sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A «foto do dia» - O bilhete do FC Porto - Hamburgo, Taça UEFA 1975/76

Continuamos a recordar ingressos relativos a jogos do FC Porto nas competições europeias. Desta vez, recuamos a uma das primeiras participações do FC Porto na extinta Taça UEFA com o bilhete que deu acesso ao FC Porto - Hamburgo, da 3ª eliminatória da Taça UEFA 1975/76. Um ingresso que custou a módica quantia de 60$ (sessenta escudos!).
Nessa edição da competição, o FC Porto começou por eliminar o Avenir Beggen (Luxemburgo) e o Dundee United (Escócia), encontrando os alemães do Hamburgo na 3ª eliminatória. Esse era um FC Porto orientado pelo sérvio Branko Stankovic e comandado em campo por Teofilo Cubillas e, na altura, pelos ainda jovens António Oliveira e Fernando Gomes.
Na 1ª mão, o FC Porto foi derrotado na Alemanha por 2-0 (Alfredo Murça, aos 15’ na p.b., e Volkert, aos 89’) e viu desde logo reduzidas as expectativas para o encontro da 2ª mão (2-1), disputado nas Antas a 10 de Dezembro de 1975. Apesar do Hamburgo ter sentenciado a eliminatória logo aos 29 minutos, com um golo de Reimann, o FC Porto daria a volta ao jogo com golos de Júlio, aos 31’, e Teofilo Cubillas, aos 72’.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Já temos alternativa a Falcão!

Apesar da menor motivação que estes jogos da Taça provocam nos jogadores, a competição tem a virtude de ser uma prova onde as equipas se apresentam quase sempre descomplexadas e com poucas preocupações defensivas. Ou seja, é sempre uma oportunidade de ver muitos golos e futebol desinibido.
Ontem, mais do que o resultado (seria um terramoto se este FC Porto fosse eliminado pelo Limianos) o que nos despertava mais interesse no jogo eram algumas curiosidades: - confirmar os elevados índices de motivação e a plena integração de Otamendi; - avaliar o potencial do colombiano James ‘menino prodígio’ Rodriguez; - ver o comportamento de Sereno depois de algumas comprometedoras ‘gaffes’ de pré-época; - confirmar a maior disponibilidade física e mental de jogadores como Walter e Rúben Micael;
Algo surpreendentemente, o modesto e frágil Limianos apresentou-se bem posicionado em campo e quis sempre jogar, uma postura positiva e que lhe valeu um golo para mais tarde recordar.
No FC Porto, foi a irreverência dos mais jovens que ajudou a garantir a festa da Taça. A grande novidade acabou mesmo por ser a “chegada” do ponta-de-lança. Três meses depois do início da época, Walter confirmou ser alternativa a Falcão.
Agora, segue-se uma sequência de jogos um pouco mais exigente para o FC Porto, que defronta 3 equipas bem posicionadas na tabela da Liga portuguesa (U. Leiria, Académica e Benfica) e o seu mais directo, e mais forte, adversário na fase de grupos da Liga Europa (Besiktas).
Positivo (+):
- Walter está agora bem mais identificado com o espírito do FC Porto de Villas-Boas (no final, reconheceu que não é vergonha nenhuma ser suplente de Falcão, uma afirmação altruísta e que jogará a seu favor no futuro);
- Hulk joga sempre motivado, quer o adversário se chame Limianos ou Barcelona;
- foram os jovens Castro, Ukra e James Rodriguez que na 2ª parte resgataram o jogo da monotonia;
- a númerosa presença de público (o FC Porto aderiu ao espírito da Taça e colocou os bilhetes a preços super-acessíveis);
- as conferência de imprensa de Villas-Boas continuam a ser uma mais-valia no prestígio e imagem do clube (além de falar ao coração dos adeptos, o actual treinador do FC Porto também utiliza um vocabulário rico e cativante na antevisão e no rescaldo dos jogos);
Negativo (-):
- Ruben Micael ainda está longe dos níveis de intensidade necessários para roubar um lugar no «onze» a um dos seus dois concorrentes directos: Belluschi e/ou Moutinho;

«Curiosidades FCP» - A despedida de ‘Jardigol’

Hoje prestamos um pequeno tributo a Mário Jardel, que recentemente não perdeu a oportunidade de se deslocar a Sófia para ver o FC Porto jogar frente ao CSKA. No final dessa partida, ‘Jardigol’ confessou ter estado à conversa com Pinto da Costa sobre a possibilidade de lhe ser oferecido um jogo de despedida da carreira de jogador no Estádio do Dragão.
«Quero agradecer a toda a direcção do FC Porto pela recepção que me proporcionaram aqui. Em Dezembro vou conversar com o clube para fazer o meu jogo de despedida e quem sabe no futuro trabalhar para o FC Porto. Era um sonho meu voltar ao clube, pela minha história com aquela camisola», confessou no final do FC Porto-CSKA de Sófia.
Para além do sonho de ficar ligado ao clube, Jardel recebeu a garantia que iria ter uma despedida no Porto. «Hoje eu estou bem, por isso vamos deixar o tempo falar, mas para já é seguro que o presidente Pinto da Costa deu o ‘ok’ à minha despedida no Estádio do Dragão com os meus amigos». Está para breve o regresso de Jardel ao Dragão.

