segunda-feira, 16 de julho de 2012

O caminho faz-se caminhando


O segundo jogo de preparação do FC Porto não foi muito diferente (o adversário era melhor!) do realizado frente ao Servette, pelo menos na abordagem e nos princípios: pressão alta (uma acção que já parece bem articulada) e tentativa de jogar de ‘pé para pé’ no último terço do campo (neste particular falta afinar o último passe). Tem-nos surpreendido um pouco a estratégia que Vítor Pereira tem escolhido para abordar estes simples jogos de pré-época: a linha defensiva já está muito subida no campo e já há muita ‘pressão alta’ dos médios e dos avançados sobre os adversários. Julgávamos que este tipo de postura só seria utilizada mais tarde (nos últimos 2 ou 3 jogos de pré-época), mas de facto, tratando-se de uma abordagem que envolve algum risco e articulação (principalmente a defesa subida no campo), não é de todo prematuro já estar a ser afinada. E para o aperfeiçoamento ser ainda mais rigoroso, até já há jogadores, como Maicon, Mangala, Fernando, Lucho e Atsu (é mesmo craque!), entre outros, que parecem estar em competição oficial tal a forma destemida e agressiva como têm abordado alguns lances. Isso faz-nos estar relativamente optimistas, pois já se sabe como são as pré-épocas: há balões que esvaziam depressa e outros que vão enchendo, enchendo…. Fica só um reparo em relação ao actual plantel: neste momento Vítor Pereira tem apenas disponíveis para o meio-campo Fernando, Defour, Lucho e os jovens Castro e Pedro Moreira. Parece pouco para quem vai privilegiar um «onze» com 3 jogadores a meio-campo. 

«Curiosidades FCP» - ‘Amsterdam Tournament 1987’


Voltamos a recuar a uma pré-época com um ‘post’ dedicado ao grande FC Porto de Artur Jorge, que se sagrou campeão da Europa em 1987. Recuamos à nossa participação no ‘Amsterdam Tournament’, edição de 1987, recuperando o ingresso (em baixo) do primeiro dia da competição e o cartaz promocional (com os plantéis de Ajax e FC Porto) deste famoso torneio de Verão. Em 1987, o FC Porto participou na prova juntamente com o Ajax, o Torino e o Dinamo de Kiev. A equipa da casa venceu o torneio. Aqui ficam os resultados:
Dia 7 de Agosto de 1987:
Ajax - Torino (2-1)
Dinamo de Kiev - FC Porto (1-0)
Dia 9 de Agosto
Ajax - FC Porto (1-1)
Torino - Dinamo de Kiev (1-0)

sexta-feira, 13 de julho de 2012

‘Time out’ ou ‘end of the game’?


Eis a grande questão que se põe neste momento no universo azul e branco, o fim do basquetebol profissional. A notícia caiu que nem uma bomba, deixando-nos completamente atónitos e incrédulos, pois não era disto que estávamos propriamente à espera. Na simples pele de adepto tenho alguma dificuldade em perceber o que se passa e mais, gostava que o meu clube tivesse mais modalidades desportivas como é o caso do ciclismo, que creio seria uma forma de o promover a baixo custo, numa época do ano em que não existe grande atividade no futebol. No desporto como na vida é tudo uma questão de prioridades e de saber gerir os recursos que temos e quando eles são parcos, como é o caso, são as pessoas e a forma como os gerem que faz toda a diferença. Vamos esperar que esta decisão não passe de um ‘time out’ e que seja encontrada uma solução idêntica à do Hóquei, que permita continuar a competir no escalão profissional, pois não sendo assim, não faz nenhum sentido ter camadas jovens e andar a formar atletas para outros clubes.
Amândio Rodrigues

A «foto do dia» - Rui Barros


Voltamos a recordar a fantástica época que Rui Barros realizou com a camisola do FC Porto em 1987/88 recuperando uma foto (autografada pelo próprio) do ‘pequeno grande jogador’ no antigo Estádio das Antas. 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Começou a aventura 2012/13!


