terça-feira, 6 de janeiro de 2009

‘El Diego de la gente’ vem aí!

O FC Porto e o Estádio do Dragão vão ter o privilégio de serem visitados por Diego Armando Maradona. É já no próximo Domingo que o mítico nº 10 da Argentina visita a Invicta para ver em acção o clã argentino do FC Porto.
Diego nunca se cruzou com o FC Porto, no entanto, a sua visita ao Dragão é um óptimo pretexto para publicarmos um 'post' dedicado exclusivamente ao eterno nº 10. Um tributo, em forma de agradecimento, pela alegria proporcionada por 'El Pibe'. Apesar de Pelé continuar a ser considerado pela FIFA o melhor futebolista de todos os tempos, é a Maradona que asssociamos a paixão pelo futebol. E porquê? Para mim só há uma explicação: Deus gosta de futebol e escolheu Maradona! Diego Maradona nasceu no dia 30 de Outubro de 1960, num bairro pobre do subúrbio de Buenos Aires, chamado Villa Fiorito. Filho de um operário, começou a jogar futebol aos 9 anos no 'Los Cebollitas'. O seu percurso profissional teve início em 1976, quando, com 15 anos, foi contratado pelo Argentino Juniors. Quatro anos depois foi vendido ao histórico Boca Juniors, chegando à Europa em 1982 para representar o Barcelona, naquela que foi a transferência mais cara do futebol mundial até então. Os primeiros tempos em Espanha não foram nada fáceis e quando 'El Pibe' se começava finalmente a adaptar ao futebol europeu contraiu uma grave lesão.
Foi num jogo frente ao Atlético de Bilbao que Maradona se lesionou com gravidade. Uma entrada brutal, e maldosa, de Andoni Goikoetxea valeu a Diego uma fractura do tornozelo e meses afastado dos relvados (confirmar as imagens da TVE no You Tube em http://www.youtube.com/watch?v=N8_JYHtvTS8). Perante a gravidade da lesão, e tendo em conta o estatuto que Maradona já ostentava, a federação espanhola acabaría por castigar o central basco com 25 (!) jogos de suspensão. Dois anos após a chegada a Barcelona, e depois de conquistada a Taça do Rei em 1983, Maradona despedia-se de Espanha rumo ao Nápoles. Em boa hora o fez porque foi em Nápoles que encontrou semelhanças com a "sua" Argentina e onde viveu os melhores momentos da sua carreira.
Uma equipa de sonho, comandada por Ottavio Bianchi, que venceu dois campeonatos de Itália (1987 e 1990), uma Taça de Itália (1987), uma Taça UEFA (1989) e uma Supertaça italiana (1991). Ciro Ferrara, Fernando De Napoli, Andrea Carnevale, Careca, Luca Fusi e Alemão, entre outros, foram alguns dos craques que acompanharam Maradona na saga vitoriosa do Nápoles, em finais dos anos 80. Contudo, também foi em Nápoles que a relação de Maradona com as drogas foi tornada pública pela primeira vez. Em 1991, 'El Pibe' foi castigado com 15 meses de suspensão depois de um teste anti-doping positivo. Foi o adeus a Itália e o início do declínio.
Mas antes da glória em Itália, Diego foi o grande protagonista do Mundial de 1986. A Argentina, de Carlos Bilardo, contava com um grupo restrito de jogadores que, ao lado de Diego, marcaram uma época no futebol argentino: Nery Pumpido, Daniel Passarella, Oscar Ruggeri, Jorge Burruchaga e Jorge Valdano, entre outros, foram alguns dos que ficaram na sombra do homem que venceu o Mundial México 86: Maradona. Além de ter sido ele a conduzir a Argentina ao título, marcou o golo mais bonito de toda a história dos mundiais. Um inspirado Maradona fintou meia equipa da Inglaterra e marcou aquele que viría a ser considerado o golo do século (confirmar em http://www.youtube.com/watch?v=zg3uS4ZBHtM). É deste Maradona que nos queremos recordar e que no Domingo vem ao Porto, como seleccionador argentino, ver Lisandro Lopez e Lucho Gonzalez (tem uma tatuagem de 'El Pibe' na perna). Esperemos que o Estádio do Dragão preste a devida homenagem a Maradona. Ele não é do Nápoles, nem do Barcelona, nem do Boca Juniors. 'El Pibe' é de todos nós!

domingo, 4 de janeiro de 2009

Mais uma reviravolta!

Esta época o FC Porto quer-nos matar do coração! Mais uma reviravolta dos tricampeões numa grande 'jogatana' de futebol na Choupana. Foram duas equipas à procura do golo e que deixaram o adversário jogar. Resultado final: 2-4. Assim vale a pena ver futebol!
O FC Porto voltou a não fazer uma exibição segura mas está cada vez mais letal no ataque. Este FC Porto não é, definitivamente, uma equipa tipicamente latina. Há ali tiques de futebol anglo-saxónico. Jesualdo já tinha avisado para isso mesmo na recente entrevista ao jornal 'O JOGO', este FC Porto é menos seguro a defender mas é explosivo a atacar. Mas quem tem um trio de ataque constituído por Rodriguez, Hulk e Lisandro, não pode pensar de outra forma que não seja marcar mais golos que o adversário.
A procura desenfreada pelo golo, por parte das duas equipas, começou logo no primeiro minuto de jogo. Lisandro na cara de Bracalli atirou à trave. Já perdemos a conta à quantidade de golos que Lisandro lhe viu serem negados esta época pelos postes e pelos guarda-redes adversários. Licha tem que ir à bruxa! Contudo, depois dessa primeira oportunidade, o Nacional tomou conta do jogo. Manuel Machado preparou um esquema táctico que na primeira parte surpreendeu o FC Porto. A excelente posse de bola do Nacional, e as diagonais de Mateus na frente de ataque, confundiram a defesa do FC Porto. Apesar do golo fortuito, o Nacional justificou a vantagem ao intervalo. A segunda parte foi um teste ao estado anímico e emocional dos tricampeões. E o FC Porto passou no exame. Hulk igualou aos 51' e Rodriguez colocou o FC Porto na frente aos 72', num espectacular lance acrobático. Golaço do nosso CR10! Mas este FC Porto continua a ser demasiado macio lá atrás e não foi surpresa ter surgido o golo do empate aos 80 minutos. O FC Porto deu demasiado espaço num lance simples e previsível do Nacional. Valeu o tal futebol abrasivo do ataque do FC Porto para voltarmos à vantagem em cima do minuto 90'. Isto também é um aviso à concorrência: com o trio Hulk-Rodriguez-Lisandro possuído, tudo pode acontecer nos últimos 30 metros. O FC Porto sai da Madeira com a confiança em alta e com excelentes perspectivas de chegar à liderança num futuro próximo.

