quinta-feira, 11 de julho de 2013
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Cuidado, serão 10 caras novas (ou mais!)
Diego Reyes, Carlos
Eduardo, Tiago Rodrigues, Josué, Hector Herrera, Ricardo e Licá já estão
garantidos. Se a estes 7 juntarmos os 3 que ainda pretendemos (Quintero,
Bernard e Ghilas), serão pelo menos 10 as caras novas no plantel 2013/14. Está
garantido o entusiasmo para os jogos de pré-época, mas é preciso não correr o
risco de confundir a ‘qualidade do plantel’ com a ‘qualidade do onze’. O
plantel vai ter mais soluções, mas a integração dos novos reforços vai ser mais demorada (mais de metade correm o risco de não ser utilizados no «onze» inicial, pelo
menos numa primeira fase).
Num puro exercício
teórico, arriscamos a dizer que neste momento estarão apenas 2 ou 3 lugares
disponíveis no «onze» para os que agora chegaram ao FC Porto. Helton, Danilo,
Alex Sandro, Mangala, Otamendi (ou Maicon), Defour, Lucho e Jackson tem
presença quase garantida no «onze», ou seja, apesar dos novos reforços nos
terem deixado de ‘água na boca’, no início será difícil satisfazer todos.
Hector Herrera, Licá e Bernard (a concretizar-se a transferência!) são as
nossas apostas para, numa primeira fase, preencherem os lugares em aberto.
Assim, só mais para a
frente saberemos se o FC Porto ficou de facto mais forte. O que não podemos
negar é que foi feito um esforço para aumentar a qualidade das segundas linhas
e dessa forma minimizar o efeito do desgaste no último terço da época (seria
assustador correr o risco de ver novamente o FC Porto apresentar-se na Luz com
um banco composto apenas por jogadores da equipa B).
Mas há uma circunstância
que joga a favor de Paulo Fonseca e dos muitos jogadores que agora chegaram: o FC Porto não terá
necessidade de mexer no ‘sector defensivo’, o alicerce que vai ajudar a
suportar as várias experiências que no início o treinador terá
necessariamente de fazer do meio-campo para a frente.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Suspirar por 31 de Agosto
É uma espera (pela data
de fecho do mercado) que se repete todos os anos e a única forma de a evitar (ou
encurtar) seria obrigar a FIFA a revê-la: não faz sentido prolongar o prazo
para lá do início das competições oficiais. O mais justo e sensato seria
estabelecer o dia 31 de Julho ou, no máximo, a segunda quinzena de Agosto como
data de fecho do mercado. Este ritual até é lisonjeiro para o FC Porto (é sinal
que continuamos a escolher bem e a ter jogadores que cativam os grandes
clubes), mas ao mesmo tempo acaba por criar indefinição no plantel e dispersar
os jogadores. E se pensarmos que distam 90 dias entre a oficialização das
saídas de James e Moutinho e o dia 31 de Agosto, chegamos à conclusão que o FC
Porto ainda vai receber muitas propostas durante estes intermináveis 3 meses de
mercado.
Fernando e Atsu não são
propriamente insubstituíveis, mas o mesmo já não se pode dizer de Mangala e
Jackson Martinez. Uma coisa é perder James, Moutinho e Fernando, outra é juntar-lhes
não apenas os melhores defesa e avançado do atual plantel mas também os dois atletas
do FC Porto com melhores atributos ao nível da potência e resistência física
como são Mangala e Jackson: dois jogadores de ‘Champions’! Ainda que “batam” as
cláusulas de rescisão, seria complicado perdê-los.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
A delicada ‘posição 6’
Aproveitando os rumores
sobre uma possível transferência de Fernando, hoje abordamos a importância que
a delicada ‘posição 6’ tem ganho no 4-3-3 que o FC Porto tem privilegiado. Foi
desde a ‘era Mourinho’ que o jogador da ‘posição 6’ começou a obedecer a
determinadas características que o tornam essencial no momento da perda da
bola. É esse momento específico do jogo que tem condicionado a opção por
jogadores com as características de Costinha, Paulo Assunção e Fernando. Mas
será que a dinâmica e eficácia do ‘4-3-3’ depende assim tanto de um jogador com
determinadas características?
