quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Quem sai para entrar Quintero?


Foi o próprio Paulo Fonseca que o reconheceu: em breve haverá lugar para Quintero no «onze». A questão que agora se coloca é quem será o escolhido para dar lugar ao colombiano. Já se percebeu que Paulo Fonseca dificilmente abdicará de dois médios que mantenham os equilíbrios e sejam o alicerce da equipa. Como Defour e Fernando são muito importantes na cobertura aos laterais (algo que Lucho já não consegue oferecer), e sendo ‘El Comandante’ uma espécie de farol em campo do treinador e dos próprios colegas, julgamos que será Josué a dar lugar ao prodígio colombiano. Falta apenas avaliar como se vai portar Quintero alinhando logo de início: vai aguentar os 90 minutos? vai obrigar a equipa a redobrar atenções no momento da perda da bola? vai ser solidário na transição defensiva? O jogo no Dragão (dia 14 de Setembro), frente ao Gil Vicente, será o teste perfeito para o wonderkid!
Com as primeiras jornadas da ‘Champions’ muito próximas (18 de Setembro e 1 de Outubro) e a recuperação de Varela no horizonte, o FC Porto terá possibilidades de iniciar a competição com o seu «onze» mais forte e em plenas condições físicas: Helton, Danilo, Mangala, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, Defour e Lucho; Varela, Jackson e Quintero;

Gomes


Sousa (no México 86)


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

4 vitórias = Supertaça + liderança da Liga


Objetivo cumprido: 4 vitórias, neste pequeno ciclo pré-fecho de mercado, que correspondem à conquista de um troféu e à liderança da Liga. Mérito de Paulo Fonseca e da estrutura do FC Porto que souberam manter os jogadores focados e motivados apesar dos rumores do mercado.
Ontem o FC Porto não conseguiu manter o nível dos jogos anteriores (é impossível jogar com brilhantismo todas as jornadas de um campeonato), mas manteve-se sólido e compacto (a única oportunidade de golo do adversário resultou de uma oferta de Maicon). Do outro lado esteve um Paços bem menos desafiador do que aquele que defrontou o Zenit, mas o FC Porto teve paciência e nunca ficou ansioso por o golo não aparecer.       
O nosso trilho será seguido independentemente dos resultados dos rivais. Aliás, o FC Porto tinha muito pouco interesse no resultado do derby de Lisboa. O empate em Alvalade serviu mais para arrefecer o histerismo da imprensa indígena: não houve reabilitação do Benfica nem se manteve a liderança do Sporting!

Mly


FC Porto 1975/76


Em cima (da esq. p/ dta): Rodolfo, Ronaldo, Simões, Alhinho, Murça e Tibi;
Em baixo (da esq. p/ dta): Oliveira, Octávio, Cubillas, Seninho e Dinis; 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Um carrossel


O jogo deste fim-de-semana, frente ao Marítimo, surgia como um espécie de primeiro tira-teimas em relação ao que o FC Porto fez nos primeiros dois jogos oficiais da época. A exibição escorreita e empolgante na Supertaça contrastou com o confuso e pouco fluído jogo do Bonfim. Reconheça-se ainda assim que nenhuma equipa grande se sente confortável enfrentando um adversário combativo (o Vitória jogou a vida em cada bola dividida!) e num relvado em péssimas condições como o que o FC Porto encontrou em Setúbal (queremos acreditar que os responsáveis do Vitória tudo fizeram para melhorar as condições do terreno de jogo…). O ‘elan’ de ontem foi completamente diferente: estádio cheio, publico entusiasta e um adversário com futebol positivo mas que pouco pode fazer para contrariar o jogo cativante e envolvente do FC Porto (aquelas triângulações no meio-campo adversário são deliciosas!), um carrossel a que faltaram mais golos por, aqui e ali, termos caprichado demasiado na definição do último passe e remate.
O FC Porto (ainda) não é a máquina trituradora que a exibição na Supertaça parecia anunciar mas que há boas vibrações no nosso jogo, lá isso há. Julgamos que desta vez, e ao contrário do que aconteceu na época anterior, o FC Porto não vai querer deixar que o campeonato se decida nos pormenores. 

