segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Porto seguro


Apesar do final do jogo da Luz ter sido de descompressão para o FC Porto (o momento era delicado, em termos físicos e classificativos, e o nosso maior rival andava eufórico!), o nosso jogo deste fim-de-semana tinha tudo para ser olhado com desconfiança e respeito. O actual 4º lugar do Paços na classificação não engana: trata-se de uma equipa organizada e compacta (3ª melhor defesa do campeonato!) e que joga um futebol positivo. Os seus adeptos não nos levarão a mal se dissermos que é uma espécie de mini-FC Porto ao nível da organização e do posicionamento. Parabéns a Paulo Fonseca que, há 2 épocas atrás, aproveitou muito bem aquele jogo que o FC Porto de Villas-Boas realizou para a Taça de Portugal, frente ao Pinhalnovense, para impressionar as gentes do futebol com a organização daquela frágil equipa. 

Foi no respeito pelo adversário que residiu a maior virtude do FC Porto no jogo de ontem. Fomos seguros a defender e pacientes a atacar. O FC Porto nunca se desequilibrou. Parabéns a Vítor Pereira. Não deve ser fácil manter sólida uma defesa de uma equipa que passa 90 % do tempo de jogo a atacar. O FC Porto sabe o que quer e segue seguro!
Quanto ao reforço do plantel, é fácil concluir que Izmailov chegou ‘just in time’! O «onze» mais utilizado nas últimas semanas está muito espremido e esta semana há 3 jogos em apenas 7 dias. Pode muito bem ser a semana mais importante da época para o FC Porto. Seria fundamental regressarmos o mais brevemente possível ao primeiro lugar da Liga (ainda que em igualdade pontual com o Benfica). Vencer o Vit. Setúbal e colocar pressão na visita do Benfica a Braga é o nosso próximo objectivo.   

«Curiosidades FCP» - André


Dedicamos uma foto ao André recuando aos Quartos-de-final da Taça dos Clubes Campeões Europeus 1986/87. O Brondby, campeão da Dinamarca, foi o nosso adversário nessa noite (vencemos 1-0, golo de Madjer aos 71’). 

A «foto do dia» - FC Porto 1990/91

Hoje recuamos ao FC Porto de Artur Jorge com um «onze» que este ex-treinador do FC Porto utilizou em 1990/91.
Em cima (da esq. p/ dta): Vítor Baía, Geraldão, Semedo, Paulo Pereira, Aloísio e João Pinto;
Em baixo (da esq. p/ dta): Kiki, André, Domingos, Kostadinov e Jorge Couto; 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Novo ciclo


Os próximos três desafios da equipa azul e branca, dois em casa, Paços de Ferreira e Gil Vicente, e um fora de portas com o Vitória de Setúbal, espera-se que sirvam de rampa de lançamento para a conquista do tri. Depois da deslocação à segunda circular e de puxar dos galões, lançando o pânico nas hostes lisboetas, alicerçada numa exibição de grande qualidade, os dragões enfrentam agora um novo ciclo de jogos, não de tanta intensidade como este último mas onde o chip se deve manter, sobre isto não vale a pena usar de muita retórica, pois cada atleta sabe muito bem o que fazer e ninguém mais do que eles quer ganhar.
Do dragão chegam rumores da possível contratação de Liedson, não é aquela que queríamos ouvir, talvez seja a possível e não a desejável, porém, algumas dúvidas sobre a sua utilidade sejam perfeitamente aceitáveis, vamos aguardar serenamente, até ao dia 31 de janeiro tudo está em aberto, embora a necessidade de reforçar o plantel é consensual.
Amândio Rodrigues

A «foto do dia» - Cubillas


Voltamos a recordar o fantástico Teófilo Cubillas, o ex-nº 10 do FC Porto e da Selecção do Perú que passeou classe nos relvados portugueses a meio da década de 70. 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Rescaldo


