quinta-feira, 4 de julho de 2013

Cuidado, serão 10 caras novas (ou mais!)


Diego Reyes, Carlos Eduardo, Tiago Rodrigues, Josué, Hector Herrera, Ricardo e Licá já estão garantidos. Se a estes 7 juntarmos os 3 que ainda pretendemos (Quintero, Bernard e Ghilas), serão pelo menos 10 as caras novas no plantel 2013/14. Está garantido o entusiasmo para os jogos de pré-época, mas é preciso não correr o risco de confundir a ‘qualidade do plantel’ com a ‘qualidade do onze’. O plantel vai ter mais soluções, mas a integração dos novos reforços vai ser mais demorada (mais de metade correm o risco de não ser utilizados no «onze» inicial, pelo menos numa primeira fase).
Num puro exercício teórico, arriscamos a dizer que neste momento estarão apenas 2 ou 3 lugares disponíveis no «onze» para os que agora chegaram ao FC Porto. Helton, Danilo, Alex Sandro, Mangala, Otamendi (ou Maicon), Defour, Lucho e Jackson tem presença quase garantida no «onze», ou seja, apesar dos novos reforços nos terem deixado de ‘água na boca’, no início será difícil satisfazer todos. Hector Herrera, Licá e Bernard (a concretizar-se a transferência!) são as nossas apostas para, numa primeira fase, preencherem os lugares em aberto.
Assim, só mais para a frente saberemos se o FC Porto ficou de facto mais forte. O que não podemos negar é que foi feito um esforço para aumentar a qualidade das segundas linhas e dessa forma minimizar o efeito do desgaste no último terço da época (seria assustador correr o risco de ver novamente o FC Porto apresentar-se na Luz com um banco composto apenas por jogadores da equipa B).
Mas há uma circunstância que joga a favor de Paulo Fonseca e dos muitos jogadores que agora chegaram: o FC Porto não terá necessidade de mexer no ‘sector defensivo’, o alicerce que vai ajudar a suportar as várias experiências que no início o treinador terá necessariamente de fazer do meio-campo para a frente.

Jorge Couto


1948 - A primeira participação no Teresa Herrera


Geraldão


sexta-feira, 28 de junho de 2013

Suspirar por 31 de Agosto


É uma espera (pela data de fecho do mercado) que se repete todos os anos e a única forma de a evitar (ou encurtar) seria obrigar a FIFA a revê-la: não faz sentido prolongar o prazo para lá do início das competições oficiais. O mais justo e sensato seria estabelecer o dia 31 de Julho ou, no máximo, a segunda quinzena de Agosto como data de fecho do mercado. Este ritual até é lisonjeiro para o FC Porto (é sinal que continuamos a escolher bem e a ter jogadores que cativam os grandes clubes), mas ao mesmo tempo acaba por criar indefinição no plantel e dispersar os jogadores. E se pensarmos que distam 90 dias entre a oficialização das saídas de James e Moutinho e o dia 31 de Agosto, chegamos à conclusão que o FC Porto ainda vai receber muitas propostas durante estes intermináveis 3 meses de mercado.
Fernando e Atsu não são propriamente insubstituíveis, mas o mesmo já não se pode dizer de Mangala e Jackson Martinez. Uma coisa é perder James, Moutinho e Fernando, outra é juntar-lhes não apenas os melhores defesa e avançado do atual plantel mas também os dois atletas do FC Porto com melhores atributos ao nível da potência e resistência física como são Mangala e Jackson: dois jogadores de ‘Champions’! Ainda que “batam” as cláusulas de rescisão, seria complicado perdê-los.   

Makita 1989 (com FC Porto, Arsenal, Liverpool e Dinamo de Kiev)


Vítor Bruno


sexta-feira, 21 de junho de 2013

A delicada ‘posição 6’


Aproveitando os rumores sobre uma possível transferência de Fernando, hoje abordamos a importância que a delicada ‘posição 6’ tem ganho no 4-3-3 que o FC Porto tem privilegiado. Foi desde a ‘era Mourinho’ que o jogador da ‘posição 6’ começou a obedecer a determinadas características que o tornam essencial no momento da perda da bola. É esse momento específico do jogo que tem condicionado a opção por jogadores com as características de Costinha, Paulo Assunção e Fernando. Mas será que a dinâmica e eficácia do ‘4-3-3’ depende assim tanto de um jogador com determinadas características?
Fernando (e antes dele Paulo Assunção) é fortíssimo a antecipar a opção de passe do adversário no momento em que este sai para o contra-golpe. Ao antecipar esse movimento, o atual trinco do FC Porto impede com facilidade (através da falta ou do desarme) que o adversário explore o desposicionamento da nossa equipa. Ou seja, é preciso ter disponibilidade física e mental para estar 90 minutos de jogo apenas a controlar e a antecipar os movimentos adversários. Defour (o mais sério substituto de Fernando) terá essa disponibilidade? Talvez não, pois é um jogador com “pouco nervo”, menos esclarecido no desarme e que raramente tem o foco nas virtudes do adversário. Ainda assim, o belga oferece outras soluções: melhor visão periférica e qualidade de passe no primeiro momento da transição defesa-ataque. E quem sabe se não será fundamental atribuir-lhe uma nova responsabilidade, levando-o a sentir-se cada vez mais importante no «onze». 
Talvez não se deva dramatizar tanto esta diferente abordagem ao jogo do jogador da ‘posição 6’. O que se perde numas coisas, pode ganhar-se noutras. E a verdade é que nunca vimos Defour comprometer. É uma boa base para começar!

