sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Contas


As contas azuis e brancas estão no vermelho, depois de cinco anos de resultados positivos o último relatório de contas deu a conhecer um passivo colossal de quase 36 milhões de euros. Será que o actual modelo financeiro e desportivo está esgotado? Recentemente o director desportivo portista Antero Henrique referiu que o modelo de sucesso do FC Porto “assenta em três pressupostos: recrutamento, desenvolvimento e rendimento.” Se a nossa análise crítica apontar para um passado recente, diríamos que até agora este paradigma tem dado bons resultados, com muito dinheiro a entrar no dragão e desportivamente óptimos resultados. A questão pertinente que se põem é se no futuro poderá este padrão de gestão continuar a ser posto em prática. Comprar jogadores a bom preço é cada vez mais difícil, principalmente no mercado sul-americano, as mais-valias realizadas nestes negócios são menores e pelo meio ainda há os fundos de jogadores que aos poucos vão tomando conta do passe dos mesmos numa relação pouco transparente. Talvez ainda seja cedo para falar numa mudança de estratégia, porém, é imperioso que se faça alguma coisa de substancial, nomeadamente a redução da massa salarial.
Amândio Rodrigues

A «foto do dia» - Sousa


No início da semana recordámos aqui o «onze» de Portugal que empatou (1-1) com a Espanha no ‘Euro 84’. Hoje dedicamos uma foto ao autor do nosso único golo nessa partida: António Sousa. 

«Curiosidades FCP» - Aloísio e Maldini


Começamos a antecipar a próxima jornada da ‘Champions’ recuando a um FC Porto - AC Milan com uma foto de dois símbolos dos dois clubes, Aloísio e Maldini. A foto é relativa ao jogo da última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões 1993/94. Já com a passagem à fase seguinte da prova assegurada (apuravam-se os dois primeiros de cada grupo), o FC Porto jogava aí a possibilidade de disputar as meias-finais da competição em casa. No final, um empate (0-0) permitiu ao AC Milan assegurar o primeiro lugar do grupo e jogar as meias-finais em San Siro. Ao FC Porto restou-lhe desafiar o Barcelona, em Camp Nou (derrota por 3-0). 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Mais poupança, melhor rendimento?


Tal como a sociedade, também o futebol vive tempos de austeridade. Seria inevitável que a redução das receitas com publicidade, quotização e bilheteira também fosse acompanhada de uma redução do orçamento para o Futebol. Nesse particular, o FC Porto conseguiu reduzir drasticamente a sua folha salarial (só as saídas de Hulk, Cristian Rodriguez e Álvaro Pereira permitiram poupar milhares de euros em salários), mas o plantel ficou nitidamente menos experiente e mais magro em termos de opções. Há mais potencial e juventude (Mangala, Iturbe, Kelvin, Kléber, Atsu,….) que em 2011/12, mas o rendimento imediato ficou muito mais condicionado e dependente de lesões e/ou castigos.
Ainda assim, nestes 3 primeiros meses da época temos conseguido conciliar a poupança e o rendimento desportivo. Seria interessante (e até irónico!) se o FC Porto conseguisse realizar uma Liga dos Campeões e um campeonato nacional mais produtivos que na época passada com um orçamento mais reduzido. Tendo em conta que o nosso principal rival a nível nacional também desinvestiu (mas não planeou nem antecipou tão bem esse desinvestimento como o FC Porto), isso pode (e deve!) ser uma realidade na Liga 2012/13. Na ‘Champions’ seremos muito mais condescendentes: o estatuto de cabeça-de-série e a abordagem mais cuidada que em 2011/12 deixaram-nos com um pé nos Oitavos-de-final, mas chegará uma altura em que a redução do orçamento e a consequente maior juventude do plantel serão um natural ‘handicap’ às nossas pretensões na competição. Sem dramas! 

A «foto do dia» - Frasco


Recordamos outra lenda portista dos anos 80: António Frasco. Este ex-médio centro do FC Porto venceu todas as provas nacionais e esteve presente nas finais internacionais que o FC Porto disputou na década de 80 (foi titular em Basileia, frente à Juventus; suplente utilizado em Viena, frente ao Bayern; titular na 1ª mão da Supertaça Europeia, frente ao Ajax; e suplente não-utilizado em Tóquio, frente ao Peñarol). 

