segunda-feira, 21 de março de 2011

Preparem os fogos… e a Luz!

Apenas 72 horas depois da batalha frente ao CSKA de Moscovo, o FC Porto voltou às vitórias na Liga. De facto, Villas-Boas tem razão ao dizer que a dinâmica de vitória serve para camuflar o desgaste físico e manter os jogadores motivados. Ainda assim, depois do golo da Académica, o FC Porto conseguiu colocar em campo ritmo e intensidade alta. Se calhar até foi melhor que a ‘Briosa’ tenha marcado primeiro, isso “acordou” um FC Porto que começou por abordar o jogo de forma algo despreocupada.
Agora, segue-se a tão ansiada visita à Luz. Se o Benfica perder pontos no jogo de hoje, o FC Porto garante o título se não perder na Luz. No entanto, se o Benfica vencer em Paços de Ferreira, o FC Porto vai correr maiores riscos no 'clássico', pois vai querer oferecer a vitória aos adeptos e isso pode colocar em causa o ‘manter da invencibilidade’ (há uma grande vontade de terminar a Liga sem derrotas). O melhor é esperar pelo final do jogo da Mata Real…
Positivo (+):
- o ambiente do Estádio do Dragão: cheira a campeão!
- a 2ª parte do FC Porto (os últimos 15 minutos do primeiro tempo já antecipavam aquilo que foram os segundos 45 minutos: um carrossel de futebol de ataque!);
- Guarín voltou a desbloquear o jogo (marcou em força e com a parte de dentro do pé esquerdo: quando há confiança….);
- depois de um curto período (entre Novembro e Fevereiro) em que vários jogadores pareciam estar em défice físico, entramos agora num ciclo em que alguns deles (Fucile, Fernando, Guarín, Varela,…) parecem estar a atingir uma espécie de segundo pico de forma;
- os “amarelados” do FC Porto conseguiram ficar todos disponíveis para a Luz;
- o ‘FC Porto de Villas-Boas’ tem agora o desafio de tentar fazer o que o ‘Benfica de Jesus’ não conseguiu na época passada: a festa do título em casa do maior rival!
Negativo (-):
- a entrada do FC Porto em jogo foi algo aburguesada (30 minutos de ressaca pós-jornada europeia);
- a menor cumplicidade entre Hulk e Falcão (tem havido sempre um pé ou um ressalto a impedir que o entendimento entre os dois resulte em golo);

A «foto do dia» - Américo e Eusébio

Começamos a antecipar o ‘clássico’ com uma foto onde vemos Eusébio ao lado de Américo, um dos mais carismáticos guarda-redes da história do FC Porto e que representou o clube durante aqueles ‘anos difíceis’, os que coincidiram com uma quase ausência de títulos.
Nesta foto (gentilmente cedida pelo Armando Pinto), vemos Américo (com o equipamento enlameado, uma das suas imagens de marca) e o jogador do Benfica num dos muitos ‘clássicos’ que ambos disputaram na carreira. Neste, disputado nas Antas, durante a época 1965/66, o FC Porto saiu vencedor: 2-0!

«Curiosidades FCP» - A dupla Gomes/Oliveira e o bi-campeonato

Já aqui dedicámos vários ‘posts’ a António Oliveira e a Fernando Gomes (mais ao Bi-Bota, claro!). Hoje, recuperamos mais algumas fotos destes dois históricos jogadores do FC Porto e recordamos a importância que ambos tiveram no bi-campeonato (1977/78 e 1978/79) que o FC Porto conquistou no final dos anos 70.
Além de terem sido dos jogadores mais utilizados por Pedroto nesses dois campeonatos, Gomes e Oliveira também foram os maiores goleadores da equipa, sendo responsáveis, naquelas duas épocas, por mais de metade dos golos que o FC Porto marcou na competição. Enquanto que Gomes somou 52 golos (25+27) naquelas duas edições da Liga, Oliveira foi responsável por 35 golos (19+16). No seu conjunto, os dois avançados do FC Porto marcaram 87 golos nas edições de 1977/78 e 1978/79 da Liga portuguesa. Tendo em conta que o FC Porto marcou 151 golos nesses dois campeonatos, isso significa que os nossos dois históricos avançados foram responsáveis por quase 60% dos golos que o FC Porto somou nessas duas ligas. Notável!

sexta-feira, 18 de março de 2011

As casas de apostas é que têm razão!

