segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O importante é levantar a Taça, no sábado


Foram poucas as novidades (uma boa notícia!) na passagem do FC Porto pela Emirates Cup. A equipa continua a conceder poucas oportunidades de golo aos adversários (apenas 2 golos sofridos, e ambos de penalti). É expectável que a defesa continue a ser o grande alicerce do FC Porto em 2013/14. Deve ser uma excelente garantia para um treinador saber que vai começar a trabalhar uma equipa com uma base tão sólida e consistente.
Mas os jogos da Liga portuguesa têm outras particularidades e, tal como o Celta de Vigo provou, o FC Porto pode ainda não estar preparado para tudo. Ainda assim, a pré-época merece nota claramente positiva. Mantiveram-se os hábitos de vitória e Paulo Fonseca conseguiu fazer um trabalho sem contratempos: não houve lesões graves e nenhum jogador deixou o plantel em plena pré-época. Não se pode é dizer que as poucas dúvidas do treinador tenham sido desfeitas nestes dois jogos. Os dois lugares em aberto no «onze» continuam 'tremidos'. Defour está a ser muito pressionado por Josué e Hector Herrera (joga simples e de cabeça levantada), enquanto que Iturbe e Kelvin dividem percentagens de apostas para acompanhar Varela e Jackson no ataque. Sejam quais forem as escolhas, ganhar a Supertaça, com uma exibição mais vistosa do que a realizada há um ano atrás, também em Aveiro, é o nosso próximo objetivo. 

Magalhães


Supertaça 1984/85: FC Porto - Benfica (0-0)


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Os substitutos de James e Moutinho


A uma semana do início das competições oficiais ainda são muitas as dúvidas de Paulo Fonseca relativamente aos jogadores que, teoricamente, serão os substitutos de James e Moutinho. É justo afirmar que estaríamos sempre dependentes do tempo, seria impossível ao treinador do FC Porto encontrar dois substitutos que, logo nos primeiros jogos oficiais, igualassem o nível atingido por James e Moutinho (apesar de o primeiro já ter terminado a época passada algo “desligado”).
O companheiro de Varela e Jackson no ataque sairá do grupo constituído por Kelvin (ainda não encontrou o timing de soltar a bola), Izmailov (lesionado!), Licá (ainda lhe “pesa” a camisola) e Iturbe. Bernard continua a ser apenas um sonho….
Iturbe esteve muito apagado (a equipa também!) com o Celta de Vigo, mas o rendimento do argentino nos jogos anteriores faz-nos acreditar que será ele a fazer companhia a Jackson e Varela no jogo da Supertaça. Não tem a classe nem o discernimento de James, mas tem mais nervo e vontade que o colombiano.
O lugar de Moutinho deverá ser atribuído a Defour (legítimo face ao tempo que leva no Dragão). O belga raramente compromete, mas não tem sido capaz de um ‘golpe de asa’ (progressão com bola, passe de rutura ou remate de longa distância) que leve a equipa ao golo. Toda a gente tem sido tolerante com Defour, mas duvidamos que tivesse tantas oportunidades no «onze» se fosse português e não tivesse custado 6 milhões de euros. Não seria surpreendente se nos próximos jogos Paulo Fonseca optasse por Josué ou Herrera no lugar do belga. Os jogos da Emirates Cup e da Supertaça serão decisivos.

Mly


Rui Barros (entre Zavarov e Laudrup)


terça-feira, 30 de julho de 2013

2+1 ou 1+2?


