O 'Paixão pelo Porto' faz hoje um parêntesis no acompanhamento da história e da actualidade do "nosso" FC Porto para recuperar uma crónica de um diário desportivo depois do Belenenses-Benfica de Sexta-feira passada.Apesar de não ser essa a génese do 'blog', o sectarismo de alguma imprensa desportiva é tão evidente que me convidou a recuperar alguns excertos dessa crónica sobre o 'derby' do Restelo. Sim, porque eu simplesmente não quería acreditar no que estava a ler!
Se a crónica em causa tivesse sido escrita em romeno, qualquer leitor menos atento ía julgar que se tratava de uma edição de um periódico daquele país de Leste com o rescaldo de um jogo do Steaua de Bucareste em pleno regime ditatorial de Ceausescu. Naquela altura, a policia secreta ('Securitate') mantinha um controle firme sobre a liberdade de expressão e os meios de comunicação social, e não tolerava qualquer tipo de crítica ou apreciação desfavorável aos méritos do clube do regime, o histórico Steaua de Bucareste. A imprensa desportiva tinha ordens para enaltecer todo e qualquer tipo de feito do maior clube da capital e, ao mesmo tempo, branquear qualquer tentativa de outro clube para se impor e afirmar no futebol romeno. Quem não o fizesse...
A comparação é excessiva mas, quase 20 anos depois do fim do regime comunista romeno, ainda conseguimos assistir a alguns regressos ao passado na imprensa escrita portuguesa. Recordar é viver!Senão reparem, o jornalista começa por afirmar que se assistiu a um grande espectáculo no Estádio do Restelo (pergunto o que terá sido o Nacional-FC Porto, um épico?), para logo depois nos brindar, de forma detalhada, com o conjunto de erros do árbitro que, supostamente, terá prejudicado o Benfica. Isto depois de várias semanas em que o nosso maior rival mais não fez do que aproveitar os constantes equívocos das equipas de arbitragem para vencer os seus jogos. Pelo meio ainda sobram elogios às qualidades (!?) de Pablo Aimar, não fosse ele candidato a 'Bidone d'Oro' da Liga portuguesa 2008/09! Só lendo...
Será que o Belenenses vai sofrer represálias da 'Securitate', perdão, d' A Bola, por ter roubado pontos ao primeiro classificado da Liga?
O treinador do Benfica, Quique Flores, é que “não vai em crónicas” e ainda é dos poucos a manter a lucidez: «Sobram capas de jornais e falta rendimento», comentou no final.

Hoje, em vez de pressionar um pouco mais à frente, o FC Porto optou por consentir o domínio territorial do jogo ao Braga. Uma postura pouco prudente mas que acabou por permitir uma fluidez de jogo que o FC Porto não tinha apresentado nos últimos jogos. A maior posse de bola do Braga esbarrou sempre no rigor e concentração defensiva do FC Porto. Apesar de ter consentido muitos cruzamentos, o FC Porto defendeu quase sempre bem. Rolando e Fucile, por exemplo, não perderam um único lance dentro da área do FC Porto. Excelente posicionamento defensivo!