Está ser uma bela aventura esta (breve) passagem do FC Porto pela Liga Europa. Depois do percurso imaculado na fase de grupos, seguiram-se duas autênticas eliminatórias de ‘Champions’: jogos intensos e emocionantes frente a dois adversários que colocaram novos problemas ao FC Porto e que fizeram a equipa de Villas-Boas ‘crescer’. Isto tem sido uma espécie de preâmbulo do que vamos encontrar na ‘Champions’ durante a próxima época. Agora, vamos lá ver se a equipa suporta a responsabilidade que lhe é atribuída pelas casas de apostas, que consideram o FC Porto o principal candidato a vencer a competição.
Ao contrário do que aconteceu na 2ª parte da partida frente ao Sevilha (o FC Porto deixou que os espanhóis levassem o jogo para o campo do imprevisível), desta vez fomos capazes de impor e controlar o ritmo de jogo. Ah, e os postes e o guarda-redes adversário também não atrapalharam tanto como no jogo frente ao Sevilha!
Ou seja, ontem, o que o CSKA fez de positivo no jogo fê-lo por mérito próprio e não por erros que o FC Porto tenha cometido (a propósito: Tosic, o autor do golo, é um excelente driblador).
Agora, nos Quartos-de-final, não há muito por onde escolher. Além disso, depois de eliminar Sevilha e CSKA de Moscovo, o FC Porto está preparado para tudo!
Positivo (+):
- Otamendi, numa exibição colectiva quase perfeita (o FC Porto foi um autêntico bloco!), destacamos apenas aquele que melhor representou o que o FC Porto foi ontem: concentração, entreajuda, espírito de sacrifício,… Jogo brutal do central argentino!
- a estabilidade emocional do FC Porto (é claro que o golo marcado no primeiro minuto ajudou muito, mas a equipa nunca se perturbou com a posse de bola dos russos e as temíveis transições rápidas);
- o FC Porto respeitou muito o seu adversário (justifica-se que o tenha feito, pois os russos venceram 3 dos 4 jogos que disputaram fora na competição e são uma equipa organizada, disciplinada tacticamente e criativa no ataque);
- num momento da época em que vários jogadores se apresentam algo desgastados fisicamente, é bom ter alguns bem frescos: Fucile, Otamendi, Guarín, Fernando, Hulk,…
Negativo (-):
- o elevado custo dos ingressos (40€ para o público: um absurdo!), impediu que o Estádio do Dragão registasse a assistência que a equipa merecia;

A «foto do dia» - Fonseca

Hoje, na «foto do dia», recordamos um histórico guarda-redes portista: Fonseca, o ‘keeper’ da equipa que, com José Maria Pedroto, reconquistou o título depois do maior jejum da nossa história.
Este guarda-redes, que também representou o Benfica no início da década de 70, vestiu a camisola do FC Porto durante 6 épocas consecutivas, e quase sempre como titular.
Depois do Fonseca, seguiu-se aquele pequeno ciclo com Zé Beto.

«Curiosidades FCP» - O bilhete do Anderlecht - FC Porto, Taça dos Vencedores das Taças 1977/78

Recentemente fizemos aqui referência ao Anderlecht - FC Porto, da 2ª mão dos Quartos-de-final da Taça dos Vencedores das Taças 1977/78, com o programa oficial do jogo de Bruxelas. Hoje, recuperamos o ingresso/convite que deu acesso ao jogo do ‘Émile Versé Stadion‘ (actualmente o Anderlecht joga no ‘Constant Vanden Stock’), disputado a 15 de Março de 1978 (fez agora 33 anos que os dois clubes se cruzaram na prova).
Apesar da vantagem trazida do jogo da 1ª mão (1-0, golo de Fernando Gomes) o ‘FC Porto de Pedroto’ foi eliminado pelo Anderlecht (de Raymond Goethals) depois de ser derrotado em Bruxelas por 3-0 (golos de Rensenbrink, Nielsen e Vercauteren).
Os belgas atingiram nessa época a 3ª (!) final consecutiva da Taça dos Vencedores das Taças, acabando por conquistar a prova depois de derrotarem o Áustria de Viena (de Hermann Stessl), na final, por 4-0.

«Curiosidades FCP» - Juary e o Inter

Em semana de competições europeias, recordamos o suplente do FC Porto que mais golos marcou em jogos europeus, Juary. Desta vez, recuperamos uma foto do avançado brasileiro com a camisola do Inter de Milão, o primeiro ‘grande’ que representou na Europa (aqui fica o link para alguns dos golos que Juary marcou em Itália: http://www.youtube.com/watch?v=rbyLuyJtevo

terça-feira, 15 de março de 2011

E vão treze-pontos-treze de avanço!