A «foto do dia» - FC Porto 1980/81

Na «foto do dia» de hoje recuperamos um «onze» do FC Porto relativo à época 1980/81. Este era um FC Porto orientado pelo austríaco Hermann Stessl. Apesar da sua passagem pelo FC Porto ter sido algo discreta, principalmente devido ao momento conturbado que na altura o clube atravessava, Stessl conquistaria a primeira Supertaça Cândido de Oliveira da história do FC Porto.
Em cima (da esq. p/ dta): Gabriel, Teixeira, Walsh, Freitas, Simões, Rodolfo e Fonseca;
Em baixo (da esq. p/ dta): Duda, Frasco, Albertino e Sousa;

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Estamos convencidos!

O FC Porto vai ser campeão! Não deixa de ser irónico que esta conclusão seja feita após o primeiro jogo em que o FC Porto perdeu pontos na Liga. No entanto, a atitude e mentalidade que o FC Porto colocou em campo é mais que suficiente para nos deixar sossegados quanto ao desfecho deste campeonato. Chegou a ser asfixiante a forma como, nos últimos minutos de jogo, o FC Porto, jogando com apenas 10 jogadores, obrigou o Vitória a defender, a defender, a defender,… Não basta ter um discurso de campeão, é preciso ter postura de campeão. O FC Porto teve-a!
Este era um jogo pelo qual ansiávamos, não por este Vit. Guimarães estar muito forte, mas por ter um treinador astuto, por defrontar o FC Porto num ambiente tenso e historicamente hostil para a nossa equipa e por o jogo marcar um final de mini-ciclo no que à Liga portuguesa diz respeito. Um estímulo para este FC Porto que passou os últimos dois jogos, frente a Olhanense e CSKA, a actuar em baixa intensidade e mais preocupado em gerir o esforço.
Ou seja, frente ao Vitória havia a possibilidade de vermos um FC Porto idêntico ao que defrontou o Benfica e o Sp. Braga, pelo menos ao nível da concentração e atitude. Assim foi, com o FC Porto a ter períodos no jogo (na maior parte do primeiro tempo e nos últimos 20 minutos do jogo) em que quase atropelou o seu adversário. Faltou apenas maior rigor e concentração em alguns períodos do jogo, mas o FC Porto jogou bem!
Com a paragem da Liga, julgo que é altura de fazermos um pequeno balanço e compararmos a prestação do FC Porto com aquilo que foram os resultados daquele que a imprensa indígena apelidou de ‘inatingível e arrasador Benfica de Jesus’ (encheram muito o balão!) durante o mesmo período da época passada. Enquanto que há um ano atrás o nosso maior rival nem a Liga liderava (o Sp. Braga estava em 1º lugar por esta altura), esta época o FC Porto é líder com uma vantagem de 7 (!) pontos sobre os segundos. Olhando para aquilo que foram os resultados do Benfica na Liga Europa, também é fácil chegarmos à conclusão que a prestação do FC Porto na prova tem sido bem mais entusiasmante. Enquanto que, por esta mesma altura, o Benfica levava apenas 2 golos marcados na competição e já tinha sido derrotado pelo vulgar AEK de Atenas, o FC Porto é líder do seu grupo com 6 pontos e 4 golos marcados. A única diferença é que este FC Porto tem piedade dos seus adversários e não vai atrás das goleadas, uma postura que também pode ser explicada pelo perfil dos dois treinadores: o exibicionista Jorge Jesus contrasta com o lúcido e pragmático André-Villas Boas. As equipas à imagem dos treinadores!
Positivo (+):
- quase toda a equipa do FC Porto fez um bom jogo em termos individuais, mas Fernando voltou a realizar uma exibição portentosa (o trinco brasileiro vai ficando “mais jogador” a cada semana que passa);
- a pressão e intensidade de jogo que o FC Porto colocou em campo ficaram ao nível de um jogo da Liga dos Campeões e permitiram-lhe, mesmo a jogar com 10 jogadores, terminar a partida com uma percentagem elevada de posse de bola;
- nota muito positiva para a forma como Rolando e Maicon defenderam e como anularam o jogo possante de Edgar (neste momento já ninguém se recorda de Bruno Alves);
- a diferença que separa o FC Porto do Benfica não é apenas de 7 pontos, é uma diferença de mentalidade, agressividade, querer, ambição,…
Negativo (-):
- Varela: está a demorar a atingir os níveis físicos que lhe vão dar maior discernimento. Um exemplo: foi inacreditável a forma como, no final da 1ª parte, falhou um passe fácil que deixaria Falcão na “cara do golo”;
- Fucile: não por ter jogado mal, mas por ter sido precipitado em dois lances: no golo do Vitória e no lance que lhe valeu a expulsão;
- talvez tenha havido alguma precipitação por parte de Villas-Boas no momento das substituições de João Moutinho e Belluschi (estavam ambos a jogar bem), mas isso foi apenas consequência da grande vontade que o treinador do FC Porto tinha de ganhar o jogo;

A «foto do dia» - Bella Guttmann

Foi o último treinador a conquistar o título de campeão para o FC Porto antes daquele penoso jejum de 19 anos. Falamos de Bella Guttmann, o húngaro que, em 1958/59, levou o FC Porto à conquista daquele que na altura foi apenas o 4º título de campeão da história do clube.
O húngaro soube tirar o melhor partido do trabalho de Dorival Yustrich (o FC Porto mantinha a “espinha dorsal” que, 3 anos antes, havia sido fundamental no campeonato conquistado sob o comando do controverso técnico brasileiro) e venceu um campeonato que só ficou decidido na última jornada, e que um tal de Inocêncio Calabote tudo fez para adulterar.