«Curiosidades FCP» - Amaury na ‘Idolos do Desporto’


Hoje recordamos Amaury, um craque brasileiro que representou o FC Porto durante a época 1965/66. O avançado por quem o Santos (de Pelé) pagou uma fortuna (uma das maiores mais-valias que FC Porto realizou naquele tempo) foi destaque de capa numa edição da saudosa ‘Ídolos do Desporto’. 

«Curiosidades FCP» - Os portistas no ‘Euro 84’


Aproveitando a interrupção dos campeonatos para os jogos da Selecção, recuamos ao Campeonato da Europa de 1984 com o «onze» que Portugal utilizou frente à Espanha (1-1, com golos de Sousa, aos 52’, e Santillana, aos 73’).
A competição disputou-se 30 dias depois da primeira presença do FC Porto numa final europeia (em Basileia, frente à Juventus) e a convocatória para a Selecção acabou por reflectir esse bom momento que o clube atravessava. Fernando Cabrita chamou 9 jogadores do FC Porto para o ‘Euro’, sendo o «onze» base de Portugal composto maioritariamente por jogadores portistas.
Em cima (da esq. p/ dta): Eurico, Jordão, João Pinto, Álvaro e Lima Pereira;
Em baixo (da esq. p/ dta): Bento, Jaime Pacheco, Frasco, Sousa, Chalana e Carlos Manuel; 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O campeão segue compacto e seguro


Vítor Pereira foi pertinente no lançamento do ‘clássico’: o treinador do FC Porto preferiu alertar para a imprevisibilidade que um ‘clássico’ sempre envolve do que chamar a atenção para os defeitos e virtudes do nosso adversário (teria de abordar mais defeitos do que virtudes, o que poderia trazer alguma sobranceria à equipa do FC Porto). Esse discurso serviu para manter a equipa mobilizada e focada na importância do jogo.
A abordagem acabou por fazer toda a diferença, principalmente nos primeiros 20 minutos de jogo. É que se os jogadores do FC Porto tivessem interiorizado que este Sporting tem mais defeitos do que virtudes, dificilmente teriam sufocado o adversário nos primeiros minutos de jogo.
E este era um ‘clássico’ muito traiçoeiro para o FC Porto, pois nunca é fácil abordar um jogo deste tipo com o estatuto de super-favorito. Mas o FC Porto soube ser humilde (nunca hesitou em baixar as linhas quando a isso foi obrigado) e inteligente (imprimiu um ritmo forte nos primeiros minutos, fase em que o Sporting ainda não estava organizado). Apesar de a equipa ter acusado a saída de Maicon (já é o melhor central do campeonato!), o FC Porto conseguiu manter um bloco coeso e compacto.
Só é pena que o segundo golo do FC Porto tenha surgido de grande-penalidade, isso só vai servir para alimentar aqueles porno-debates televisivos sobre arbitragem. Nós preferimos destacar o jogo colectivo e compacto que o FC Porto neste momento exibe, o melhor do campeonato nesse particular. 

A «foto do dia» - Paulo Futre


Voltamos aos excitantes anos 80 do FC Porto com uma foto de um dos maiores agitadores desse período, Paulo Futre. Nos últimos tempos, Futre tem visto o seu nome ser associado ao ‘Porto Canal’. Uma possibilidade que agrada ao ‘Paixão pelo Porto’ e que certamente traria audiência e entusiasmo a este recente e estimulante projecto. 

