Hoje recuamos até ao anos 50 e a uma década que marcou um dos maiores crescimentos do FC Porto a nível de infra-estruturas e de popularidade. Apesar de condicionado pelas políticas do «Estado Novo», com a inauguração do complexo das Antas e com o número de sócios a aumentar a cada ano que passava, o FC Porto dava mostras de grande ambição e vitalidade. Nessa altura, o profissionalismo ainda não era levado muito a sério, isto porque quase todos os jogadores tinham outra actividade para além do futebol. No FC Porto, havia três comerciantes (Virgílio, Carvalho e Joaquim), dois corticeiros (Barrigana e Osvaldo Cambalacho), um torneiro de metais (Teixeira) e um funcionário municipal (Monteiro da Costa). Apesar de condicionar a preparação dos atletas, o semi-profissionalismo não impediu que o FC Porto voltasse aos êxitos depois das conquistas com Mihaly Siska no final da década de 30. Apesar de tudo, foi necessário esperar 16 anos para o FC Porto voltar a ser campeão nacional. A época 1955/56 marcou o regresso do clube aos títulos com a dobradinha conquistada sob o comando de Dorival Yustrich. Esse ano também marcou a estreia do FC Porto nas competições europeias, frente ao Athletic Bilbao, de Espanha. A década de 50 reservou novo título para o FC Porto dois anos depois da conquista do campeonato nacional. Na época 1957/58, o técnico brasileiro Otto Bumbel garantiu a 2ª Taça de Portugal da história do clube. O FC Porto encerraria os anos 50 com a conquista do campeonato nacional de 1958/59, com Béla Guttmann.
Apesar do final da década de 50 ter sido prometedor para o FC Porto, a década seguinte reservou-lhe um segundo e, desta vez, ainda mais longo jejum. O FC Porto esteve afastado da vitória no campeonato nacional entre 1959 e 1978, tendo conquistado apenas duas Taças de Portugal durante esse período (em 1968 e 1977).







Aqui ficam os resultados das últimas 10 épocas:






Essa equipa do FC Porto era composta por alguns jovens que mais tarde, já sob o comando de Cristiano Pereira, seriam fundamentais na conquista da Taça dos Campeões Europeus, entre eles, Vítor Hugo, Vítor Bruno, António Alves e Domingos. O reinado interno do FC Porto teve o seu início em 1982/83 com a conquista do seu primeiro título de campeão nacional. Foi uma série de 5 títulos consecutivos, só interrompida pelo Sporting (em 1987/88) que, com um conjunto de jovens jogadores (na foto em cima, surgem Paulo Alves e Pedro Alves, que também foram campeões no FC Porto), impediu que o FC Porto chegasse ao Hexa. Nessa época, além do mérito do adversário, o FC Porto não se apresentou tão forte devido à saída, apenas por um ano, do Vítor Hugo, para o Novara, e do Realista, para o Barcelona. O FC Porto retomaria os títulos no ano seguinte, vencendo mais 3 campeonatos consecutivos, de 1988/89 até 1990/91. 