«Curiosidades FCP» - Um galhardete de Sevilha

Regressamos ao FC Porto-Celtic de Glasgow, disputado em Sevilha, recuperando mais um dos muitos objectos alusivos a essa sensacional e inesquecível final da Taça UEFA. Desta vez, recuperamos um galhardete que foi vendido aos adeptos das duas equipas nas imediações do Estádio Olímpico de Sevilha.

«Curiosidades FCP» - Rui Barros e Alessandro Altobelli

Hoje, nas «Curiosidades FCP», recordamos a passagem de Rui Barros pela «Vecchia Signora» com uma foto onde o ex-avançado do FC Porto surge ao lado de Alessandro Altobelli, uma lenda do futebol italiano.
Esta foto foi tirada durante o estágio que a Juventus realizou no início da época 1988/89, temporada que coincidiu com a chegada de ambos os jogadores a Turim (Rui Barros vindo do FC Porto e Altobelli vindo do Inter de Milão).

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Venha a próxima fase!

Os nossos adversários na fase de grupos da Liga Europa que me desculpem, mas esta prova só começa nas próximas eliminatórias, pelo menos para o FC Porto. Nem sequer tem a ver com os resultados verificados até ao momento na prova (ontem, em vez de 0-1 podia ter ficado 1-4 ou 2-5), mas com a diferença de qualidade entre as equipas. A fase de grupos está a ser uma mera formalidade para uma equipa de ‘Champions’ como é este FC Porto de Villas-Boas!
No jogo anterior, frente ao Olhanense, fiquei com pena de ver Maicon e Sapunaru fora do «onze» (estavam ambos a atravessar o seu melhor momento desde que chegaram ao FC Porto), mas Villas-Boas tem que tomar opções para manter o FC Porto forte já num futuro próximo. Além disso, quem não fica com pena de também ver no banco de suplentes Souza e Ruben Micael? De facto, este ano houve mais rigor e critério nas contratações (e nas saídas também: Tomás Costa, Valeri, Prediger,… ). Toda a estrutura do FC Porto está de parabéns, foi montada uma grande equipa!
Esta fantástica série de vitórias do FC Porto coloca-nos uma nova dificuldade: a partir de agora todos os adversários têm um estímulo extra para nos derrotar, pois querem ser pioneiros e ficar no ‘filme da época 2010/11’. Estamos ansiosos pelo jogo de Guimarães!
Quem nos voltou a brindar com uma das suas habituais tiradas meio descabidas foi Miguel Sousa Tavares. Desta vez, escreveu na imprensa indígena que «o FC Porto (mesmo o último) de Jesualdo Ferreira jogava mais, melhor e mais espectacular futebol». ‘Nonsense’!
Quanto à Liga Europa, com mais esta vitória (frente a um CSKA muito fraquinho, diga-se!) e com os 3 pontos que o Besiktas conquistou em Viena, o FC Porto coloca-se em excelente posição para aceder à próxima fase. Duas vitórias, nos próximos 4 jogos, serão mais que suficientes para garantir o apuramento!
Positivo (+):
- o resultado, que deixa o FC Porto com 6 pontos e com margem suficiente para encarar os dois jogos frente ao Besiktas sem qualquer pressão;
- exibições positivas (sem deslumbrar!): Álvaro Pereira, Otamendi (e agora, qual a dupla que Villas-Boas vai escolher para Guimarães?), Souza (vai ser uma espécie de ‘Ramires do FC Porto’), Moutinho, Hulk (ontem, os seus tiques de ‘one man show’ irritaram um pouco) e Falcão;
- ontem provou-se que Villas-Boas está a gerir muito bem os ‘timings’ de entrada de alguns jogadores no «onze» (Souza e Otamendi, por exemplo, estão prontos para assumir a titularidade);
Negativo (-):
- Sapunaru: deu sempre muito espaço ao seu adversário directo e permitiu muitos cruzamentos, principalmente na 2ª parte;
- esperava-se outra atitude e postura por parte de Cristian Rodriguez, actualmente um indiscutível... suplente!;
- o FC Porto deveria ter marcado um segundo golo de forma a evitar ser surpreendido por um qualquer detalhe;

«Curiosidades FCP» - O bilhete do Panathinaikos-FC Porto, Liga dos Campeões 1995/96

Em semana de Liga Europa, recuperamos mais um ingresso de um jogo do FC Porto nas competições europeias. Recuamos à edição de 1995/96 da Liga dos Campeões com o bilhete que deu acesso ao Panathinaikos-FC Porto, disputado no Estádio Olímpico de Atenas a 1 de Novembro de 1995.
Esse jogo, da 4ª jornada da prova, terminou empatado (0-0) e acabou por deixar o FC Porto numa situação delicada, num grupo que incluía ainda o Aalborg e o Nantes. Depois de empatar em Atenas, o FC Porto não conseguiu vencer os dois últimos jogos da fase de grupos (empatou 2-2 com dinamarqueses e franceses), acabando por ficar de fora dos Quartos-de-final.

«Curiosidades FCP» - Viena a ‘preto-e-branco’

Hoje recuamos à final de Viena com uma foto a ‘preto-e-branco’ onde surgem alguns jogadores do FC Porto a erguerem o troféu no final do FC Porto-Bayern. Dos 4 jogadores (Zé Beto, João Pinto, Inácio e André) da foto, apenas o ex-guarda-redes, falecido 3 anos depois da final, não voltou a colaborar com o clube. Todos os outros voltaram a servir o FC Porto depois de terminada a carreira de jogador.