Segundo a imprensa, o FC Porto pode anular a deslocação a Alvalade se o jogo da outra meia-final, entre Benfica e Vit. Guimarães, for adiado. Uma ameaça algo irreflectida porque, se é um facto que o Benfica tería mais dias de descanso antes do clássico, os outros clubes envolvidos devem merecer a consideração que, infelizmente, a Liga não parece conseguir mostrar. Independentemente do adiamento da meia-final entre Benfica e Vit. Guimarães, o FC Porto devería sempre comparecer ao seu jogo. No entanto, também deve assumir que o jogo da Taça da Liga surge num momento delicado da época. Se o jogo da meia-final fica entre dois jogos importantes do campeonato, e surge numa altura em que também discutimos a nossa continuidade na Taça de Portugal, não há que hesitar: jogamos com a ‘equipa B’ em Alvalade!
Recentemente, o comentador desportivo Rui Moreira tem insistido em criticar a actual política desportiva e de formação do FC Porto. Parece-me que a apreciação é demasiado excessiva tendo em conta as mais-valias que o FC Porto tem conseguido com transferências de jovens jogadores para outros clubes. Sim, porque é importante não confundir a formação de jovens jogadores com a passagem dos mesmos ao plantel principal. Na semana anterior, Jesualdo chamou a atenção para o facto de o FC Porto ser um clube formador. Fê-lo em forma de auto-elogio, mas não deixa de ter alguma razão porque os jovens que chegam ao FC Porto oriundos de outros clubes também necessitam de ser formados. Será uma formação diferente porque visa o desenvolvimento físico e táctico dos jogadores, o potencial já lá está.
Senão reparem, grande parte dos jovens jogadores que recentemente foram transferidos pelo FC Porto, e que renderam milhões de euros à SAD, nem sequer foram formados no clube. Deco, Paulo Ferreira, Bosingwa, Anderson e Pepe, por exemplo, chegaram ao FC Porto com a sua formação juvenil realizada mas alguns sem cultura táctica e mentalidade para representar um grande clube. No entanto, depois de adaptados a uma nova realidade, ganharam títulos e projecção internacional. Certamente que, dentro de 2 ou 3 meses, o jovem Cissokho será um jogador diferente daquele que agora chegou ao FC Porto. Isto também é formação!
Raúl Meireles, Bruno Alves (formado no FC Porto), Fernando e Fucile, entre outros, são outros exemplos de jogadores que quando chegaram ao FC Porto não tinham potencial para entrar no «onze» e que agora são quase imprescindíveis para Jesualdo Ferreira.
Das duas uma, ou Rui Moreira é daqueles que nunca está satisfeito ou então quer criar um suposto facto para colocar em causa a actual (vitoriosa) política desportiva e de formação da SAD. A formação deve essencialmente servir para criar condições para que no futuro os jovens possam regressar ao FC Porto. Um trabalho que actualmente tem o aval de Jesualdo Ferreira e que passa também pelo actual Director Geral da SAD, Antero Henrique, e pelo coordenador das camadas jovens, Luís Castro. Os títulos não implicam ter jovens da formação no plantel principal. A cultura de vitória é que é importante. Queremos continuar a ganhar!


O Boca Juniors, da Argentina, foi a última vítima do Once Caldas nessa edição da Libertadores. Depois de se terem registado dois empates nas duas mãos da final, o Once Caldas venceu os argentinos nas grandes penalidades. Foi a loucura na Colômbia!
Com a compreensão e ajuda do pai, André acabou por continuar a jogar e assinar pelo vizinho Varzim. «Assinei o primeiro contrato como profissional com 17 anos de idade, por indicação de António Teixeira, e fui logo campeão nacional da II Divisão. Recebi 4 contos de ordenado. Ganhava mais no mar, mas os meus pais viram que eu tinha mesmo vontade de ser futebolista e ajudaram-me. Acabei o primeiro contrato (que era de um ano) e pedi mais uma verbazinha. Não ma deram e fiquei à boa vida, porque nos clubes onde fui treinar-me não agradei. Um ano depois fui para o Ribeirão, que ajudei a subir da I Divisão Distrital à III Divisão Nacional. O Varzim voltou a contratar-me, a tropa prejudicou-me, não tinha hipóteses de ser titular e fui emprestado ao Ribeirão. Regressei no ano seguinte. Tinha uma força de vontade de vencer no futebol... Para o mar não queria voltar mais!»
Um dos primeiros a reparar nas qualidades do jovem trinco do Varzim foi José Maria Pedroto. O ex-treinador do FC Porto chegou a tentar contratá-lo quando orientava o Vit. Guimarães. No entanto, como André ainda estava vinculado ao Varzim por mais uma época, os clubes acabaram por não chegar a acordo. Uns anos mais tarde, confessaría que uma das maiores mágoas da sua carreira foi não ter tido a oportunidade de ser orientado pelo "Mestre".
Depois de debutar na Liga portuguesa, seguiu-se a estreia nas competições europeias, frente ao Ajax, a 18 de Setembro de 1985, na 1ª mão da 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus (vitória do FC Porto por 2-0, com golos de Laureta e Celso). No entanto, André só atingiría o auge do seu percurso europeu em 1986/87. Nessa época, o trinco do FC Porto foi fundamental na caminhada até à final de Viena. Além das excelentes exibições que realizou durante essa campanha, ainda marcou alguns golos que foram decisivos para o FC Porto chegar à final. O «carregador de piano» começou por marcar dois golos na goleada (9-0) imposta aos malteses do Rabat Ajax, logo na 1ª eliminatória. Seguiu-se novo golo na 2ª ronda da prova, desta vez ao abrir o marcador na 2ª mão da eliminatória frente ao Vitkovice. O último golo que marcou nessa edição da TCE ficou guardado para a recepção ao Dinamo de Kiev. Jogava-se a 1ª mão da meia-final e André abriu o marcador de penalti (em cima, na foto) depois de uma mão na bola do russo Andrei Bal. A verdadeira glória chegaría umas semanas depois, quando atingiu, e venceu, a Final da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Foram 30 anos, do nascimento, em Caxinas, até Viena. 

