sexta-feira, 7 de junho de 2013
quinta-feira, 6 de junho de 2013
O treinador de todos os portistas
É o estatuto de Paulo Fonseca a
partir de hoje (mas vamos continuar a estar atentos à carreira de Marco Silva...).
Prevaleceu o desejo de grande parte da família portista, um treinador
português. O FC Porto optou (e bem!) por minimizar o risco. É claro que um
treinador estrangeiro seria mais excitante para os adeptos (o discurso e as
ideias seriam refrescantes), no entanto, o FC Porto não se pode dar ao luxo de
vacilar logo no início da época devido ao natural desconhecimento que um
treinador estrangeiro tem do futebol português e da atual rivalidade entre FC
Porto e Benfica. Paulo Fonseca é jovem, astuto, competente e ambicioso. Os
títulos virão por acréscimo.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Um português será mais-valia
‘Estrangeiro ou
português?’, é a pergunta do momento. Sem descartar a continuidade de Vítor
Pereira, em nossa opinião Pinto da Costa deveria apostar novamente num
treinador português. Na atual conjuntura, o FC Porto não se pode dar ao luxo
de iniciar a próxima época aos soluços (o campeonato vai ser novamente
disputado palmo-a-palmo) com um treinador que desconheça três coisas: - a
realidade do futebol português; - os pressupostos em que assenta a atual
hegemonia do FC Porto sobre o Benfica; - e o potencial dos jogadores já garantidos pelo FC
Porto para a próxima época (5 reforços jogavam na nossa Liga);
Um técnico português
(Paulo Fonseca? Marco Silva? Rui Vitória?) será uma garantia que o FC Porto
iniciará a nova época com a mesma dinâmica de vitória com que terminou
2012/13.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
‘Mais estrutura’ ou ‘mais treinador’?
Hoje analisamos aquilo que tem sido um dos grandes fundamentos do FC Porto do séc. XXI na constituição dos plantéis: a preponderância da estrutura sobre o treinador.
O que temos assistido
num passado recente é uma espécie de acordo de cavalheiros entre o treinador e
a estrutura: o técnico troca a pouca influência que tem na constituição do
plantel pela protecção e estabilidade garantidas pela estrutura (Pinto da Costa
e Antero Henrique) que gere o futebol. Esse acordo até tem tido consequências
muito vantajosas (em termos monetários e de reconhecimento) para os treinadores,
veja-se o caso de Jesualdo Ferreira e André Villas-Boas, hoje treinadores com
reconhecimento internacional e contas bancárias bem mais recheadas.
No entanto, e como se
viu na época passada, nem sempre esse acordo de cavalheiros é respeitado. O
‘caso dos pontas-de-lança’ é sintomático: numa altura crítica da época Vítor
Pereira desfez-se em elogios a Jackson Martinez (um dos poucos jogadores que o
treinador do FC Porto terá escolhido e reivindicado à SAD), enquanto que
Liedson (uma escolha da ‘estrutura’) fazia a sua travessia do deserto. Será que
nessa altura VP se sentiu de alguma forma desprotegido pela estrutura e teve
necessidade de valorizar algo seu? É provável que sim, o plantel que lhe
disponibilizaram era escasso e os reforços de Inverno pouco acrescentaram….
O último treinador que terá
“combatido” com maior vigor a influência da ‘estrutura’ terá sido José
Mourinho, que chamou a si várias decisões e impôs alguns nomes (Derlei, Nuno
Valente, Paulo Ferreira,….) a Pinto da Costa (Antero Henrique era bem menos
influente por essa altura). Desde então temos assistido à maior preponderância
da ‘estrutura’ sobre o treinador. E apesar de uma ou outra desavença, devemos
reconhecer que esta maior influência que a estrutura do FC Porto tem na
constituição do plantel nos tem trazido mais benefícios do que prejuízos. Ao
reivindicar para si a constituição do plantel, a ‘estrutura’ garante a
continuidade do ‘ADN FC Porto’ ao mesmo tempo que evita ruturas naquilo que tem
sido a política de contratações e recrutamento do clube (perfil do jogador,
país de origem, idade,…). Tem funcionado, mas atenção às gaffes da última época: plantel curto (13 jogadores: os 11 habituais
titulares, Defour e Atsu) e más opções no mercado de Inverno. Nem tudo foi
gerido com rigor e antecipação!
terça-feira, 28 de maio de 2013
Nunca conseguiríamos moldar Jorge Jesus
O ‘Paixão pelo Porto’ junta-se ao grande número de portistas que teriam de “engolir um sapo” se Jorge Jesus viesse a treinar o tricampeão (só de pensar na possibilidade de virmos a ser alvo de permanente chacota por parte de uma imprensa sectária e parcial….).
