terça-feira, 10 de setembro de 2013
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Quem sai para entrar Quintero?
Foi o próprio Paulo
Fonseca que o reconheceu: em breve haverá lugar para Quintero no «onze». A
questão que agora se coloca é quem será o escolhido para dar lugar ao
colombiano. Já se percebeu que Paulo Fonseca dificilmente abdicará de dois
médios que mantenham os equilíbrios e sejam o alicerce da equipa. Como Defour e
Fernando são muito importantes na cobertura aos laterais (algo que Lucho já não
consegue oferecer), e sendo ‘El Comandante’ uma espécie de farol em campo do treinador
e dos próprios colegas, julgamos que será Josué a dar lugar ao prodígio
colombiano. Falta apenas avaliar como se vai portar Quintero alinhando logo de
início: vai aguentar os 90 minutos? vai obrigar a equipa a redobrar atenções no
momento da perda da bola? vai ser solidário na transição defensiva? O jogo no
Dragão (dia 14 de Setembro), frente ao Gil Vicente, será o teste perfeito para
o wonderkid!
Com as primeiras
jornadas da ‘Champions’ muito próximas (18 de Setembro e 1 de Outubro) e a
recuperação de Varela no horizonte, o FC Porto terá possibilidades de iniciar a
competição com o seu «onze» mais forte e em plenas condições físicas: Helton,
Danilo, Mangala, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, Defour e Lucho; Varela,
Jackson e Quintero;
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
4 vitórias = Supertaça + liderança da Liga
Objetivo cumprido: 4
vitórias, neste pequeno ciclo pré-fecho de mercado, que correspondem à
conquista de um troféu e à liderança da Liga. Mérito de Paulo Fonseca e da
estrutura do FC Porto que souberam manter os jogadores focados e motivados
apesar dos rumores do mercado.
Ontem o FC Porto não
conseguiu manter o nível dos jogos anteriores (é impossível jogar com
brilhantismo todas as jornadas de um campeonato), mas manteve-se sólido e
compacto (a única oportunidade de golo do adversário resultou de uma oferta de
Maicon). Do outro lado esteve um Paços bem menos desafiador do que aquele que
defrontou o Zenit, mas o FC Porto teve paciência e nunca ficou ansioso por o
golo não aparecer.
O nosso trilho será
seguido independentemente dos resultados dos rivais. Aliás, o FC Porto tinha
muito pouco interesse no resultado do derby de Lisboa. O empate em Alvalade
serviu mais para arrefecer o histerismo da imprensa indígena: não houve
reabilitação do Benfica nem se manteve a liderança do Sporting!
FC Porto 1975/76
Em cima (da esq. p/ dta): Rodolfo, Ronaldo,
Simões, Alhinho, Murça e Tibi;
Em baixo (da esq. p/ dta):
Oliveira, Octávio, Cubillas, Seninho e Dinis;
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Um carrossel
O
jogo deste fim-de-semana, frente ao Marítimo, surgia como um espécie de
primeiro tira-teimas em relação ao que o FC Porto fez nos primeiros dois jogos
oficiais da época. A exibição escorreita e empolgante na Supertaça contrastou
com o confuso e pouco fluído jogo do Bonfim. Reconheça-se ainda assim que
nenhuma equipa grande se sente confortável enfrentando um adversário combativo
(o Vitória jogou a vida em cada bola dividida!) e num relvado em péssimas
condições como o que o FC Porto encontrou em Setúbal (queremos acreditar que os
responsáveis do Vitória tudo fizeram para melhorar as condições do terreno de
jogo…). O ‘elan’ de ontem foi completamente diferente: estádio cheio, publico
entusiasta e um adversário com futebol positivo mas que pouco pode fazer para
contrariar o jogo cativante e envolvente do FC Porto (aquelas triângulações no
meio-campo adversário são deliciosas!), um carrossel a que faltaram mais golos
por, aqui e ali, termos caprichado demasiado na definição do último passe e remate.
