O ‘FC Porto de Villas-Boas’ é uma equipa muito organizada e que raramente se desequilibra. Ou seja, mesmo quando é menos incisiva no ataque (como aconteceu em Aveiro), isso permite-lhe controlar facilmente um jogo e um adversário. Poderia o FC Porto vencer por margens mais folgadas? Podia, mas neste momento a equipa não tem aquela necessidade de afirmação que tinha no início da época, ou seja, o FC Porto já mostrou que é melhor que os adversários e dá-se agora ao luxo de vencer os jogos correndo menos riscos. Julgo que as exibições empolgantes, como a de ontem, poderão ser mais frequentes quando a equipa sentir aquela ‘pressãozinha’ dos jogos a eliminar e dos ‘clássicos’.
- Hulk: até já marca golos ‘à Falcão’!
- Rolando: é mais discreto e menos exuberante do que Bruno Alves, mas tem sido tão ou mais eficiente;
- Emídio Rafael realizou o seu melhor jogo desde que chegou ao FC Porto: muito agressivo a defender e lúcido a atacar;
- já tínhamos saudades destes jogos em que as 3 formiguinhas do meio-campo do FC Porto (Fernando, Belluschi e Moutinho) asfixiam a bola e o adversário;
- a jogada da qual resultou o golo de James Rodriguez: aquilo é ópera dos grandes palcos!
- é a 18ª vez esta época que o FC Porto deixa um adversário “a zeros”, ou seja, não sofremos qualquer golo em 18 dos jogos oficiais que já realizámos esta época: excelente consistência defensiva!
- a antecipação do jogo com o Nacional permitiu ao FC Porto “jogar e vencer em dois campos”: aumentámos a vantagem pontual para o Benfica (ainda que os 11 pontos sejam uma vantagem psicológica, pelo menos até à 20ª jornada) e ficámos com 6 dias de descanso entre os dois exigentes jogos frente ao Sevilha;
- numa semana em que a imprensa indígena se preparava para intoxicar a opinião pública lançando dúvidas sobre a decisão de João Ferreira em assinalar (bem!) a grande-penalidade sobre Hulk, eis que surge Jorge ‘Tyson’ Jesus a estragar tudo com aquela cena de pugilato;
Negativo (-):
- as bolas nos postes e o golo mal anulado a Cristian Rodriguez impediram o FC Porto de chegar à justa e merecida goleada;

Hoje recordamos a carreira de um jogador que marcou um dos golos mais importantes da história do FC Porto: aquele que valeu o empate no clássico frente ao Benfica, em 1977/78. Esse será, muito provavelmente, o golo mais célebre da década de 70 do futebol português. O seu marcador, o brasileiro Ademir, chegou ao FC Porto em 1975/76, vindo do Olhanense. «Chegar ao FC Porto foi normal, pois eu fazia bom jogos e várias equipas mostraram interesse por mim. Clubes como o Benfica, o Vitória de Guimarães e o Sporting, mas o que me ofereceu melhores condições foi o FC Porto. Fui para as Antas ganhar 22.500$00 por mês, o que para a época era um ordenado razoável, mas não era nenhuma fortuna comparado ao que se ganha hoje no futebol. 
«Também foi daquelas coisas que acontecem. O Celta estava interessado no Chico Gordo que jogava no Sp. Braga, e só não foi o Chico porque no jogo seguinte foram ver o FC Porto - Sp. Braga nas Antas, e como eu fiz um grande jogo, o treinador do Celta disse que já não queria o ‘10’ do Sp. Braga, mas sim o ‘8’ do FC Porto. Terminado o jogo estava lá um emissário espanhol para falar comigo, apresentando as condições. No dia seguinte estava a fazer exames médicos na Corunha. Fiquei lá cinco anos.»





Negativo (-):
- o suplemento que o escocês ‘The Herald’ editou sobre o jogo;
- o menu que foi distribuído antes da refeição às delegações e convidados do Celtic, do FC Porto e da UEFA;
- a bancada onde ficaram os adeptos do Celtic (e onde se vê um escocês usando o clássico ‘sombrero’);
- a bancada onde ficaram os adeptos do FC Porto;
- Capucho e Ricardo Costa com o troféu;
- dois adeptos escoceses envergando os famosos ‘kilts’;
- o «onze» do FC Porto que iniciou a partida;