«Curiosidades FCP» - António Oliveira


Aproveitando o ‘clássico’ de ontem, entre FC Porto e Sporting, recordamos António Oliveira, o homem que representou os dois clubes enquanto jogador e treinador.
No Sporting, acabou por se sagrar campeão apenas como jogador (uma vez, em 1981/82), enquanto que no FC Porto foi campeão nacional em duas ocasiões como jogador (1977/78 e 1978/79) e em outras tantas como treinador (1996/97 e 1997/98).
Nesta foto, recordamos a sua passagem pelo FC Porto enquanto jogador. 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

“Clássico é clássico e vice-versa”


O epíteto que dá o mote a esta prosa foi dito por Mário Jardel, que como se sabe tinha muito mais jeito para jogar com a bola do que com as palavras, mas que apesar de contraditória carece de melhor apreciação. Numa perspetiva generosa, diríamos que aquilo que super Mário quis dizer foi que, nos jogos entre os chamados grandes, não há favoritos à priori independentemente do fator casa. No confronto de domingo entre o FC Porto e o Sporting, em face da exibição preconizada pelos dragões na Champions, serão os azuis e brancos aqueles que mais probabilidade de êxito terão, se a equipa que se apresentar em campo tiver a mesma atitude que demonstrou em Vila do Conde, então tudo pode acontecer. Apesar do sucesso da Liga dos Campeões, ainda subsistem alguns aspetos a corrigir, nomeadamente a desconcentração momentânea do guarda-redes e dos centrais, e que só por sorte não causou amargo de boca contra o PSG, e falta de eficácia que o ataque tem exibido, corrigidas estas fragilidades acredito que o caminho para o sucesso fique mais acessível.
Amândio Rodrigues

‘Solid as a rock’!


Afinal não é assim tão difícil explicar a diferente abordagem que o FC Porto fez aos dois últimos jogos: o encanto da ‘Champions’ falou mais alto! Notável a entreajuda e jogo colectivo que o FC Porto praticou ontem. Houve momentos em que parecia que estávamos a assistir a um jogo de râguebi: as bolas divididas e a conquista de terreno foram um jogo dentro do próprio jogo. Um combate pela bola que o FC Porto venceu aos pontos!
Quem deve ter apreciado a nossa postura táctica foi Jorge Jesus (presumimos que assistiu ao jogo). Sendo um apreciador destas coisas da táctica (e um envaidecido professor!), certamente que o técnico do Benfica invejou a exibição do FC Porto a esse nível. Nunca vimos a equipa de Jesus ser assim tão sólida e consistente. A intensidade que o FC Porto colocou em campo até nem foi assim tão alta, mas foi muito constante. Não houve um único período em que estivéssemos por baixo no jogo. Bela noite europeia!
Quanto ao PSG, nota-se que são treinados por um italiano. Abordagem ao jogo cautelosa: muita gente de características defensivas (raramente se desequilibram) e apenas 2 ou 3 jogadores (Ibrahimovic, Nene, Ménez,….) que, pela sua qualidade técnica, resolvem um jogo numa noite de inspiração. Ou seja, não se importam de defender com muitos e atacar com poucos. Isso obrigou o FC Porto a ser paciente e a correr poucos riscos.
Agora, com a vitória de ontem, o FC Porto pode garantir o apuramento para os ‘Oitavos’ aquando da recepção ao Dinamo de Zagreb (5ª jornada). Para isso ser uma realidade, necessitamos de conquistar pelo menos 4 pontos nos dois jogos frente ao Dinamo de Kiev. Poderá ser a única forma de garantirmos a qualificação para os ‘Oitavos’ antes da visita a Paris.  

A «foto do dia» - Semedo


Hoje dedicamos uma foto ao Semedo, outro ex-jogador do FC Porto que pertence ao restrito grupo dos que representaram o clube durante mais de uma década. Semedo é, actualmente, treinador adjunto da Equipa B do FC Porto. 

«Curiosidades FCP» - Gomes e a Bota d’Ouro


No início da semana fizemos aqui referência à extraordinária época que Fernando Gomes realizou com a ‘camisola 9’ do FC Porto em 1984/85, época em que se sagrou o melhor marcador da Europa com 39 golos.
Hoje, voltamos a dedicar-lhe uma foto recuperando um momento em que exibiu o troféu conquistado em 1985. 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Um (justo) mal menor!