O
FC Porto (ainda) não é a máquina trituradora que a exibição na Supertaça
parecia anunciar mas que há boas vibrações no nosso jogo, lá isso há. Julgamos
que desta vez, e ao contrário do que aconteceu na época anterior, o FC Porto
não vai querer deixar que o campeonato se decida nos pormenores.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Exigentes só depois do fecho de mercado
As quase 4 décadas que o
FC Porto leva de sucessivas conquistas tornaram-nos adeptos cada vez mais
exigentes e menos condescendentes. Isso também se reflete de cada vez que chega
um novo treinador. Paulo Fonseca realizou apenas dois jogos oficiais (6 golos
marcados e apenas 1 sofrido), no entanto, as suas opções já são dissecadas de
forma meticulosa (chega-se ao ponto de questionar o motivo de um jogador que
estava no banco não ter entrado 5 ou 10 minutos antes…). Até arriscamos a dizer
que treinadores como Pep Guardiola ou Carlo Ancelotti (também chegaram agora a
Bayern de Munique e Real Madrid, respetivamente) têm mais condescendência dos
adeptos que Paulo Fonseca.
As 3 últimas semanas de
Agosto são sempre um período conturbado e condicionado pelo mercado de
transferências. Faz todo o sentido que o treinador do FC Porto goze de alguma tolerância
por parte dos adeptos nestas primeiras semanas de competição oficial. Seremos
mais exigentes e vigilantes depois da data de fecho de mercado. Até lá, o
importante será garantir mais duas vitórias (Marítimo e Paços de Ferreira) de
forma a iniciarmos o ciclo pós-fecho de mercado (e pós-jogos da Seleção) na
frente da Liga. É justo que a qualidade do futebol apresentado pelo FC Porto seja
esmiuçada um pouco mais tarde, em Setembro, já com o plantel fechado e
jogadores de cabeça limpa. Pra já, concentremo-nos na possibilidade de fazer 9
pontos!
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Wonderkid
A sempre imprevisível 1ª
jornada da Liga acabou por ser generosa para o FC Porto que venceu um jogo
confuso e difícil, e viu o maior rival deixar 3 pontos na Madeira.
Foi um FC Porto por
vezes demasiado seguro de si (principalmente os defesas, muito pouco práticos)
e que teve no relvado um adversário tão complicado como o Vitória. Não serve de
atenuante ao jogo menos conseguido do FC Porto, mas julgamos que o mau estado
do relvado terá prejudicado mais a equipa que teve menos espaço para jogar. E o FC Porto até estava a fazer (quase) tudo bem até à desatenção que levou ao golo do Vitória.
Acabou por ser o
prodígio Quintero a desbloquear um jogo que o sempre irritante José Mota (sabe
que tem tempo de antena garantido sempre que barafusta contra o FC Porto) quis insinuar ter sido decidido pelo árbitro.
Não foi, foi o wonderkid a decidir!
FC Porto 1985/86
Em cima (da esq. p/
dta): Eurico, Lima Pereira, Fernando Gomes, Inácio, João Pinto e Zé Beto;
Em baixo (da esq. p/
dta): Frasco, Jaime Magalhães, André, Quim e Futre;
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Um modelo fisicamente mais exigente
É uma das primeiras conclusões a
tirar do FC Porto 2013/14. Os princípios que Paulo Fonseca pretende impor são
muito dinâmicos, mas também exigem mais disponibilidade física aos jogadores. O
FC Porto coloca agora mais gente na área do adversário. No entanto, o que pode
parecer ameaçador para os adversários também nos vai exigir mais em termos de
transição defensiva: os jogadores vão correr mais e ter raios de ação mais largos, um primeiro grande contraste com o futebol mais posicional e disciplinado (e
também mais aborrecido!) do FC Porto de Vítor Pereira. Esta época impõe-se uma
gestão mais cuidadosa na vertente física. Mas Paulo Fonseca tem uma boa
almofada: um plantel mais forte que em 2012/13, o que pode ajudar a estender
até Maio este futebol mais vertical e empolgante mas também mais desgastante
fisicamente.
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