quarta-feira, 12 de junho de 2013

A progredir onde era necessário


Mesmo salvaguardando que ainda pode ocorrer uma ou outra saída (Fernando e talvez um dos defesas-centrais), ficamos com a sensação que o FC Porto está a fazer um esforço para corrigir a grande lacuna da época passada: o plantel curto (principalmente do meio-campo para a frente).
Não nos surpreendeu que neste defeso o FC Porto tivesse privilegiado a zona central do terreno no que a reforços diz respeito, sendo que alguns deles (Carlos Eduardo, Josué,….) podem perfeitamente ser utilizados numa das faixas do ‘4-3-3’, naquela ‘função híbrida’ também atribuída a James Rodriguez. Ainda assim, não seria surpreendente se o FC Porto fosse ao mercado em busca de um extremo puro, pois Varela, Licá, Kelvin e Ricardo parecem insuficientes se Paulo Fonseca optar, como prevemos, pelo ‘4-3-3’.
Mas o que neste momento mais salta à vista é a forma oportuna e criteriosa como o FC Porto atacou o mercado: 6 jogadores jovens (todos com idade inferior a 24 anos), sendo que 4 deles conhecem a nossa Liga.
O grande alicerce do FC Porto durante o tricampeonato (João Moutinho) saiu, mas com mais um extremo e uma alternativa a Jackson o FC Porto ficará com um plantel rico e praticamente fechado a mais de um mês do início da época. Um upgrade em relação à época passada! 

O FC Porto no 'Sir John Moores Centenary Trophy 1996' (com Everton, Liverpool e Borussia Monchengladbach)



O outro russo


sexta-feira, 7 de junho de 2013

Um último tributo ao Vítor Pereira (com palavras do próprio)


«Fomos sempre uma equipa consistente e por isso é que ganhámos o campeonato. O Benfica ficou mais uma vez com a conversa da nota artística. Isso é muito bonito, eles fazem três ou quatro jogos de grande nível contra equipas do fundo da tabela, mas fazem durar tanto essa propaganda que depois até parece que jogam sempre bem e eu às vezes vejo jogos que de qualidade aquilo não tem absolutamente nada».

Um 'bad boy' russo


Juary (no Avellino)


quinta-feira, 6 de junho de 2013

O treinador de todos os portistas


É o estatuto de Paulo Fonseca a partir de hoje (mas vamos continuar a estar atentos à carreira de Marco Silva...). Prevaleceu o desejo de grande parte da família portista, um treinador português. O FC Porto optou (e bem!) por minimizar o risco. É claro que um treinador estrangeiro seria mais excitante para os adeptos (o discurso e as ideias seriam refrescantes), no entanto, o FC Porto não se pode dar ao luxo de vacilar logo no início da época devido ao natural desconhecimento que um treinador estrangeiro tem do futebol português e da atual rivalidade entre FC Porto e Benfica. Paulo Fonseca é jovem, astuto, competente e ambicioso. Os títulos virão por acréscimo. 

Oliveira e a chegada a Sevilha


El portugués


terça-feira, 4 de junho de 2013

Um português será mais-valia


‘Estrangeiro ou português?’, é a pergunta do momento. Sem descartar a continuidade de Vítor Pereira, em nossa opinião Pinto da Costa deveria apostar novamente num treinador português. Na atual conjuntura, o FC Porto não se pode dar ao luxo de iniciar a próxima época aos soluços (o campeonato vai ser novamente disputado palmo-a-palmo) com um treinador que desconheça três coisas: - a realidade do futebol português; - os pressupostos em que assenta a atual hegemonia do FC Porto sobre o Benfica; - e o potencial dos jogadores já garantidos pelo FC Porto para a próxima época (5 reforços jogavam na nossa Liga);
Um técnico português (Paulo Fonseca? Marco Silva? Rui Vitória?) será uma garantia que o FC Porto iniciará a nova época com a mesma dinâmica de vitória com que terminou 2012/13. 

Zé Carlos


Nóbrega


quinta-feira, 30 de maio de 2013

‘Mais estrutura’ ou ‘mais treinador’?


