É uma das primeiras conclusões a
tirar do FC Porto 2013/14. Os princípios que Paulo Fonseca pretende impor são
muito dinâmicos, mas também exigem mais disponibilidade física aos jogadores. O
FC Porto coloca agora mais gente na área do adversário. No entanto, o que pode
parecer ameaçador para os adversários também nos vai exigir mais em termos de
transição defensiva: os jogadores vão correr mais e ter raios de ação mais largos, um primeiro grande contraste com o futebol mais posicional e disciplinado (e
também mais aborrecido!) do FC Porto de Vítor Pereira. Esta época impõe-se uma
gestão mais cuidadosa na vertente física. Mas Paulo Fonseca tem uma boa
almofada: um plantel mais forte que em 2012/13, o que pode ajudar a estender
até Maio este futebol mais vertical e empolgante mas também mais desgastante
fisicamente.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Um FC Porto gourmet
Sem qualquer arrogância:
isto já começa a ser uma tradição, o Agosto futebolístico abre com a vitória do
FC Porto na Supertaça. É claro que este ano as circunstâncias em que chegávamos
a Aveiro eram um pouco diferentes. A fasquia estava um pouquinho mais alta em
virtude da expectativa gerada pela chegada de Paulo Fonseca e de um possível
‘upgrade’ no futebol apresentado na época passada pelo FC Porto de Vítor
Pereira. Fonseca passou o primeiro teste. A comparação será algo prematura, mas
o FC Porto foi bem mais entusiasmante ontem do que no jogo da Supertaça da
época passada (o adversário também nos pareceu menos bem preparado do que a
Académica de Pedro Emanuel). E o FC Porto até jogou melhor do que o resultado
final pressupõe. Foi um FC Porto gourmet
como há muito não víamos.
A 20ª Supertaça da
nossa história é um bom começo de época e permite-nos consolidar a vantagem no
número total de títulos conquistados no Futebol. Recordar que a meio da época
passada os adeptos (e os responsáveis!) do nosso maior rival estavam
convencidos que poderiam igualar o FC Porto. Não só não igualaram, como agora ainda
assistem ao alargar da nossa vantagem: 74-69!
A visita a Setúbal, na estreia do
campeonato, será bem mais agradável já com um título conquistado.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Oportunidade para uma boa primeira impressão
Amanhã não jogaremos
apenas a conquista da Supertaça. Com a expectativa e o entusiasmo que este novo
ciclo está a gerar nos adeptos, a exibição e o estilo do ‘FC Porto de Paulo
Fonseca’ também vão estar em avaliação.
O jogo apático e pouco
alegre (e resolvido apenas no minuto 90!) da Supertaça da época passada, frente
à Académica, ainda está na nossa memória, ou seja, mais do que a conquista do
troféu, o que mexe com as expectativas dos adeptos portistas é o tipo de
futebol que o ‘FC Porto de Paulo Fonseca’ vai apresentar já amanhã. Não haverá
uma segunda oportunidade para causar uma boa primeira impressão.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Quintero e Lucho
A exibição de Juan
Quintero no jogo do passado domingo veio baralhar um pouco os planos que Paulo
Fonseca tinha para os primeiros jogos oficiais da época. Não sabemos se a opção
que o treinador do FC Porto assumiu relativamente ao posicionamento em campo dos
jogadores (atribuiu logo no início do estágio as posições a cada um) ainda
poderá ser alvo de ajustamentos. Seria saudável se assim fosse, pois Quintero e
Lucho Gonzalez (os casos mais evidentes, por agora) poderão vir a ser mais úteis
noutros lugares. O colombiano tem cultura tática (a passagem pelo futebol
italiano ajudou-o) e pode aproveitar a inconstância que Kelvin e Iturbe ainda
revelam, pelo menos até à chegada do provável reforço para as alas.
Quem também pode
beneficiar das dificuldades de afirmação de Kelvin e Iturbe é Lucho Gonzalez.
‘El Comandante’ parece ainda não estar assim tão à vontade na ‘posição 10’
(algo natural, pois a sua visão periférica do campo torna-o um perfeito nº 8),
mas pode ficar sem concorrente direto se Quintero for ‘desviado’ para a faixa. Vamos
lá ver se Lucho ainda vai a tempo de moldar o seu jogo às características de um
‘camisola 10’ ou se Paulo Fonseca será obrigado a recuá-lo no terreno. A
passagem pelo banco de suplentes também pode ser equacionada. Mas atenção, ‘El
Comandante’ gosta de se sentir útil e importante….
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
O importante é levantar a Taça, no sábado
Foram poucas as novidades (uma boa notícia!) na passagem do
FC Porto pela Emirates Cup. A equipa continua a conceder poucas oportunidades
de golo aos adversários (apenas 2 golos sofridos, e ambos de penalti). É
expectável que a defesa continue a ser o grande alicerce do FC Porto em
2013/14. Deve ser uma excelente garantia para um treinador saber que vai
começar a trabalhar uma equipa com uma base tão sólida e consistente.