Já muito se disse, escreveu e contou sobre o clássico de domingo, em todas as prosas e comentários existe um denominador comum, o FC Porto foi melhor, embora os comentadores e jornalistas encartados ao serviço do clube do regime não consigam disfarçar uma certa desilusão que lhes inquieta o espírito. No jogo da Luz só faltou mesmo o xeque-mate final e foi pena o treinador portista Vítor Pereira não dispor de soluções no banco para poder arriscar numa tática mais ousada que lhe permitisse vencer o desafio. Assistimos a mais uma prova de maturidade competitiva de uma equipa que não receia ambientes hostis e relvados inclinados, mantendo uma matriz de jogo consolidada ao longo de vários anos e que não depende do livre arbítrio de qualquer treinador seja ele qual for. Uma das ilações que podemos tirar é que o campeão não será decidido nos encontros entre os dois principais e únicos candidatos ao título, isto significa que perder pontos nas restantes jornadas poderá ser fatal. É assim condição sine qua non para se ser campeão manter a mesma atitude perante qualquer adversário, não os subvalorizando.
O final do desafio ficou marcado pelo habitual jogo de palavras mais ou menos expectável nestes casos, porém, constatei no discurso de JJ uma certa amenização evitando claramente entrar em confronto com VP ao contrário deste que jogou ao ataque e com razão naquilo que disse. Percebo claramente o que se passa, os dois sabem que nestes desafios se joga muito mais do que os três pontos e o treinador do outro clube sabe nitidamente que mais uma vez não conseguiu vergar o FC Porto, antes pelo contrário, mantendo-se a tremedeira sempre que o clube de todos os regimes enfrenta os homens do Norte e esse estigma JJ não consegue apagar.
Amândio Rodrigues

«Curiosidades FCP» - A estreia de Couto no Parma


Dedicamos um ‘post’ ao Fernando Couto recordando a sua transferência do FC Porto para o Parma, de Itália. O nosso ex-nº 5 deixou as Antas rumo a Itália no Verão de 1994. A estreia pelo Parma ocorreu logo na 1ª jornada do ‘Calcio’. E que estreia! Couto marcou um dos golos da vitória do Parma sobre a Cremonese: 2-0 (Fernando Couto, aos 20; e Gianfranco Zola, aos 60);

A «foto do dia» - Verlaat e Sousa


Continuamos a celebrar os 25 anos da Supertaça europeia que o FC Porto conquistou frente ao Ajax, em 1987/88. Hoje recuamos ao jogo de Amesterdão. O duelo é entre Sousa e o holandês Frank Verlaat. 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O carácter e a personalidade do campeão!


Primeiro os 15 minutos iniciais: foram frenéticos porque este FC Porto é uma equipa dominadora e autoritária. Essa personalidade do campeão acabou por beneficiar um Benfica que faz das correrias e das bolas longas um princípo de jogo. Legítimo, mas inócuo! Há muito tempo que não víamos uma equipa dita grande aproveitar todo e qualquer lançamento de linha lateral para tentar chegar com perigo à área do adversário. Isto nem no tempo do saudoso ‘kick and rush’ britânico.
E sim, João Ferreira teve influência no ‘clássico’. Usou um critério largo que beneficiou os infractores: Matic e Maxi Pereira. Pior só Duarte Gomes, que na Luz chegou ao desplante de assinalar 3 grandes-penalidades inexistentes a favor do Benfica no jogo frente ao Vit. de Guimarães!
Este nem era o melhor momento para o FC Porto disputar o ‘clássico’ (às ausências por lesão juntava-se o cansaço de alguns jogadores), mas a união e a disciplina podem esconder e superar limitações. Ou seja, as condicionantes acabaram por ser uma oportunidade de mostrar que continuamos a ser a equipa mais difícil de derrotar em Portugal. O colectivo ainda importa no futebol. Agora esperamos por eles no Dragão!