Começamos pelo fim: neste momento, nenhum portista (e nenhum benfiquista!) fica indiferente ao facto do FC Porto poder vir a fazer a festa do título em casa do seu maior rival. A contagem decrescente para o título não pára: faltam 8 pontos para o FC Porto ser campeão!
Ontem, seria difícil pedir mais e melhor depois da desgastante jornada no sintético do Estádio Luzhniki e da longa viagem que se seguiu. Fica apenas uma questão: até que ponto a utilização, no jogo de Leiria, de jogadores mais fatigados fisicamente poderá condicionar a nossa prestação frente ao CSKA?
Sabe-se que o FC Porto raramente se desvia dos seus objectivos (uma virtude!), mas os 10 pontos de vantagem (antes do jogo!) na Liga e a qualidade do banco de suplentes (Ruben Micael, Maicon, Cristian Rodriguez,…) poderiam ser uma tentação que levasse Villas-Boas a deixar de fora do «onze» alguns habituais titulares.
Nestas alturas, quando um objectivo está quase garantido (campeonato) e se segue um jogo importante (Liga Europa), os treinadores podem escolher entre dois tipos de abordagem: iniciar o jogo com alguns habituais suplentes no «onze», correndo o risco de ‘andar atrás do prejuízo’, ou abordar o jogo com o «onze» habitual e depois substituir 2 ou 3 jogadores se a vitória estiver garantida antes dos 60/70 minutos de jogo. Villas-Boas optou (e bem!) pela segunda hipótese. Com o que não contava era com uma equipa, o U. Leiria, que começou por não querer jogar!
Agora, na quinta-feira, segue-se o segundo jogo com o CSKA. A vitória pela margem mínima no jogo da 1ª mão pode-se tornar uma armadilha para o FC Porto se os russos marcarem primeiro. Concentração máxima!
Positivo (+):
- o FC Porto venceu e mantém a invencibilidade na Liga (já agora, e se não for pedir muito, aguentem lá mais 7 jogos!), e apresenta o segundo melhor 'goal-average' (53-7) entre os líderes dos 5 principais campeonatos europeus (só somos superados pelo Barcelona, que tem 79 golos marcados e 14 sofridos);
- Hulk tem duas coisas em comum com Cristiano Ronaldo: a paixão pelo jogo e a obsessão pelos golos;
- Guarín continua a sua saga de golos de meia-distância: o ‘cowboy’ da Colômbia está com tanta confiança que agora até adorna os lances e faz passes de 50 metros; Quem diria!?
- o bom momento que os 4 (Fernando, Moutinho, Belluschi e Guarín) médios do FC Porto atravessam garante a permanência e qualidade do triângulo de meio-campo durante o próximo ciclo de jogos;
Negativo (-):
- a utilização de João Moutinho durante mais de 1 hora de jogo terá sido algo excessiva: o mais regular médio do FC Porto é também aquele que, neste momento, parece mais desgastado e faltam apenas 72 horas para o CSKA;
- Ruben Micael continua a sua ‘travessia do deserto’;

«Curiosidades FCP» - A caricatura do ‘Bi-Bota’

Já aqui tínhamos recuperado algumas caricaturas de jogadores do FC Porto das décadas de 70 e 80. Hoje, recuperamos a de Fernando Gomes, o nosso Bi-Bota d’Ouro foi mais um dos que foram retratados pelo mestre Francisco Zambujal nos seus famosos ‘cartoons’.

A «foto do dia» - FC Porto 1980/81

Hoje, na «foto do dia», recuamos ao ‘FC Porto de Hermann Stessl’ com um «onze» portista da época 1980/81, uma das temporadas menos conseguidas do clube nos gloriosos anos 80 (conquistámos apenas a Supertaça Cândido de Oliveira, disputada em Dezembro de 1981, ou seja, já com a época 1981/82 a decorrer).
Este é um «onze» que após as conquistas com José Maria Pedroto, no final da década de 70, já reflectia um natural fim de ciclo de uma geração de jogadores (Fonseca, Freitas, Simões,…) e o início de uma outra (Sousa, Frasco,…) que marcaria o início do ciclo ‘FC Porto europeu’.
Em cima (da esq. p/ dta): Gabriel, Teixeira, Walsh, Freitas, Simões, Rodolfo e Fonseca;
Em baixo (da esq. p/ dta): Duda, Frasco, Albertino e Sousa;

«Curiosidades FCP» - Toni

Recuamos ao início da década de 90 para recordarmos Toni, um ponta-de-lança formado nas camadas jovens do FC Porto e que fez parte do plantel sénior durante as épocas em que o brasileiro Carlos Alberto Silva orientou a equipa.
Apesar de ter nascido na Guiné-Bissau, Toni tem dupla nacionalidade, tendo sido um dos destaques da Selecção portuguesa no Campeonato do Mundo de Sub-20, realizado no nosso país.
No FC Porto, acabou por ser pouco utilizado, principalmente devido à eficácia e cumplicidade da temível dupla Domingos/Kostadinov.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Sol da Colômbia derreteu Moscovo!