Mas os jogos da Liga portuguesa têm outras particularidades
e, tal como o Celta de Vigo provou, o FC Porto pode ainda não estar preparado
para tudo. Ainda assim, a pré-época merece nota claramente positiva.
Mantiveram-se os hábitos de vitória e Paulo Fonseca conseguiu fazer um trabalho
sem contratempos: não houve lesões graves e nenhum jogador deixou o plantel em
plena pré-época. Não se pode é dizer que as poucas dúvidas do treinador tenham
sido desfeitas nestes dois jogos. Os dois lugares em aberto no «onze» continuam
'tremidos'. Defour está a ser muito pressionado por Josué e Hector Herrera
(joga simples e de cabeça levantada), enquanto que Iturbe e Kelvin dividem
percentagens de apostas para acompanhar Varela e Jackson no ataque. Sejam quais forem as escolhas, ganhar a Supertaça, com uma
exibição mais vistosa do que a realizada há um ano atrás, também em Aveiro, é o
nosso próximo objetivo.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Os substitutos de James e Moutinho
A uma semana do início
das competições oficiais ainda são muitas as dúvidas de Paulo Fonseca
relativamente aos jogadores que, teoricamente, serão os substitutos de James e
Moutinho. É justo afirmar que estaríamos sempre dependentes do tempo, seria impossível
ao treinador do FC Porto encontrar dois substitutos que, logo nos primeiros
jogos oficiais, igualassem o nível atingido por James e Moutinho (apesar de o
primeiro já ter terminado a época passada algo “desligado”).
O companheiro de Varela
e Jackson no ataque sairá do grupo constituído por Kelvin (ainda não encontrou
o timing de soltar a bola), Izmailov (lesionado!), Licá (ainda lhe “pesa” a
camisola) e Iturbe. Bernard continua a ser apenas um sonho….
Iturbe esteve muito apagado
(a equipa também!) com o Celta de Vigo, mas o rendimento do argentino nos jogos
anteriores faz-nos acreditar que será ele a fazer companhia a Jackson e Varela
no jogo da Supertaça. Não tem a classe nem o discernimento de James, mas tem
mais nervo e vontade que o colombiano.
O lugar de Moutinho deverá ser atribuído a Defour (legítimo face ao tempo que leva no Dragão). O belga
raramente compromete, mas não tem sido capaz de um ‘golpe de asa’ (progressão
com bola, passe de rutura ou remate de longa distância) que leve a equipa ao
golo. Toda a gente tem sido tolerante com Defour, mas duvidamos que tivesse tantas
oportunidades no «onze» se fosse português e não tivesse custado 6 milhões de
euros. Não seria surpreendente se nos próximos jogos Paulo Fonseca optasse por
Josué ou Herrera no lugar do belga. Os jogos da Emirates Cup e da
Supertaça serão decisivos.
terça-feira, 30 de julho de 2013
2+1 ou 1+2?
É o tema que gera maior
discussão entre os adeptos do FC Porto nesta pré-época (quem dera a muitos
clubes e treinadores europeus terem apenas este tipo de dilemas na
pré-temporada…): um meio campo em 2+1 (duplo pivot) ou em 1+2 (apenas um
trinco)?
E qual a premissa a
aplicar: um meio-campo posicionado em função das ideias do treinador ou um
meio-campo posicionado em função das características dos jogadores (e de
Fernando neste caso particular)?
Os dois modelos
apresentam virtudes e defeitos (seria um tema para discutir durante uma tarde
inteira como diz Paulo Fonseca): - Fernando surge mais confortável no 1+2, com um
raio de acção mais largo, jogando sozinho à frente da defesa; - a
equipa já vinha rotinada com um meio-campo em 1+2, ou seja, vamos correr mais
riscos ao alterar o sistema, pelo menos no início; - por outro lado, o duplo
pivot permite uma primeira zona de construção com mais critério e
versatilidade, e também permite que Lucho Gonzalez fique com uma tarefa mais
específica, ficando com maior disponibilidade física para assumir o papel de nº
10 (no entanto, o trinco adversário também fica com uma referência de
marcação); Há imperfeições e virtudes
nos dois modelos.
Julgamos que o mais
importante é o treinador do FC Porto levar as suas ideias até ao fim. Se a
opção definitiva recair num meio-campo em duplo pivot (2+1), então resta-nos
respeitar e apoiar essa decisão, esperando que os jogadores a assimilem o mais
rapidamente possível. Sem dramas, pois há rotinas e métodos bem mais
complicados de assimilar numa pré-época!