Quanto ao Benfica, continua a ser ‘mais fumo do que fogo’. Senão vejamos: a equipa de Jorge Jesus colecciona golos frente aos adversários mais frágeis da Liga, no entanto, ainda não venceu nenhum dos jogos mais exigentes que disputou esta época: empates com Sp. Braga, Celtic e FC Porto, e derrotas com Barcelona e Spartak de Moscovo. E Jorge Jesus continua a não conseguir explicar à turba benfiquista o motivo de só ter ganho um jogo ao FC Porto (relativo à insignificante Taça da Liga!) nos últimos 5 ‘clássicos’ disputados na Luz. ‘Score’ embaraçoso!
Entretanto, garantimos mais 3 reforços: Diego Reys, Marat Izmailov e Mauro Caballero. O primeiro e o último estavam muito bem referenciados pelo nosso maior rival que não teve poder financeiro para garantir os dois sul-americanos. Provavelmente, o salário principesco que Jorge Jesus aufere (está no top-15 dos mais bem pagos do mundo!) também deixa o Benfica com a sua posição negocial enfraquecida. Tudo consequência da proposta que num passado recente o FC Porto fez a Jorge Jesus e que Luís Filipe Vieira se viu obrigado a cobrir. Irónico e divertido!

«Curiosidades FCP» - FC Porto - Ajax, Supertaça europeia 1987 (Parte III)


Continuamos a celebrar os 25 anos da conquista da Supertaça europeia com mais algumas fotos do jogo que o FC Porto disputou com o Ajax, nas Antas, relativo à 2ª mão da final (1-0). Rui Barros, Fernando Gomes, Jaime Magalhães e Tomislav Ivic são os protagonistas. 


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Embriaguez coletiva


A imprensa indígena, muito particularmente a desportiva, vive num estado de embriaguez permanente, mas não é de vinho. A euforia tomou conta dos jornalistas e comentadores pseudo-isentos em semana que antecede o clássico, para nós portistas não é tarefa fácil ler nem que seja de soslaio os jornais nacionais, tamanhas são as loas prestadas ao clube de todos os regimes num verdadeiro ato de vassalagem próprio da idade média, enfim, também não podemos esperar muito mais num país (des)governado por gente saída da tal trupe dos seis milhões. A verdade é que o favoritismo puxa para a equipa da casa, cabe agora a Vítor Pereira e aos seus jogadores saber contrariar esse handicap e inverter esse mesmo nepotismo, nada que não tenha sido alcançado num passado recente. A fazer fé naquilo que lemos, vemos e ouvimos à partida já comparecemos a perder e para muitos o jogo de domingo é uma mera formalidade fazendo as contas e separando as duas equipas por seis pontos, é o que se chama em bom transmontano contar com o ovo no cú da galinha. JJ, o inefável treinador do outro clube, dá-se mesmo ao luxo de fazer mind games e bluff ao melhor estilo do poker, dando a transparecer a ideia de que tem jogadores lesionados mas que na realidade não é verdade, é caso para dizer que a soberba permite tudo ao contrário da inteligência que tem os seus limites. O treinador azul e branco terá que usar esse mesmo discernimento para conseguir vencer, não dispondo de grandes recursos para o fazer, terá de transformar as fraquezas em forças, de incutir nos atletas um espírito de revolta e de conquista à boa maneira do dragão, motivos não faltam e até ao dia do jogo outros surgirão. VP, do ponto de vista tático, vai ter que mexer na equipa, tratando-se de uma verdade Lapalissiana, apostaria na entrada de Maicon para a direita e o adiantamento de Danilo para o meio campo ou a mais previsível substituição de James por Defour, tudo não passa de suposições o que é sempre uma tarefa ingrata e nada agradável. Em relação ao jogo da época anterior o FC Porto não precisa de se expor tanto uma vez que não se trata do tudo ou nada, porque ainda há muita liga pela frente, porém é sempre importante ganhar estes confrontos, acima de tudo pela vantagem psicológica que confere ao seu vencedor.
Amândio Rodrigues

A «foto do dia» - Elói


Voltamos a recuar à excitante década de 80 do FC Porto recuperando uma foto do Elói, um brasileiro que representou o FC Porto em 1985/86 e 1986/87.
Este médio-centro fez um percurso idêntico ao de outro brasileiro que representou o FC Porto no final dos anos 80, o lateral-esquerdo Branco, ambos jogaram no Fluminense (Brasil), no FC Porto e no Génova (Itália). 