É o tema que gera maior discussão entre os adeptos do FC Porto nesta pré-época (quem dera a muitos clubes e treinadores europeus terem apenas este tipo de dilemas na pré-temporada…): um meio campo em 2+1 (duplo pivot) ou em 1+2 (apenas um trinco)?
E qual a premissa a aplicar: um meio-campo posicionado em função das ideias do treinador ou um meio-campo posicionado em função das características dos jogadores (e de Fernando neste caso particular)?
Os dois modelos apresentam virtudes e defeitos (seria um tema para discutir durante uma tarde inteira como diz Paulo Fonseca): - Fernando surge mais confortável no 1+2, com um raio de acção mais largo, jogando sozinho à frente da defesa; - a equipa já vinha rotinada com um meio-campo em 1+2, ou seja, vamos correr mais riscos ao alterar o sistema, pelo menos no início; - por outro lado, o duplo pivot permite uma primeira zona de construção com mais critério e versatilidade, e também permite que Lucho Gonzalez fique com uma tarefa mais específica, ficando com maior disponibilidade física para assumir o papel de nº 10 (no entanto, o trinco adversário também fica com uma referência de marcação); Há imperfeições e  virtudes nos dois modelos.
Julgamos que o mais importante é o treinador do FC Porto levar as suas ideias até ao fim. Se a opção definitiva recair num meio-campo em duplo pivot (2+1), então resta-nos respeitar e apoiar essa decisão, esperando que os jogadores a assimilem o mais rapidamente possível. Sem dramas, pois há rotinas e métodos bem mais complicados de assimilar numa pré-época!

Quim (no Rio Ave)


Vlk


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Entusiasmo parece não faltar


O primeiro jogo mais a sério que o FC Porto realizou na pré-época ainda não permitiu tirar grandes conclusões, mas já deu para perceber que Paulo Fonseca vai manter o ‘4-3-3’. A grande curiosidade reside em saber quais os planos do treinador para as dinâmicas e posicionamento do trio de meio-campo. Esse planeamento parece estar dependente da possível saída de Fernando, um jogador com características muito próprias e que se ajustam na perfeição ao ‘triângulo invertido’ que o FC Porto privilegia no centro do campo. Quanto mais depressa a situação de Fernando ficar definida (renovação ou saída?), mais cedo Paulo Fonseca definirá o que vai ser o meio-campo do FC Porto em 2013/14. Essa será das poucas incógnitas num FC Porto que este ano surgiu muito criterioso e agressivo no mercado. Há muito tempo que os desejos dos adeptos não coincidiam tanto com as escolhas da ‘estrutura’. Esse eficaz e atempado planeamento levou a que se instalasse uma aura de confiança e entusiasmo nos adeptos. A verdade é que já andávamos a salivar por ver este renovado FC Porto que muito promete. E o que se pede a Paulo Fonseca até é "simples": continuar a ganhar, mas fazê-lo com mais estilo!

PS: O ‘Paixão pelo Porto’ também vai de férias. Regressamos aos ‘posts’ por alturas da ‘Emirates Cup’.

Teresa Herrera 1985, Meia-final: FC Porto - Fluminense (1-0)


Juary (no Santos)


Domingos


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Cuidado, serão 10 caras novas (ou mais!)


Diego Reyes, Carlos Eduardo, Tiago Rodrigues, Josué, Hector Herrera, Ricardo e Licá já estão garantidos. Se a estes 7 juntarmos os 3 que ainda pretendemos (Quintero, Bernard e Ghilas), serão pelo menos 10 as caras novas no plantel 2013/14. Está garantido o entusiasmo para os jogos de pré-época, mas é preciso não correr o risco de confundir a ‘qualidade do plantel’ com a ‘qualidade do onze’. O plantel vai ter mais soluções, mas a integração dos novos reforços vai ser mais demorada (mais de metade correm o risco de não ser utilizados no «onze» inicial, pelo menos numa primeira fase).
Num puro exercício teórico, arriscamos a dizer que neste momento estarão apenas 2 ou 3 lugares disponíveis no «onze» para os que agora chegaram ao FC Porto. Helton, Danilo, Alex Sandro, Mangala, Otamendi (ou Maicon), Defour, Lucho e Jackson tem presença quase garantida no «onze», ou seja, apesar dos novos reforços nos terem deixado de ‘água na boca’, no início será difícil satisfazer todos. Hector Herrera, Licá e Bernard (a concretizar-se a transferência!) são as nossas apostas para, numa primeira fase, preencherem os lugares em aberto.
Assim, só mais para a frente saberemos se o FC Porto ficou de facto mais forte. O que não podemos negar é que foi feito um esforço para aumentar a qualidade das segundas linhas e dessa forma minimizar o efeito do desgaste no último terço da época (seria assustador correr o risco de ver novamente o FC Porto apresentar-se na Luz com um banco composto apenas por jogadores da equipa B).
Mas há uma circunstância que joga a favor de Paulo Fonseca e dos muitos jogadores que agora chegaram: o FC Porto não terá necessidade de mexer no ‘sector defensivo’, o alicerce que vai ajudar a suportar as várias experiências que no início o treinador terá necessariamente de fazer do meio-campo para a frente.