A «foto do dia» - Dois bilhetes do FC Porto – Vitkovice, Taça dos Clubes Campeões Europeus 1986/87

Regressamos à histórica edição de 1986/87 da Taça dos Clubes Campeões Europeus com dois bilhetes do jogo entre o FC Porto e o Vitkovice, relativo à 2ª mão da 2ª eliminatória da competição. Bilhetes de categoria ‘sócio superior’ e ‘sócio aposentado’, e com um custo de, respectivamente, 500$ (quinhentos escudos) e 400$ (quatrocentos escudos).
Os checos foram o nosso segundo adversário na caminhada até Viena. Depois de eliminar o Rabat Ajax (Malta), o FC Porto defrontou o campeão da antiga Checoslováquia. Os checos tinham sido a grande surpresa da 1ª eliminatória ao eliminarem o Paris Saint-Germain. Depois de empatar em Paris (2-2), o Vitkovice venceu em Ostrava por 1-0 e eliminou os campeões de França.Ditou o sorteio que o FC Porto se deslocasse à Checoslováquia na 1ª mão da 2ª eliminatória. Depois de terem derrotado o Paris Saint-Germain, os checos voltaram a repetir o resultado do jogo frente aos franceses e venceram o FC Porto em Ostrava também por 1-0 (Jirí Sourek aos 24' pen.). Contudo, na 2ª mão o FC Porto deu a volta à eliminatória com uma vitória por 3-0. O jogo das Antas disputou-se a 5 de Novembro de 1986 e aos 30 minutos o FC Porto já vencia os checos por 2-0, com golos de André, aos 5 minutos, e de Celso, aos 26’. Apesar da vantagem ser suficiente para aceder à próxima fase, o FC Porto só marcou o golo da tranquilidade aos 82 minutos, por Paulo Futre.
Seguiu-se o campeão da Dinamarca, o Brondby, nos Quartos-de-final.

«Curiosidades FCP» - O 'Golden Boy' 2008

Depois de num ‘post’ anterior termos destacado o ‘Bidone d’Oro’ 2008 (Ricardo Quaresma), vamos agora prestar homenagem ao verdadeiro craque, Anderson Luís de Abreu Oliveira. O jovem ex-jogador do FC Porto venceu o prémio ‘Golden Boy’ 2008, uma distinção atribuída pelo jornal italiano ‘Tuttosport’ que premeia o melhor jogador sub-20 da actualidade. A votação foi efectuada por 30 jornalistas de 20 países, tendo Anderson levado vantagem sobre Theo Walcott (Arsenal) e Kun Aguero (At. Madrid), respectivamente 2º e 3º classificados. Cada um dos 30 jornalistas votou em 5 jogadores, tendo os três mais votados sido premiados em Dezembro. Anderson sucedeu a Van der Vaart, Rooney, Fábregas, Messi e Aguero, que foram distinguidos nos anos anteriores. O jovem do Manchester United tornou-se no primeiro jogador brasileiro a ser premiado pelo ‘Tuttosport’, depois de em 2006, quando ainda representava o FC Porto, ter terminado em 3º lugar, atrás de Lionel Messi e Cesc Fabregas. Este foi o seu segundo troféu individual, depois de ter sido considerado o melhor jogador do Mundial de sub-17. Anderson iniciou a sua formação aos 11 anos num pequeno clube da sua zona de residência, o Clube Escola Desportiva Mont’serrat. Aos 13 anos transferiu-se para o Gremio, terminando a formação nas escolinhas do clube gaúcho, onde Ronaldinho também nasceu para o futebol. A maturidade que Anderson apresentava levava os responsáveis do Gremio a optarem pela sua utilização sempre no escalão acima da sua idade. Não foi por isso surpresa que aos 16 anos fosse chamado pela primeira vez a integrar o plantel principal do Gremio. A sua ascensão no futebol brasileiro foi tão rápida que o FC Porto se disponibilizou a adquiri-lo quando ainda tinha menos de 18 anos. Anderson assinou contrato com o FC Porto em Julho de 2005 mas só se estreou na primeira Liga em Março de 2006, já depois de ter completado 18 anos. Não foram precisos muitos jogos para a Europa do futebol colocar as atenções no jovem brasilerio. Apesar de uma lesão grave o ter afastado dos relvados durante 5 meses, Anderson estabeleceria um novo recorde de transferências no nosso país em Junho de 2007. O Manchester United não hesitou e pagou os 31,5 milhões de euros que o FC Porto pediu pelo craque brasileiro. O FC Porto vende caro! Apesar do seu rendimento em Manchester ainda não ter atingido o brilhantismo das suas actuações no Dragão, os adeptos do United já o consideram o sucessor de Paul Scholes.
Em entrevista ao ‘Tuttosport’, Anderson mostrou-se orgulhoso com o prémio ‘Golden Boy’: "Este é meu segundo prémio individual e conquistado justamente no último ano em que poderia disputar o ‘Golden Boy’, pois farei 21 anos e estarei fora da disputa". O jovem brasileiro também não escondeu a vontade de um dia representar um grande clube italiano: "Assim como Cristiano Ronaldo sonha em vestir a camisola do Real Madrid, também sonho em actuar no futebol italiano. Não falo nisso por respeito ao clube com o qual tenho contrato”. No final da entrevista, aproveitou também para apostar no vencedor do ‘Golden Boy’ 2009. Para Anderson, o premiado será o jovem defesa direito do Manchester United, o seu compatriota Rafael da Silva.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Um Janeiro preenchido

O início do ano de 2009 vai ser preenchido para o FC Porto. Será um dos meses de Janeiro com mais jogos oficiais na história do clube. O FC Porto vai estar envolvido em 3 competições (Liga Sagres, Taça de Portugal e Taça da Liga), num total de 7 jogos em apenas 24 dias. A boa notícia é que 4 desses 7 jogos serão no Dragão, ou seja, o FC Porto jogará apenas 3 vezes fora (com duas visitas à Choupana, uma para o Campeonato e outra para a Taça da Liga).
Será uma óptima altura para os jogadores menos utilizados, como Mariano Gonzalez, Tomás Costa, Stepanov, Freddy Guarín e Pelé, por exemplo, mostrarem se de facto têm atitude e mentalidade para jogar neste FC Porto.
Apesar do mês de Janeiro não ser decisivo no que diz respeito ao campeonato, o mesmo já não acontece relativamente à Taça da Liga e à Taça de Portugal. Se vencer o Leixões para a Taça de Portugal e pelo menos 2 dos 3 jogos que vai realizar nesta fase da Taça da Liga, o FC Porto acede às meias-finais das duas competições.
Depois do preenchido mês de Janeiro, visitamos Belém no dia 1 de Fevereiro.
Aqui fica o calendário dos tricampeões para o mês de Janeiro:
04/01/2009 Nacional - FC Porto (Liga Sagres)
08/01/2009 FC Porto - Vit. Setúbal (Taça da Liga)
11/01/2009 FC Porto - Trofense (Liga Sagres)
14/01/2009 Nacional - FC Porto (Taça da Liga)
18/01/2009 FC Porto - Académica (Taça da Liga)
25/01/2009 Braga - FC Porto (Liga Sagres)
28/01/2009 FC Porto - Leixões (Taça de Portugal)