O sorteio da 2ª eliminatória ditou um Newcastle-FC Porto (em cima, a capa do programa oficial do jogo da 2ª mão). Os ingleses, antes de se cruzarem com o FC Porto, tiveram de ultrapassar o Dundee United (Escócia), também com duas vitórias (2-1 e 1-0).


No entanto, houve outro momento, na época 1983/84, que marcou a sua passagem pelo FC Porto. Foi na 1ª mão da 2ª eliminatória da Taça dos Vencedores das Taças dessa época. O sorteio colocou no caminho do FC Porto os escoceses do Glasgow Rangers. O jogo de Glasgow foi muito difícil para o FC Porto, que só no último minuto de jogo conseguiu marcar e adiar a decisão da eliminatória para as Antas. Foi Jacques que marcou esse golo! Os escoceses venciam por 2-0 quando, aos 89 minutos de jogo, o avançado do FC Porto reduziu para 2-1 e manteve o FC Porto na disputa da eliminatória. Na 2ª mão, o inevitável Fernando Gomes deu a vitória (1-0) ao FC Porto e desviou os escoceses do caminho que levou à final de Basileia. 
A 'Rayovac' foi fundada nos EUA (Wisconsin) em 1906. Depois de conquistar o mercado norte americano, a empresa chegaría à América do Sul nos anos 50, fazendo actualmente parte do dia-a-dia dos perúanos. O sucesso da empresa na América do Sul foi tão grande que levou os seus responsáveis a construir um laboratório de desenvolvimento e testes na região, o único do género na América Latina. 

Em 2005, o Peñarol propôs-lhe a renovação do contrato mas Rodriguez recusou a proposta pois considerava que o clube estava a dificultar a sua transferência para a Europa. Perante a relutância do uruguaio, a direcção do Peñarol optou por afastá-lo dos treinos durante algumas semanas. Essa medida, além de ter colocado o jogador à margem da equipa, também fez aumentar a insatisfação dos adeptos que passaram a olhar Rodriguez como um traidor. O braço de ferro entre o jogador e o Peñarol continuou até Rodriguez ser transferido para o Paris Saint-Germain, durante o Verão de 2005.
A meio da época, o jogador chegou a acordo com o PSG para se transferir para outro clube e poder jogar com mais regularidade. Foi nessa altura que Rodriguez soube do interesse do Benfica, chegando à Luz por empréstimo na abertura do mercado de transferências, em Janeiro de 2008. Perante a recusa do Benfica em adquirir o seu passe pelos valores que os empresários do uruguaio pediam, o FC Porto não hesitou e comprou 70% dos direitos do jogador pelo montante de 7 milhões de euros (hoje já vale o dobro!).
Hoje recuperamos a chegada ao FC Porto do primeiro grande talento do futebol português e um dos jogadores mais carismáticos de toda a história do clube: Artur de Sousa ‘Pinga’. 

