curiosidades FCP» - O programa oficial do Hamburgo - FC Porto, Taça UEFA 1975/76
Hoje recuamos ao ‘FC
Porto de Branko Stankovic’ com a capa do
programa oficial (os alemães colocaram na 1ª página uma foto do plantel do FC
Porto dessa época) relativo ao Hamburgo - FC Porto, jogo da Taça UEFA 1975/76.
O FC Porto começou por eliminar o Avenir Beggen (Luxemburgo) e o
Dundee United (Escócia) antes de encontrar os alemães na 3ª eliminatória (era o
FC Porto de Teófilo Cubillas, António Oliveira e, na altura, do ainda jovem
Fernando Gomes….).
A 1ª mão jogou-se a 26
de Novembro de 1975, em Hamburgo. Um golo de
Murça, aos 15’, na p.b. e outro de Volkert, aos 89’, deram uma importante
vantagem aos alemães na eliminatória.
Apesar da vitória na 2ª mão, por 2-1 (Reimann, aos 29’, Júlio, aos 31’ e
Cubillas, aos 72’), o FC Porto acabaria por ficar pelo caminho devido ao golo
que os alemães marcaram nas Antas.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Silly season
A chamada
época de transferências está menos agitada do que é normal, talvez seja por
causa do Euro e esteja tudo à espera no que é que dá para depois se fazerem os
grandes negócios. Nós portistas, já estamos habituados a viver numa espécie de
sobressalto permanente mas que não nos tira o sono, pois ao contrário de
outros, temos quem perceba da poda. Apesar desta relativa tranquilidade existe
sempre muita curiosidade em saber que jogadores abalam e quais são os que fazem
o caminho inverso, sabendo nós que haverá alterações que poderão ter
implicações fortes na estrutura da equipa. A próxima temporada reveste-se de
especial importância, acima de tudo é essencial prosseguir uma dinâmica de
vitória e manter os rivais sempre a correr atrás do prejuízo e nunca o contrário.
Outra questão não menos relevante é percebemos se quem decide considera ou não
que chegámos a um fim de ciclo, e caso a resposta seja afirmativa as mudanças
seguramente vão ser mais profundas e poderão ir mais além do que a simples
entrada e saída de futebolistas.
Amândio
Rodrigues
«Curiosidades FCP» - A caricatura do Fonseca
Continuamos com as caricaturas do
Francisco Zambujal. Hoje o premiado é Fonseca, guarda-redes do FC Porto por
alturas do mais celebrado regresso do clube aos títulos, em finais dos anos 70.
A «foto do dia» - Inácio
Recentemente recuperámos aqui uma
foto do Inácio vestindo a camisola da Selecção portuguesa (por ocasião do ‘Euro
84’ disputado em França). Hoje, recordamos o nosso ex-defesa-esquerdo com a
camisola do FC Porto.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
A entrevista de Vítor Pereira
O que inicialmente nos
chamou a atenção na entrevista que Vítor Pereira concedeu ao jornal ‘O JOGO’
foi que o treinador do FC Porto é de facto um homem sincero, verdadeiro e
humilde (e essas características podem ter sido fundamentais no último terço da
época). Vítor Pereira não teve receio de se expor, ainda que as circunstâncias
em que chegou ao clube não fossem as mais estimulantes: os jogadores tinham
menos motivação depois das conquistas com Villas-Boas e é mais difícil
conquistar a empatia da equipa quando se “sobe” de adjunto a treinador
principal. Ainda assim, ‘sinal +’ para a forma como Vítor Pereira soube ganhar
a confiança dos jogadores: sem chicote e com (muita) paciência!
Mas o que mais nos
intrigou na entrevista foi aquele pequeno excerto em que se abordaram as
derrotas em Coimbra (para a Taça de Portugal) e em Barcelos (para o campeonato).
Vítor Pereira associou esses dois momentos à perda de concentração de alguns
jogadores e à turbulência do período de fecho e reabertura do mercado. Para nós, uma justificação
algo inócua. Ou seja, continua por explicar a “ausência” dos jogadores nesses
dois jogos (e em outros que acabaram por ser ganhos à tangente!). Será essa a
grande incógnita para a próxima época: o grau de cumplicidade entre Vítor
Pereira e os jogadores tornará o futebol do FC Porto menos aborrecido e
previsível do que em 2011/12?
«Curiosidades FCP» - O calcanhar de Viena
O ‘Paixão pelo Porto’ também se
associa às comemorações dos 25 anos da conquista da nossa primeira Taça dos
Clubes Campeões Europeus. Recuamos à noite mágica de Viena com um plano
diferente do ‘calcanhar de Madjer’ (na foto também se vê o ‘capitão’ do Bayern,
Lothar Matthaus). Foi assim que Mlynarczyk viu o golo!
A «foto do dia» - Zé Beto
Hoje recordamos Zé Beto,
o homem que defendeu a baliza do FC Porto em Basileia, na nossa estreia em
finais europeias (seria expulso já depois do apito afinal devido a um
desentendimento com o árbitro auxiliar).
Zé Beto representou o
FC Porto durante mais de uma década (faleceria em Fevereiro de 1990, num trágico
acidente de viação) e foi durante algum tempo o último obstáculo ao famoso
quarteto defensivo formado por João Pinto, Eurico, Lima Pereira e Inácio.
«Curiosidades FCP» - O bilhete do FC Porto - Lodz, Taça dos Vencedores das Taças 1994/95
O FC Porto saiu dessa
eliminatória com duas vitórias e sem consentir qualquer golo aos polacos: 2-0
(Domingos, aos 72’; e Rui Barros, aos 77’), nas Antas, e 0-1 (Drulovic, aos
45’) em Lodz.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
10 anos, 26 campeonatos!
Apesar da derrota no
Basquetebol (o FC Porto tem apenas um norte-americano que faz a diferença:
Stempin) e do campeonato de Hóquei em Patins ainda estar a decorrer (e se o FC
Porto não for campeão depressa lhe perdoamos depois de 10 anos consecutivos a
vencer), a época 2011/12 pode voltar a ser de sucesso para o FC Porto em número
de títulos conquistados nas 4 modalidades (Futebol, Andebol, Basquetebol e
Hóquei em Patins) com mais tradição no desporto português.
E se recuarmos à última
década, verificamos que o sucesso é ainda mais ampliado (e neste somatório nem
sequer estamos a contabilizar um sem número de Taças de Portugal, Taças da Liga
e Supertaças conquistadas nas diversas modalidades). Andebol: 6 campeonatos conquistados
nos últimos 10 anos; Basquetebol: 2 campeonatos conquistados nos últimos 10
anos; Futebol: 8 campeonatos conquistados nos últimos 10 anos; E no Hóquei em
Patins fizemos o pleno: ’10 em 10’.
No total, são 26
campeonatos nacionais conquistados nesta última década. Nem de propósito, este ciclo
temporal é idêntico ao que Luís Filipe Vieira leva como presidente do Benfica.
Medíocre!
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