Depois de um curto período de férias, nada melhor do que regressar aos ‘posts’ após uma bela vitória na Liga Europa. E já são 6 vitórias fora de casa desde o início da competição, ou seja, tantas quantos os jogos até agora realizados. Brilhante!
Mesmo sabendo que defrontava um adversário consistente e tacticamente disciplinado, o FC Porto não deixou de jogar no meio-campo adversário e ter mais posse de bola. Villas-Boas prometeu e cumpriu: o FC Porto foi dominador. Uma atitude que não deixa de ser algo arriscada para quem joga no campo do adversário, mas da qual Villas-Boas não quer abdicar independentemente do nome do adversário ou das condições climatéricas. Excelente postura!
Comparando o futebol do CSKA de Moscovo com o do nosso anterior adversário na competição, o Sevilha, rapidamente chegamos à conclusão que os russos (eliminaram o Sevilha na ‘Champions’ da época passada) são mais organizados e disciplinados tacticamente. No entanto, esse jogo parece encaixar melhor naquele que é praticado pelo FC Porto. O estilo que o Sevilha utiliza quando ataca (transições rápidas e sucessivos cruzamentos para a área) causou muitos problemas ao FC Porto.
Ontem, notou-se que o CSKA de Moscovo estudou bem o FC Porto. Os russos optaram por ‘partir’ a equipa: atacavam com muita gente, mas também defendiam com muitos jogadores e numa linha defensiva baixa, ou seja, optaram por deixar um ‘buraco’ no meio-campo, um posicionamento que o FC Porto demorou a saber aproveitar.
Agora, Villas-Boas não deve ter receio de dar descanso a alguns jogadores (Rolando, Moutinho,…) já no próximo jogo da Liga portuguesa. A Liga Europa está a ficar cada vez mais “apertada” e foi precisamente para se poder concentrar nesta competição que o FC Porto conquistou uma vantagem de 11 pontos (na prática são 12) sobre o 2º classificado do campeonato.
Positivo (+):
- confesso que fiquei algo apreensivo com a titularidade de Guarín (Belluschi garantia outra qualidade de passe, um trunfo para combater o ‘jogo de posse’ dos russos), mas o colombiano marcou um belo golo (está numa fase da carreira em que não necessita de rematar tantas vezes à baliza para fazer um golo) e foi o jogador do FC Porto que melhor se adaptou ao relvado sintético;
- Helton (a realizar a melhor época da carreira), Rolando (sempre autoritário), Otamendi (subtil a forma como interceptou alguns lances perigosos) e Fucile (concentrado e disponível) foram o garante da consistência defensiva;
- a 2ª parte do FC Porto: a equipa foi mais agressiva na procura da bola e mais incisiva no ataque (e ainda nos demos ao luxo de terminar o jogo com sucessivas trocas de bola, um ‘meiínho’ que irritou bastante Leonid Slutsky, o técnico do CSKA);
Negativo (-):
- a postura ambiciosa que o FC Porto sempre coloca em campo deixa-lhe um problema: fica sempre algum espaço nas costas da defesa, um risco que uma equipa que quer ser grande tem que correr;
- na 2ª mão, o FC Porto tem que ter mais atenção às diagonais de Doumbia e aos constantes movimentos de recuo de Vágner Love para a ‘posição 10’;

A «foto do dia» - Benni McCarthy

Em semana de confronto com o CSKA de Moscovo (jogo da 1ª mão dos Oitavos-de-final da Liga Europa) recordamos a primeira visita do FC Porto a Moscovo com uma foto do autor do golo que nos garantiu a vitória (0-1) no segundo jogo que realizámos com os russos (no primeiro, não fomos além de um empate a zero, no Dragão).
O protagonista é Benni McCarthy, aqui a festejar o golo que nos permitiu manter as esperanças de acesso aos Quartos-de-final da ‘Champions’ 2004/05 (o FC Porto confirmaria o apuramento na última jornada da fase de grupos, com aquela saborosa e suadíssima vitória sobre o Chelsea, por 2-1).

«Curiosidades FCP» - Os bilhetes do Feyenoord - FC Porto, 2ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões 1993/94

Em semana de Liga Europa, voltamos aos bilhetes de jogos do FC Porto nas competições europeias.
Já aqui tínhamos feito referência ao Feyenoord - FC Porto, da 2ª mão da 2ª pré-eliminatória da ‘Champions’ 1993/94, disputado na ‘Banheira de Roterdão’ a 3 de Novembro de 1993. Hoje, recuperamos dois ingressos (para sectores diferentes do ‘Estádio De Kuip’) relativos a esse jogo que ficou na história pela tensão que o envolveu e pela importância que teve para os dois emblemas (na altura, a fase de grupos era disputada por apenas 8 clubes e era a primeira vez que os holandeses poderiam aceder a essa fase da competição).
Após a suadíssima vitória no jogo das Antas (1-0, golo de Domingos aos… 90 minutos!), o FC Porto conseguiu sair incólume de Roterdão com um plano de contenção e calculismo (4 defesas-centrais no «onze» inicial!) em que o nosso treinador de então, o croata Tomislav Ivic, era mestre: 0-0 foi o resultado.