Depois das exibições mais recentes, confessamos que ficámos algo surpreendidos por o FC Porto ter deixado pontos em Vila do Conde, quebrando a dinâmica de vitória que se instalou na equipa depois da 2ª jornada. Ontem, não soubemos capitalizar o entusiasmo e a confiança que reinava na equipa para derrotar um Rio Ave que já nos tinha impressionado pela positiva quando visitou Alvalade.
Mas ao contrário do que aconteceu na 1ª jornada , em Barcelos (0-0), desta vez terá havido mais mérito do adversário do que sobranceria portista. Algumas actuações individuais menos conseguidas (Maicon, Moutinho, Lucho, Jackson,….) não devem retirar mérito à boa organização e posicionamento do Rio Ave. E Vítor Pereira também não foi feliz nas substituições, mas não o podemos censurar por ter tentado alterar o rumo do jogo numa altura em que FC Porto ainda estava em vantagem e o Rio Ave começava a ficar por cima. O ‘timing’ das substituições foi bom, as apostas (Varela e Fernando) é que pouco acrescentaram. Valeu o golo de Jackson para nos manter na liderança. Um golo que acabou por valer mais que um ponto. Fica só um reparo: a maior prioridade do FC Porto deve continuar a ser a Liga portuguesa. É que ficámos com a sensação que se fez uma gestão a pensar no PSG.....
Agora, faltam dois jogos (PSG e Sporting) para terminar este mini-ciclo antes da interrupção para a Selecção. E que jogos! Dois ‘clássicos’ que vão ser o teste perfeito para sabermos o que de facto vale o FC Porto 2012/13. Um estímulo: duas vitórias deixam-nos na liderança da ‘Champions’ e da Liga portuguesa. Esperamos um Estádio do Dragão caloroso e entusiasta nos dois próximos jogos. 

«Curiosidades FCP» - Os 39 golos de Fernando Gomes em 1984/85


Hoje recordamos a fantástica performance de Fernando Gomes em 1984/85, época em que se sagrou pela 6ª vez o melhor marcador do campeonato nacional e pela 2ª vez o melhor marcador da Europa. Dois feitos a abrilhantarem ainda mais a época que marcou o regresso do FC Porto à conquista do campeonato nacional depois dos dois títulos conquistados com José Maria Pedroto, no final dos anos 70. 

O ponta-de-lança do FC Porto atingiu nessa época os 39 golos no campeonato (média superior a 1 golo por jogo), um ‘score’ que lhe permitiu somar mais golos que o 2º e 3º classificados juntos (Manniche, do Benfica, com 17 golos; e Manuel Fernandes, do Sporting, com 16 golos). Os 39 golos de Gomes também fizeram dele o melhor marcador da Europa pela segunda vez na sua carreira, superando Martin McCaughey (Linfield) e Vahid Halilhodzic (Nantes).

A «foto do dia» - Custódio Pinto na ‘Ídolos do Desporto’


Na semana anterior dedicámos uma foto ao Custódio Pinto, o ‘capitão’ do FC Porto em 1967/68, época que marcou o regresso do clube aos títulos (Taça de Portugal) a meio daquele longo jejum sem vitórias no campeonato nacional.
Hoje, voltamos a dedicar-lhe um ‘post’ recuperando uma capa da colecção ‘Ídolos do Desporto’. O ‘cabecinha de diamante’ (com referência ao seu excelente jogo de cabeça) foi o título escolhido para ilustrar a foto do Custódio Pinto. 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Notas soltas


A última jornada da primeira liga trouxe de novo à liça a propensão inata, diria mesmo patológica, que os adeptos do clube de todos os regimes possuem em se queixar das arbitragens sempre que não conseguem ganhar um jogo. Então não é que o juiz do encontro em dois lances de dúvida decidiu em favor da Académica? Não deixa de ser ridículo ver as figuras que algumas pessoas da nossa praça fazem em defesa do “outro clube” e a verdadeira campanha de vitimização que os seus dirigentes já encetaram, contando com o apoio e o amparo que possuem na comunicação social indígena, preparando assim os seus mais “crentes adeptos” para que se algo correr mal, como nós esperamos que aconteça, os culpados já estejam encontrados. No que concerne ao rescaldo da prestação da equipa azul e branca talvez ainda seja muito cedo para avaliar o desempenho sem Hulk. Porém, os primeiros indícios são animadores e estabelecendo uma analogia com igual período da época passada, diria que a performance da mesma está uns furos acima. De registar a prestação de Vítor Pereira na conferência de imprensa depois do jogo com o Beira-Mar e a forma descomplexada com que abordou o posicionamento de James em campo. Não querendo discutir aqui a argumentação usada, constato que nos anos mais recentes existe uma clara dificuldade dos treinadores na forma como devem colocar no terreno de jogo os homens mais criativos e a solução mais fácil, e óbvia, é pô-los encostados às faixas laterais dando-lhe alguma liberdade de movimentos e VP não é diferente de outros. No entanto, tudo leva a supor que não seja um assunto definitivamente encerrado nem muito menos tabu. Do fim de semana fica ainda uma nota positiva para a equipa B dos dragões que alcançou a sua primeira vitória no reduto do Vitória de Guimarães e as coisas começam assim a desanuviar um pouco.