O «cromo do dia» - Joaquim Leite

Deixamos o universo do futebol para recordarmos outro nome histórico do ciclismo português e do FC Porto: Joaquim Leite.
Ao recuperarmos estes nomes lendários do ciclismo, aproveitamos também para trazer à memória a fantástica tradição que o FC Porto possui numa modalidade que, infelizmente, decidiu abandonar.
Joaquim de Magalhães Leite nasceu a 18 de Março de 1945 na freguesia de São Clemente, concelho de Celorico de Basto. Como ciclista profissional, representou as equipas do Coimbrões, Aldoar, Estarreja, Académico do Porto, FC Porto e Benfica, tendo terminado a carreira na época de 1976. Apesar de nunca ter vencido a Volta a Portugal, foi um dos grandes protagonistas do FC Porto na competição durante aquele período de 15 anos, entre 1964 e 1979, que o FC Porto passou sem vencer a Volta individualmente.
Joaquim Leite participou em 8 Voltas a Portugal, tendo ganho uma etapa em 1974, ano em que andou com a camisola amarela em duas etapas e em que foi vencedor do Prémio da Montanha (quando representava o Benfica!). Foi ainda portador da camisola amarela em duas etapas na Volta de 1972. Além dos excelentes registos que obteve na Volta, também foi 3 vezes campeão nacional por equipas, em pista e estrada, 2 vezes campeão nacional de velocidade e 1 vez campeão nacional de rampa.
A nível internacional, participou duas vezes na Volta a Espanha, uma vez na Volta à Suiça, duas vezes no Campeonato do Mundo e uma vez na clássica Paris-Roubaix, além de outras provas em Espanha. Foi precisamente nas provas internacionais que Joaquim Leite confirmou as suas aptidões para as etapas de montanha, tendo sido 3º classificado no Prémio da Montanha da Volta à Espanha, e da Volta à Suíça, e 1º no Prémio da Montanha da Volta a Tarragona (Espanha).
Depois de abandonar a carreira, Joaquim Leite continuou ligado à modalidade. Em 1988, foi noticiado que a Bicimotor, empresa ligada à importação e distribuição de produtos de moto e bicicleta, tinha sido adquirida pelo ex-ciclista do FC Porto e pela esposa.

A «foto do dia» - FC Porto 1976/77

Recuamos à época que antecedeu a conquista do título, depois daqueles 19 anos de travessia do deserto, com uma foto de um «onze» do FC Porto. Um FC Porto já orientado por José Maria Pedroto e reforçado com Joaquim Torres (gr), Freitas, Brandão, Duda, e os ex-boavisteiros Celso e Taí.
Reparem que nesta foto já são visíveis alguns jogadores que fizeram parte da espinha dorsal da equipa que levaría o FC Porto ao título na época seguinte: a dupla de centrais Simões/Freitas, o trinco Octávio Machado e a dupla de ataque Gomes/Oliveira. Mas o maior destaque da foto vai para o sensacional tridente ofensivo constituído por Fernando Gomes, Teófilo Cubillas e António Oliveira. Apesar do perúano já não ter terminado a época, acabou por ficar directamente ligado à conquista da Taça de Portugal, pois foi ele o autor dos dois golos com que o FC Porto derrotou (0-2) o Ac. Viseu na 1ª eliminatória da competição.
Nessa época, o FC Porto foi apenas 3º classificado no campeonato nacional, a 10 pontos do campeão, o Benfica, mas venceu a Taça de Portugal ao derrotar na final o Sp. Braga por 1-0 (golo de Fernando Gomes).
Em cima (da esq. para a dta.): Teixeirinha, Freitas, Celso, Simões, Tibi, Teixeira;
Em baixo (da esq. para a dta.): Taí, Octávio, Fernando Gomes, Cubillas, Oliveira;

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Um defesa esquerdo já era suficiente!

Vai reabrir o mercado e, apesar da imprensa garantir que o FC Porto se pode vir a reforçar com 2 ou 3 jogadores, um lateral esquerdo sería suficiente para equilibrar as coisas no sector defensivo.
Mesmo com a recuperação de Sapunaru, e a deslocação de Fucile para a esquerda, fica claramente a faltar um lateral esquerdo de qualidade ao plantel do FC Porto. Já se percebeu que as características de Lino serão utéis para dar profundidade ao lado esquerdo do ataque mas não servem quando é preciso defender. Quanto a Benítez, parece que nem depois do necessário período de adaptação se vai conseguir impor. O lateral esquerdo argentino é lento e posiciona-se mal perante o adversário directo. Muito pouco para quem foi considerado um dos melhores laterais esquerdos da última edição da liga argentina. Continua de facto a haver muitas diferenças entre o futebol europeu e o sul americano. Perante as más experiências com os brasileiros Leandro, Ezequias e Lino, e com os argentinos Lucas Mareque e Benítez, sería talvez altura de experimentar o mercado europeu. Aliás, a melhor experiência do FC Porto com laterais esquerdos, depois da saída de Nuno Valente (na foto), acabou por ser com o discreto Marek Cech (na foto). Perante as restantes soluções, o eslovaco até era o mais apto para a função mas acabou... dispensado!
O FC Porto pode sempre argumentar que os gastos com a compra dos passes destes jogadores foram relativamente reduzidos. É um facto, mas quem quer chegar longe na exigente Liga dos Campeões não pode adquirir um lateral esquerdo nos saldos sul americanos e esperar que depois o seu rendimento supere todas as expectativas.

A «foto do dia» - Nantes - FC Porto, Taça UEFA 1971/72

Recuamos à edição de 1971/72 da Taça UEFA com uma foto relativa ao jogo da 2ª mão da 1ª eliminatória entre o FC Porto e o Nantes (França).
Na foto, vemos os ‘capitães' do FC Porto (Pavão) e do Nantes (Henri Michel) a procederem à troca de galhardetes perante o olhar do trio de arbitragem. O jogo de Nantes disputou-se a 29 de Setembro de 1971 e terminou empatado 1-1 (Maas aos 77’ e De Michéle, na p.b., aos 87’). Apesar do bom resultado realizado em França, o FC Porto não evitou a eliminação, pois na 1ª mão tinha sido derrotado por 0-2 (Marcos aos 18’ e aos 81’).
Vitória de Setúbal, FC Porto e Académica foram as equipas portuguesas presentes na 1ª edição da Taça UEFA, depois de extinta a Taça das Cidades com Feira. O Vitória acabou por ser a única equipa portuguesa a avançar para a segunda fase. Os setubalenses eliminaram o Nimes (França), enquanto que a Académica se ficou pela 1ª eliminatória, depois de ser eliminada pelo Wolverhampton (Inglaterra).
Quanto ao FC Porto, acabou por ter um ano muito atribulado, com 4 treinadores durante a época: António Teixeira (até à 7ª jornada), Artur Baeta (8ª jornada), Paulo Amaral (até à 21ª jornada) e António Feliciano. No final, um decepcionante 5º lugar no campeonato nacional, e uma eliminação nas meias-finais da Taça de Portugal, marcou uma das nossas piores épocas a nível nacional.