Hoje analisamos aquilo que tem sido um dos grandes fundamentos do FC Porto do séc. XXI na constituição dos plantéis: a preponderância da estrutura sobre o treinador.
O que temos assistido num passado recente é uma espécie de acordo de cavalheiros entre o treinador e a estrutura: o técnico troca a pouca influência que tem na constituição do plantel pela protecção e estabilidade garantidas pela estrutura (Pinto da Costa e Antero Henrique) que gere o futebol. Esse acordo até tem tido consequências muito vantajosas (em termos monetários e de reconhecimento) para os treinadores, veja-se o caso de Jesualdo Ferreira e André Villas-Boas, hoje treinadores com reconhecimento internacional e contas bancárias bem mais recheadas.
No entanto, e como se viu na época passada, nem sempre esse acordo de cavalheiros é respeitado. O ‘caso dos pontas-de-lança’ é sintomático: numa altura crítica da época Vítor Pereira desfez-se em elogios a Jackson Martinez (um dos poucos jogadores que o treinador do FC Porto terá escolhido e reivindicado à SAD), enquanto que Liedson (uma escolha da ‘estrutura’) fazia a sua travessia do deserto. Será que nessa altura VP se sentiu de alguma forma desprotegido pela estrutura e teve necessidade de valorizar algo seu? É provável que sim, o plantel que lhe disponibilizaram era escasso e os reforços de Inverno pouco acrescentaram….
O último treinador que terá “combatido” com maior vigor a influência da ‘estrutura’ terá sido José Mourinho, que chamou a si várias decisões e impôs alguns nomes (Derlei, Nuno Valente, Paulo Ferreira,….) a Pinto da Costa (Antero Henrique era bem menos influente por essa altura). Desde então temos assistido à maior preponderância da ‘estrutura’ sobre o treinador. E apesar de uma ou outra desavença, devemos reconhecer que esta maior influência que a estrutura do FC Porto tem na constituição do plantel nos tem trazido mais benefícios do que prejuízos. Ao reivindicar para si a constituição do plantel, a ‘estrutura’ garante a continuidade do ‘ADN FC Porto’ ao mesmo tempo que evita ruturas naquilo que tem sido a política de contratações e recrutamento do clube (perfil do jogador, país de origem, idade,…). Tem funcionado, mas atenção às gaffes da última época: plantel curto (13 jogadores: os 11 habituais titulares, Defour e Atsu) e más opções no mercado de Inverno. Nem tudo foi gerido com rigor e antecipação! 

Quim


terça-feira, 28 de maio de 2013

Nunca conseguiríamos moldar Jorge Jesus


O ‘Paixão pelo Porto’ junta-se ao grande número de portistas que teriam de “engolir um sapo” se Jorge Jesus viesse a treinar o tricampeão (só de pensar na possibilidade de virmos a ser alvo de permanente chacota por parte de uma imprensa sectária e parcial….).
A verdade é que a sobranceria e gabarolice de Jorge Jesus são o oposto da cultura estabelecida no FC Porto há quase 40 anos. É daqueles casos que os extremos não se tocam. O ainda treinador do Benfica não possui nada que se identifique com o FC Porto. Os mais otimistas dirão que Jesus poderia alterar o seu temperamento ao enfrentar uma nova realidade. É verdade, mas JJ tem uma personalidade muito difícil de moldar, mesmo para um clube com um presidente que gosta deste tipo de desafios como Pinto da Costa. Aliás, uma comparação semelhante (inexequível, claro!) poderia ser colocada a um nível superior: imaginem um personagem como Luís Filipe Vieira poder vir a ser presidente do FC Porto. Insuportável e inconcebível, certo? Pois o mesmo se aplica a Jorge Jesus! 

Gomes e a celebradíssima Taça de 1976/77


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Maio de 2013, um mês para mais tarde recordar


Começou com uma ‘reserva do Marquês’, teve uma festa na ilha da Madeira e uma ressaca na praia do Estoril. Prosseguiu com um ajoelhar de submissão e um Marquês vestido de azul-e-branco. Teve ‘vivas’ no aeroporto, depois de uma ‘vitória moral’ em Amesterdão, juras de amor e fidelidade. E terminou com uma maça podre a render 25 milhões e uma arruaça (entre Cardozo e Jorge Jesus) de fazer corar. Perfeito!

Piccolo


sexta-feira, 24 de maio de 2013

Os sinais são estimulantes


Carlos Eduardo (na foto), Ricardo e Tiago Rodrigues (Licá também deve estar a caminho) são reforços assegurados para a próxima época. Já não nos recordávamos de uma pré-época tão assertiva em termos de recrutamento de jogadores com determinado perfil (falam todos português, são jovens e conhecem o nosso campeonato). Julgo que algo semelhante só na primeira pré-época de Mourinho (chegaram Derlei, Nuno Valente, Tiago, Paulo Ferreira e Maniche). É de saudar esta mudança que o FC Porto parece estar a promover em termos de mercado. 

Bi-Bota


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Campeões por mérito


Não deixa de ser confrangedor, e ao mesmo tempo divertido, ver os escribas e paineleiros ligados ao clube de todos os regimes, e que são muitos, branquearem de uma forma ridícula e até perniciosa a má época desportiva. O objetivo é muito claro, manter JJ no comando da equipa, e tudo por que se criou a ideia de que uma saída do clube da segunda circular lhe abriria as portas do Dragão. Um dos argumentos mais ouvidos, para aguentarem o pseudo mestre da tática, é o facto do clube de Campolide estar mais perto do FC Porto, talvez as novas vias de comunicação tenham aproximado as duas cidades, porque quanto ao resto não há qualquer aproximação, o FC Porto ganha e eles ficam atrás. Não é só no futebol que isto acontece, pois nas outras modalidades a história repete-se, no andebol e no hóquei onde o nosso clube investe sensivelmente metade do outro com os resultados que se conhecem. Os atletas destas modalidades simbolizam muito daquilo que é a alma da gente do norte e de Trás-os-Montes em particular, “Antes quebrar do que torcer”, nunca desistir por maior que sejam as adversidades, na vida como no desporto. Deste fim-de-semana registo a grande lição de portismo que o treinador de andebol, Ljubomir Obradovic nos deu ao afirmar: “Aqui quem joga mal é sempre apoiado por quem joga bem. É um clube-família”, tiro-lhe o chapéu.
Amândio Rodrigues

