Esta semana ficou marcada pela excursão da equipa do
Jorge Mendes e de Paulo Bento, que veste umas camisolas que facilmente se
confundem com as da seleção nacional, ao Gabão a troco de um cachet chorudo.
Desta espécie de encontro de futebol podemos tirar várias ilações: Paulo Bento
jamais será treinador do FC Porto, o que é uma excelente notícia, mas poderá
ter aberto outra portas, que afinal o homem consegue balbuciar mais do que “ah,
ah”. Porém, do que é essencial, futebol nem vê-lo. E a FPF continua a acumular
dinheiro mas parece estar pouco interessada e preocupada com os clubes ou pelo
menos com alguns.
O ciclo de jogos do FC Porto que se aproxima é
determinante para o sucesso ou fracasso desta época desportiva, a forma como
eles foram preparados não foi seguramente a melhor, no entanto, não deverá
servir de álibi para nada. As grandes equipas fazem a diferença na adversidade,
quando é a doer e é preciso puxar pelos galões, como é o caso. Julgo ser mais
ou menos consensual afirmar que é preferível os jogadores estarem mais tempo
sobre situações de alguma pressão e serem obrigados a manter uma atitude
competitiva permanente, do que afrouxar e baixar os níveis de concentração
nalguns jogos e depois surgirem outros onde é necessário mudar o chip e é mais
difícil. Partindo destas premissas, o jogo com o Nacional é o mais importante
porque se trata do primeiro, e não sabendo quais são as escolhas de Vítor
Pereira, o espaço de manobra é curto e possivelmente irá alinhar o melhor onze ou aquele que tem jogado mais vezes junto, uma vez que o Nacional não se irá
poupar e vai querer ganhar.
Finalmente, um sublinhado final para as modalidades do
clube que apesar de todas as contingências continuam a trilhar a senda do
sucesso e a encarnar o verdadeiro espírito do dragão.
Amândio Rodrigues






