sábado, 27 de dezembro de 2008

O cúmplice de 'El Comandante': Lisandro Lopez

Recentemente tínhamos dado destaque a Lucho Gonzalez, o jogador mais carismático do actual plantel do FC Porto. Agora, é a vez do seu compatriota argentino e actual nº 9 do FC Porto, Lisandro Lopez. Um 'post' dedicado em exclusivo ao Licha e ilustrado com fotos da sua passagem pelo Racing Club de Avellaneda.
O clube que Lisandro representou antes de chegar ao FC Porto é, juntamente com o Boca Juniors, o River Plate, o San Lorenzo de Almagro e o Independiente (o grande rival do Racing, com quem joga o famoso 'Clássico de Avellaneda'), um dos "cinco grandes" do futebol argentino. Actualmente, o Racing é o terceiro clube argentino com mais adeptos, ficando apenas atrás de Boca Juniors e River Plate. Apesar de não possuir o historial destes dois gigantes do futebol sul americano, o Racing já venceu uma Taça dos Libertadores da América, em 1967, e uma Taça Intercontinental, no mesmo ano, frente ao Celtic de Glasgow. 'Licha' López estreou-se na primeira equipa do Racing a 14 de Junho de 2003, num empate (2-2) diante do Vélez Sarsfield. A sua ascensão no futebol argentino foi muito rápida porque logo no ano seguinte tornou-se o melhor marcador do campeonato argentino. Lisandro marcou 12 golos (18 no total da época 2004/05) em 19 jogos no 'Torneo Apertura' 2004. Nessa altura, o treinador do Racing jogava num sistema táctico em 4-4-2 que privilegiava a mobilidade dos dois homens da frente. Ao contrário do que acontece no FC Porto, em que já foi utilizado como extremo e como ponta-de-lança, Lisandro tinha liberdade para percorrer toda a frente de ataque do Racing ao lado do uruguaio Marcelo Guerrero, outro jogador móvel que sabia interpretar na perfeição o 4-4-2.
Depois do sucesso na liga argentina, o interesse de clubes europeus em Lisandro surgiu ainda antes do Verão de 2005. Além do interesse do Benfica, falou-se com alguma insistência da sua transferência para o futebol inglês ou para o Palermo, onde encontraria Mariano González, seu antigo colega de equipa e que veio a reencontrar no FC Porto. Contudo, foi o FC Porto a ganhar a corrida pelo ponta-de-lança argentino. Apesar da veia goleadora que trazia da argentina e da boa pré-época que realizou no seu ano de estreia em Portugal, foi ele o ponta-de-lança sacrificado por Co Adriaanse, que o colocava preferencialmente sobre o lado esquerdo do ataque no apoio a Benni McCarthy e, mais tarde, no apoio a Adriano. Foi com Jesualdo Ferreira que Lisandro potenciou o seu instinto goleador, tendo mantido na época passada um média de quase um golo por jogo, contabilizando no final da época 24 golos em 27 partidas para a Liga. Um registo que lhe garantiu o 1º lugar dos goleadores em Portugal e o 9º lugar no ranking da Bota de Ouro europeia.O seu nome já se encontra na lista dos melhores marcadores de sempre do FC Porto no campeonato nacional, ao lado de Pinga, Costuras, Slavkoo Kordnya, Correia Dias, António Araújo, Azumir, Fernando Gomes, Jacques, Domingos, Mário Jardel, Pena e Benni McCarthy. Além do sucesso que está a marcar a sua passagem pela Europa, Lisandro também tem visto o seu nome surgir com regularidade na convocatória para a Seleccção argentina, tendo tido a confiança dos 3 últimos seleccionadores argentinos: José Pekerman, Alfio Basile e Diego Maradona. Apesar de ser bastante tímido fora das quatro linhas, Lisandro é letal no momento da finalização. Os seus remates, que executa em força e com grande precisão, são a sua grande virtude. Contudo, o ponta-de-lança argentino também é o primeiro a defender, sempre em pressão sobre o portador da bola. Além disso, é um jogador disciplinado e que "faz bom balneário". Em suma, é um jogador 'à Porto'. Temos mesmo que lhe renovar o contrato!

A «foto do dia» - O programa oficial do PSV Eindhoven - FC Porto, Liga dos Campeões 1992/93

Hoje recuamos à edição de 1992/93 da Liga dos Campeões com o programa oficial do PSV Eindhoven - FC Porto, relativo à 5ª jornada da fase de grupos da prova.
O jogo marcou o regresso do FC Porto a Eidhoven depois daquela humilhante derrota por 5-0 em 1988/89. E desta vez vencemos 1-0! Apesar do triunfo não ter sido tão retumbante como a vitória dos holandeses em 1988, pelo menos deu para compensar essa derrota.
Na 'Champions' 1992/93, FC Porto e PSV Eindhoven foram sorteados no Grupo 2, juntamente com AC Milan e Gotemburgo. Depois dos dois clubes terem empatado (2-2) na 1ª jornada da competição, em jogo disputado no Estádio das Antas, o FC Porto foi ao 'Philips Stadion' vencer o PSV por 1-0 através de uma grande penalidade convertida pelo defesa central Zé Carlos, aos 77 minutos de jogo.
Contudo, a vitória do FC Porto já não foi suficiente para destronar o AC Milan da liderança do grupo. Nesse mesmo dia, os italianos derrotaram o Gotemburgo e garantiram o primeiro lugar do Grupo 2 e respectivo acesso à final da 'Champions', que disputaram frente ao Marselha.

O «cromo do dia» - Cesário Bonito

Cesário Bonito nasceu no Peso da Régua a 1 de Agosto de 1909. Foi o 22º presidente do FC Porto e liderou os destinos do clube durante 3 períodos distintos: de 1945 a 1948, de 1955 a 1957 e de 1965 a 1967. A sua eleição para a presidência do FC Porto foi decisiva para a construção da infraestrutura mais marcante da história do clube, o Estádio das Antas.
Um dos seus grandes admiradores é Pinto da Costa. O actual Presidente da SAD do FC Porto considera que Cesário Bonito foi "um homem de grande carácter, leal, destemido, inteligente, sem papas na língua e um verdadeiro líder". Para Pinto da Costa, Cesário Bonito "foi o primeiro dirigente capaz de se levantar contra o despotismo do poder central".
Cesário Bonito tomou conhecimento com a realidade do FC Porto quando, ainda jovem, fez parte da equipa de infantis do clube. Começou aí uma paixão que o levou a assumir funções directivas em 1943, quando foi nomeado vice-presidente na direcção presidida por Luís Ferreira Alves. Chegaría a Presidente do clube 2 anos depois, numa altura em que o debate pela construção e localização do novo estádio marcava a agenda dos adeptos, sócios e dirigentes do FC Porto. Cesário Bonito acabou por ter a derradeira palavra na escolha da zona das Antas para a construção do estádio, tendo sido responsável pela compra dos terrenos em 1948.
Apesar do FC Porto ter sido uma das grandes paixões da sua vida, foi na medicina que exerceu actividade profissional. Quem lhe ficou eternamente agradecido foi Miguel Arcanjo. O ex-jogador do FC Porto tinha um problema grave na vista e foi operado à retina por Cesário Bonito em 1951.
Depois de ter deixado a presidência do clube em 1948, Cesário Bonito foi novamente eleito em 1955. É curioso que, depois de no seu primeiro mandato ter ficado ligado à construção do Estádio das Antas, ficaría novamente asssociado a um feito histórico na sua segunda passagem pelo clube, pois foi em 1955/56, com Dorival Yustrich, que o FC Porto quebrou o jejum de 16 épocas sem ser campeão nacional.
Uma curiosidade: Cesário Bonito foi uma vez irradiado pela FPF depois de ter protestado contra o adiamento de um FC Porto - Sporting, devido ao facto do sportinguista Travassos ter ficado retido no Aeroporto de Madrid por causa do nevoeiro. O ex-Presidente do FC Porto foi suspenso juntamente com mais 6 membros da sua direcção num caso que ilustra bem a diferença de tratamento e o privilégio que na altura era concedido aos clubes de Lisboa.
Apesar de ter sido designado Sócio Honorário do clube em 1952, Cesário Bonito recebería a mais importante distinção do FC Porto em 1983, quando foi nomeado Presidente Nonorário.
O ex-Presidente do FC Porto acabaría por falecer a 4 de Setembro de 1987, ainda a tempo de ver o seu clube ser campeão da Europa pela primeira vez.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Porque é Natal