A «foto do dia» - Kostadinov

Voltamos a recordar o búlgaro que ontem fez as honras da casa antes do CSKA-FC Porto. Desta vez, recuperamos uma foto de Kostadinov em dia de jogo europeu no antigo Estádio das Antas. O Floriana foi o nosso adversário nessa noite, em jogo da 1ª mão da 1ª pré-eliminatória de acesso à Liga dos Campeões 1993/94.
Curiosamente, o ex-avançado do FC Porto foi um dos protagonistas dessa partida, pois foi ele o autor do primeiro golo do jogo. O FC Porto venceu a frágil equipa maltesa por 2-0 (Kostadinov aos 8’ e Semedo aos 78’).

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Nem foi preciso forçar!

«O Sp. Braga também venceu os primeiros 7 jogos da época passada e não foi campeão», foi desta forma que Villas-Boas tratou de conter a euforia no final do FC Porto - Olhanense. Fez bem, porque o campeonato está longe de estar ganho. Ainda assim, na mesma altura da época passada o segundo classificado estava bem mais perto do primeiro do que acontece esta época. São agora 7 os pontos que o FC Porto leva de vantagem sobre os segundos, uma “almofada” que lhe vai permitir gerir ainda melhor o desgaste nas duas competições onde temos maiores expectativas, a Liga portuguesa e a Liga Europa.
Além de manter uma média superior a 2 golos marcados por jogo, o FC Porto também é agora a defesa menos batida do campeonato (continua apenas com 2 golos sofridos, aliás, dois golaços, de Luís Aguiar e Lima). Um ‘goal-average’ muito positivo e que contrasta com o ‘score’ do nosso maior rival e líder destacado na tabela de... comunicados emitidos!
Ontem, frente ao Olhanense, a equipa fugiu àquilo que tem sido um padrão no ‘FC Porto de Villas-Boas’: uma 1ª parte em que observa o comportamento do seu adversário e privilegia um jogo seguro, e um segundo-tempo em que quase atropela o seu oponente, com pressão constante e assumindo maiores riscos. Desta vez foi ao contrário: uma inovação! Depois, a vantagem de dois golos ao intervalo terá “convidado” a equipa a relaxar.
Ainda assim, fica o registo de um primeiro-tempo ‘à FC Porto de Villas-Boas’: dinâmica, pressão e qualidade de passe aniquilaram o Olhanense. Com o 2-0 ao intervalo, a 2ª parte acabou por não ter história: o FC Porto limitou-se a ‘descansar com bola’, algo que tinha dificuldade em fazer na época passada. Mais uma virtude, portanto!
Positivo (+):
- o crédito que este FC Porto já amealhou permite-lhe dar-se ao luxo de oferecer aos adeptos uma 2ª parte algo enfadonha;
- o triângulo Fernando-Moutinho-Belluschi continua a asfixiar a bola e o adversário (e pensar que Miguel Sousa Tavares considera o ‘Polvo’ um estorvo no meio-campo do FC Porto: que disparate!);
- Hulk: para o ‘Incrível’ qualquer jogo é uma final tal a urgência e ansiedade que revela em marcar e ajudar a equipa;
- a estreia de Otamendi (o argentino é muito forte na antecipação e tem técnica suficiente para sair a jogar com bola, um complemento importante ao jogo mais físico da dupla Rolando-Maicon);
Negativo (-):
- esperemos que a opção de Villas-Boas em deixar 2 habituais titulares (Maicon e Sapunaru atravessam ambos excelentes momentos de forma) de fora do «onze» tenha apenas a ver com o apertado calendário que se aproxima;
- o baixo ritmo que o FC Porto impôs na 2ª parte aborreceu um pouco os espectadores;
- tem faltado clarividência a Falcão dentro da grande-área (o cansaço também tira discernimento e o colombiano tem sido dos mais utilizados do plantel desde a pré-época; efeitos da não contratação de Kléber?);

«Curiosidades FCP» - Kostadinov e o CSKA

Em vésperas do FC Porto defrontar o CSKA de Sófia, em jogo da 2ª jornada da fase de grupos da Liga Europa, recordamos um jogador que vestiu a camisola dos dois clubes, o búlgaro Emil Kostadinov.
O ex-avançado do FC Porto representou o CSKA no início da sua carreira como profissional. Curiosamente, e apesar de ter jogado neste histórico clube búlgaro durante várias épocas, foi quando já representava o FC Porto, em 1993, que foi eleito ‘jogador búlgaro do ano’.
Recentemente, voltámos a ouvir falar dele quando, em Abril de 2010, foi nomeado Director Desportivo do CSKA.

«Curiosidades FCP» - O equipamento de Basileia

Hoje, nas «Curiosidades FCP», recordamos o primeiro equipamento que o FC Porto utilizou numa final europeia. Foi com este ‘jersey’ (sem a publicidade da ‘Revigrés’) que o FC Porto enfrentou a Juventus, em Basileia, na final da Taça dos Vencedores das Taças 1983/84.
Curiosamente, não foi apenas o FC Porto a ser obrigado a jogar com aquele que na altura era o seu equipamento alternativo (tudo azul: camisola, calção e meia), pois a UEFA também obrigou a Juventus a abdicar da sua habitual camisola listada verticalmente (a preto e branco) e a jogar de ‘jersey’ amarelo.