Futre


Anderlecht - FC Porto (1-0) Playoff da 'Champions' 2000/01


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Exigentes só depois do fecho de mercado


As quase 4 décadas que o FC Porto leva de sucessivas conquistas tornaram-nos adeptos cada vez mais exigentes e menos condescendentes. Isso também se reflete de cada vez que chega um novo treinador. Paulo Fonseca realizou apenas dois jogos oficiais (6 golos marcados e apenas 1 sofrido), no entanto, as suas opções já são dissecadas de forma meticulosa (chega-se ao ponto de questionar o motivo de um jogador que estava no banco não ter entrado 5 ou 10 minutos antes…). Até arriscamos a dizer que treinadores como Pep Guardiola ou Carlo Ancelotti (também chegaram agora a Bayern de Munique e Real Madrid, respetivamente) têm mais condescendência dos adeptos que Paulo Fonseca.
As 3 últimas semanas de Agosto são sempre um período conturbado e condicionado pelo mercado de transferências. Faz todo o sentido que o treinador do FC Porto goze de alguma tolerância por parte dos adeptos nestas primeiras semanas de competição oficial. Seremos mais exigentes e vigilantes depois da data de fecho de mercado. Até lá, o importante será garantir mais duas vitórias (Marítimo e Paços de Ferreira) de forma a iniciarmos o ciclo pós-fecho de mercado (e pós-jogos da Seleção) na frente da Liga. É justo que a qualidade do futebol apresentado pelo FC Porto seja esmiuçada um pouco mais tarde, em Setembro, já com o plantel fechado e jogadores de cabeça limpa. Pra já, concentremo-nos na possibilidade de fazer 9 pontos!    

Madjer e a Intercontinental


O FC Porto na Volta 1934


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Wonderkid


A sempre imprevisível 1ª jornada da Liga acabou por ser generosa para o FC Porto que venceu um jogo confuso e difícil, e viu o maior rival deixar 3 pontos na Madeira.
Foi um FC Porto por vezes demasiado seguro de si (principalmente os defesas, muito pouco práticos) e que teve no relvado um adversário tão complicado como o Vitória. Não serve de atenuante ao jogo menos conseguido do FC Porto, mas julgamos que o mau estado do relvado terá prejudicado mais a equipa que teve menos espaço para jogar. E o FC Porto até estava a fazer (quase) tudo bem até à desatenção que levou ao golo do Vitória. 
Acabou por ser o prodígio Quintero a desbloquear um jogo que o sempre irritante José Mota (sabe que tem tempo de antena garantido sempre que barafusta contra o FC Porto) quis insinuar ter sido decidido pelo árbitro. Não foi, foi o wonderkid a decidir!

Gomes


FC Porto 1985/86


Em cima (da esq. p/ dta): Eurico, Lima Pereira, Fernando Gomes, Inácio, João Pinto e Zé Beto;
Em baixo (da esq. p/ dta): Frasco, Jaime Magalhães, André, Quim e Futre; 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Um modelo fisicamente mais exigente


É uma das primeiras conclusões a tirar do FC Porto 2013/14. Os princípios que Paulo Fonseca pretende impor são muito dinâmicos, mas também exigem mais disponibilidade física aos jogadores. O FC Porto coloca agora mais gente na área do adversário. No entanto, o que pode parecer ameaçador para os adversários também nos vai exigir mais em termos de transição defensiva: os jogadores vão correr mais e ter raios de ação mais largos, um primeiro grande contraste com o futebol mais posicional e disciplinado (e também mais aborrecido!) do FC Porto de Vítor Pereira. Esta época impõe-se uma gestão mais cuidadosa na vertente física. Mas Paulo Fonseca tem uma boa almofada: um plantel mais forte que em 2012/13, o que pode ajudar a estender até Maio este futebol mais vertical e empolgante mas também mais desgastante fisicamente. 

Branco (no Génova)


Cubillas