Fernando (e antes dele
Paulo Assunção) é fortíssimo a antecipar a opção de passe do adversário no
momento em que este sai para o contra-golpe. Ao antecipar esse movimento, o
atual trinco do FC Porto impede com facilidade (através da falta ou do desarme)
que o adversário explore o desposicionamento da nossa equipa. Ou seja, é
preciso ter disponibilidade física e mental para estar 90 minutos de jogo
apenas a controlar e a antecipar os movimentos adversários. Defour (o mais
sério substituto de Fernando) terá essa disponibilidade? Talvez não, pois é um
jogador com “pouco nervo”, menos esclarecido no desarme e que raramente tem o
foco nas virtudes do adversário. Ainda assim, o belga oferece outras soluções:
melhor visão periférica e qualidade de passe no primeiro momento da transição
defesa-ataque. E quem sabe se não será fundamental atribuir-lhe uma nova responsabilidade,
levando-o a sentir-se cada vez mais importante no «onze».
Talvez não se
deva dramatizar tanto esta diferente abordagem ao jogo do jogador da ‘posição
6’. O que se perde numas coisas, pode ganhar-se noutras. E a verdade é que
nunca vimos Defour comprometer. É uma boa base para começar!
terça-feira, 18 de junho de 2013
Bernard, Rui Patrício e Ghilas
Começamos pelo craque
brasileiro (na foto). O passe de ‘Bernardinho’ inflacionou bastante com as mais
recentes exibições ao serviço do Atlético Mineiro e com o interesse do
vice-campeão europeu Borussia de Dortmund. Estando o clube brasileiro ainda a
disputar a Taça Libertadores (jogará a meia-final com os argentinos do Newell’s
Old Boys), é natural que a nossa 'fantasia de verão' se torne cada vez mais inacessível.
Talvez com a opção ‘partilha do passe’….
O interesse em Rui
Patrício (fazendo fé nas notícias da imprensa indígena…) parece o menos
oportuno desta curta lista de 3 nomes. Tendo Helton contrato por mais uma época
e estando Fabiano na linha de sucessão, Rui Patrício só se compreende em face
do interesse do Benfica no jogador. Jorge Jesus deixou de confiar em Artur
(algo natural em face das desastradas exibições da última época) e Rui Patrício
é o único guarda-redes português com qualidade para assumir a baliza do
Benfica. Se o FC Porto garantisse Patrício, isso implicaria que o nosso maior
rival tivesse que optar por um guarda-redes estrangeiro, com todos os
‘handicaps’ que essa opção traz em termos de adaptação a uma nova realidade e novas rotinas. O FC Porto gosta de condicionar o rival….
Por fim, o menos dispendioso
de todos: Ghilas! É jovem, barato e conhece a nossa Liga. E o argelino pode
perfeitamente ser utilizado em simultâneo com Jackson Martinez, pois tem
características (humildade, força, potência e versatilidade) semelhantes às de
Derlei, que também encaixava numa das faixas do ‘4-3-3’ de José Mourinho.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
A progredir onde era necessário
Mesmo salvaguardando que
ainda pode ocorrer uma ou outra saída (Fernando e talvez um dos defesas-centrais),
ficamos com a sensação que o FC Porto está a fazer um esforço para corrigir a
grande lacuna da época passada: o plantel curto (principalmente do meio-campo
para a frente).
Não nos surpreendeu que
neste defeso o FC Porto tivesse privilegiado a zona central do terreno no que a
reforços diz respeito, sendo que alguns deles (Carlos Eduardo, Josué,….) podem perfeitamente
ser utilizados numa das faixas do ‘4-3-3’, naquela ‘função híbrida’ também atribuída
a James Rodriguez. Ainda assim, não seria surpreendente se o FC Porto fosse ao
mercado em busca de um extremo puro, pois Varela, Licá, Kelvin e Ricardo parecem
insuficientes se Paulo Fonseca optar, como prevemos, pelo ‘4-3-3’.
Mas o que neste momento
mais salta à vista é a forma oportuna e criteriosa como o FC Porto atacou o mercado:
6 jogadores jovens (todos com idade inferior a 24 anos), sendo que 4 deles
conhecem a nossa Liga.
O grande alicerce do FC
Porto durante o tricampeonato (João Moutinho) saiu, mas com mais um extremo e
uma alternativa a Jackson o FC Porto ficará com um plantel rico e praticamente
fechado a mais de um mês do início da época. Um upgrade em relação à época passada!
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Um último tributo ao Vítor Pereira (com palavras do próprio)
«Fomos sempre uma equipa consistente e por isso é que
ganhámos o campeonato. O Benfica ficou mais uma vez com a conversa da nota artística.