40ª edição do Teresa Herrera (com FC Porto, Real Madrid, At. Madrid e Fluminense)


Torneio Internacional Cidade do Porto - 1990


terça-feira, 18 de junho de 2013

Bernard, Rui Patrício e Ghilas


Começamos pelo craque brasileiro (na foto). O passe de ‘Bernardinho’ inflacionou bastante com as mais recentes exibições ao serviço do Atlético Mineiro e com o interesse do vice-campeão europeu Borussia de Dortmund. Estando o clube brasileiro ainda a disputar a Taça Libertadores (jogará a meia-final com os argentinos do Newell’s Old Boys), é natural que a nossa 'fantasia de verão' se torne cada vez mais inacessível. Talvez com a opção ‘partilha do passe’….
O interesse em Rui Patrício (fazendo fé nas notícias da imprensa indígena…) parece o menos oportuno desta curta lista de 3 nomes. Tendo Helton contrato por mais uma época e estando Fabiano na linha de sucessão, Rui Patrício só se compreende em face do interesse do Benfica no jogador. Jorge Jesus deixou de confiar em Artur (algo natural em face das desastradas exibições da última época) e Rui Patrício é o único guarda-redes português com qualidade para assumir a baliza do Benfica. Se o FC Porto garantisse Patrício, isso implicaria que o nosso maior rival tivesse que optar por um guarda-redes estrangeiro, com todos os ‘handicaps’ que essa opção traz em termos de adaptação a uma nova realidade e novas rotinas. O FC Porto gosta de condicionar o rival….
Por fim, o menos dispendioso de todos: Ghilas! É jovem, barato e conhece a nossa Liga. E o argelino pode perfeitamente ser utilizado em simultâneo com Jackson Martinez, pois tem características (humildade, força, potência e versatilidade) semelhantes às de Derlei, que também encaixava numa das faixas do ‘4-3-3’  de José Mourinho. 

Stephane Demol


Pré-época 1989/90


quarta-feira, 12 de junho de 2013

A progredir onde era necessário


Mesmo salvaguardando que ainda pode ocorrer uma ou outra saída (Fernando e talvez um dos defesas-centrais), ficamos com a sensação que o FC Porto está a fazer um esforço para corrigir a grande lacuna da época passada: o plantel curto (principalmente do meio-campo para a frente).
Não nos surpreendeu que neste defeso o FC Porto tivesse privilegiado a zona central do terreno no que a reforços diz respeito, sendo que alguns deles (Carlos Eduardo, Josué,….) podem perfeitamente ser utilizados numa das faixas do ‘4-3-3’, naquela ‘função híbrida’ também atribuída a James Rodriguez. Ainda assim, não seria surpreendente se o FC Porto fosse ao mercado em busca de um extremo puro, pois Varela, Licá, Kelvin e Ricardo parecem insuficientes se Paulo Fonseca optar, como prevemos, pelo ‘4-3-3’.
Mas o que neste momento mais salta à vista é a forma oportuna e criteriosa como o FC Porto atacou o mercado: 6 jogadores jovens (todos com idade inferior a 24 anos), sendo que 4 deles conhecem a nossa Liga.
O grande alicerce do FC Porto durante o tricampeonato (João Moutinho) saiu, mas com mais um extremo e uma alternativa a Jackson o FC Porto ficará com um plantel rico e praticamente fechado a mais de um mês do início da época. Um upgrade em relação à época passada! 

O FC Porto no 'Sir John Moores Centenary Trophy 1996' (com Everton, Liverpool e Borussia Monchengladbach)



O outro russo


sexta-feira, 7 de junho de 2013

Um último tributo ao Vítor Pereira (com palavras do próprio)


«Fomos sempre uma equipa consistente e por isso é que ganhámos o campeonato. O Benfica ficou mais uma vez com a conversa da nota artística. Isso é muito bonito, eles fazem três ou quatro jogos de grande nível contra equipas do fundo da tabela, mas fazem durar tanto essa propaganda que depois até parece que jogam sempre bem e eu às vezes vejo jogos que de qualidade aquilo não tem absolutamente nada».

Um 'bad boy' russo


Juary (no Avellino)


quinta-feira, 6 de junho de 2013

O treinador de todos os portistas


É o estatuto de Paulo Fonseca a partir de hoje (mas vamos continuar a estar atentos à carreira de Marco Silva...). Prevaleceu o desejo de grande parte da família portista, um treinador português. O FC Porto optou (e bem!) por minimizar o risco. É claro que um treinador estrangeiro seria mais excitante para os adeptos (o discurso e as ideias seriam refrescantes), no entanto, o FC Porto não se pode dar ao luxo de vacilar logo no início da época devido ao natural desconhecimento que um treinador estrangeiro tem do futebol português e da atual rivalidade entre FC Porto e Benfica. Paulo Fonseca é jovem, astuto, competente e ambicioso. Os títulos virão por acréscimo. 