«Curiosidades FCP» - Alfredo Murça

Hoje, nas «Curiosidades FCP», dedicamos um ‘post’ ao Alfredo Murça, um dos imprescindíveis pilares defensivos do ‘FC Porto de Pedroto’, de final da década de 70. Deixamos aqui algumas fotos e curiosidades sobre este sóbrio e eficiente lateral-esquerdo (falecido recentemente, a 24 de Agosto de 2007, devido a doença prolongada):
- nasceu na Costa da Caparica, a 17 de Janeiro de 1948;
- iniciou a sua carreira de futebolista no ‘Grupo Desportivo Pescadores da Costa da Caparica’, mudando-se depois para o histórico Belenenses;
- foi vice-campeão pelo Belenenses na época de 1972/73, sob o comando de um técnico que também orientou o FC Porto: Alejandro Scopelli;
- mudou-se para o FC Porto em 1974/75;
- foi utilizado em todos os jogos (e marcou 2 golos) na histórica campanha que levou o FC Porto ao título em 1977/78;
- fez parte de um dos mais consistentes e eficazes ‘quartetos defensivos’ da história do FC Porto e do futebol português: Gabriel, Simões, Freitas e Murça;
- vestiu a camisola do FC Porto durante 7 épocas consecutivas;
- ao serviço do FC Porto foi bi-campeão nacional (1977/78 e 1978/79) e vencedor de uma Taça de Portugal (1976/77);
- na temporada de 1981/82 mudou-se para o V. Guimarães, onde jogou 3 temporadas e onde reencontrou José Maria Pedroto;
- foi cinco vezes internacional ‘A’;
- depois de terminada a carreira de jogador, voltou a colaborar com o FC Porto como treinador adjunto e observador;

quinta-feira, 3 de março de 2011

O tira-teimas da estatística

Antes de gozar um curto período de férias (voltamos aos ‘posts’ logo após o CSKA de Moscovo - FC Porto, da 1ª mão dos Oitavos-de-final da Liga Europa), o ‘Paixão pelo Porto’ faz aqui uma curta análise ao ciclo que vivemos actualmente.
A constante troca de argumentos entre Villas-Boas e Jorge Jesus é pretexto para olharmos um pouco para o mais fiável dos avaliadores, a estatística. A verdade é que neste momento encontramos poucas razões para a euforia que se vive em torno da campanha do nosso maior rival na Liga. Limitemo-nos aos factos: ao compararmos os principais ‘itens’ que normalmente acompanham este tipo de estatísticas, verificamos que o ‘FC Porto de Villas-Boas’ supera o ‘Benfica de Jesus’ (estamos a referir-nos ao da época passada, o tal que era considerado “estratosférico” pela imprensa indígena!) em quase todos eles.
Comecemos pelo mais importante e decisivo: a diferença de pontos na Liga. Enquanto que, actualmente, a vantagem do FC Porto atinge os 8 pontos (na prática são 9), na época passada, à passagem da mesma 21ª jornada, o ‘Benfica de Jesus’ penava para cavar uma diferença para o 2ª classificado (apenas 1 ponto de vantagem sobre o Sp. Braga).
Mas é na consistência defensiva e no resguardo da sua baliza que o FC Porto rebenta com a escala! Neste momento, soma apenas 4 pontos perdidos e 7 golos sofridos no campeonato. Um registo avassalador e que esmaga o conseguido pelo ‘Benfica de Jesus’, na época passada, à passagem da mesma 21ª jornada: 11 pontos perdidos e 11 golos sofridos. Ou seja, o ‘FC Porto de Villas-Boas’ tem mais 7 pontos que o sobrevalorizado Benfica da época passada. Incomparável!
De facto, as ausências de Falcão e Álvaro Pereira condicionaram um pouco o jogo do FC Porto e acabaram por coincidir com aquele curto período em que esteve em jogo a nossa continuidade na Taça da Liga e na Taça de Portugal. Agora, o FC Porto parece estar a voltar àquelas exibições empolgantes do primeiro terço da época. Em boa altura o faz, pois aproxima-se um ciclo decisivo no campeonato e na Liga Europa. Vêm aí tempos excitantes!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O primeiro e o mais forte!