Amândio Rodrigues

«Curiosidades FCP» - O bilhete do Denizlispor - FC Porto, Taça UEFA 2002/03


Começamos a antecipar a jornada europeia da próxima semana recuperando mais um ingresso de um jogo do FC Porto nas competições da UEFA. Desta vez recuamos à emocionante e gloriosa caminhada que nos levou a Sevilha, em 2002/03, recuperando o bilhete do Denizlispor - FC Porto, jogo da 2ª mão da 4ª eliminatória da Taça UEFA 2002/03.
Os turcos estavam a ser a grande sensação da prova (eliminaram o Lorient, o Sparta de Praga e o Lyon), mas não resistiram ao futebol avassalador do  FC Porto de Mourinho. Os 6-1 (!) da 1ª mão (ainda no antigo Estádio das Antas) permitiram-nos visitar a Turquia sem qualquer pressão, tendo Mourinho aproveitado o jogo frente aos turcos para dar minutos aos menos utilizados. O suficiente para continuarmos invencíveis na prova: 2-2 (Derlei, aos 42’; Ersen, aos 52’; Ozkan, aos 58’; e Clayton, aos 84’).

A «foto do dia» - Madjer e Futre


Hoje recuperamos uma foto do momento que marcou o reencontro entre Madjer e Futre depois de terem deixado o FC Porto. Os dois craques que marcaram a excitante década de 80 do FC Porto reencontraram-se na Liga espanhola (2ª metade da época 1987/88), Madjer ao serviço do Valência e Futre com a camisola do At. Madrid. 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Fome de golos!


O regresso do FC Porto ao Dragão, depois da vitória (também por 4-0) frente ao Vit. Guimarães, ficou marcado por mais uma exibição segura e, aqui e ali, entusiasmante. Se recuarmos a Setembro de 2011, chegamos facilmente à conclusão que este FC Porto joga melhor futebol do que há um ano atrás. E há outro ‘upgrade’ em relação à época passada: este ano parece haver mais “fome de golos” nestes jogos de dificuldade média-baixa. Um óptimo sintoma! Ainda assim, nota-se neste momento que o ataque é o único sector onde há menos rotinas e entendimento. Compreensível, pois há 2 jogadores (Kléber e Iturbe) que chegaram o ano passado ao clube e outros dois (Jackson e Atsu) que só chegaram esta época. Ou seja, sobram apenas Varela e James com ‘mais anos de FC Porto’. Se a isso juntarmos uma média de idades relativamente baixa (22 anos) destes 6 jogadores disponíveis para o ataque, chegamos à conclusão que Vítor Pereira pode vir a ter aqui um problema.
Em caso de lesões ou castigos, teremos sempre de recorrer a 3 jovens jogadores (Iturbe, Kléber ou Atsu) com pouca experiência a este nível. Ou seja, se na defesa e no meio-campo parece haver alguma harmonia entre o nº de jogadores disponíveis e a maturidade que se exige a quem joga no FC Porto, no ataque a baixa média de idades pode tornar-se um ‘handicap’. E não é apenas esse item a influenciar neste momento o ataque do FC Porto. Nota-se que também falta cumplicidade entre alguns jogadores. James Rodriguez e Jackson Martinez formam neste momento o único elo de cumplicidade que existe entre os 6 jogadores que Vítor Pereira dispõe para o ataque (compreensível, pois são ambos colombianos e já se conheciam da Selecção). Ou seja, vamos precisar de tempo para que todos os outros criem rotinas. Até lá, vamos sendo suportados pelos excelentes alicerces (guarda-redes, defesa e meio-campo) que o FC Porto providenciou para 2012/13 e pela.... cultura de vitória!