Aí está o FC Porto 2012/13! Ainda aos soluços (faltam vários internacionais), mas com os hábitos de vitória intactos. O Servette, apesar de ter a preparação bem mais adiantada (inicia a Liga Suiça já amanhã), surgiu em campo com os habituais suplentes. Isso até foi conveniente, pois o seu «onze» mais rotinado iria obrigar o FC Porto a correr mais do que provavelmente desejaria para esta fase da preparação (o primeiro jogo de pré-época nunca deve ser intenso). Mas foi bom começar a ganhar. Algumas notas sobre o jogo:
- o caloiro a quem iríamos prestar mais atenção, Cristhian Atsu, não desiludiu (e a grande disponibilidade que revela para defender vai jogar a seu favor na altura de decidir quem fica no plantel);
- Kléber foi o mais elegante e também o mais letal em campo: dois golos ‘à Van Basten’!
- com o passar dos anos, Lucho perdeu em resistência física o que ganhou em classe e esclarecimento (vai continuar a ser fundamental, pelo menos mais uma época!);
- Iturbe surgiu com um futebol mais agressivo e menos inconsequente do que aquele que apresentou nos poucos jogos que realizou na época passada;  

A «foto do dia» - O ‘cartoon’ do Pedroto


Voltamos às caricaturas do Francisco Zambujal para recordarmos o mítico e carismático José Maria Pedroto. 

«Curiosidades FCP» - Supertaça 1993/94


Continuamos a antecipar o nosso próximo jogo da Supertaça Cândido de Oliveira. Desta vez, recuamos à edição de 1993/94 da prova com uma foto do Domingos (ladeado pelo benfiquista Hélder) em acção na Finalíssima da Supertaça realizada no Parque dos Príncipes, em Paris. Nessa ocasião, o FC Porto, de Bobby Robson, derrotou o Benfica, de Artur Jorge, por 1-0 (golo de Domingos, aos 51’). 

terça-feira, 10 de julho de 2012

O insubstituível e os outros!


A 50 dias do fecho do mercado continuam as dúvidas no plantel do FC Porto 2012/13. Hulk é o principal protagonista deste autêntico ‘countdown’ que vai durar até 31 de Agosto. Neste momento, julgo que só haverá mesmo uma certeza: na próxima época teremos um de dois tipos de Liga, com ou sem Hulk! Sendo o ‘Incrível’ insubstituível, a sua saída obrigaria o FC Porto a mudar o ‘chip’, ou seja, não sendo possível encontrar uma solução no mercado para substituir Hulk, haverá necessidade de modificar a forma como a equipa ataca. Será preciso tempo para trabalhar essa alternativa, mas no final estaremos menos dependentes do ‘Incrível’.  
Na nossa opinião, neste momento haverá apenas dois jogadores (excluindo Hulk, claro!) cujas saídas nos poderiam trazer alguns problemas no imediato: James Rodríguez e Fernando. O primeiro, além de ser jovem e ter imensa classe, permite ao FC Porto diversificar a forma de atacar, mantendo rigor táctico e qualidade; enquanto que o segundo é o único no actual plantel que conhece as rotinas da ‘posição 6’. Para todos os outros o FC Porto guardou alternativas: Rolando (Otamendi e Mangala são os substitutos), Álvaro Pereira (será apenas necessário encontrar um concorrente para Alex Sandro) e Moutinho (o seu ‘clone’, Defour, vai assumir maior protagonismo esta época) têm substitutos.
Mas um problema o FC Porto já resolveu: a chegada de Jackson Martinez (na foto) permite abordar este início de época com 3 avançados disponíveis no plantel. Um ‘upgrade’ em relação à época 2011/12.

A «foto do dia» - Stéphane Paille


Aproveitando a chegada de um novo avançado ao FC Porto, recordamos um ponta-de-lança francês que representou o clube durante a época 1990/91: Stéphane Paille. Apesar de na altura ser um jogador conceituado no seu país (eleito jogador do ano em França, em 1988/89), Paille não teve sucesso na breve passagem pelo FC Porto. «Não podia fazer nada, o Domingos não parava de marcar golos. E também havia o Kostadinov. Os últimos 6 meses foram demasiado longos. Não pude demonstrar o que sabia fazer. Sei que devia ter feito melhor. Era uma outra língua, uma outra maneira de trabalhar. E os treinos com o Artur Jorge eram difíceis, muito duros. Não estive ao meu nível», confessou o francês.