Jorge Couto


1948 - A primeira participação no Teresa Herrera


Geraldão


sexta-feira, 28 de junho de 2013

Suspirar por 31 de Agosto


É uma espera (pela data de fecho do mercado) que se repete todos os anos e a única forma de a evitar (ou encurtar) seria obrigar a FIFA a revê-la: não faz sentido prolongar o prazo para lá do início das competições oficiais. O mais justo e sensato seria estabelecer o dia 31 de Julho ou, no máximo, a segunda quinzena de Agosto como data de fecho do mercado. Este ritual até é lisonjeiro para o FC Porto (é sinal que continuamos a escolher bem e a ter jogadores que cativam os grandes clubes), mas ao mesmo tempo acaba por criar indefinição no plantel e dispersar os jogadores. E se pensarmos que distam 90 dias entre a oficialização das saídas de James e Moutinho e o dia 31 de Agosto, chegamos à conclusão que o FC Porto ainda vai receber muitas propostas durante estes intermináveis 3 meses de mercado.
Fernando e Atsu não são propriamente insubstituíveis, mas o mesmo já não se pode dizer de Mangala e Jackson Martinez. Uma coisa é perder James, Moutinho e Fernando, outra é juntar-lhes não apenas os melhores defesa e avançado do atual plantel mas também os dois atletas do FC Porto com melhores atributos ao nível da potência e resistência física como são Mangala e Jackson: dois jogadores de ‘Champions’! Ainda que “batam” as cláusulas de rescisão, seria complicado perdê-los.   

Makita 1989 (com FC Porto, Arsenal, Liverpool e Dinamo de Kiev)


Vítor Bruno


sexta-feira, 21 de junho de 2013

A delicada ‘posição 6’


Aproveitando os rumores sobre uma possível transferência de Fernando, hoje abordamos a importância que a delicada ‘posição 6’ tem ganho no 4-3-3 que o FC Porto tem privilegiado. Foi desde a ‘era Mourinho’ que o jogador da ‘posição 6’ começou a obedecer a determinadas características que o tornam essencial no momento da perda da bola. É esse momento específico do jogo que tem condicionado a opção por jogadores com as características de Costinha, Paulo Assunção e Fernando. Mas será que a dinâmica e eficácia do ‘4-3-3’ depende assim tanto de um jogador com determinadas características?
Fernando (e antes dele Paulo Assunção) é fortíssimo a antecipar a opção de passe do adversário no momento em que este sai para o contra-golpe. Ao antecipar esse movimento, o atual trinco do FC Porto impede com facilidade (através da falta ou do desarme) que o adversário explore o desposicionamento da nossa equipa. Ou seja, é preciso ter disponibilidade física e mental para estar 90 minutos de jogo apenas a controlar e a antecipar os movimentos adversários. Defour (o mais sério substituto de Fernando) terá essa disponibilidade? Talvez não, pois é um jogador com “pouco nervo”, menos esclarecido no desarme e que raramente tem o foco nas virtudes do adversário. Ainda assim, o belga oferece outras soluções: melhor visão periférica e qualidade de passe no primeiro momento da transição defesa-ataque. E quem sabe se não será fundamental atribuir-lhe uma nova responsabilidade, levando-o a sentir-se cada vez mais importante no «onze». 
Talvez não se deva dramatizar tanto esta diferente abordagem ao jogo do jogador da ‘posição 6’. O que se perde numas coisas, pode ganhar-se noutras. E a verdade é que nunca vimos Defour comprometer. É uma boa base para começar!