A «foto do dia» - Teixeira

Recentemente recordámos aqui António Teixeira, o ‘ponta-de-lança de Yustrich’. Hoje, recordamos ‘outro Teixeira’ que representou o FC Porto naquele período, em finais da década de 70, que coincidiu com o regresso do clube à conquista dos títulos.
Adelino de Jesus Teixeira chegou ao FC Porto no início da época 1974/75, vindo do Leixões. Este ex-jogador do FC Porto era um polivalente que fazia com relativa facilidade várias posições entre a defesa e o meio-campo.
Teixeira fez parte do plantel que, sob a orientação de José Maria Pedroto, interrompeu aquele longo jejum do clube sem títulos. Depois de deixar o FC Porto, no início do anos 80, Teixeira ainda representou os vizinhos do Boavista.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Carrega FC Porto!

Se, como diz Jorge Jesus, «há muitos frangos para virar», o FC Porto parece bem preparado para a autêntica franganada que são as 30 jornadas da Liga portuguesa. O problema é que o actual FC Porto de Villas-Boas não se limita a “virar o frango”: prepara-o e come-o!
Hoje, ainda o carvão não estava em brasa e o FC Porto já tinha “virado o primeiro”. Desta vez, contrariando o que aconteceu nos últimos jogos, o FC Porto entrou bem no jogo e antes de passar para a frente já tinha criado duas ou três boas oportunidades para marcar, todas antes dos 20 minutos de jogo. No final, o 0-2 acabou por ser lisonjeiro para a equipa de Jokanovic, que viu Bracalli ser dos melhores em campo.
Também devemos reconhecer que este Nacional (venceu o Benfica!) dá a sensação de não estar tão forte como em anos anteriores. Ainda assim, julgamos que nem o ‘Nacional de Manuel Machado’ conseguiria vencer este ‘FC Porto de Villas-Boas’. Esta jornada acabou por ser generosa para o FC Porto (houve dois candidatos, Sp. Braga e Sporting, que perderam pontos), que agora se pode dar ao luxo de perder um jogo e ainda assim manter o primeiro lugar da Liga (o Vit. Guimarães, que é 2º, está a 4 pontos de distância).
Apesar do discurso optimista (estive tentado a escrever fantasioso!) de Jorge Jesus, a verdade é que o Benfica fica super-pressionado com a actual desvantagem de 9 (!) pontos. Já tínhamos saudades deste tipo de cenários: ver os outros a correr atrás do prejuízo!
Recentemente, coloquei aqui a possibilidade de Villas-Boas deixar à equipa o desafio de chegar ao jogo com o Benfica (10ª jornada) só com vitórias. Apesar de na altura ter sido algo intempestiva, a verdade é que essa possibilidade é hoje cada vez mais viável. Não seria nada surpreendente que, perante a qualidade de jogo que vem apresentando, o FC Porto vencesse os próximos 4 jogos que vai disputar na Liga, frente a Olhanense (casa), Vit. Guimarães (fora), U. Leiria (casa) e Académica (fora). Um estímulo!
Positivo (+):
- hoje começamos por destacar positivamente o excelente momento físico que a equipa do FC Porto atravessa (por volta dos 60 minutos de jogo, já com o resultado em 0-2 e depois de um jogo europeu a meio da semana, era o FC Porto a imprimir o ritmo e a forçar o terceiro golo);
- João Moutinho: atitude contagiante!
- Fernando está transformado num autêntico transportador de jogo, um ‘box-to-box’ que percorre todo o campo e raramente perde a bola (essa liberdade deixa os defesa centrais do FC Porto mais desprotegidos, mas permite à equipa ganhar superioridade numérica no meio-campo e pressionar mais alto; Uma vantagem, portanto!);
- Maicon: o ‘careca’ da defesa do FC Porto não tem a técnica de um defesa como Ricardo Carvalho, mas é intransponível no jogo aéreo, rápido sobre a bola e lê bem o jogo;
- Varela: agora sim, a força, velocidade e potência estão a carburar;
Negativo (-):
- ontem, o único aspecto negativo foi o pouco discernimento que o FC Porto revelou no último passe (foram várias as vezes em que o FC Porto se apresentou em superioridade numérica nos últimos 30 metros e nem sequer conseguiu atirar à baliza);

«Curiosidades FCP» - Cubillas na imprensa espanhola

O ‘Paixão pelo Porto’ volta a recordar o fantástico futebolista peruano que representou o FC Porto a meio da década de 70: Teofilo Cubillas.
A chegada de Cubillas ao FC Porto não causou sensação apenas no nosso país, pois o peruano era muito respeitado em Espanha (a imprensa desportiva espanhola chegou a relatar um possível interesse do Barcelona neste ex-nº 10 do FC Porto).
Hoje, recordamos os títulos que o ‘El Mundo Deportivo’ escolheu para ilustrar um artigo dedicado ao craque do FC Porto. Por aqui se comprova que, tal como ainda acontece nos dias de hoje, os jogadores do FC Porto mereciam mais elogios e reconhecimento da imprensa estrangeira do que daquela sediada em Lisboa.