«Curiosidades FCP» - FC Porto - Ajax, Supertaça europeia 1987 (Parte II)


Continuamos a recuar à Supertaça europeia que o FC Porto conquistou em 1987/88 recordando o grande protagonista da final da prova, Rui Barros, em acção no jogo das Antas. 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A maçadora Taça da Liga


O último jogo do FC Porto na fase de grupos da Taça que o Benfica e Lucílio Baptista celebrizaram acabou por ser como todos prevíamos: aborrecido! A 3 dias do ‘clássico’ e com a possibilidade de, mesmo empatando, assegurar a passagem à fase seguinte, o FC Porto acabou por abordar o jogo como se de um treino se tratasse. A verdade é que o jogo surgiu em péssima altura. Há jogadores que parecem exaustos e a equipa ainda vai realizar mais 4 jogos em Janeiro. Perante a escassez de opções no plantel e o cansaço acumulado, as meias-finais da prova até se podem tornar um fardo (vão ser jogadas numa quarta-feira, entre dois jogos do campeonato).
Dizer ainda que a fase de grupos decorreu com estádios completamente vazios e algum desinteresse por parte dos jogadores. É claro que não se vai alterar a competição e os regulamentos à conveniência do FC Porto, mas neste momento o país está sem mercado e sem público para tantas competições. 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Espírito do Dragão


Jogos Olímpicos de Atlanta, “a 2 de Agosto de 1996, com a medalha de prata mais que assegurada, Fernanda Ribeiro proporcionou um dos momentos mais brilhantes do desporto português e uma das finais de 10000 metros mais espetaculares de sempre. À entrada da última volta, Fernanda Ribeiro tinha 20 metros de atraso para a chinesa Wang Junxia, recordista mundial da distância e já sagrada campeã olímpica dos 5000 metros, dias antes. Com um final de prova demolidor, a fundista nacional surpreendeu tudo e todos, incluindo a superfavorita chinesa e fez uma ultrapassagem impensável, disparando para um novo recorde olímpico de 31.01,63 e sagrando-se campeã olímpica dos 10000 metros, a terceira medalha de ouro na história olímpica de Portugal. Fernanda Ribeiro era a partir dessa altura campeã olímpica, campeã do mundo e campeã europeia, um feito só ao alcance dos melhores desportistas mundiais.” in wikipédia livre
Trago à memória a brilhante conquista de mais uma atleta do FC Porto para ilustrar aquilo que considero ser o verdadeiro espírito do Dragão, lutar até cair para o lado. Poderíamos assinalar muitos mais exemplos recentes de outras modalidades como o andebol ou o hóquei em patins, onde os nossos campeões lutam contra todas as adversidades até ao último suspiro nunca se dando por vencidos. Qualquer desportista portista sabe à priori que terá de lutar e sofrer incomparavelmente mais do que os do nosso rival, porque em igualdade de circunstâncias nunca lhes é dado o benefício da dúvida e quando se trata de instâncias federativas a balança pende sempre para o mesmo lado. Neste momento, assistimos no país a uma tentativa, por parte do clube de todos os regimes, de homogeneização do desporto em todas as modalidades com a conivência dos meios de comunicação social. Isto faz com que os méritos dos adversários nunca sejam reconhecidos e sempre envoltos num clima de suspeição, criando assim um ambiente propício a que sempre que se defrontam equipas dos dois clubes as coisa dêem para o torto, como foi o caso do hóquei no último fim de semana, e no final apareçam os comunicados a tentar justificar o injustificável: não saber perder.
Amândio Rodrigues

A «foto do dia» - Eurico


Hoje dedicamos uma foto ao Eurico, o ex-defesa-central do FC Porto que formou com Lima Pereira uma das duplas de centrais mais fortes e carismáticas da história do futebol português. 

«Curiosidades FCP» - FC Porto - Ajax, Supertaça europeia 1987 (Parte I)


Como no próximo domingo se completam 25 anos sobre a vitória do FC Porto na Supertaça europeia, esta semana vamos recordar algumas fotos desse histórico jogo. Começamos por recuperar uma foto do Sousa, o autor do único golo dessa vitória (1-0) sobre o Ajax na 2ª mão da final. 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Ai o cansaço...


