Apenas 3 dias depois da vitória na Ucrânia, aí está o FC Porto de volta às vitórias justas e convincentes. Confirma-se o que aqui vínhamos avançando: os problemas da equipa tinham mais a ver com a atitude dos jogadores do que com questões técnicas ou tácticas. Os rivais de Lisboa que se cuidem: a procissão ainda vai no adro!Ontem, apesar de não ter acertado no ‘timing’ das substituições (realizou-as demasiado cedo, pois a equipa estava por cima no jogo e Defour continuava fresco), Vítor Pereira não merecia aqueles últimos 5 minutos de relaxamento oferecidos pelos jogadores. Aliás, ela própria, a equipa, não merecia ver-se na eminência de empatar um jogo que quis sempre controlar e vencer por margem confortável. Até ao momento, este foi jogo em que o FC Porto revelou maior harmonia e equilíbrio a defender e atacar. É preciso recordar que o jogo se realizou em condições física e mentalmente exigentes (3 dias depois da desgastante viagem à Ucrânia e na ressaca da má exibição frente à Académica). Belo jogo do FC Porto!
Apesar da imprensa indígena estar empolgada com as prestações do Benfica, a verdade é que o nosso maior rival não conseguiu convencer em nenhum dos jogos que realizou frente aos candidatos aos primeiros lugares da Liga (empatou com FC Porto e Sp. Braga, e não mereceu vencer o Sporting). Há mais fumo do que fogo na Luz. Aliás, fogo só nas bancadas!Uma última palavra para os péssimos comentários que o narrador da TVI efectuou no FC Porto - Sp. Braga: o homem só viu aborrecimento num jogo de golos e intensidade alta. Que azia!
Quanto ao FC Porto, e como no próximo fim-de-semana há Taça de Portugal, fica com 9 dias para preparar o decisivo e electrizante jogo frente ao Zenit. É uma óptima margem de recuperação física e mental. Deixamos apenas um pedido a Vítor Pereira: repita novamente o «onze» frente aos russos. A equipa pediu-lhe isso ontem!



Nesta autêntica revolta dos inconformados, vou destacar apenas dois jogadores: Fernando (tem sido ele o porta estandarte da equipa) e Maicon (perante o mau momento que a equipa vive, poderia ver-se tentado a relaxar, mas o brasileiro tem sido inexcedível na disponibilidade para jogar num lugar que não é o seu: um exemplo para alguns colegas que têm andado meio aluados). É evidente que a ‘Champions’ faz aumentar os níveis de concentração e de adrenalina nos jogadores, e tendo em conta que o que aconteceu em Coimbra foi demasiado grave para ser apenas considerado uma ‘noite infeliz’ ou um ‘acidente de percurso’, é melhor aguardarmos mais dois ou três jogos para ver se o “boicote” de alguns jogadores terminou de vez. Mas o que importa é que estamos na luta pelo apuramento e pelo primeiro lugar. Venha o Zenit!










As más prestações na ‘Champions’ nem são inéditas. Em 2005/06, por exemplo, o FC Porto de Co Adriaanse ficou em último lugar do seu grupo e o holandês chegou a ver lenços brancos depois de uma derrota com o Benfica, no Dragão. Ainda assim, e apesar da saída prematura das competições da UEFA, nessa época o FC Porto venceu campeonato e Taça de Portugal. Ou seja, manter o treinador acabou por dar resultado. Não sei se esta época estaremos perante um caso semelhante. Os responsáveis - Pinto da Costa e Antero Henrique - que avaliem!

E Vítor Pereira também demora a encontrar um padrão de jogo para o meio-campo (as trocas de jogadores e de posições, de jogo para jogo, são constantes, o que dificulta o encontrar de rotinas e referências, e James não pode ser suplente).


Vítor Pereira parece ter decidido acabar definitivamente com as experiências (e ninguém se pode queixar de falta de oportunidades!), fazendo uma espécie de triagem - as últimas convocatórias assim o indicam - entre aqueles com que realmente conta (agrada-nos que, por exemplo, Mangala, Defour e Belluschi estejam nesse lote) e os que, por um ou outro motivo, não têm conseguido ser tão úteis (Cristian Rodriguez, Souza, Djalma,…..). Daqui em diante, o FC Porto só pode melhorar!
Agora, frente ao APOEL, não será surpreendente se Vítor Pereira abdicar de jogar com um ponta-de-lança. Face à não inscrição de Walter e à dificuldade que Kléber ainda revela em jogar de costas para a baliza, o treinador do FC Porto pode vir a optar por um trio de ataque mais móvel (talvez com Hulk, James e Varela….). Apesar de ser proibido perder em Chipre, é fundamental manter sempre presente que a Liga portuguesa é o principal objectivo da época. Mas na 3ª feira o FC Porto vai apresentar-se em campo mais bem preparado e mais consciente do que precisa de fazer para contrariar os cipriotas. Vamos ver se isso é suficiente para vencer….