Apesar do primeiro golo ter chegado tarde, o FC Porto ultrapassou com distinção mais um obstáculo no caminho para o título. Foi um FC Porto que durou 90 minutos e que chegou a asfixiar o adversário. Continuamos fortes!
Mesmo tendo em conta que os jogos que se disputam depois de uma jornada europeia são sempre complicados, pois os jogadores apresentam-se mais desgastados mentalmente e a disponibilidade física não é a mesma, o FC Porto acabou por ter muito mérito na forma como ultrapassou os problemas que o Olhanense lhe colocou. Apesar de não serem uma equipa “chata” (não se limitam a defender e quando estão na posse da bola jogam um futebol positivo), os algarvios são organizados e jogam com confiança. Assim, acabou por haver muito mérito do FC Porto na forma paciente e sempre organizada como foi empurrando o seu adversário lá para trás. O FC Porto fez tudo bem!
A partir de hoje entramos em contagem decrescente para a conquista do título: faltam 19 pontos para o FC Porto ser campeão! Positivo (+):
- excelente exibição colectiva do FC Porto (ninguém esteve abaixo do exigível);
- Belluschi: é o actual jogador do FC Porto que mais merecia ficar ligado a uma vitória importante;
- apesar de Varela e Sapunaru não estarem a jogar mal, ao intervalo Villas-Boas optou por colocar em campo Fucile (deu mais profundidade) e James (tornou o jogo mais fluído): excelente leitura de jogo!
- o primeiro golo de Falcão: a precisão de remate e a forma como, em curto espaço de terreno, conseguiu contornar os adversários é revelador da classe do ponta-de-lança colombiano;
- o FC Porto atingiu os 30 jogos sem perder na Liga, um campeonato inteiro: brilhante!
Negativo (-):
- a sorte não tem acompanhado Hulk no momento do remate: o ‘Incrível’ fez um excelente jogo, mas quando a bola não quer entrar….

«Curiosidades FCP» - O suplemento ‘Atleti’ de 3 de Agosto de 2002

Ainda a pretexto da eliminatória entre o FC Porto e o Sevilha, hoje recuamos a um jogo que envolveu o FC Porto e outra equipa espanhola, o Atlético de Madrid. Desta vez, com a ajuda da capa de um suplemento desportivo dedicado ao Atlético de Madrid, recordamos um jogo de preparação que as duas equipas realizaram nas Antas durante a pré-época 2002/03.
O ‘FC Porto de Mourinho’ venceu essa partida por 3-0 (golos de Hélder Postiga, aos 7’, Derlei, aos 19’, e Deco, aos 52’). «El Atlético perdió por un contundente 3-0 ante el Oporto en Das Antas», resumiram os espanhóis na 1ª página.

A «foto do dia» - Seninho

Recentemente dedicámos um ‘post’ ao Seninho, o ex-avançado do FC Porto autor daqueles dois golos em Old Trafford (derrota do FC Porto, por 5-2) que nos permitiram eliminar o Manchester United em eliminatória da Taça dos Vencedores das Taças 1977/78.
Hoje, recuperamos uma foto do Seninho com a camisola do Cosmos, clube da liga norte-americana para onde o ex-avançado do FC Porto se transferiu no final dos anos 70.

«Curiosidades FCP» - Deco e a Taça UEFA

A eliminatória frente ao Sevilha fez-nos recuar à nossa presença na final da Taça UEFA 2002/03. Recuperamos uma foto do Deco exibindo o troféu que o FC Porto conquistou no Estádio Olímpico de Sevilha. Esse foi o primeiro troféu internacional que o ex-nº 10 do FC Porto conquistou na carreira. Depois disso, seguiram-se duas Liga dos Campeões, com o FC Porto, em 2003/04, e com o Barcelona, em 2005/06.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Soube a vitória!

