sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O FC Porto diverte e diverte-se!

Desde logo devemos começar por reconhecer que este Besiktas não é tão organizado como aquela equipa que defrontou o FC Porto na Liga dos Campeões, em 2007/08. Ainda assim, não é fácil para ninguém vencer no Estádio Inonu. Ou seja, independentemente das circunstâncias em que o FC Porto defrontou os turcos (têm alguns jogadores lesionados e as coisas não lhes têm corrido bem no campeonato), há que valorizar a nossa vitória. Um triunfo construído com aquilo que o FC Porto de Villas-Boas tem apresentado de melhor nesta época:
- postura agressiva na recuperação da bola, pressão alta e saída para o ataque em posse e com critério (na 1ª parte);
- excelente postura e organização táctica, e ainda melhor ocupação do espaço (na 2ª parte);
Quanto ao Besiktas, tentou explorar a actual (e talvez única) insuficiência deste ‘FC Porto de Villas-Boas’: o ‘um-contra-um’ sobre os laterais e as bolas colocadas nas costas dos mesmos (ontem, os turcos beneficiaram de um estranho alheamento do jogo de Álvaro Pereira).
Apesar das 3 boas exibições que até agora realizou na Liga Europa, a verdade é que o FC Porto continua sem ser testado por um “adversário a sério” na Europa. Isso não é mau de todo, pois é sinal que o clube atingiu um determinado estatuto e que esta época estamos fortes. Ou seja, é provável que só numa fase adiantada da competição nos coloquem verdadeiramente à prova.
Com este resultado, o FC Porto quase garante o apuramento e pode agora dar-se ao luxo de fazer descansar alguns dos habituais titulares nos 3 restantes jogos da Liga Europa. Esse é o grande benefício que o FC Porto retirou da vitória de ontem: a possibilidade de agora se concentrar na Liga portuguesa numa altura em que se aproximam jogos com os seus dois maiores rivais na competição. Lá mais prá frente “regressamos” à Liga Europa!
Positivo (+):
- Hulk: marcou 2 golos a jogar sozinho contra toda a defesa do Besiktas (estamos curiosos em saber, durante o próximo Verão, que valores atinge o leilão pelo avançado brasileiro);
- Rolando: é um jogador pouco exuberante, mas ontem foi insuperável no jogo aéreo e começa finalmente a perder alguma discrição e a assumir o comando da defesa;
- o espírito de sacrifício que o FC Porto mostrou na 2ª parte, principalmente dos jogadores a quem foi pedido maior esforço quando a equipa ficou reduzida a 10 jogadores: Fernando, Belluschi, Moutinho e Cristian Rodriguez;
- a fantástica atmosfera que os adeptos do Besiktas constroem no seu estádio empolga o clube da casa mas também motiva os adversários;
- notou-se que o FC Porto estava preparado para a eventualidade de ficar reduzido a 10 jogadores, um novo cenário trabalhado no Olival por André Villas-Boas;
Negativo (-):
- a ausência de Quaresma acabou por retirar ao jogo alguma carga emocional;
- o árbitro: invalidou um golo legal a Falcão e deixou vários cartões por mostrar aos turcos;
- será que o esforço físico da 2ª parte terá consequências no jogo com a U. Leiria?

4 comentários:

Remígio Manuel Silva da Costa disse...

Pode não ter sido o jogo perfeito, todavia, foi altamente emotivo e espectacular.

Grande espírito de equipa, muito empenho por parte dos jogadores (quase todos em muito bom plano)e notório mérito do seu treinador Villas Boas na montagem da equipa.

É notório o bom nível actual do estado de espírito do grupo no empenho por ganhar coisas. Penso que estão no caminho certo para isso.

COSTA disse...

Uma arbitragem escandalosa!
Um golo belissimo anulado estupidamente e um penalty descarado a favor do Porto.
Enfim, há muito tempo que eu não via um árbitro tão caseiro. Uma vergonha para a UEFA.
O FCP tem mais que razões para protestar este árbitro. Devia faze-lo, mesmo tendo ganho o jogo.
confesso que com este artista cheguei a temer o pior...

Concordo com tudo o que Ricardo diz no post.
Realço também a EXCELENTE atitude do Helton (como capitão de equipa) ao afastar os colegas do árbitro no final da 1ª parte. O ladrão do árbitro fez tudo para provocar os jogadores do FCP.
Helton foi gigante ao serenar os colegas e evitar males maiores.
Temos equipa! e temos capitão!

Dragão Azul Forte disse...

Jogo de muito sacrifício da equipa e mestria na condução do jogo na segunda parte. Esteve lá o dedo do mestre André.

Com 9 jogámos contra 16 (11 + 5 árbitros). O árbitro espanhol é uma espécie de “Xistrema”. É um crime anular um golo daqueles, um grande golo à Falcão. Depois um penalti que ficou por marcar, faltas e mais faltas não assinaladas, amarelos que não havia para jogadores da equipa turca. De notar: as pisadelas propositadas deviam ser punidas com cartão vermelho. Assim, é uma vergonha.

A equipa do FC Porto soube ler a postura do árbitro e o jogo. Também nisso se vê uma grande equipa. Mostrou uma categoria que cada vez mais nos deixa cheios de orgulho. Hulk é cada vez mais “Incrível”, Helton defendeu ao som da viola e foi fundamental neste triunfo. Moutinho, útil, utilíssimo, não sabe jogar mal. Bem também Falcão, Beluschi, Fernando (pena a infantilidade), Sapunaru e Rolando.

Bonito o aplauso, em pé, dos fantásticos adeptos turcos a Hulk. Eles rendem-se ao talento. Salutar e elogiável.
Um abraço, Ricardo Vara.

Anónimo disse...

Um grande jogo do Porto e uma arbitragem escandalosa.
Ficam duas coisas deste jogo: a primeira,e como tu próprio disseste, "o FC Porto estava preparado para a eventualidade de ficar reduzido a 10 jogadores, um novo cenário trabalhado no Olival por André Villas-Boas". Nos tempos do Jesualdo dava-me impressão de que isto não era assim tão estudado.

A segunda é de que este era um óptimo jogo para se mostrar ao Platini.

Cumprimentos!