Foi um FC Porto em perda física aquele que regressou ao Dragão depois da pausa de Natal. Estamos com a sensação que este não é o nosso melhor momento da época, pelo menos em termos físicos. A boa notícia é que a equipa continua solidária e compacta. Ainda assim, vamos ter que ser astutos e inteligentes no ‘clássico’ para tentarmos camuflar o cansaço que alguns jogadores já revelam (Lucho, Moutinho, Jackson,…).
No início da época tínhamos aqui referido que o desinvestimento que o FC Porto efectuou no plantel (e a construção algo apressada da equipa B!) poderia trazer-nos alguns dissabores por altura das lesões e dos castigos. A juventude do nosso banco leva-nos a concluir que neste momento precisamos de 2 ou 3 reforços, de preferência com mais de 21/22 anos. Nesse sentido, a contratação de Izmailov não é nada descabida se o russo estiver em boas condições físicas.
Agora, no campeonato, segue-se o sempre tenso ‘clássico’ com o Benfica. Os actuais 3 pontos que separam os dois clubes na tabela classificativa (o FC Porto tem um jogo em atraso) deixam o nosso maior rival com um ‘conforto virtual’ na abordagem ao ‘clássico’ do próximo Domingo. Vamos lá ver como é que o FC Porto lida com o facto de visitar a Luz em desvantagem. Em nossa opinião, o FC Porto não deve correr tantos riscos como correu no jogo da época passada (vencemos 3-2, mas o ‘clássico’ da Luz esteve sempre “partido” e imprevisível). É preciso ter a lucidez de perceber que o nosso maior rival está a apostar todas as fichas no campeonato e que ainda ficarão a faltar 15 jornadas para jogar após o jogo da Luz. Sem dramas, portanto. Além disso, o facto do FC Porto ser uma equipa mais solidária e com mais carácter do que na época passada deixa-nos tranquilos quanto à postura da equipa no ‘clássico’. 

A «foto do dia» - Branco


Dedicamos mais um ‘post’ ao nosso ex-lateral-esquerdo Branco recuperando uma foto do brasileiro com a camisola do Génova, de Itália. 

«Curiosidades FCP» - FC Porto 1987/88


Vai fazer este mês 25 anos (no próximo dia 13 de Janeiro) que o FC Porto conquistou a única Supertaça europeia da história do futebol português. A data é pretexto para recordarmos o «onze» que venceu (1-0) o Ajax no jogo da 2ª mão da final.
Em cima (da esq. p/ dta): Mlynarczyk, Geraldão, Inácio, Jaime Magalhães, Lima Pereira e João Pinto;
Em baixo (da esq. p/ dta): André, Fernando Gomes, Sousa, Rui Barros e Bandeirinha; 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Janeiro


Apesar de estarmos na ante câmara do ‘clássico’ da Luz o mais importante neste momento é vencer o Nacional e recuperar jogadores que apresentam algumas mazelas, não esquecendo que pelo meio há um desafio com o Setúbal. É importante que a equipa se mantenha focada nestes objectivos imediatos e não pense no jogo com os nossos rivais, no futebol não há vitórias dadas por adquiridas, pois quando assim é acontece sempre algo imprevisto.
Vítor Pereira afirmou ontem em conferências de imprensa que “o plantel é curto mas temos a equipa B”. Porém, não parece que a solução esteja no ‘FC Porto B’ ou que passe pela contratação de Izmailov (na foto). A verdade é que, um ano depois, os problemas no ataque são os mesmos da época passada, com a exceção do Jackson Martinez que tem feito toda a diferença. Certamente que a SAD portista está nesta altura a equacionar a contratação de algum atleta e tente colocar outros no mercado, isto é, vender para poder comprar. Celeridade e assertividade é o que se deseja.
Amândio Rodrigues

A «foto do dia» - Domingos


A chegada de Domingos à Corunha é pretexto para lhe dedicarmos uma foto. Recordamos os seus primeiros tempos no FC Porto, onde se estreou pelos seniores com apenas 18 anos de idade. 