40ª edição do Teresa Herrera (com FC Porto, Real Madrid, At. Madrid e Fluminense)


Torneio Internacional Cidade do Porto - 1990


terça-feira, 18 de junho de 2013

Bernard, Rui Patrício e Ghilas


Começamos pelo craque brasileiro (na foto). O passe de ‘Bernardinho’ inflacionou bastante com as mais recentes exibições ao serviço do Atlético Mineiro e com o interesse do vice-campeão europeu Borussia de Dortmund. Estando o clube brasileiro ainda a disputar a Taça Libertadores (jogará a meia-final com os argentinos do Newell’s Old Boys), é natural que a nossa 'fantasia de verão' se torne cada vez mais inacessível. Talvez com a opção ‘partilha do passe’….
O interesse em Rui Patrício (fazendo fé nas notícias da imprensa indígena…) parece o menos oportuno desta curta lista de 3 nomes. Tendo Helton contrato por mais uma época e estando Fabiano na linha de sucessão, Rui Patrício só se compreende em face do interesse do Benfica no jogador. Jorge Jesus deixou de confiar em Artur (algo natural em face das desastradas exibições da última época) e Rui Patrício é o único guarda-redes português com qualidade para assumir a baliza do Benfica. Se o FC Porto garantisse Patrício, isso implicaria que o nosso maior rival tivesse que optar por um guarda-redes estrangeiro, com todos os ‘handicaps’ que essa opção traz em termos de adaptação a uma nova realidade e novas rotinas. O FC Porto gosta de condicionar o rival….
Por fim, o menos dispendioso de todos: Ghilas! É jovem, barato e conhece a nossa Liga. E o argelino pode perfeitamente ser utilizado em simultâneo com Jackson Martinez, pois tem características (humildade, força, potência e versatilidade) semelhantes às de Derlei, que também encaixava numa das faixas do ‘4-3-3’  de José Mourinho. 

Stephane Demol


Pré-época 1989/90


quarta-feira, 12 de junho de 2013

A progredir onde era necessário


Mesmo salvaguardando que ainda pode ocorrer uma ou outra saída (Fernando e talvez um dos defesas-centrais), ficamos com a sensação que o FC Porto está a fazer um esforço para corrigir a grande lacuna da época passada: o plantel curto (principalmente do meio-campo para a frente).
Não nos surpreendeu que neste defeso o FC Porto tivesse privilegiado a zona central do terreno no que a reforços diz respeito, sendo que alguns deles (Carlos Eduardo, Josué,….) podem perfeitamente ser utilizados numa das faixas do ‘4-3-3’, naquela ‘função híbrida’ também atribuída a James Rodriguez. Ainda assim, não seria surpreendente se o FC Porto fosse ao mercado em busca de um extremo puro, pois Varela, Licá, Kelvin e Ricardo parecem insuficientes se Paulo Fonseca optar, como prevemos, pelo ‘4-3-3’.
Mas o que neste momento mais salta à vista é a forma oportuna e criteriosa como o FC Porto atacou o mercado: 6 jogadores jovens (todos com idade inferior a 24 anos), sendo que 4 deles conhecem a nossa Liga.
O grande alicerce do FC Porto durante o tricampeonato (João Moutinho) saiu, mas com mais um extremo e uma alternativa a Jackson o FC Porto ficará com um plantel rico e praticamente fechado a mais de um mês do início da época. Um upgrade em relação à época passada! 

O FC Porto no 'Sir John Moores Centenary Trophy 1996' (com Everton, Liverpool e Borussia Monchengladbach)



O outro russo