«Curiosidades FCP» - O bilhete do FC Porto - Boavista, Supertaça 2000/01


Começamos a antecipar o nosso primeiro jogo oficial da época 2012/13, relativo à Supertaça Cândido de Oliveira, recuperando um ingresso que deu acesso ao FC Porto - Boavista, da edição de 2000/01 da competição.
Naquela ocasião, o FC Porto de Octávio Machado venceu o Boavista por 1-0 (golo de Jorge Andrade, aos 22’), na final disputada em Vila do Conde. 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Posfácio

A participação da seleção nacional no recente Europeu foi espetacular e muito acima das expetativas, incluindo as minhas. Se atendermos ao grupo de selecionados, ao selecionador e a todas as circunstâncias que envolveram a equipa o resultado esperado não podia ter sido melhor. Pese embora todas as críticas feitas a Paulo Bento, inclusive aqui neste espaço, a verdade é que fez um bom trabalho e conseguiu criar um espírito de grupo pouco usual e raramente visto na equipa das quinas, sem entrar muito no patriotismo bacoco que durante alguns anos esteve em voga no país. Não tínhamos a obrigação de ser campeões europeus, como em 2004, quando desperdiçámos a oportunidade de o fazer e que provavelmente não se irá repetir tão cedo. Terminar esta competição no pódio e ir muito além da verdadeira dimensão do país, do desporto em geral e do futebol em particular, são dois domínios onde nos podemos bater com os melhores olhos nos olhos, apesar de continuarmos a empobrecer diariamente e a afastarmo-nos cada vez mais de uma Europa do Norte moderna e onde a igualdade social não é uma simples retórica e, já agora, onde o futebol não é o ópio do povo.
Amândio Rodrigues

A «foto do dia» - Jaime Magalhães

Dedicamos mais uma foto a uma lenda portista dos anos 80: Jaime Magalhães. Fundamental na consolidação do FC Porto a nível nacional e europeu. 

«Curiosidades FCP» - O programa oficial do Portadown - FC Porto, Taça dos Clubes Campeões Europeus 1990/91

Recuperamos mais um artigo alusivo a um jogo do FC Porto nas competições da UEFA. Desta vez recuamos à eliminatória que disputámos frente aos semi-profissionais do Portadown, um simpático e modesto clube da Irlanda do Norte que se cruzou com o FC Porto na 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus 1990/91.
Depois de vencer os norte irlandeses, em Setúbal (devido à interdição das Antas), por 5-0, o FC Porto foi ao ‘Shamrock Park’ golear a frágil equipa do Portadown por 8-1 (‘poker’ de Madjer: marcou aos 9’, aos 15’, aos 33’ e aos 55’; Fraser, aos 36’; Semedo, aos 40’; Stéphane Paille, aos 50’ e aos 79’; e Jorge Couto, aos 81’). 

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Um Verão longo e imprevisível

O mercado futebolístico de Verão está-se a tornar para o FC Porto uma espécie de roleta. Mas daquelas que só param quando o casino fecha! Vai voltar a ser assim até 31 de Agosto. Estamos reféns do mercado e dos humores de árabes e milionários de Leste! E o ‘Euro 2012’ não nos tem favorecido: têm sido utilizados jogadores que desejaríamos manter (Moutinho, a realizar uma prova em crescendo e a ver o seu passe cada vez mais valorizado), enquanto que os jogadores que temos no mercado (Miguel Lopes e Rolando) não têm saído do banco de suplentes.
Com Álvaro Pereira aconteceu algo semelhante: o jogador saiu valorizado da última Copa América (o Uruguai venceu a prova realizada no Verão do ano passado), no entanto, o FC Porto colocou (e bem!) os seus interesses desportivos acima dos económicos, tentando realizar uma boa campanha na Liga dos Campeões (e eram difíceis de prever as birras e os maus humores do lateral uruguaio ao longo da época). Agora será muito difícil transaccioná-lo por um valor acima dos 20 milhões de euros….
Sobra Hulk, que, muito provavelmente, vai fazer parte da Selecção brasileira presente nos Jogos Olímpicos (o seu passe inflacionou depois dos golos ao serviço da Selecção e o FC Porto pode querer esperar pelo desfecho da competição para beneficiar do leilão em torno do ‘Incrível’), ou seja, tendo em conta que a competição termina na segunda semana de Agosto, e sendo o Brasil forte candidato a estar presente na final da prova, é provável que a novela à volta da sua saída só termine próximo do último dia do fecho de mercado.
Ou seja, o FC Porto vê-se obrigado a esperar. Correr riscos (assegurar desde já reforços que possam vir a suprir eventuais saídas) é um luxo que não temos possibilidade de assumir no actual quadro económico. É o preço a pagar por se ser grande na Europa e não ter poder financeiro que corresponda a esse estatuto! 