Diego Maradona nasceu no dia 30 de Outubro de 1960, num bairro pobre do subúrbio de Buenos Aires, chamado Villa Fiorito. Filho de um operário, começou a jogar futebol aos 9 anos no 'Los Cebollitas'. O seu percurso profissional teve início em 1976, quando, com 15 anos, foi contratado pelo Argentino Juniors. Quatro anos depois foi vendido ao histórico Boca Juniors, chegando à Europa em 1982 para representar o Barcelona, naquela que foi a transferência mais cara do futebol mundial até então. Os primeiros tempos em Espanha não foram nada fáceis e quando 'El Pibe' se começava finalmente a adaptar ao futebol europeu contraiu uma grave lesão.
Foi num jogo frente ao Atlético de Bilbao que Maradona se lesionou com gravidade. Uma entrada brutal, e maldosa, de Andoni Goikoetxea valeu a Diego uma fractura do tornozelo e meses afastado dos relvados (confirmar as imagens da TVE no You Tube em
Uma equipa de sonho, comandada por Ottavio Bianchi, que venceu dois campeonatos de Itália (1987 e 1990), uma Taça de Itália (1987), uma Taça UEFA (1989) e uma Supertaça italiana (1991). Ciro Ferrara, Fernando De Napoli, Andrea Carnevale, Careca, Luca Fusi e Alemão, entre outros, foram alguns dos craques que acompanharam Maradona na saga vitoriosa do Nápoles, em finais dos anos 80. Contudo, também foi em Nápoles que a relação de Maradona com as drogas foi tornada pública pela primeira vez. Em 1991, 'El Pibe' foi castigado com 15 meses de suspensão depois de um teste anti-doping positivo. Foi o adeus a Itália e o início do declínio.
Mas antes da glória em Itália, Diego foi o grande protagonista do Mundial de 1986. A Argentina, de Carlos Bilardo, contava com um grupo restrito de jogadores que, ao lado de Diego, marcaram uma época no futebol argentino: Nery Pumpido, Daniel Passarella, Oscar Ruggeri, Jorge Burruchaga e Jorge Valdano, entre outros, foram alguns dos que ficaram na sombra do homem que venceu o Mundial México 86: Maradona. Além de ter sido ele a conduzir a Argentina ao título, marcou o golo mais bonito de toda a história dos mundiais. Um inspirado Maradona fintou meia equipa da Inglaterra e marcou aquele que viría a ser considerado o golo do século (confirmar em 
Contudo, depois dessa primeira oportunidade, o Nacional tomou conta do jogo. Manuel Machado preparou um esquema táctico que na primeira parte surpreendeu o FC Porto. A excelente posse de bola do Nacional, e as diagonais de Mateus na frente de ataque, confundiram a defesa do FC Porto. Apesar do golo fortuito, o Nacional justificou a vantagem ao intervalo. A segunda parte foi um teste ao estado anímico e emocional dos tricampeões. E o FC Porto passou no exame. Hulk igualou aos 51' e Rodriguez colocou o FC Porto na frente aos 72', num espectacular lance acrobático. Golaço do nosso CR10! Mas este FC Porto continua a ser demasiado macio lá atrás e não foi surpresa ter surgido o golo do empate aos 80 minutos. O FC Porto deu demasiado espaço num lance simples e previsível do Nacional. Valeu o tal futebol abrasivo do ataque do FC Porto para voltarmos à vantagem em cima do minuto 90'. Isto também é um aviso à concorrência: com o trio Hulk-Rodriguez-Lisandro possuído, tudo pode acontecer nos últimos 30 metros. O FC Porto sai da Madeira com a confiança em alta e com excelentes perspectivas de chegar à liderança num futuro próximo. 
Ditou o sorteio que o FC Porto se deslocasse à Checoslováquia na 1ª mão da 2ª eliminatória. Depois de terem derrotado o Paris Saint-Germain, os checos voltaram a repetir o resultado do jogo frente aos franceses e venceram o FC Porto em Ostrava também por 1-0 (Jirí Sourek aos 24' pen.). Contudo, na 2ª mão o FC Porto deu a volta à eliminatória com uma vitória por 3-0. O jogo das Antas disputou-se a 5 de Novembro de 1986 e aos 30 minutos o FC Porto já vencia os checos por 2-0, com golos de André, aos 5 minutos, e de Celso, aos 26’. Apesar da vantagem ser suficiente para aceder à próxima fase, o FC Porto só marcou o golo da tranquilidade aos 82 minutos, por Paulo Futre.
Anderson iniciou a sua formação aos 11 anos num pequeno clube da sua zona de residência, o Clube Escola Desportiva Mont’serrat. Aos 13 anos transferiu-se para o Gremio, terminando a formação nas escolinhas do clube gaúcho, onde Ronaldinho também nasceu para o futebol. A maturidade que Anderson apresentava levava os responsáveis do Gremio a optarem pela sua utilização sempre no escalão acima da sua idade. Não foi por isso surpresa que aos 16 anos fosse chamado pela primeira vez a integrar o plantel principal do Gremio. A sua ascensão no futebol brasileiro foi tão rápida que o FC Porto se disponibilizou a adquiri-lo quando ainda tinha menos de 18 anos. Anderson assinou contrato com o FC Porto em Julho de 2005 mas só se estreou na primeira Liga em Março de 2006, já depois de ter completado 18 anos. Não foram precisos muitos jogos para a Europa do futebol colocar as atenções no jovem brasilerio. Apesar de uma lesão grave o ter afastado dos relvados durante 5 meses, Anderson estabeleceria um novo recorde de transferências no nosso país em Junho de 2007. O Manchester United não hesitou e pagou os 31,5 milhões de euros que o FC Porto pediu pelo craque brasileiro. O FC Porto vende caro!
Apesar do seu rendimento em Manchester ainda não ter atingido o brilhantismo das suas actuações no Dragão, os adeptos do United já o consideram o sucessor de Paul Scholes. 