«Curiosidades FCP» - Oliveira


Voltamos a dedicar um ‘post’ ao António Oliveira, um dos mais esquecidos (não jogou no Benfica!) génios do futebol português. Nesta foto comprovamos o seu estilo muito peculiar, um misto de Johan Cruyff e George Best!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A Taça da Liga, o Málaga e o ‘clássico’


A exibição do FC Porto, na recente deslocação à Madeira, segundo rezam as crónicas, foi bastante conseguida: coroada com dois golos e uma mão cheia de oportunidades falhadas que é o aspeto menos positivo do jogo. Vítor Pereira apostou num onze com poucas mexidas e a dinâmica da equipa manteve-se sem grandes oscilações e com boa disponibilidade física.
O sorteio da Champions ditou o embate com o atual quarto classificado da Liga espanhola e, à semelhança do PSG, um dos muitos clubes mundiais que são geridos pelos chamados “Sugar Daddy”. Não foi mau de todo, é claramente um adversário acessível. No entanto, é daqueles jogos que dá azo a diferentes interpretações: quando se vence nunca se dá o devido valor, pois trata-se de um clube sem grandes pergaminhos no futebol europeu, quando se é eliminado fica-se com o amargo de boca que se prolonga por muito tempo. É, no entanto,  uma equipa capaz de ultrapassar o FC Porto, temos assim uma eliminatória em aberto.
O mercado agita-se com o aproximar da janela de transferências de Janeiro. Como recentemente opinei é minha convicção que a SAD Azul e Branca vai fazer algumas contratações cirúrgicas e reforçar o leque de escolhas que o plantel já possui, o que deverá implicar também algumas saídas, porém, não são de esperar alterações de monta.
A imprensa indígena afeta ao clube de todos os regimes, agora também reforçada com um novo canal de televisão, continua na senda persecutória a tudo que é portista e qualquer motivo ou mesmo a falta dele serve. Percebemos muito bem o que se passa, aproxima-se o jogo com o outro clube e é necessário criar o ambiente propício para que o presidente do Conselho de Arbitragem da Federação nomeie um dos muitos árbitros amigos do clube da segunda circular, e ao que tudo indica será Duarte Gomes, teremos assim que jogar em casa do adversário com um árbitro caseiro capaz de desequilibrar os pratos da balança. Contudo, estes jogos de bastidores também são aproveitados pelo nosso clube para injetar uma boa dose de motivação nos jogadores com os resultados que toda a gente conhece.
Amândio Rodrigues

«Curiosidades FCP» - Mlynarczyk


Dedicamos mais uma foto ao Mlynarczyk recuando ao início da sua carreira e ao primeiro clube profissional que representou, o Stal Bielsko-Biala. O ‘Mly’ tinha apenas 22 anos quando se estreou por este modesto clube polaco. Ainda antes de chegar ao FC Porto (já com 32 anos) ainda representou mais dois clubes polacos, o Odra Opole e o Widzew Lodz.  

A «foto do dia» - Vermelhinho


Recordamos mais uma lenda portista dos anos 80, Vermelhinho. Este avançado que o FC Porto recrutou ao Águeda acabou por ser muito importante nos títulos que o FC Porto conquistou a meio da década de 80 e decisivo na presença do clube na sua primeira final europeia, em Basileia. 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O adiamento, os reforços e a luta pelo primeiro lugar