A verdade é que a
sobranceria e gabarolice de Jorge Jesus são o oposto da cultura estabelecida no
FC Porto há quase 40 anos. É daqueles casos que os extremos não se tocam. O
ainda treinador do Benfica não possui nada que se identifique com o FC Porto.
Os mais otimistas dirão que Jesus poderia alterar o seu temperamento ao
enfrentar uma nova realidade. É verdade, mas JJ tem uma personalidade muito
difícil de moldar, mesmo para um clube com um presidente que gosta deste tipo
de desafios como Pinto da Costa. Aliás, uma comparação
semelhante (inexequível, claro!) poderia ser colocada a um nível superior:
imaginem um personagem como Luís Filipe Vieira poder vir a ser presidente do FC
Porto. Insuportável e inconcebível, certo? Pois o mesmo se aplica a Jorge
Jesus!
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Maio de 2013, um mês para mais tarde recordar
Começou com uma ‘reserva do Marquês’, teve uma festa na ilha da Madeira e uma ressaca na praia do Estoril. Prosseguiu com um ajoelhar de submissão e um Marquês vestido de azul-e-branco. Teve ‘vivas’ no aeroporto, depois de uma ‘vitória moral’ em Amesterdão, juras de amor e fidelidade. E terminou com uma maça podre a render 25 milhões e uma arruaça (entre Cardozo e Jorge Jesus) de fazer corar. Perfeito!
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Os sinais são estimulantes
Carlos Eduardo (na foto), Ricardo e Tiago Rodrigues (Licá também deve estar a caminho) são reforços assegurados para a próxima época. Já não nos recordávamos de uma pré-época tão assertiva em termos de recrutamento de jogadores com determinado perfil (falam todos português, são jovens e conhecem o nosso campeonato). Julgo que algo semelhante só na primeira pré-época de Mourinho (chegaram Derlei, Nuno Valente, Tiago, Paulo Ferreira e Maniche). É de saudar esta mudança que o FC Porto parece estar a promover em termos de mercado.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Campeões por mérito
Não
deixa de ser confrangedor, e ao mesmo tempo divertido, ver os escribas e
paineleiros ligados ao clube de todos os regimes, e que são muitos, branquearem
de uma forma ridícula e até perniciosa a má época desportiva. O objetivo é
muito claro, manter JJ no comando da equipa, e tudo por que se criou a ideia de
que uma saída do clube da segunda circular lhe abriria as portas do Dragão. Um
dos argumentos mais ouvidos, para aguentarem o pseudo mestre da tática, é o
facto do clube de Campolide estar mais perto do FC Porto, talvez as novas vias
de comunicação tenham aproximado as duas cidades, porque quanto ao resto não há
qualquer aproximação, o FC Porto ganha e eles ficam atrás. Não é só no futebol
que isto acontece, pois nas outras modalidades a história repete-se, no andebol
e no hóquei onde o nosso clube investe sensivelmente metade do outro com os
resultados que se conhecem. Os atletas destas modalidades simbolizam muito
daquilo que é a alma da gente do norte e de Trás-os-Montes em particular,
“Antes quebrar do que torcer”, nunca desistir por maior que sejam as
adversidades, na vida como no desporto. Deste fim-de-semana registo a grande
lição de portismo que o treinador de andebol, Ljubomir Obradovic nos deu ao
afirmar: “Aqui quem joga mal é sempre apoiado por quem joga bem. É um
clube-família”, tiro-lhe o chapéu.
Amândio
Rodrigues
terça-feira, 21 de maio de 2013
O ‘minuto 92’ e o ‘fora-de-jogo de Maicon’
Hoje analisamos a
‘época-de-sonho-que-o-Benfica-realizou-e-que-ninguém-pode-branquear-senão-Jorge-Jesus-chateia-se’ (longe vão os tempos de palestras em Universidades e citações de Pascal….). A única
verdade é que quando a fasquia sobe, o Benfica não vence. Foi assim em Moscovo,
em Glasgow, em Amesterdão, nos dois jogos com o Barcelona e nos dois jogos com
o FC Porto. Pelo meio, uma ou outra goleada aos sem-abrigo do futebol
português. Muito pouco para quem só é forte com os fracos. Muito pouco até a
desculpa chegar em forma de relógio: ‘minuto 92’!