«Curiosidades FCP» - A chegada de Madjer a Portugal

Hoje, recordamos a chegada ao FC Porto do argelino que marcou para sempre o nosso futebol: Rabah Madjer.
Fez, no passado dia 8 de Setembro, 25 anos que Madjer pisou pela primeira vez o Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Aproveitando esse facto, o jornal ‘i’ entrevistou o ex-jogador do FC Porto. Aqui fica essa interessante e divertidíssima conversa entre o jornalista do ‘i’ e o homem do ‘calcanhar de Viena’:
- Boa tarde Madjer. Falo de Portugal.
- Boa tarde, amigo. Tudo bem?
- Tudo. Sabe que dia é amanhã?
- 8 de Setembro.
- Isso não lhe diz nada?
- Hãããã... Que falta um mês para eu chegar a Portugal. De férias.
- Pronto, isso é agora. Mas a 8 de Setembro de 1985, o Madjer aterrou no Porto pela primeira vez. Lembra-se? - Sim, claro, no Aeroporto Sá Carneiro. Cheguei com o Lucídio Ribeiro, empresário português que trabalha muito no mercado francófono. Estava um dia cinzento.
Fui para o hotel e daí para o Estádio das Antas, para ver o FC Porto-Penafiel [3-1, com golos de Semedo, Gomes e João Pinto] onde conheci toda a gente. Houve logo química: o presidente Pinto da Costa, Lima Pereira, André, Frasco, Gomes, Futre, Eduardo Luís, Jaime Magalhães, João Pinto, Juary. Tudo gente cinco estrelas.
- E Artur Jorge?- Também, também. Grande senhor do futebol.- Mas vocês tiveram os vossos problemas.- Sim, mas problemas com solução. Por muito bom que seja o espírito de uma equipa de futebol, e o FC Porto era como uma família, há sempre alguém às turras com alguém. Ou o presidente com o treinador ou o jogador com o treinador. São coisas que vão e vêm. E passam. Quando havia esses ‘stresses’, nada melhor que ir almoçar ou jantar.
- Mas isso não se faz diariamente?- Não, digo almoçar ou jantar com a malta amiga. Nesses casos de ‘stresse’, organizávamos excursões à Póvoa de Varzim para comer e relaxar. O André era o líder espiritual desses convívios.

- O André era também o mais divertido do plantel, sempre bem disposto e a contar anedotas. Como o Lima Pereira, outro capitão dentro e fora do campo e sempre pronto a comandar as suas tropas [risos]. Como o Futre, jovem e irreverente como só ele sabia. Resumindo: se houvesse algum ‘stresse’ comigo, eles resolver-me-iam a situação num abrir e fechar de olhos.Percebes?
- Claro. E porquê Póvoa de Varzim?- Invenções do André [risos]. Ele é de lá. Amigo, havia lá um restaurante fantástico. Não me perguntes o nome que não me lembro.- E lembra-se de como entrou na equipa do FC Porto?- Sim, sim. Muito bem. O primeiro jogo foi no Estádio da Luz, com o Benfica, na festa de inauguração do Terceiro Anel. Um jogo particular e empatámos 0-0. A estreia oficial foi também em Lisboa, mas no Restelo. Ganhámos 3-2 ao Belenenses e eu fiz duas assistências para o Gomes. Depois, recebemos o Sporting e vencemos 2-1. Até que veio o tal jogo que me desbloqueou, no Bessa. Foi 2-1 para nós e eu marquei os dois golos, os da reviravolta [Casaca fizera o 1-0]. Pronto, a partir daí, ninguém mais me agarrou.
- Só na Póvoa de Varzim.- Pois é. Olha, daqui a um mês lá estarei. Ao volante do meu Toyota.

- Qual? Aquele que ganhou em Tóquio?
- Esse mesmo. Na final da Taça Intercontinental 1987, fui eleito o melhor em campo e ganhei um carro. Levei-o do Japão para Portugal e desde então nunca mais me desfiz dele. Está lá, guardado na garagem da minha casa, em Vila Nova de Gaia. Tenho o mesmo carro há 23 anos e está como novo. Nunca me deu problemas. Nem um! As marcas japonesas são, de facto, do mais fiável que há. Mas isto é só com carros. Porque já viste o tempo que estava em Tóquio naquele dia? Tudo menos fiável. Na véspera, nublado. No dia do jogo, nevava, nevava, nevava e não parava de nevar. Aquilo era impressionante. E eu que nunca tinha jogado na neve. Nem eu, nem os outros.- Nesse jogo marcou o golo da vitória.- Um grande chapéu quase do meio-campo. Foi o golo que mais prazer me deu, porque significou o título mundial. Mas não foi o mais bonito. Esse foi o de calcanhar...
- Com o Bayern?- Não. A piada é essa. O melhor golo de calcanhar não foi esse, embora seja o mais falado em todo o mundo, porque foi numa final e com o poderoso Bayern. Hoje, se falarem de um golo à Madjer, todos sabem como é. Da mesma forma que ninguém esquece o slalom do Maradona com a Inglaterra em 1986 ou o penálti à Panenka em 1976. Mas a seguir à Taça dos Campeões, ganhámos 7-1 ao Belenenses [26 de Agosto de 1986, primeira jornada do campeonato nacional, na estreia de Rui Barros pelo FC Porto e de Marinho Peres como treinador dos azuis do Restelo], marquei três golos, o último deles de calcanhar, mais bonito que o de Viena. Sabes porquê?
- Não. - Do cruzamento do Jaime Magalhães, recebi a bola com o pé esquerdo e dei com o calcanhar direito.- Mas então esse golo vi-o há poucos dias, na internet.- A sério? Não pode ser. Onde?- No YouTube.- Espera aí, vou buscar papel e caneta para anotar o endereço [espera]. Diz-me lá.- É só ir ao site do YouTube e escrever "fc porto belenenses 7-1".- Mas isso é fantástico. Já ganhei o dia. Obrigado. Vou já rever esse golo. Tenho-o na memória. Agora vou copiá-lo para o computador. E posso mostrar aos meus amigos. Eles não acreditam em mim. Dá para acreditar nisso?