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Entusiasmo parece não faltar
O primeiro jogo mais a sério que
o FC Porto realizou na pré-época ainda não permitiu tirar grandes conclusões,
mas já deu para perceber que Paulo Fonseca vai manter o ‘4-3-3’. A grande
curiosidade reside em saber quais os planos do treinador para as dinâmicas e
posicionamento do trio de meio-campo. Esse planeamento parece estar dependente
da possível saída de Fernando, um jogador com características muito próprias e que
se ajustam na perfeição ao ‘triângulo invertido’ que o FC Porto privilegia no centro
do campo. Quanto mais depressa a situação de Fernando ficar definida (renovação
ou saída?), mais cedo Paulo Fonseca definirá o que vai ser o meio-campo do FC
Porto em 2013/14. Essa será das poucas incógnitas num FC Porto que este ano
surgiu muito criterioso e agressivo no mercado. Há muito tempo que os desejos
dos adeptos não coincidiam tanto com as escolhas da ‘estrutura’. Esse eficaz e
atempado planeamento levou a que se instalasse uma aura de confiança e
entusiasmo nos adeptos. A verdade é que já andávamos a salivar por ver este
renovado FC Porto que muito promete. E o que se pede a Paulo Fonseca até é "simples": continuar a ganhar, mas fazê-lo com mais estilo!
PS: O ‘Paixão pelo Porto’ também
vai de férias. Regressamos aos ‘posts’ por alturas da ‘Emirates Cup’.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Cuidado, serão 10 caras novas (ou mais!)
Diego Reyes, Carlos
Eduardo, Tiago Rodrigues, Josué, Hector Herrera, Ricardo e Licá já estão
garantidos. Se a estes 7 juntarmos os 3 que ainda pretendemos (Quintero,
Bernard e Ghilas), serão pelo menos 10 as caras novas no plantel 2013/14. Está
garantido o entusiasmo para os jogos de pré-época, mas é preciso não correr o
risco de confundir a ‘qualidade do plantel’ com a ‘qualidade do onze’. O
plantel vai ter mais soluções, mas a integração dos novos reforços vai ser mais demorada (mais de metade correm o risco de não ser utilizados no «onze» inicial, pelo
menos numa primeira fase).
Num puro exercício
teórico, arriscamos a dizer que neste momento estarão apenas 2 ou 3 lugares
disponíveis no «onze» para os que agora chegaram ao FC Porto. Helton, Danilo,
Alex Sandro, Mangala, Otamendi (ou Maicon), Defour, Lucho e Jackson tem
presença quase garantida no «onze», ou seja, apesar dos novos reforços nos
terem deixado de ‘água na boca’, no início será difícil satisfazer todos.
Hector Herrera, Licá e Bernard (a concretizar-se a transferência!) são as
nossas apostas para, numa primeira fase, preencherem os lugares em aberto.
Assim, só mais para a
frente saberemos se o FC Porto ficou de facto mais forte. O que não podemos
negar é que foi feito um esforço para aumentar a qualidade das segundas linhas
e dessa forma minimizar o efeito do desgaste no último terço da época (seria
assustador correr o risco de ver novamente o FC Porto apresentar-se na Luz com
um banco composto apenas por jogadores da equipa B).
Mas há uma circunstância
que joga a favor de Paulo Fonseca e dos muitos jogadores que agora chegaram: o FC Porto não terá
necessidade de mexer no ‘sector defensivo’, o alicerce que vai ajudar a
suportar as várias experiências que no início o treinador terá
necessariamente de fazer do meio-campo para a frente.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Suspirar por 31 de Agosto
É uma espera (pela data
de fecho do mercado) que se repete todos os anos e a única forma de a evitar (ou
encurtar) seria obrigar a FIFA a revê-la: não faz sentido prolongar o prazo
para lá do início das competições oficiais. O mais justo e sensato seria
estabelecer o dia 31 de Julho ou, no máximo, a segunda quinzena de Agosto como
data de fecho do mercado. Este ritual até é lisonjeiro para o FC Porto (é sinal
que continuamos a escolher bem e a ter jogadores que cativam os grandes
clubes), mas ao mesmo tempo acaba por criar indefinição no plantel e dispersar
os jogadores. E se pensarmos que distam 90 dias entre a oficialização das
saídas de James e Moutinho e o dia 31 de Agosto, chegamos à conclusão que o FC
Porto ainda vai receber muitas propostas durante estes intermináveis 3 meses de
mercado.
Fernando e Atsu não são
propriamente insubstituíveis, mas o mesmo já não se pode dizer de Mangala e
Jackson Martinez. Uma coisa é perder James, Moutinho e Fernando, outra é juntar-lhes
não apenas os melhores defesa e avançado do atual plantel mas também os dois atletas
do FC Porto com melhores atributos ao nível da potência e resistência física
como são Mangala e Jackson: dois jogadores de ‘Champions’! Ainda que “batam” as
cláusulas de rescisão, seria complicado perdê-los.
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