A «foto do dia» - Mlynarczyk


Voltamos a dedicar um ‘post’ ao ‘Mly’. Recuamos ao Campeonato do Mundo ‘México 86’ com uma foto (autografada pelo próprio!) do guarda-redes polaco que foi campeão europeu pelo FC Porto em 1986/87.   

«Curiosidades FCP» - Rui Barros, ‘lo straniero dell’anno’


Recordamos Rui Barros recuperando uma primeira página da ‘Hurrá Juventus’ (edição de Junho de 1989), a revista oficial do clube de Turim. O nosso ex-avançado foi eleito o melhor estrangeiro do ano da ‘Vecchia Signora’ em 1988/89, a época seguinte a ter deixado o FC Porto.  

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O que se passa com a equipa B do FC Porto?


Seis jogos, três derrotas e outros tantos empates, 4 golos marcados e 9 sofridos é o magro pecúlio alcançado pela equipa B dos dragões, que este ano participa na segunda liga e que está a dar uma má imagem de um clube ganhador. Num plantel formado por 28 jogadores podemos encontrar atletas de 8 países diferentes; Portugal (17), Brasil (5) e depois vários com um; Sérvia, Colômbia, Senegal, Zâmbia, Nigéria e França, um verdadeiro albergue Espanhol. As razões deste relativo insucesso são para nós desconhecidas e de difícil escrutínio, uma vez que não visualizamos todos os jogos, no entanto há algo que se vê à vista desarmada, a lentidão com que tudo é feito demasiado previsível e sem grande pressão sobre os adversários. As equipas B podem e devem ser um bom tubo de ensaio para a principal, uma espécie de incubadora, mas que deve ter a mesma matriz tática e acima de tudo o mesmo ADN, vencer.
Amândio Rodrigues

A «foto do dia» - Custódio Pinto


Hoje dedicamos uma foto ao Custódio Pinto (‘capitão’) em posse da Taça de Portugal conquistada no Jamor, em 1967/68. Este foi o primeiro e único troféu que o FC Porto conquistou na década de 60. Foi escasso mas importantíssimo dadas as circunstâncias: o ‘Estado Novo’ e o proteccionismo aos clubes de Lisboa estavam no seu auge!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Novo ciclo, novas vitórias!


Foi boa a estreia do FC Porto na nossa 17ª participação na Liga dos Campeões (igualamos Barcelona e Real Madrid e só somos superados pelo recordista Manchester United, em total de participações na prova). O FC Porto abordou o jogo com a noção de que seria extremamente importante iniciar a ‘Champions’ com uma vitória. Isso notou-se logo no início, fase em que o FC Porto preferiu controlar a bola e o adversário de forma a não ser surpreendido e evitar ‘correr atrás do prejuízo’. Exibição lúcida e pragmática que nos levou a fazer o óbvio: vencer uma equipa que, na fase de grupos da ‘Champions’ da época passada, sofreu 3 derrotas nos 3 jogos realizados no seu estádio. O Dinamo mistura alguns veteranos (Simunic, Tonel, Leko,…) com jovens (Vida, Cop, Peko,….) com pouca experiência a nível europeu. São bravos, mas algo permeáveis. Será surpreendente se não somarmos mais 3 pontos no jogo da 5ª jornada. 
Ontem era importante para o FC Porto começar o ‘ciclo pós-Hulk’ com uma vitória. Só foi pena que o trio mais avançado da equipa não tenha acompanhado a qualidade exibicional do resto da equipa, principalmente do meio-campo (sector fortíssimo do FC Porto, com Defour, Lucho e Moutinho a “abafarem” a bola). Varela e Jackson estiveram demasiado trapalhões e inconsequentes, enquanto que James foi muito perseguido pelos adversários (vai ter que se habituar!). Culpa também dos croatas que raramente quiseram jogar, preferindo a ‘táctica do autocarro’ (surpreendeu-nos a postura ultra defensiva do Dinamo).
Com a vitória de ontem, o FC Porto fica com o ‘elan’ reforçado para a recepção ao PSG. O jogo frente aos franceses será abordado com muito mais audácia e confiança.
PS: a confirmação da (justíssima) extensão do castigo de Luisão às provas internacionais só prova que a propaganda indígena é algo que só tem expressão num país mesquinho e limitado como o nosso; 