Apesar de não estar a nevar, é inevitável recordarmos a final da Taça Intercontinental que o FC Porto disputou frente ao Peñarol a 13 de Dezembro de 1987.
Fez agora 21 anos que o FC Porto derrotou (2-1) os uruguaios numa final jogada sobre a neve e com uma bola fluorescente. O nevão que se abateu sobre Tóquio tornou o relvado do Estádio Olímpico impraticável mas também ajudou a tornar a final ainda mais épica para o FC Porto. A neve imortalizou a final de Tóquio!Ao contrário do que aconteceu em 2004, frente ao Once Caldas da Colômbia, em 1987 o FC Porto não era considerado favorito pela generalidade da imprensa. Os uruguaios já tinham vencido a competição por 3 vezes e disputavam em Tóquio a 5ª final da Taça Intercontinental da sua história. O Peñarol começou por derrotar o Benfica, em 1962, numa final disputada em 3 jogos. Depois de cada clube ter garantido uma vitória no jogo realizado em sua casa, o Peñarol venceu o terceiro e decisivo encontro disputado em Montevideu.
Os uruguaios voltaram a vencer a Taça Intercontinental quatro anos depois de derrotarem o Benfica, e desta vez com uma vitória sobre o Real Madrid dos conceituados Ferenc Puskas e Francisco Gento. O Peñarol venceu as duas mãos da final por 2-0. Quanto ao terceiro triunfo dos uruguaios na competição, deu-se em 1982 quando derrotaram (2-0) o Aston Villa numa final que já foi disputada em Tóquio e em apenas um jogo.
Actualmente, só o AC Milan supera os uruguaios em troféus conquistados. Os italianos venceram a competição por 4 vezes, enquanto que Peñarol, Nacional, Boca Juniors, Real Madrid e São Paulo conquistaram 3 troféus.
Mas para disputarem esta competição, os clubes sul americanos necessitam de vencer a Taça Libertadores da América. Uma prova equivalente à "nossa" Liga dos Campeões e que o Peñarol já conquistou por 5 vezes (1960, 1961, 1966, 1982 e 1987). Actualmente, o Peñarol é a terceira equipa sul-americana com mais Taças Libertadores conquistadas. Só o Independiente e o Boca Juniors, com respectivamente 7 e 6 troféus conquistados, superam os uruguaios.
Antes de defrontar o FC Porto, o Peñarol venceu a edição de 1987 da Taça Libertadores da América depois de deixar pelo caminho o Alianza Lima (Perú), o River Plate (Argentina), o Independiente (Argentina) e o América de Cali (Colômbia).
Apesar de na final de Tóquio não ter havido favoritos, e da neve ter condicionado o jogo das duas equipas, o FC Porto acabou por demonstrar a sua superior qualidade técnica e derrotar o Peñarol na 5ª presença dos uruguaios na final da competição. O Peñarol tinha perdido para o Real Madrid a 1ª edição da Taça Intercontinental, disputada em 1960, e só voltou a ser derrotado na final da prova 27 anos depois, quando defrontou o FC Porto.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Sempre foram 9 vitórias consecutivas!

Foi pena o FC Porto não ter terminado o ano com uma vitória e numa altura em que a empatia entre a equipa e os sócios estava em crescendo. De qualquer forma, era difícil manter a dinâmica de vitória depois de 9 triunfos consecutivos. Mais cedo ou mais tarde voltaríamos a perder pontos. O problema foram aquelas duas derrotas consecutivas, frente a Leixões e Naval, que obrigam o FC Porto a correr atrás do prejuízo e a perseguir o lugar que era habitualmente seu por esta altura do ano. Um novo cenário que é um teste ao carácter e ambição dos tricampeões.
No empate (0-0) de hoje frente ao Marítimo, o FC Porto até nem fez uma má exibição mas a intensidade que colocou no jogo foi sempre demasiado baixa. Além disso, do outro lado esteve um Marítimo que, embora defendendo com muitos jogadores, foi uma equipa muito organizada e que só nos últimos minutos foi obrigada a despejar bolas para a frente.
O FC Porto entrou muito bem no jogo e criou oportunidades suficientes para chegar ao intervalo com uma vantagem de pelo menos um golo. Contudo, nesse período o Marítimo também se pode lamentar de uma bola na trave.
No segundo tempo, a atitude do FC Porto melhorou, houve mais pressão sobre a bola, mas a ansiedade e a falta de espaço nos últimos 30 metros arrastou o 0-0 até final. A verdade é que o FC Porto não soube responder aos desafios tácticos que o Marítimo lhe colocou. Os madeirenses jogaram com uma defesa baixa mas estiveram sempre bem posicionados em campo. Ou seja, hoje pedia-se ao FC Porto mais jogo pelas linhas e menos jogo interior.
Agora, se o Benfica vencer o Nacional voltamos a depender de terceiros para chegar à liderança. Mas nada de dramatismos porque o FC Porto é agora uma equipa mais consistente do que no início do campeonato.
A Liga regressa em Janeiro com o FC Porto a visitar o Nacional e com o objectivo claro de não perder mais pontos até ao decisivo ciclo de final de Fevereiro, e início de Março, com recepções ao Benfica e ao Sporting. Será nessa altura que jogaremos os nossos trunfos na Liga.

A «foto do dia» - O bilhete do FC Porto-Real Madrid, 2ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus 1987/88

Recuamos à Taça dos Clubes Campeões Europeus 1987/88 com o bilhete do jogo entre o FC Porto e o Real Madrid, relativo à 2ª mão da 2ª eliminatória da prova.
O FC Porto começou por eliminar o Vardar, da ex-Jugoslávia, com duas vitórias por 3-0, enquanto que o Real Madrid afastou o Nápoles (2-0 no Santiago Bernabéu e 1-1 no San Paolo) na 1ª eliminatória. Em virtude de o Santiago Bernabéu ter sido interditado pela UEFA, devido aos incidentes no Real Madrid - Bayern de Munique da época anterior, a 1ª mão da eliminatória entre FC Porto e Real Madrid realizou-se em Valência, no Estádio Mestalla. Apesar do FC Porto ter estado em vantagem até aos 83 minutos de jogo, os espanhóis acabaram por vencer essa partida por 2-1 (Madjer aos 59', Hugo Sanchez aos 83' e Sanchis aos 90') e ganhar uma importante vantagem para o segundo jogo.
A 2ª mão realizou-se no Estádio das Antas a 4 de Novembro de 1987. Apesar da grande expectativa que o jogo da 2ª mão gerou (ficaría de fora da competição o campeão da Europa em título, o FC Porto, ou um dos principais candidatos à conquista do troféu, o Real Madrid), os espanhóis acabaram por vencer novamente o FC Porto por 2-1 e avançar para os Quartos-de-final.
Apesar de Míchel ter sido o autor dos dois golos do Real Madrid, esse jogo ficou marcado por uma grande exibição do extremo esquerdo Paco Llorente, que na segunda parte arrasou a defesa do FC Porto. José Antonio Camacho, o ex-treinador do Benfica, também participou nessa partida quando, aos 85 minutos de jogo, foi chamado a substituir Emilio Butragueño.
É curioso que o FC Porto esteve à frente do marcador nos dois jogos da eliminatória mas acabou por ser eliminado. No entanto, os espanhóis também não conseguiram atingir a final da competição porque foram eliminados nas meias-finais pelo campeão da Europa dessa época, o PSV Eindhoven.
Vamos recordar os «onzes» e os marcadores do jogo da 2ª mão da eliminatória entre FC Porto e Real Madrid:
Estádio das Antas, 4 de Novembro de 1987
FC Porto: Mlynarczyk, João Pinto, Geraldão, Semedo, Inácio, Jaime Magalhães (Jorge Plácido aos 66'), Sousa, André, Frasco, Rui Barros (Barriga aos 36') e Madjer;
Treinador: Tomislav Ivic
Real Madrid: Buyo, Chendo, Tendillo, Sanchis, Solana (Paco Llorente aos 46'), Míchel, Jankovic, Martín Vázquez, Gordillo, Emilio Butragueño (Camacho aos 85') e Hugo Sanchez;
Treinador: Leo Beenhakker
Golos: Sousa aos 23', Míchel aos 54' e Míchel aos 69'