Oliveira e a chegada a Sevilha


El portugués


terça-feira, 4 de junho de 2013

Um português será mais-valia


‘Estrangeiro ou português?’, é a pergunta do momento. Sem descartar a continuidade de Vítor Pereira, em nossa opinião Pinto da Costa deveria apostar novamente num treinador português. Na atual conjuntura, o FC Porto não se pode dar ao luxo de iniciar a próxima época aos soluços (o campeonato vai ser novamente disputado palmo-a-palmo) com um treinador que desconheça três coisas: - a realidade do futebol português; - os pressupostos em que assenta a atual hegemonia do FC Porto sobre o Benfica; - e o potencial dos jogadores já garantidos pelo FC Porto para a próxima época (5 reforços jogavam na nossa Liga);
Um técnico português (Paulo Fonseca? Marco Silva? Rui Vitória?) será uma garantia que o FC Porto iniciará a nova época com a mesma dinâmica de vitória com que terminou 2012/13. 

Zé Carlos


Nóbrega


quinta-feira, 30 de maio de 2013

‘Mais estrutura’ ou ‘mais treinador’?


Hoje analisamos aquilo que tem sido um dos grandes fundamentos do FC Porto do séc. XXI na constituição dos plantéis: a preponderância da estrutura sobre o treinador.
O que temos assistido num passado recente é uma espécie de acordo de cavalheiros entre o treinador e a estrutura: o técnico troca a pouca influência que tem na constituição do plantel pela protecção e estabilidade garantidas pela estrutura (Pinto da Costa e Antero Henrique) que gere o futebol. Esse acordo até tem tido consequências muito vantajosas (em termos monetários e de reconhecimento) para os treinadores, veja-se o caso de Jesualdo Ferreira e André Villas-Boas, hoje treinadores com reconhecimento internacional e contas bancárias bem mais recheadas.
No entanto, e como se viu na época passada, nem sempre esse acordo de cavalheiros é respeitado. O ‘caso dos pontas-de-lança’ é sintomático: numa altura crítica da época Vítor Pereira desfez-se em elogios a Jackson Martinez (um dos poucos jogadores que o treinador do FC Porto terá escolhido e reivindicado à SAD), enquanto que Liedson (uma escolha da ‘estrutura’) fazia a sua travessia do deserto. Será que nessa altura VP se sentiu de alguma forma desprotegido pela estrutura e teve necessidade de valorizar algo seu? É provável que sim, o plantel que lhe disponibilizaram era escasso e os reforços de Inverno pouco acrescentaram….
O último treinador que terá “combatido” com maior vigor a influência da ‘estrutura’ terá sido José Mourinho, que chamou a si várias decisões e impôs alguns nomes (Derlei, Nuno Valente, Paulo Ferreira,….) a Pinto da Costa (Antero Henrique era bem menos influente por essa altura). Desde então temos assistido à maior preponderância da ‘estrutura’ sobre o treinador. E apesar de uma ou outra desavença, devemos reconhecer que esta maior influência que a estrutura do FC Porto tem na constituição do plantel nos tem trazido mais benefícios do que prejuízos. Ao reivindicar para si a constituição do plantel, a ‘estrutura’ garante a continuidade do ‘ADN FC Porto’ ao mesmo tempo que evita ruturas naquilo que tem sido a política de contratações e recrutamento do clube (perfil do jogador, país de origem, idade,…). Tem funcionado, mas atenção às gaffes da última época: plantel curto (13 jogadores: os 11 habituais titulares, Defour e Atsu) e más opções no mercado de Inverno. Nem tudo foi gerido com rigor e antecipação! 

Quim


terça-feira, 28 de maio de 2013

Nunca conseguiríamos moldar Jorge Jesus


O ‘Paixão pelo Porto’ junta-se ao grande número de portistas que teriam de “engolir um sapo” se Jorge Jesus viesse a treinar o tricampeão (só de pensar na possibilidade de virmos a ser alvo de permanente chacota por parte de uma imprensa sectária e parcial….).
A verdade é que a sobranceria e gabarolice de Jorge Jesus são o oposto da cultura estabelecida no FC Porto há quase 40 anos. É daqueles casos que os extremos não se tocam. O ainda treinador do Benfica não possui nada que se identifique com o FC Porto. Os mais otimistas dirão que Jesus poderia alterar o seu temperamento ao enfrentar uma nova realidade. É verdade, mas JJ tem uma personalidade muito difícil de moldar, mesmo para um clube com um presidente que gosta deste tipo de desafios como Pinto da Costa. Aliás, uma comparação semelhante (inexequível, claro!) poderia ser colocada a um nível superior: imaginem um personagem como Luís Filipe Vieira poder vir a ser presidente do FC Porto. Insuportável e inconcebível, certo? Pois o mesmo se aplica a Jorge Jesus!