A «foto do dia» - Seninho


Hoje recordamos Seninho, o avançado que no final da década de 70 trocou o FC Porto pelos dólares americanos. Nesta foto, vemos o Seninho com a camisola do Cosmos em acção num dos muitos sintéticos que na altura eram utilizados na liga norte-americana.  

«Curiosidades FCP» - FC Porto - Dinamo de Zagreb, Taça dos Vencedores das Taças 1983/84


A nossa estreia na ‘Champions 2012/13’, frente ao Dinamo de Zagreb, é pretexto para recordarmos a eliminatória que disputámos com os croatas na Taça dos Vencedores das Taças 1983/84. Recordamos o confronto da 2ª mão dessa eliminatória recuperando dois ingressos que deram acesso a dois sectores distintos (‘Superior’ e ‘Arquibancada’) do antigo Estádio das Antas.
Depois da derrota em Zagreb, por 2-1 (Kranjcar , aos 25’, Fernando Gomes aos 65’, e Kranjcar aos  75’), o FC Porto só passou para a frente da eliminatória aos 86 (!) minutos do jogo da 2ª mão. O inevitável Fernando Gomes marcou o golo que valeu a passagem à 2ª eliminatória, dando aí início à caminhada que nos levou à final de Basileia. 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O dia seguinte


Depois da pausa para os jogos da seleção e do fecho definitivo do mercado, é tempo de fazermos uma breve reflexão sobre as consequências de tudo isto. O grande drama é este: os chamados grandes, nacionais, precisam de faturar uns milhões largos para se manterem à tona de água, alimentar toda a entourage que gravita à sua volta e continuarem competitivos e vitoriosos. Não se estranha por isso, que as cláusulas de rescisão sejam vistas com uma espécie de garantia, que nalguns casos dão escassa margem de manobra aos clubes para negociarem, mas que à partida nunca serão batidas na totalidade. Foi o que aconteceu com a venda de Hulk, do ponto de vista desportivo foi uma mau negócio, financeiramente, como já dissemos, foi o possível, no entanto há algo que devemos dar por adquirido: o clube vai continuar a ganhar, já assim foi no passado quando saíram jogadores carismáticos e vai com toda a certeza ser assim no futuro. O facto de a transferência ter acontecido depois do fecho do mercado em Portugal, impossibilitou os dirigentes da SAD portista de encontrarem um substituto, o que à primeira vista não é mau de todo. Não será muito fácil descobrir um jogador com as características do Incrível, primeiro porque não abundam e segundo porque os que há são inacessíveis para um clube da dimensão do nosso. Posto isto, se a venda de Hulk para o Zenit tem acontecido mais cedo, muito provavelmente seria contratado alguém para o seu lugar que seguramente não poderia dar as mesmas garantias. Assim até janeiro a contratação de um novo jogador vai depender muito do que Vítor Pereira consiga fazer com o plantel de que dispõe, pode muito bem acontecer que não seja necessário que tal suceda. Numa opinião muito pessoal, diria que o sucesso desta época passa muito por aquilo que o treinador azul e branco consiga extrair de um naipe de jovens jogadores sedentos de afirmação. Uma boa notícia: a continuidade de João Moutinho, de alma e coração no clube, que se afigura, na minha modesta opinião, mais importante do que a saída de Hulk. O reaparecimento de Varela no jogo de Portugal merece também um registo positivo, perfilando-se como um dos candidatos ao lugar em aberto na frente de ataque portista.
Amândio Rodrigues

«Curiosidades FCP» - Branco e o Génova


Na semana anterior recordámos aqui uma foto do Branco com a camisola da selecção do Brasil. Hoje, dedicamos-lhe outro ‘post’ recordando a sua passagem pelo Génova. O nosso ex-lateral-esquerdo representou este histórico italiano depois de deixar o FC Porto, em 1990/91.