«Curiosidades FCP» - Branco, da canarinha ao FC Porto

Hoje recordamos o percurso de um dos melhores (senão o melhor!) defesas-esquerdos da história do FC Porto e do futebol português, o brasileiro Branco. Ainda hoje todos se recordam do seu famoso "pontapé canhão", que garantiu muitos pontos ao FC Porto durante a sua passagem pelo nosso país.
Cláudio Ibrahim Vaz Leal (Branco) chegou à Europa em 1986 para jogar no Brescia. O ex-defesa esquerdo do FC Porto debutou no campeonato italiano já depois de se ter estreado pela Selecção principal do Brasil no Campeonato do Mundo 'México 1986'. Branco era apenas uma jovem promessa no meio de jogadores consagrados como Sócrates, Muller, Zico, Junior, Careca ou Alemão, entre outros. No entanto, o técnico Telê Santana ofereceu-lhe a titularidade em vários jogos da fase final.
Apesar do Brasil ter sido eliminado pela França nos Quartos-de-final da prova, Branco realizou uma excelente exibição nesse jogo e foi sobre ele que foi cometida a grande penalidade que Zico desperdiçou. Depois de surgir no palco mais mediático do futebol mundial, foi com naturalidade que surgiram os convites para Branco vir para a Europa, estreando-se na Serie A ainda antes de chegar ao FC Porto. O Fluminense, que Branco representou durante 5 épocas, aceitou uma proposta do Brescia para transferir o jogador durante o Verão de 1986. No entanto, no ano seguinte o Brescia acabaría por ser relegado à Serie B italiana e foi nessa altura que surgiu o convite do FC Porto para Branco se mudar para Portugal.
No FC Porto, foi campeão nacional (em 1989/90) com Artur Jorge e nesse mesmo ano foi novamente chamado a representar o Brasil no Campeonato do Mundo 'Itália 90'.O ex-lateral esquerdo do FC Porto acabou por representar o Brasil em 3 Campeonatos do Mundo (em 1986, em 1990 e em 1994). No Mundial dos EUA, em 1994, Branco foi um dos heróis da fase final ao marcar o golo da dramática vitória (3-2) do Brasil sobre a Holanda nos Quartos-de-final da competição. Depois de representar o Brasil na geração de Zico e Sócrates, Branco foi campeão mundial ao lado de uma nova geração de craques brasileiros que incluía Romário e Bebeto, entre outros.
Depois de deixar o FC Porto, Branco regressou a Itália, e à Serie A, desta vez para jogar no Génova (na foto), que representou durante 2 épocas. Acabou por abandonar a carreira de jogador no seu regresso ao Brasil mas logo depois foi nomeado coordenador da CBF e em 2006 assumiu o cargo de coordenador técnico do Fluminense. Contudo, foi recentemente dispensado pelo Fluminense depois do histórico clube brasileiro ter ficado apenas em 14º lugar no Campeonato.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Só dependemos de nós!

Está cumprido o último objectivo antes da paragem de Natal. Depois de garantidas as qualificações para os Oitavos-de-final da 'Champions' e para os Quartos-de-final da Taça de Portugal, o FC Porto passa a depender apenas de si próprio para chegar à liderança da Liga.
Foi uma vitória (4-2) inequívoca que o Estrela da Amadora, com alguma felicidade, conseguiu adiar até aos últimos minutos de jogo. Num excelente jogo de futebol, o FC Porto realizou uma das melhores primeiras partes da época. Foi pena a meia-dúzia de oportunidades de golo criadas ter resultado em apenas dois golos.
O FC Porto instalou-se no meio-campo do Estrela logo no início do jogo. Uma pressão asfixiante sobre o homem que transportava a bola permitiu ao FC Porto encostar o Estrela lá atrás. Foi um autêntico assalto à baliza que resultou em apenas duas oportunidades concretizadas pelo FC Porto nos primeiros 45 minutos. Bela demonstração de força dos tricampeões!
Apesar do FC Porto ter ido para o intervalo a vencer 2-1, o Estrela acabou por igualar o jogo no início da segunda parte, num lance de bola parada. Contudo, dois minutos depois, Hulk resolveu marcar o melhor golo da Liga até ao momento. Um remate em vólei que entrou no canto superior direito da baliza de Nélson. GOLÃO!
Depois de passar novamente para a frente do marcador, o FC Porto continuou à procura do golo e a merecida vantagem de dois golos surgiu perto dos 90 minutos num livre de Cristian Rodriguez.
Fernando, Fucile e o trio Rodriguez-Hulk-Lisandro foram os destaques do FC Porto. Fernando foi novamente imperial e Fucile, apesar de ter ficado ligado aos dois golos do Estrela, fez hoje a sua melhor exibição da época até ao momento. O uruguaio não parou um minuto! Quanto ao três homens da frente, quando afinarem o entendimento vão arrasar!
Segue-se o Marítimo antes da paragem de Natal e fim de ano.

«Curiosidades FCP» - O ‘Bidone d' Oro’

Como as coisas em Itália não andam fáceis para o «Harry Potter», hoje recuamos apenas 6 meses com a 1ª página do jornal italiano 'Corriere dello Sport', que trouxe à capa uma entrevista de Pinto da Costa uns dias antes de ser confirmada a transferência de Ricardo Quaresma para o Inter.
Nesta edição do 'Corriere dello Sport', Pinto da Costa confirmava as negociações com o Inter enquanto aguardava uma oferta de Marco Branca, o director desportivo do clube italiano. Inicialmente, o Inter terá proposto ao FC Porto ceder o avançado Suazo a título definitivo e o português Pelé por empréstimo, mas o FC Porto efectuou uma contra proposta, decidindo incluir no negócio apenas Pelé a título definitivo e mais 18 milhões de euros.Quanto a Quaresma, viu recentemente ser-lhe atribuído o ‘Bidone d'Oro’, prémio concedido à maior desilusão do ‘Calcio’, mas ainda assim, ainda há portistas que continuam a lamentar a sua saída. Lamentos que não se entendem porque o jogador nada custou ao FC Porto e, além da sua venda ter gerado uma mais-valia, permite a Jesualdo Ferreira utilizar outro sistema táctico. Apesar de poder resolver um jogo a qualquer momento, Quaresma continua a revelar uma rebeldia táctica que nada agrada aos treinadores e aos próprios colegas de equipa. Uma imperfeição que nem Mourinho parece conseguir contrariar.
A sua transferência para o Inter só trouxe custos à Selecção Nacional, devido à sua pouca utilização, porque ao FC Porto trouxe apenas benefícios. O FC Porto valorizou o jogador durante 4 épocas, não teve qualquer custo com a sua formação e acabou por encaixar 18 milhões de euros com a sua transferência (Ronaldo, por exemplo, rendeu ao Sporting 15 milhões de euros).