Não se pode dizer que tenha sido um passo de gigante para atingir a final da prova (a Liga Europa está recheada de boas equipas, mas não tem nenhum “tubarão”), mas a verdade é que, ao eliminar o Sevilha, o FC Porto não atingiu apenas os Oitavos-de-final da Liga Europa: eliminou um dos favoritos a vencer a competição, uma injecção de auto-estima que lhe permite agora ganhar confiança para enfrentar qualquer um dos outros candidatos. Mas atenção, porque o nosso próximo adversário, o CSKA de Moscovo, foi a equipa mais concretizadora da fase de grupos, com 18 golos, e acedeu aos ‘16 avos’ com 5 vitórias e apenas 1 empate.
Ontem, depois do golo de Fabiano, veio-me à memória o excesso de confiança que se abateu sobre o FC Porto em vésperas daquele fatídico jogo frente à Sampdória, em eliminatória da Taça dos Vencedores das Taças (derrota do FC Porto, nas grandes-penalidades, depois da vitória em Itália, por 0-1). Felizmente, este FC Porto é bem mais compacto e menos romântico do que aquela equipa orientada por Bobby Robson (curiosamente, a grande referência de Villas-Boas) e nem sequer merecia ter perdido o jogo. O FC Porto tem mais futebol que o Sevilha!
Se fosse eliminado pelos espanhóis, o FC Porto corria o risco de ficar até final da época a jogar apenas para manter a vantagem no campeonato (o resultado da 1ª mão das meias-finais da Taça deixou-nos com um pé fora da prova). Convenhamos que isso seria pouco para quem tem sido super-consistente e coeso. Assim, o FC Porto mantém-se nas duas competições mais importantes da época 2010/11 e deixa um claro sinal aos restantes adversários da Liga Europa: quem elimina o Sevilha (vencedor em 2006/07 e 2005/06) tem legitimidade para querer vencer a competição!
Positivo (+):
- a passagem à próxima eliminatória (o FC Porto eliminou um clube com um orçamento superior a 100 milhões de euros e que era um dos mais sérios candidatos a vencer a competição);
- nota muito positiva para a forma como o FC Porto controlou o jogo e o adversário durante 70 minutos: nesse período só faltou o golo!
- o quarteto defensivo do FC Porto foi mais agressivo do que em Sevilha e só vacilou quando os espanhóis decidiram "partir o jogo";
- a tensão e emoção que envolveram o jogo foram semelhantes às de uma eliminatória de ‘Champions’;
- os aplausos com que os adeptos se despediram da equipa são o reconhecimento do valor do adversário e do esforço que foi feito para o eliminar: o público do Dragão sabe ver futebol!
- apesar da derrota, o FC Porto sai com a auto-estima reforçada na Liga Europa: a partir de agora, venha quem vier! Negativo (-):
- a UEFA escolheu um árbitro condizente com o estatuto que FC Porto e Sevilha ostentam na Europa, mas Howard Webb não foi feliz: perdoou o segundo amarelo a Alexis ainda na 1ª parte e foi demasiado rigoroso ao expulsar Álvaro Pereira;
- deu a sensação que o FC Porto não estava preparado para a utlização simultânea, por parte do Sevilha, de 3 avançados (Negredo, Kanouté e Fabiano): foi a partir desse momento que os espanhóis ganharam ascendente sobre o jogo;
- Hulk atravessa um momento de menor fulgor: tomou sempre más decisões (parece mentalmente desgastado);

«Curiosidades FCP» - O programa oficial do Dinamo de Kiev - FC Porto, Liga dos Campeões 2008/09

Em semana de Liga Europa, recordamos mais um programa oficial de um jogo do FC Porto nas competições europeias. Desta vez, recuamos apenas 2 anos com a capa do programa oficial do Dinamo de Kiev - FC Porto, o tal jogo que marcou uma mudança de rumo no ‘FC Porto de Jesualdo’ depois de um ciclo de 3 derrotas consecutivas.
O programa oficial diz respeito ao jogo da 4ª jornada da fase de grupos. Apesar de ter ido para o intervalo a perder 1-0 (golo de Milevski, aos 21’), o FC Porto deu a volta ao jogo com golos de Rolando, aos 69’, e Lucho Gonzalez, aos 90’.

«Curiosidades FCP» - FC Porto 1973/74

Na semana anterior fizemos aqui referência à histórica eliminatória que o FC Porto disputou frente ao Barcelona, em 1972/73. Hoje, recuperamos um «onze» do FC Porto relativo à época seguinte. Um «onze» onde ainda constam vários jogadores que defrontaram e venceram os catalães nos dois jogos daquela saudosa eliminatória da Taça UEFA.
Em cima (da esq. p/ dta): Celso, Rodolfo, Rolando, Ronaldo, Guedes e Tibi;
Em baixo (da esq. p/ dta): Pavão, Béné, Flávio, Rodrigo e Abel;

A «foto do dia» - Duda

Hoje recuamos ao ‘FC Porto de Pedroto’ para recordarmos Duda, o rapidíssimo extremo brasileiro que representou o FC Porto no final da década de 70.
No FC Porto, o homem responsável pela eliminação do AC Milan em pleno San Siro (foi Duda o autor do histórico golo dessa vitória do FC Porto em eliminatória da TCE 1979/80) conquistou dois campeonatos nacionais (1977/78 e 1978/79) e uma Taça de Portugal (1976/77).

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Em Sevilha somos (e fomos!) felizes