«Curiosidades FCP» - Oliveira e o Bétis

Hoje recordamos o adeus de António Oliveira ao FC Porto, uma das duas saídas (a outra foi a de Fernando Gomes, para o Sp. Gijón) mais dolorosas que os adeptos do FC Porto tiveram que enfrentar no início da década de 80, logo após aquele excitante período que coincidiu com o regresso do clube aos títulos com José Maria Pedroto. 
Apesar de, na altura, Oliveira tudo ter feito para continuar nas Antas («estava disposto a perder 15 mil contos para ficar no FC Porto. Dois dias antes de assinar pelo Bétis ainda esperava ansiosamente fumo branco das Antas, só que não podia esperar mais» confessou), o Bétis não teve dúvidas em avançar para a contratação do avançado do FC Porto. Os espanhóis  pagaram 36 mil contos para levar António Oliveira, um montante que à época constituiu a transferência mais cara da história do clube sevilhano.
E os espanhóis não se enganaram pois dias depois da sua apresentação (na foto), a imprensa espanhola já estava rendida às qualidades do ex-avançado do FC Porto: «El internacional portugues ya es ídolo verdiblanco».


A «foto do dia» - Mlynarczyk

Recentemente dedicámos uma foto ao guarda-redes Zé Beto. Hoje recordamos o polaco que lhe sucedeu na baliza do FC Porto, o elegante e sóbrio Josef Mlynarczyk. 

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Prefácio

Ao iniciar esta pequena prosa sobre a seleção nacional, devo fazer uma espécie de declaração de interesses. Não sou admirador, nem alinho em patriotismos estéreis de apoio a uma equipa de futebol que nem sempre representa bem o país. Desde que por cá andou uma espécie de selecionador, endeusado pelos pseudo 6 milhões de adeptos do outro clube e que de futebol pouco percebia mas que no entanto foi elevado à condição de herói, nada será como dantes.  As expectativas sobre o desempenho da equipa das quinas são de facto muito baixas, não só pelas exibições mais recente mas acima de tudo por toda a envolvência em torno do grupo de jogadores onde parece dominar um certo amadorismo pouco compreensível nos tempos de hoje. Esta seleção está muito longe das anteriores em termos de conjunto, individualmente sobressaem apenas dois jogadores capazes de fazer a diferença, Ronaldo e Nani, este último ao que tudo indica debilitado fisicamente depois de ter sido posto a jogar 90 minutos no transcendente jogo contra a Turquia, se juntarmos a tudo isto algumas fragilidades gritantes como é o caso do lado direito da defesa, do meio campo, onde apenas existe o João Moutinho, isto sem nos esquecermos do ponta de lança que não temos, ou melhor, ter até temos, mas não marca golos, perante estas evidencias o cenário que se afigura não é nada risonho. Pode parecer má vontade mas não é, falta à seleção uma entourage como aquela que existe no FC Porto, preparada para vencer, criar uma dinâmica de vitória e envolver toda a gente no mesmo objetivo: ganhar!
P.S. Se passarmos a fase de grupo já é um bom resultado nas atuais circunstâncias.
Amândio Rodrigues

A «foto do dia» - Madjer

Numa altura em que se fala insistentemente na vinda de um novo ponta-de-lança para o FC Porto, recordamos um dos melhores avançados da história do clube: Rabah Madjer.
Nesta foto, vemos o argelino (ao fundo também se vê Eduardo Luís) em acção frente ao Barcelona, em jogo relativo ao ‘Troféu Joan Gamper’, disputado no Verão de 1987. O FC Porto venceu o Barça, em Nou Camp, por 2-1 (Madjer, aos 12’, Schuster, aos 28’, e Jorge Plácido, aos 49’). 

«Curiosidades FCP» - O bilhete do FC Porto - Portuguesa de Desportos, pré-época 1988/89

Começamos a antecipar a próxima pré-época recuperando um ingresso relativo a um jogo que o FC Porto disputou durante a preparação para a temporada 1988/89. O bilhete deu acesso a um jogo do ‘Torneio de Futebol Europa - Lusitânia’, disputado nas Antas. O FC Porto venceu os brasileiros da Portuguesa de Desportos por 1-0. 