A «foto do dia» - Vermelhinho, Gomes e Eurico

Recuamos ao início dos anos 80 com uma foto de 3 jogadores que foram bicampeões nacionais pelo FC Porto nas épocas 1984/85 e 1985/86: Vermelhinho, Gomes e Eurico.
Apesar de terem representado o FC Porto durante várias épocas, ficaram os 3 associados à conquista do terceiro bicampeonato da história do clube. Contudo, além dessa conquista colectiva, houve outros momentos que marcaram a passagem destes 3 jogadores pelo FC Porto.
Enquanto que o eterno capitão Fernando Gomes se destacou em todas as épocas em que serviu o FC Porto, os outros dois jogadores tiveram o seu momento de glória na época 1983/84.
Vermelhinho foi fundamental na passagem do FC Porto á Final da Taça das Taças, pois foi ele o autor do golo com que o FC Porto derrotou o Aberdeen, de Sir Alex Fergunson, na 2ª mão das meias-finais da prova. Quanto a Eurico, foi nessa época que realizou as melhores exibições da sua carreira, chegando a ser considerado, pelo jornal italiano 'La Republica', o melhor central da Europa depois da excelente exibição na Final da Taça das Taças, frente à Juventus, e, no Verão de 1984, depois de ser um dos protagonistas da Selecção no Europeu de França.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Valeu pelos 4 golos!

Não fossem os golos e tería sido um jogo muito pouco conseguido por parte do FC Porto. Mesmo com apenas um habitual titular no «onze» inicial, pedia-se mais atitude e motivação ao «onze» do FC Porto que defrontou o Cinfães. Notou-se que havia ali muita gente do FC Porto que não estava para se chatear. Uma postura algo displicente mas que ainda assim possibilitou uma vantagem de 3 golos no resultado final (1-4).
Quanto ao Cinfães, já ninguém lhe tira o mérito de ter colocado dúvidas no vencedor da partida até aos 75 minutos de jogo. Foi só nessa altura que o FC Porto se colocou definitivamente à frente do marcador, o que se ficou fundamentalmente a dever à fraca condição física que os jogadores do Cinfães já apresentavam.
O jogo do FC Porto foi sempre demasiado trapalhão (Pelé e Guarín, por exemplo, prenderam demasiado a bola) e cheio de excessos individuais. Fica o sinal mais para os golos de Guarín, a irreverência de Candeias, o profissionalismo de Tomás Costa e o sentido colectivo de Farías. O sinal menos vai para a inaptidão que Lino continua a revelar sempre que joga a defesa esquerdo e para alguma displicência de Tarik Sektioui na abordagem de alguns lances.
Conclusão: cumpriu-se com o essencial, dar descanso aos habituais titulares e avançar para os Quartos-de-final.

O «cromo do dia» - Zé Beto

José Alberto Teixeira Ferreirinha (Zé Beto) nasceu em Matosinhos a 21 de Fevereiro de 1960.
Zé Beto chegou às Antas vindo do Pasteleira e antes de ingressar definitivamente no FC Porto ainda esteve emprestado ao Beira-Mar, regressando às Antas no início da década de 80 logo após a conquista do bicampeonato com José Maria Pedroto.
Ao contrário de Mlynarczyk, que lhe sucedeu na baliza do FC Porto, Zé Beto era um guarda-redes irreverente e pouco cauteloso. Na memória de todos ficou aquele episódio na Final da Taça das Taças, entre a Juventus e o FC Porto, quando agrediu o árbitro auxiliar, acto que lhe valeu uns meses de castigo por parte da UEFA. No entanto, quem foi mais prejudicado pelo sucedido foi o FC Porto, que na época seguinte foi eliminado pelo Wrexham depois de uma exibição para esquecer do excêntrico Petar Borota. O guarda-redes sérvio substituiu Zé Beto no jogo das competições europeias e acabou por ficar ligado aos 3 golos que os galeses marcaram nas Antas e que lhes valeram a qualificação para a próxima fase. Apesar de nessa época ter ficado de fora dos jogos europeus, devido ao castigo da UEFA, Zé Beto regressaría na época seguinte, acabando por realizar uma das melhores exibições da sua carreira quando o FC Porto empatou (0-0) com o Ajax na 2ª mão da 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus, época 1985/86. Depois de ter vencido (2-0) os holandeses nas Antas, o FC Porto segurou o 0-0 no Estádio De Meer depois de uma grande exibição de Zé Beto. O Ajax, do carismático Johan Cruyff, ficou em branco nas duas mãos e nem o temível ponta-de-lança holandês Marco Van Basten conseguiu bater Zé Beto nos dois jogos dessa eliminatória. No entanto, para as boas exibições do ex-guarda redes do FC Porto também contribuíram as boas prestações do restante sector defensivo do FC Porto, que nessa altura possuía um dos quartetos defensivos mais coesos da Europa, com João Pinto, Eurico, Lima Pereira e Inácio.
No FC Porto, Zé Beto venceu todos os troféus nacionais (Campeonato Nacional, Taça de Portugal e Supertaça Cândido de Oliveira), sendo ainda titular na Final da Taça das Taças, em Basileia, e suplente na Final da Taça dos Clubes Campeões Europeus, em Viena.
Depois de representar o FC Porto durante mais de uma década, acabaría por falecer em Fevereiro de 1990, num acidente de viação na A1. A mulher e o filho, que também se encontravam dentro do veículo, acabaram por sobreviver ao trágico acidente.

A «foto do dia» - O programa oficial do Dinamo de Bucareste - FC Porto, Taça dos Clubes Campeões Europeus 1990/91

Hoje recuamos à última participação do FC Porto na extinta Taça dos Clubes Campeões Europeus com o programa oficial do Dinamo de Bucareste-FC Porto, relativo à 1ª mão da segunda eliminatória da competição, época 1990/91.
Foi a última vez que a prova se disputou no sistema de eliminatórias, tendo o FC Porto, na 1ª eliminatória, começado por eliminar o Portadown, da Irlanda do Norte, com duas vitórias, por 5-0 e 8-1. Quanto aos romenos, na 1ª ronda eliminaram os irlandeses do St. Patrick (4-0 na Roménia e 1-1 na Irlanda).
A 1ª mão da segunda eliminatória foi disputada em Bucareste a 24 de Outubro de 1990 e terminou empatada (0-0). No programa oficial do jogo são avançados os «onzes» prováveis de Dinamo de Bucareste e FC Porto. Reparem que os romenos preveram um «onze» do FC Porto que incluía 4 (!) avançados (Stephane Paille, Kostadinov, Domingos e Madjer), o que naturalmente não se confirmou.
Depois do empate em Bucareste, o FC Porto goleou (4-0) o campeão romeno nas Antas e avançou para os Quartos-de-final.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Este é o FC Porto da 'Champions'!