Numa altura em que a luta pelo primeiro lugar da Liga é uma espécie de jogo do gato e do rato entre FC Porto e Benfica, confessamos que o adiamento do jogo de Setúbal para uma data tão distante acabou por nos surpreender um pouco. Acreditamos no entanto que, se foi o FC Porto a tomar a iniciativa de propor que o jogo se realizasse a 23 de Janeiro, é porque o planeamento realizado pela nossa estrutura viu uma vantagem no adiamento do jogo para essa data. Em termos práticos, o adiamento do jogo vai permitir que o nosso maior rival chegue ao ‘clássico’ da Luz com vantagem pontual. No entanto, essa vantagem pode ser apenas virtual se o FC Porto conseguir vencer os 3 jogos da agora sobrecarregada última semana de Janeiro (recepção ao Paços de Ferreira e ao Gil Vicente, e visita a Setúbal), semana que termina com a visita do Benfica a Braga. Vamos lá ver quem é que tira maior partido deste 'jogo psicológico'. 
Agora o mercado. Perante o que assistimos nas últimas semanas (quebra física de alguns jogadores e menor entusiasmo de outros) não seria surpreendente que o FC Porto se reforçasse com um ou dois jogadores na reabertura de mercado. Não é justo colocar em jovens jogadores (Atsu, Abdoulaye, Kelvin, Iturbe,….) a responsabilidade de manter a bitola alta. O primeiro reforço a ser falado, Ricardo Quaresma, deixa-nos um pouco apreensivos. O ‘cigano’ gera entusiasmo na massa associativa (e receio nos adversários!), mas o seu ego pode abalar a harmonia do balneário. A verdade é que o FC Porto precisa de reforços, pois pode vir a vacilar em termos físicos por altura dos ‘Oitavos’ da Champions (prevemos que nessa altura a luta pelo primeiro lugar do campeonato continue muito renhida, pois só se vão jogar mais 6 jornadas até à próxima eliminatória da Liga dos Campeões).
E também é importante perceber a gestão que o nosso maior rival está a fazer da época e das provas em que participa. Não subscrevemos as previsões de alguns portistas que antevêem a quebra física do ‘Benfica de Jesus’ no último terço do campeonato. É perigoso dar isso como adquirido, pois os campeonatos são todos diferentes. Assim, é melhor contarmos apenas com o que nós podemos fazer.

A «foto do dia» - Emil Kostadinov


Recordamos a passagem de Emil Kostadinov pelo futebol alemão com uma foto do ex-avançado do FC Porto envergando a camisola do histórico Bayern de Munique. 

«Curiosidades FCP» - Rui Barros e a final da Taça das Taças


Na semana anterior recordámos aqui a passagem de Rui Barros pelo Mónaco. Hoje recuperamos uma foto que regista a sua presença na final da Taça dos Vencedores das Taças, época 1991/92. Nessa ocasião, o clube que Rui Barros representava foi derrotado pelo Werder Bremen na final disputada no Estádio da Luz. 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Atsu, Quaresma e o actual FC Porto


Nos últimos três jogos a equipa do FC Porto perdeu qualidade no seu jogo, em especial o meio campo, e denotou claros sinais de cansaço, o que a confirmarem-se podem ser mais preocupantes numa fase posterior da Liga, a gestão do plantel não foi a mais feliz nem muito eficaz, como pudemos comprovar no desafio contra o Moreirense. No miolo do terreno a bola não circula com a mesma fluidez, o futebol é muito mais mastigado com inúmeros passes errados e demasiado previsível, e os alas perderam muito da velocidade e imprevisibilidade que tinham apresentado até então. Acompanhando a evolução das notícias de possíveis reforços para janeiro, que estou em crer irão acontecer, surgiu a possibilidade do regresso de Ricardo Quaresma, o que à primeira impressão não é mau de todo, o maior problema é o que poderá estar por detrás deste retorno. Atsu vai estar na CAN durante um mês, é menos uma opção e a renovação com o jogador não parece estar nada fácil de assegurar. A SAD tem de pensar em alternativas e é assim que veio à coação o Mustang, que pode até nem se concretizar, no entanto, se isso não acontecer no seu lugar virá outro atleta para a mesma posição.
Neste contexto surge o encontro com o Vitória de Setúbal e a incógnita que se coloca é saber que FC Porto vamos ter. Seguramente que Vítor Pereira vai exigir aos jogadores uma redenção em relação aos desempenhos menos conseguidos, mas acima de tudo o mais importante é conseguir os três pontos e chegar ao desafio com o nosso rival em igualdade de circunstâncias e depois, se tudo correr como o previsto, fazer os desequilíbrios do costume.
Amândio Rodrigues