terça-feira, 5 de junho de 2012

Renovar o centro do ataque

É consensual: o FC Porto tem que ir ao mercado comprar um ponta-de-lança. E os milhões arrecadados com a provável saída de Hulk vão ser fundamentais para sermos agressivos no mercado (a posição de ‘ponta-de-lança’ é a mais dispendiosa para os clubes e para se garantir um avançado que possa aliar ‘potencial e golos’ é necessário gastar mais de 10 milhões de euros).
O colombiano Jackson Martinez não será a solução mais acertada, pois parece-nos um avançado que necessita de uma muleta (um segundo avançado) para potenciar um futebol feito de arranques e profundidade. Além disso, o colombiano não tem cultura de futebol europeu, algo que, por exemplo, Falcão depressa adquiriu depois da experiência no exigente River Plate, da Argentina.
E os que fazem parte do actual plantel? Janko já não é nenhum jovem (faz 29 anos no próximo dia 25) e tem dificuldade em jogar de costas para a baliza. Ou seja, tendo em conta aquilo que tem sido a recente história de sucesso do clube no que a pontas-de-lança diz respeito (Lisandro López, Falcão,….) não seria de todo surpreendente que o austríaco fosse colocado no mercado ou até envolvido na compra de outro avançado (o cenário perfeito seria envolvê-lo na transferência de Luuk de Jong (na foto), um jogador caro mas que não engana!). Aliás, se olharmos para a história do clube verificamos que é um pouco ‘contra natura’ ter um ponta-de-lança com as características de Janko (Jardel foi uma excepção que não pudémos desperdiçar). E ainda sobra Kléber, um jogador jovem mas com uma elegância e potencial que o podem levar a ser dono da ‘camisola 9’ do FC Porto no espaço de um a dois anos. Uma promessa, portanto.
Não seria, por isso, de todo surpreendente que o FC Porto renovasse todo o seu centro de ataque neste mercado de Verão. 

A «foto do dia» - Sousa

Hoje dedicamos uma foto a um ex-jogador do FC Porto que esteve presente em todas as finais internacionais que o clube disputou na década de 80: António Sousa.
Este ex-médio-centro do FC Porto foi titular em Basileia (final da Taça das Taças, frente à Juventus), em Viena (final da Taça dos Campeões Europeus, frente ao Bayern), em Tóquio (final da Taça Intercontinental, frente ao Peñarol) e nas duas mãos da Supertaça europeia, frente ao Ajax. 

«Curiosidades FCP» - O programa oficial do Hamburgo - FC Porto, Taça UEFA 1975/76


Hoje recuamos ao ‘FC Porto de Branko Stankovic’ com a capa do programa oficial (os alemães colocaram na 1ª página uma foto do plantel do FC Porto dessa época) relativo ao Hamburgo - FC Porto, jogo da Taça UEFA 1975/76.
O FC Porto começou por eliminar o Avenir Beggen (Luxemburgo) e o Dundee United (Escócia) antes de encontrar os alemães na 3ª eliminatória (era o FC Porto de Teófilo Cubillas, António Oliveira e, na altura, do ainda jovem Fernando Gomes….).
A 1ª mão jogou-se a 26 de Novembro de 1975, em Hamburgo. Um golo de Murça, aos 15’, na p.b. e outro de Volkert, aos 89’, deram uma importante vantagem aos alemães na eliminatória.
Apesar da vitória na 2ª mão, por 2-1 (Reimann, aos 29’, Júlio, aos 31’ e Cubillas, aos 72’), o FC Porto acabaria por ficar pelo caminho devido ao golo que os alemães marcaram nas Antas. 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Silly season

A chamada época de transferências está menos agitada do que é normal, talvez seja por causa do Euro e esteja tudo à espera no que é que dá para depois se fazerem os grandes negócios. Nós portistas, já estamos habituados a viver numa espécie de sobressalto permanente mas que não nos tira o sono, pois ao contrário de outros, temos quem perceba da poda. Apesar desta relativa tranquilidade existe sempre muita curiosidade em saber que jogadores abalam e quais são os que fazem o caminho inverso, sabendo nós que haverá alterações que poderão ter implicações fortes na estrutura da equipa. A próxima temporada reveste-se de especial importância, acima de tudo é essencial prosseguir uma dinâmica de vitória e manter os rivais sempre a correr atrás do prejuízo e nunca o contrário. Outra questão não menos relevante é percebemos se quem decide considera ou não que chegámos a um fim de ciclo, e caso a resposta seja afirmativa as mudanças seguramente vão ser mais profundas e poderão ir mais além do que a simples entrada e saída de futebolistas.
Amândio Rodrigues

«Curiosidades FCP» - A caricatura do Fonseca

Continuamos com as caricaturas do Francisco Zambujal. Hoje o premiado é Fonseca, guarda-redes do FC Porto por alturas do mais celebrado regresso do clube aos títulos, em finais dos anos 70. 