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Dar prioridade ao campeonato… e ganhar!

O FC Porto demorou a adaptar-se ao estilo de jogo do Rapid, assente num grande poder de choque e agressividade na recuperação da bola, mas depois dos austríacos perderem fulgor físico (uma consequência da boa posse de bola do FC Porto) assistiu-se ao melhor que o FC Porto tem exibido nesta época: muita pressão sobre a bola, critério no passe e obsessão pela baliza. Isto começa a ser um hábito do ‘FC Porto de Villas-Boas’: uma 1ª parte de maior contenção e um segundo-tempo de pressão e dinâmica. Estamos a gostar!
Ainda assim, talvez a postura dos austríacos tenha obrigado o FC Porto a desgastar-se um pouco mais do que aquilo que Villas-Boas pretenderia. O que é certo é que já depois dos 60 minutos não vi ninguém a poupar-se (também é assim que se chama gente ao estádio!). Nesse período do jogo merece destaque a postura de João Moutinho, um jogador que tem recebido avaliações algo injustas, pois mesmo criando poucos desequilíbrios quando a equipa ataca (não foi o caso de ontem!), é actualmente um dos maiores responsáveis pela eficácia que o FC Porto revela a anular as virtudes dos adversários. Excelente atitude! Pela diferença de potencial entre FC Porto e Rapid de Viena se prova que o FC Porto não foi precipitado quando assumiu ser candidato a vencer a competição, não só porque tem mais prestígio que quase todos os clubes envolvidos na prova mas também porque é um dos clubes com o palmarés europeu mais rico entre todos os participantes na Liga Europa. Só dois chegam à final, mas há legitimidade para assumir a candidatura!
O actual ‘elan’ (foi o FC Porto que o construiu, lembre-se!) também ajuda a ter confiança e margem para errar. Liderar o campeonato e ver os nossos maiores rivais a 5 (Sp. Braga e Sporting) e 9 pontos (Benfica) de distância também dá moral para as outras competições.
Agora, segue-se a visita à Choupana. O FC Porto entrará em campo sabendo os resultados do Benfica-Sporting e do Paços de Ferreira-Sp. Braga, mas isso pouco importa para quem está tão determinado em ser campeão.
Positivo (+):
- mais um belo jogo das “formiguinhas” (Fernando, Moutinho, Rúben e Belluschi) do meio-campo do FC Porto;
- apesar de um jogo da Liga Europa não ter o mesmo encanto que um da Liga dos Campeões, os jogadores do FC Porto souberam colocar em campo o mesmo entusiasmo que têm por hábito mostrar na ‘Champions’;
- o regresso de Falcão aos golos (o colombiano fica sempre triste e cabisbaixo quando não marca, o que é um óptimo sinal);
- o terceiro golo do FC Porto, um ‘carrossel de tabelinhas’ que proporcionou a Rúben Micael o golo da noite;
- a disponibilidade física de Cristian Rodriguez (o uruguaio terminou o jogo com a “língua de fora”, mas deu muito para quem vinha de uma longa paragem);
Negativo (-):
- tal como aconteceu no jogo frente ao Genk, voltou a haver algum excesso de confiança por parte de alguns jogadores do FC Porto, principalmente na 1ª parte (uma postura natural para quem depressa se apercebeu ser superior ao seu adversário?);

«Curiosidades FCP» - O bilhete do FC Porto - Portadown, Taça dos Clubes Campeões Europeus 1990/91

Em semana de jornada europeia, recuperamos mais um bilhete de um jogo europeu do FC Porto. Desta vez, recuamos à nossa participação na edição de 1990/91 da antiga Taça dos Clubes Campeões Europeus com o bilhete que deu acesso ao FC Porto - Portadown, relativo à 1ª mão da 1ª eliminatória da competição.
Devido à interdição do Estádio das Antas, o FC Porto foi obrigado a deslocar-se até Setúbal para defrontar os ‘quase-amadores’ do Portadown (Irlanda do Norte). No entanto, isso não foi obstáculo ao ‘FC Porto de Artur Jorge’, que goleou esta frágil equipa britânica por 5-0, com golos de Stephane Paille (2), Kostadinov, Branco e Stewart (p.b.).
Na 2ª mão, o FC Porto voltaria a golear estes super-acessíveis norte-irlandeses: 8-1 (!) foi o resultado.

A «foto do dia» - Seninho

No ‘Paixão pelo Porto’ ainda não tínhamos dedicado nenhum ‘post’ ao Seninho, o ex-avançado do FC Porto que foi o autor daquele precioso ‘bis’ em Old Trafford (vitória do Manchester United, por 5-2), que permitiu ao FC Porto aceder aos Quartos-de-final da Taça dos Vencedores das Taças 1977/78 depois do brilhante 4-0 da 1ª mão.
Apesar desse atrevimento, Seninho acabaria por deixar as Antas na época seguinte, seduzido por uma proposta fabulosa do Cosmos (Nova Iorque), clube onde também jogaram os consagrados Pelé, Franz Beckenbauer, Johan Neeskens e Carlos Alberto, entre outros.
Recentemente, o ex-jogador do FC Porto confessou à imprensa portuguesa que «eles estavam interessados em mim, no Oliveira e no Duda. Além disso, havia o AC Milan, o próprio Manchester e o Atlético Madrid, todos com interesse. Optei pelo Cosmos por diversas razões, mas também devido a um telefonema do Pelé».