O futebol tem esta capacidade de nos ligar a lugares que, noutras circunstâncias, pouco significado teriam. Quando escrevermos a história do FC Porto de A a Z, já teremos o S e o V reservados para, respectivamente, Sevilha e Viena.
O FC Porto voltou a ser feliz em Sevilha, mas a verdade é que na 2ª parte nunca teve o jogo controlado. Isso não se ficou a dever a qualquer insuficiência que o FC Porto tenha mostrado, mas ao jogo difícil de contrariar que o Sevilha coloca em prática quando joga no seu estádio. Os espanhóis abusam do futebol directo, com passes longos e constantes mudanças de flanco, talvez como forma de tirar o máximo partido daqueles dois possantes avançados (Kanouté e Fabiano). Nesse aspecto, o Sevilha talvez seja a equipa menos latina das equipas de ‘top’ espanholas.
Contudo, o Sevilha parece ter aprendido pouco com os recentes confrontos, na Liga dos Campeões, entre FC Porto e At. Madrid (4 jogos: 2 vitórias do FC Porto e 2 empates). Fica a sensação que estes ‘médios-grandes’ clubes espanhóis (Dep. Corunha, Valência, Sevilha, At. Madrid,…) olham para o estatuto do FC Porto na Europa com alguma sobranceria. Além disso, julgam-se ‘grandes’ só porque estão inseridos na melhor Liga do mundo…. Mas ser ‘grande’ é outra coisa. Como diz Villas-Boas: «é vencer cá dentro e na Europa»!
Com este resultado, o FC Porto garante o quinto jogo consecutivo sem perder na vizinha Espanha em jogos das competições europeias (empates com Real Madrid, no Santiago Bernabéu, e At. Madrid, no Vicente Calderón, e vitórias frente ao Deportivo, no Riazor, frente ao At. Madrid, no Vicente Calderón, e frente ao Sevilha, no Sánchez Pizjuán). Um ‘score’ notável para um clube que, na altura dos respectivos confrontos, apresentava um orçamento inferior a qualquer um dos seus adversários.
Positivo (+):
- Rolando: juntou um golo à sobriedade e descrição habituais (a sua postura algo tímida e recatada prova que não é necessário levantar a voz para se ser um símbolo do FC Porto);
- a forma determinada e subida no campo como o FC Porto iniciou o jogo (uma postura desgastante e que nos minutos finais teve que ser compensada com algum espírito de sacrifício e uma aitude de combate);
- a excelente leitura de jogo que Villas-Boas fez no momento das substituições (Varela e James estavam a ser os jogadores menos agressivos do FC Porto);
- a sorte também protegeu o FC Porto (a mesma sorte que lhe tinha virado as costas noutra recente visita a Espanha: 2-2 no Vicente Calderón);
Negativo (-):
- na 2ª mão, o FC Porto tem que defender de outra forma os lances de bola parada (alguém tem que “atacar” aqueles cruzamentos para a cabeça de Fabiano e Kanouté);
- a passividade que Varela e James revelaram nalguns lances tornaram a equipa menos agressiva no ataque e colocaram dificuldades acrescidas aos dois laterais do FC Porto;

«Curiosidades FCP» - Barcelona - FC Porto, Taça UEFA 1972/73 (2ª parte)

Em semana de confronto europeu frente a uma equipa espanhola, aproveitamos para recordar uma histórica vitória do FC Porto em pleno ‘Camp Nou’, em jogo da 2ª mão da 1ª eliminatória da Taça UEFA 1972/73.
Já aqui havíamos feito referência à 1ª mão dessa eliminatória (‘post’ de 5 de Dezembro de 2009), que terminou com uma espectacular vitória do FC Porto, sobre o Barcelona, por 3-1 (golos de Barrios, aos 33’, Flávio, aos 48’, e Abel, aos 51’ e 66’).
Hoje, e novamente com a ajuda da imprensa desportiva espanhola (‘El Mundo Deportivo’), recordamos as incidências do jogo da 2ª mão e alguns títulos que os jornalistas presentes em ‘Camp Nou’ escolheram para ilustrar as crónicas que realizaram sobre o jogo.
O FC Porto (de Fernando Riera) deslocou-se à Catalunha, para defrontar o ‘Barça’ (de Rinus Michels), a 27 de Setembro de 1972. Tal como já tinha acontecido no jogo da 1ª mão, a dupla Flávio-Abel (‘los morenos’, como lhes chamou a imprensa espanhola) voltou a fazer a diferença a favor do FC Porto. Aliás, a cumplicidade entre os dois avançados do FC Porto foi mesmo decisiva para eliminarmos o Barcelona na primeira vez que os dois clubes se encontraram em provas da UEFA.
Após a estrondosa vitória (3-1), no jogo da 1ª mão, o FC Porto foi a Barcelona vencer novamente o ‘Barça’, desta vez por 0-1 (golo de Abel, aos 19’).
Deixamos aqui os «onzes» do jogo da 2ª mão (destaque no «onze» do Barcelona para as presenças de Miguel Reina, pai do actual guarda-redes do Liverpool Pepe Reina, e de Carlos Rexach, ex-treinador adjunto do ‘Barça’):
Camp Nou, 27 de Setembro de 1972
Árbitro: Concetto Lo Bello (Ita)
Barcelona: Miguel Reina, Joaquin Rifé, Gallego, De la Cruz, Torres (Juanito, aos 46’), Zabalza, Carlos Rexach, Marti Filosía, Barrios, Asensi e Alfonseda;
Treinador: Rinus Michels
FC Porto: Rui (Armando, aos 23’), Gualter, Valdemar, Rolando, Guedes, Pavão, Celso, Oliveira, Flávio (Lemos, aos 80’), Abel e Malagueta;
Treinador: Fernando Riera;
Golos: Abel, aos 19 minutos.