A «foto do dia» - Inácio

Recentemente recuperámos aqui uma foto do Inácio vestindo a camisola da Selecção portuguesa (por ocasião do ‘Euro 84’ disputado em França). Hoje, recordamos o nosso ex-defesa-esquerdo com a camisola do FC Porto. 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A entrevista de Vítor Pereira

O que inicialmente nos chamou a atenção na entrevista que Vítor Pereira concedeu ao jornal ‘O JOGO’ foi que o treinador do FC Porto é de facto um homem sincero, verdadeiro e humilde (e essas características podem ter sido fundamentais no último terço da época). Vítor Pereira não teve receio de se expor, ainda que as circunstâncias em que chegou ao clube não fossem as mais estimulantes: os jogadores tinham menos motivação depois das conquistas com Villas-Boas e é mais difícil conquistar a empatia da equipa quando se “sobe” de adjunto a treinador principal. Ainda assim, ‘sinal +’ para a forma como Vítor Pereira soube ganhar a confiança dos jogadores: sem chicote e com (muita) paciência!
Mas o que mais nos intrigou na entrevista foi aquele pequeno excerto em que se abordaram as derrotas em Coimbra (para a Taça de Portugal) e em Barcelos (para o campeonato). Vítor Pereira associou esses dois momentos à perda de concentração de alguns jogadores e à turbulência do período de fecho e reabertura do mercado. Para nós, uma justificação algo inócua. Ou seja, continua por explicar a “ausência” dos jogadores nesses dois jogos (e em outros que acabaram por ser ganhos à tangente!). Será essa a grande incógnita para a próxima época: o grau de cumplicidade entre Vítor Pereira e os jogadores tornará o futebol do FC Porto menos aborrecido e previsível do que em 2011/12?

«Curiosidades FCP» - O calcanhar de Viena

O ‘Paixão pelo Porto’ também se associa às comemorações dos 25 anos da conquista da nossa primeira Taça dos Clubes Campeões Europeus. Recuamos à noite mágica de Viena com um plano diferente do ‘calcanhar de Madjer’ (na foto também se vê o ‘capitão’ do Bayern, Lothar Matthaus). Foi assim que Mlynarczyk viu o golo! 

A «foto do dia» - Zé Beto

Hoje recordamos Zé Beto, o homem que defendeu a baliza do FC Porto em Basileia, na nossa estreia em finais europeias (seria expulso já depois do apito afinal devido a um desentendimento com o árbitro auxiliar).
Zé Beto representou o FC Porto durante mais de uma década (faleceria em Fevereiro de 1990, num trágico acidente de viação) e foi durante algum tempo o último obstáculo ao famoso quarteto defensivo formado por João Pinto, Eurico, Lima Pereira e Inácio.

«Curiosidades FCP» - O bilhete do FC Porto - Lodz, Taça dos Vencedores das Taças 1994/95

Recuamos ao FC Porto de Bobby Robson com o ingresso que deu acesso ao FC Porto - Lodz, da 1ª eliminatória da extinta Taça dos Vencedores das Taças, época 1994/95.
O FC Porto saiu dessa eliminatória com duas vitórias e sem consentir qualquer golo aos polacos: 2-0 (Domingos, aos 72’; e Rui Barros, aos 77’), nas Antas, e 0-1 (Drulovic, aos 45’) em Lodz. 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

10 anos, 26 campeonatos!

Apesar da derrota no Basquetebol (o FC Porto tem apenas um norte-americano que faz a diferença: Stempin) e do campeonato de Hóquei em Patins ainda estar a decorrer (e se o FC Porto não for campeão depressa lhe perdoamos depois de 10 anos consecutivos a vencer), a época 2011/12 pode voltar a ser de sucesso para o FC Porto em número de títulos conquistados nas 4 modalidades (Futebol, Andebol, Basquetebol e Hóquei em Patins) com mais tradição no desporto português.
E se recuarmos à última década, verificamos que o sucesso é ainda mais ampliado (e neste somatório nem sequer estamos a contabilizar um sem número de Taças de Portugal, Taças da Liga e Supertaças conquistadas nas diversas modalidades). Andebol: 6 campeonatos conquistados nos últimos 10 anos; Basquetebol: 2 campeonatos conquistados nos últimos 10 anos; Futebol: 8 campeonatos conquistados nos últimos 10 anos; E no Hóquei em Patins fizemos o pleno: ’10 em 10’.
No total, são 26 campeonatos nacionais conquistados nesta última década. Nem de propósito, este ciclo temporal é idêntico ao que Luís Filipe Vieira leva como presidente do Benfica. Medíocre!