Alfredo Murça


terça-feira, 21 de maio de 2013

O ‘minuto 92’ e o ‘fora-de-jogo de Maicon’


Hoje analisamos a ‘época-de-sonho-que-o-Benfica-realizou-e-que-ninguém-pode-branquear-senão-Jorge-Jesus-chateia-se’ (longe vão os tempos de palestras em Universidades e citações de Pascal….). A única verdade é que quando a fasquia sobe, o Benfica não vence. Foi assim em Moscovo, em Glasgow, em Amesterdão, nos dois jogos com o Barcelona e nos dois jogos com o FC Porto. Pelo meio, uma ou outra goleada aos sem-abrigo do futebol português. Muito pouco para quem só é forte com os fracos. Muito pouco até a desculpa chegar em forma de relógio: ‘minuto 92’!
Estranhamos que o ‘minuto 94’ do jogo frente à Académica (uma grande-penalidade forjada pelo árbitro deu a vitória ao Benfica no último lance do jogo) não tenha tido o mesmo impacto na turba benfiquista e nos media do regime que o ‘minuto 92’. Caramba, foram apenas dois minutos de diferença!
O ‘minuto 92’ está para esta época como o ‘fora-de-jogo de Maicon’ esteve para a época anterior: álibis perfeitos para Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus afastarem responsabilidades sobre a forma como o Benfica é gerido dentro e fora de campo.  

Há 10 anos... 'Sevilha 2003'...


Vermelhinho


segunda-feira, 20 de maio de 2013

E pluribus unum!


Fim-de-semana gordo para o FC Porto: Andebol, Hóquei em Patins e Futebol. Isto é uma demonstração de vitalidade e ecletismo que confirma o ambiente de ambição e união que se vive no clube. O Benfica levou uma autêntica ensaboadela!
No Futebol, como não é possível dedicar uma palavra a todos os jogadores, optamos por, em nome de todo o grupo, felicitar o ‘capitão’ Lucho Gonzalez (foi sempre campeão nas 6 épocas em que representou o FC Porto: notável!), na nossa opinião o jogador que melhor personifica o vínculo e simbiose existentes neste ciclo-Vítor Pereira entre adeptos, jogadores e administração.
Lembrar ainda que o tricampeonato mantém o nosso maior rival preso ao embaraçante score de 2 campeonatos nacionais conquistados nos últimos 19 anos. E ambos garantidos de forma mais que suspeita e por isso justamente apelidados de Estorilgate e Campeonato dos Túneis. Felizmente, o nosso FC Porto está cada vez mais preocupado com a ‘forma como se vence’ em detrimento do cada vez mais em voga ‘ganhar a qualquer custo’ no seu maior rival. Esta época voltámos a dar um banho de seriedade e savoir faire ao Benfica. E pluribus unum!

Frasco


O «onze» que há 10 anos iniciou o jogo


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Só mais uma


Depois da reviravolta da semana passada, o desafio deste domingo não será nada fácil e seguramente não é o melhor adversário para final de campeonato. O FC Porto vai encontrar um oponente super motivado, que fez uma grande época, com relações privilegiadas com o clube de todos os regimes e que já deu mostras de alguma provocação na questão dos bilhetes e distribuição dos adeptos no campo. Esta semana, especialmente no sábado, assistimos a algumas manifestações desapropriadas de festejos depois da vitória sobre o clube de Campolide, sinceramente desejamos que tais exageros não tenham tido eco na equipa e implicações no próprio jogo.
O FC Porto tem a obrigação de ganhar, seja em que circunstâncias for, conseguir o Tri, continuar com a cultura de vitória que existe e reafirmar a posição de supremacia do futebol luso. No entanto, não se pode cair no risco de pensar que as coisas se resolvem de per si e basta apenas vestir as camisolas e que outros apenas nos devem prestar vassalagem e estender a passadeira, uma teoria muito em voga lá para os lados da 2.ª circular, amplificada pela comunicação social e com os resultados que se conhecem. Manter a focalização no grande objetivo, preservar a concentração, não facilitar em nada e só assim se conseguem os campeonatos porque isto das vitórias morais não existe, apenas servem para justificar fracassos e enganar os mais incautos.
Amândio Rodrigues

Mly


Voltamos a dedicar uma foto ao seguro e imperturbável Josef Mlynarczyk, aqui com a camisola da Polónia.