Isso é muito bonito, eles fazem três ou quatro jogos de grande nível contra
equipas do fundo da tabela, mas fazem durar tanto essa propaganda que depois
até parece que jogam sempre bem e eu às vezes vejo jogos que de qualidade
aquilo não tem absolutamente nada».
quinta-feira, 6 de junho de 2013
O treinador de todos os portistas
É o estatuto de Paulo Fonseca a
partir de hoje (mas vamos continuar a estar atentos à carreira de Marco Silva...).
Prevaleceu o desejo de grande parte da família portista, um treinador
português. O FC Porto optou (e bem!) por minimizar o risco. É claro que um
treinador estrangeiro seria mais excitante para os adeptos (o discurso e as
ideias seriam refrescantes), no entanto, o FC Porto não se pode dar ao luxo de
vacilar logo no início da época devido ao natural desconhecimento que um
treinador estrangeiro tem do futebol português e da atual rivalidade entre FC
Porto e Benfica. Paulo Fonseca é jovem, astuto, competente e ambicioso. Os
títulos virão por acréscimo.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Um português será mais-valia
‘Estrangeiro ou
português?’, é a pergunta do momento. Sem descartar a continuidade de Vítor
Pereira, em nossa opinião Pinto da Costa deveria apostar novamente num
treinador português. Na atual conjuntura, o FC Porto não se pode dar ao luxo
de iniciar a próxima época aos soluços (o campeonato vai ser novamente
disputado palmo-a-palmo) com um treinador que desconheça três coisas: - a
realidade do futebol português; - os pressupostos em que assenta a atual
hegemonia do FC Porto sobre o Benfica; - e o potencial dos jogadores já garantidos pelo FC
Porto para a próxima época (5 reforços jogavam na nossa Liga);
Um técnico português
(Paulo Fonseca? Marco Silva? Rui Vitória?) será uma garantia que o FC Porto
iniciará a nova época com a mesma dinâmica de vitória com que terminou
2012/13.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
‘Mais estrutura’ ou ‘mais treinador’?
Hoje analisamos aquilo que tem sido um dos grandes fundamentos do FC Porto do séc. XXI na constituição dos plantéis: a preponderância da estrutura sobre o treinador.
O que temos assistido
num passado recente é uma espécie de acordo de cavalheiros entre o treinador e
a estrutura: o técnico troca a pouca influência que tem na constituição do
plantel pela protecção e estabilidade garantidas pela estrutura (Pinto da Costa
e Antero Henrique) que gere o futebol. Esse acordo até tem tido consequências
muito vantajosas (em termos monetários e de reconhecimento) para os treinadores,
veja-se o caso de Jesualdo Ferreira e André Villas-Boas, hoje treinadores com
reconhecimento internacional e contas bancárias bem mais recheadas.
No entanto, e como se
viu na época passada, nem sempre esse acordo de cavalheiros é respeitado. O
‘caso dos pontas-de-lança’ é sintomático: numa altura crítica da época Vítor
Pereira desfez-se em elogios a Jackson Martinez (um dos poucos jogadores que o
treinador do FC Porto terá escolhido e reivindicado à SAD), enquanto que
Liedson (uma escolha da ‘estrutura’) fazia a sua travessia do deserto. Será que
nessa altura VP se sentiu de alguma forma desprotegido pela estrutura e teve
necessidade de valorizar algo seu? É provável que sim, o plantel que lhe
disponibilizaram era escasso e os reforços de Inverno pouco acrescentaram….
O último treinador que terá
“combatido” com maior vigor a influência da ‘estrutura’ terá sido José
Mourinho, que chamou a si várias decisões e impôs alguns nomes (Derlei, Nuno
Valente, Paulo Ferreira,….) a Pinto da Costa (Antero Henrique era bem menos
influente por essa altura). Desde então temos assistido à maior preponderância
da ‘estrutura’ sobre o treinador. E apesar de uma ou outra desavença, devemos
reconhecer que esta maior influência que a estrutura do FC Porto tem na
constituição do plantel nos tem trazido mais benefícios do que prejuízos. Ao
reivindicar para si a constituição do plantel, a ‘estrutura’ garante a
continuidade do ‘ADN FC Porto’ ao mesmo tempo que evita ruturas naquilo que tem
sido a política de contratações e recrutamento do clube (perfil do jogador,
país de origem, idade,…). Tem funcionado, mas atenção às gaffes da última época: plantel curto (13 jogadores: os 11 habituais
titulares, Defour e Atsu) e más opções no mercado de Inverno. Nem tudo foi
gerido com rigor e antecipação!
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