Estranhamos que o
‘minuto 94’ do jogo frente à Académica (uma grande-penalidade forjada pelo
árbitro deu a vitória ao Benfica no último lance do jogo) não tenha tido o
mesmo impacto na turba benfiquista e nos media do regime que o ‘minuto 92’.
Caramba, foram apenas dois minutos de diferença!
O ‘minuto 92’ está para
esta época como o ‘fora-de-jogo de Maicon’ esteve para a época anterior: álibis
perfeitos para Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus afastarem responsabilidades
sobre a forma como o Benfica é gerido dentro e fora de campo.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
E pluribus unum!
Fim-de-semana gordo para
o FC Porto: Andebol, Hóquei em Patins e Futebol. Isto é uma demonstração de vitalidade e
ecletismo que confirma o ambiente de ambição e união que se vive no clube. O
Benfica levou uma autêntica ensaboadela!
No Futebol, como não é possível
dedicar uma palavra a todos os jogadores, optamos por, em nome de todo o grupo,
felicitar o ‘capitão’ Lucho Gonzalez (foi sempre campeão nas 6 épocas em que
representou o FC Porto: notável!), na nossa opinião o jogador que melhor
personifica o vínculo e simbiose existentes neste ciclo-Vítor Pereira entre
adeptos, jogadores e administração.
Lembrar ainda que o
tricampeonato mantém o nosso maior rival preso ao embaraçante score de 2
campeonatos nacionais conquistados nos últimos 19 anos. E ambos garantidos de
forma mais que suspeita e por isso justamente apelidados de Estorilgate e Campeonato dos Túneis. Felizmente,
o nosso FC Porto está cada vez mais preocupado com a ‘forma como se vence’ em
detrimento do cada vez mais em voga ‘ganhar a qualquer custo’ no seu maior
rival. Esta época voltámos a dar um banho de seriedade e savoir faire ao Benfica. E pluribus unum!
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Só mais uma
Depois da reviravolta da semana passada, o desafio deste
domingo não será nada fácil e seguramente não é o melhor adversário para final
de campeonato. O FC Porto vai encontrar um oponente super motivado, que fez uma
grande época, com relações privilegiadas com o clube de todos os regimes e que
já deu mostras de alguma provocação na questão dos bilhetes e distribuição dos
adeptos no campo. Esta semana, especialmente no sábado, assistimos a algumas
manifestações desapropriadas de festejos depois da vitória sobre o clube de
Campolide, sinceramente desejamos que tais exageros não tenham tido eco na
equipa e implicações no próprio jogo.
O FC Porto tem a obrigação de ganhar, seja em que
circunstâncias for, conseguir o Tri, continuar com a cultura de vitória que
existe e reafirmar a posição de supremacia do futebol luso. No entanto, não se
pode cair no risco de pensar que as coisas se resolvem de per si e basta apenas
vestir as camisolas e que outros apenas nos devem prestar vassalagem e estender
a passadeira, uma teoria muito em voga lá para os lados da 2.ª circular,
amplificada pela comunicação social e com os resultados que se conhecem. Manter
a focalização no grande objetivo, preservar a concentração, não facilitar em nada
e só assim se conseguem os campeonatos porque isto das vitórias morais não
existe, apenas servem para justificar fracassos e enganar os mais incautos.
Amândio Rodrigues
Mly
Voltamos a dedicar uma foto ao
seguro e imperturbável Josef Mlynarczyk, aqui com a camisola da
Polónia.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Queremos ganhar limpinho, limpinho, limpinho!
Os autênticos ‘roubos de Capela’
que têm marcado este campeonato (o Benfica já não estaria a discutir o título
se não fossem as desastradas arbitragens nos jogos com Académica, Sporting e
Estoril), até nos dariam legitimidade para desresponsabilizarmos a arbitragem
se algo ilícito marcasse a desejada vitória do FC Porto em Paços de Ferreira.
No entanto, esta não será apenas uma oportunidade de consolidarmos a hegemonia
no ciclo-Jorge Jesus, será também uma oportunidade de vencermos “limpinho,
limpinho, limpinho”. A ‘forma como se ganha’ nunca fez tanto sentido para o FC
Porto como neste campeonato. Fazer melhor que o Benfica com um plantel
inferior, sem as ajudas dos árbitros e sem a complacência do regime passou a
ser um desígnio para o FC Porto.
FC Porto - Vit. Setúbal, época 1967/68
Recuamos à longínqua época de 1967/68 com a capa do programa
oficial do FC Porto - Vit. Setúbal (vencemos 2-0), jogo da 13ª jornada do
campeonato, um confronto que se viria a repetir na final da Taça de Portugal
dessa mesma época (vitória do FC Porto, por 2-1).
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