«Curiosidades FCP» - A ‘Austria Magazine’ de Outubro de 2002

Em semana de jogo frente a austríacos, recuperamos uma edição da revista oficial do Áustria de Viena onde é antecipado o nosso confronto, relativo à edição de 2002/03 da Taça UEFA, com os eternos rivais do Rapid.
Na capa da revista, além de uma foto do controverso Christoph Daum (era o treinador do Áustria de Viena na época em que os austríacos se cruzaram com o ‘FC Porto de Mourinho’), lá está a referência (a letras amarelas) ao Áustria de Viena - FC Porto, disputado a 31 de Outubro de 2002. Nessa ocasião, o FC Porto venceu os dois jogos que disputou com os austríacos (1-0, com golo de Derlei, no Estádio do Prater, e 2-0, com golos de Hélder Postiga e Derlei, no antigo Estádio das Antas).

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

E-M-P-O-L-G-A-N-T-E!

Primeira nota: quem não assistiu ao FC Porto-Sp. Braga pode considerar excessivo tudo o que tem sido escrito e dito sobre o jogo. Mas na minha opinião, este vai ser, muito provavelmente, o Adicionar imagemmelhor jogo da Liga 2010/11. Será muito difícil voltarmos a ver 5 golos num jogo entre duas equipas tão competitivas e disciplinadas tacticamente. E não seria vergonha nenhuma se o FC Porto tivesse empatado com este super-compacto Sp. Braga.
Assim, o FC Porto foi obrigado a realizar uma exibição empolgante que, por exemplo, o tão elogiado ‘Benfica de Jesus’ nunca conseguiu oferecer aos seus adeptos nos jogos mais complicados que realizou na época passada (frente a Sp. Braga, FC Porto e Liverpool). Estamos conversados!
No final, Domingos (estava triste com o resultado e por isso perdoamos-lhe!) quis insinuar que os nossos golos surgiram em lances fortuitos, mas o FC Porto ameaçava marcar a qualquer momento antes de Lima fazer o segundo golo do Sp. Braga, ou seja, por essa altura já estávamos por cima no jogo.
É verdade que o FC Porto não tem sido assim tão espectacular como a exibição no jogo da Supertaça, frente ao Benfica, deixara antever. No entanto, o FC Porto joga como equipa e aborda os jogos com responsabilidade. Os jogadores não se deixam abalar por um ou outro detalhe (no Sábado foram dois grandes detalhes: os golaços de Luís Aguiar e Lima) que possa condicionar a partida e, ao mesmo tempo, conseguem desfrutar do jogo (no Sábado foi contagiante a alegria que jogadores como Hulk e Belluschi colocaram em campo). O FC Porto está forte! Quem cativa cada vez mais é André Villas-Boas, pois os seus contactos com a imprensa são cada vez mais apreciados pelos adeptos e pelos jornalistas. Ninguém sai aborrecido das conversas com o actual treinador do FC Porto. «Quero estar aqui o maior número de anos possível, sabendo que com este presidente o normal são 2 anos. Tenho de o convencer a ficar cá 10! Não só porque amo o clube desde sempre, mas também pelo ambiente. A cultura do clube, a cidade e as pessoas do Norte representam uma certa forma cultural de estar na sociedade com a qual me identifico e que não se pode encontrar em todos os lados». Um treinador do FC Porto que tem este tipo de discurso não merece todo o nosso apreço?
Positivo (+):
- Hulk resolveu "partir" tudo no jogo em que a equipa mais precisava dele (só o ‘Incrível’ poderia ajudar a desbloquear um jogo tão fechado tacticamente);
- a postura do FC Porto, que depois de estar por duas vezes em desvantagem soube manter a organização e lucidez; - Varela: estava a ser o maior candidato à substituição quando marcou o terceiro golo do FC Porto num potente remate que ainda “queimou” as luvas de Felipe;
- Belluschi: ele, Moutinho e Fernando são as “formiguinhas” trabalhadoras do meio-campo do FC Porto (trabalham que se fartam, levam pancada e nunca se queixam!);
- a numerosa presença de público no Dragão (este foi o 4º jogo com lotação acima dos 40 mil espectadores);
- destaque também para a posse de bola: frente a um adversário consistente e que gosta de ter a bola, o FC Porto foi capaz de terminar o jogo com 58% de posse;
- Maicon: está cada vez mais parecido com o Pepe dos primeiros tempos no FC Porto;
Negativo (-):
- num jogo assombroso (de ambas as equipas) seria injusto destacar algo pela negativa (o FC Porto, por exemplo, ainda não tinha consentido qualquer golo na Liga, mas no Sábado sofreu dois golos quase… indefensáveis!);

«Curiosidades FCP» - Pedroto na «Ídolos do Desporto»

O ‘Paixão pelo Porto’ volta a recordar o «Mestre». Desta vez, recuperamos uma capa da revista «Ídolos do Desporto» onde Pedroto foi destaque de 1ª página. Nesta edição, é dado destaque à sua sensacional transferência do Belenenses para o FC Porto (Pedroto mudou-se para as Antas em 1952). O montante envolvido no negócio (335 contos para o Belenenses e 165 para Pedroto) foi considerado exorbitante para a época («O jogador que valeu 500 contos», lia-se na capa da «Ídolos») e na altura constituiu um novo recorde em transferências de jogadores entre clubes portugueses. Um recorde que o FC Porto fez questão de voltar a ostentar com a recente aquisição de João Moutinho.