É assim que se fortalece o estatuto do FC Porto na mais importante prova de clubes a nível mundial, com vitórias e primeiros lugares. Não basta ostentar o record de clube com mais presenças na prova, é preciso vencer!
Foi a terceira vitória consecutiva na 'Champions' nesta época, a garantir o primeiro lugar do grupo e a comprovar o crescimento da equipa do FC Porto depois do descalabro no Emirates Stadium. A verdade é que nos momentos importantes o FC Porto tem correspondido. Apesar de não liderar a Liga portuguesa, o FC Porto empatou na Luz, venceu em Alvalade (duas vezes!), venceu em Kiev, venceu em Istambul e, no Dragão, derrotou o Arsenal e o Fenerbahçe. Apesar da irregularidade exibicional, o FC Porto mantém a tal cultura de vitória que lhe permite apresentar uma postura ambiciosa e confiante.
No jogo de hoje, e apesar da vitória (2-0) por dois golos, o FC Porto até demorou a interpretar o esquema táctico do Arsenal. Os ingleses apresentaram-se muito subidos no campo e durante a primeira meia-hora o FC Porto teve dificuldades em chegar à área adversária. O Arsenal é muito rápido sobre a bola e mesmo sem Fabrégas, Adebayor, Van Persie e Nasri, é uma equipa organizada e com princípios de jogo bem definidos.
Contudo, após os primeiros 30 minutos o FC Porto passou a ser dono do jogo. Foi uma exibição em crescendo e que nos últimos minutos obrigou os ingleses a fazer contenção de bola para evitar sofrerem mais dissabores. Apesar das hesitações iniciais, o FC Porto realizou uma excelente exibição colectiva. O Arsenal foi atropelado!
Mais uma prova das aptidões de Jesualdo Ferreira para o trabalho de casa. O Professor continua a trabalhar muito bem as suas equipas durante a semana. Apesar de nem sempre tomar as melhores opções, Jesualdo pegou num conjunto de jovens jogadores, que fizeram este ano a estreia na 'Champions', e construiu uma equipa consistente e personalizada. Há um jogador que é o espelho do trabalho realizado pelo Professor, Fernando. O jovem brasileiro nem experiência europeia possuía e agora melhora o seu jogo a cada semana que passa. Hoje fez mais uma grande exibição! Isto é competência de quem orienta o treino diário.
Agora, seguem-se os Oitavos-de-final. Apesar do primeiro lugar do grupo garantir o jogar da 2ª mão dos Oitavos em casa, nesta fase não há equipas mais ou menos desejáveis. Quem quer chegar longe não escolhe adversários mas era engraçado reencontrar Mourinho ou Scolari.

A «foto do dia» - Os campeões de Béla Guttmann

Hoje recuperamos uma foto do final da época 1958/59 que regista a homenagem e o entregar das faixas aos campeões nacionais no antigo Estádio das Antas. Uma tradição que se foi perdendo e que, infelizmente, os clubes grandes não parecem ter vontade de recuperar.
O treinador de então do FC Porto, Béla Guttmann, tirou proveito do legado de Dorival Yustrich para, 3 anos depois, fazer regressar o FC Porto ao topo do futebol português. Foi o célebre campeonato decidido na última jornada através de 'goal average'. Benfica e FC Porto chegaram ao último jogo com o mesmo número de pontos, mas uma vitória por 3-0, frente ao Torreense, permitiu ao FC Porto estabelecer uma diferença de 59 golos entre golos marcados e sofridos, enquanto que o Benfica se ficou pelos 58, depois de vencer a CUF por 7-1. Uma última jornada que gerou grande polémica e que ainda hoje é apresentada em várias versões, todas para a mesma história.
Virgílio, Carlos Duarte, Hernâni, Acúrcio, Perdigão, Osvaldo Silva, Miguel Arcanjo, Monteiro da Costa, Gastão e Pedroto, entre outros, foram os grandes protagonistas desse plantel do FC Porto que recuperou o título depois da dobradinha com Yustrich. Depois deste campeonato, só 19 anos depois é que o FC Porto voltou a ser campeão!

«Curiosidades FCP» - A 'Bayern Magazin' de Maio de 1987

Recuamos a Maio de 1987 com a capa da ‘Bayern Magazin’, a revista oficial do Bayern de Munique que nesta edição antecipava a final de Viena, entre os alemães e o FC Porto.
Fundada após a 2ª Guerra Mundial, a ‘Bayern Magazin’ continua a acompanhar o dia-a-dia do Bayern. Nesta edição, o grande destaque foi o confronto de 27 de Maio de 1987, que os alemães anteciparam com os plantéis das duas equipas e o palmarés europeu dos dois clubes nas páginas interiores da revista.
Recentemente, a ‘Bayern Magazin’ sofreu uma remodelação no seu grafismo mas continua a sair para as bancas a cores e no formato revista.

domingo, 7 de dezembro de 2008

15 minutos à FC Porto!

Parecia estar a ser um jogo difícil mas afinal o tricampeão fez 'bluff'! Bastaram 15 minutos à FC Porto para acabar com o jogo e com as esperanças do Vitória. Apesar de ter feito uma primeira parte cinzenta, sem velocidade e sem agressividade, o FC Porto voltou para o segundo tempo muito determinado e com uma atitude bem menos expectante do que na primeira parte. Nesse período, o Vitória até passou mais tempo próximo da baliza do FC Porto mas foi quase sempre inconsequente. Os irrequietos Bruno Gama e Leandro Lima até colocaram algumas dificuldades à defesa do FC Porto mas ainda lhes falta clarividência e um futebol mais adulto. Pode ser que regressem ao Dragão daqui a um ou dois anos.
Quanto ao FC Porto, nos primeiros 45 minutos limitou-se a ficar na expectativa. Uma postura algo preguiçosa do tricampeão. Com uma disposição táctica que privilegiou o lado esquerdo do ataque, com Hulk e Rodriguez a compensarem a falta de profundidade no flanco oposto, o FC Porto não foi dominador mas foi incisivo sempre que se aproximou da área do Vitória.
A segunda parte foi diferente. Além de controlar o jogo, o FC Porto passou a dominá-lo, jogando quase sempre no meio-campo do Vitória. A jogar concentrado e com 'pressing' alto, o FC Porto passou a estar por cima no jogo. O resto são os golos. Bruno Alves foi lá acima marcar o primeiro e Guarín matou o jogo 3 minutos depois, após mais uma arrancada poderosa do incrível Hulk. Quanto ao 3º golo, foi uma obra de arte. Uma jogada fantástica finalizada por Lucho Gonzalez.
Depois de matar o jogo, o FC Porto começou então a pensar na 'Champions'. Não sendo um encontro decisivo, o jogo frente ao Arsenal é importante para definir o primeiro lugar do grupo e fazer esquecer o FC Porto que esteve no Emirates Stadium.
A verdade é que temos umas contas a ajustar com os ingleses. Venha daí o Arsenal!

«Curiosidades FCP» - As parcerias de Kostadinov

Hoje recordamos um dos mais rápidos avançados que passaram pelo FC Porto e pelo futebol português, Emil Kostadinov. Ainda hoje o seu nome provoca arrepios nos adeptos dos nossos rivais, principalmente do Benfica e do Sporting, que não conseguiam esconder um indisfarçável receio de cada vez que o avançado búlgaro visitava a Luz ou Alvalade.
Durante a sua carreira, houve 3 clubes que o marcaram: o CSKA de Sofia, o FC Porto e o Bayern de Munique. Apesar do seu potencial permitir que por vezes jogasse sozinho na frente de ataque dos clubes que representou (Carlos Alberto Silva e Tomislav Ivic, por exemplo, chegaram a utilizá-lo várias vezes como único avançado), foi graças às parcerias que formou que conseguiu potenciar o seu grande talento. Destacamos 3 dessas parcerias: com Hristo Stoichkov, no CSKA de Sofia, com Domingos, no FC Porto, e com Jurgen Klinsmann, no Bayern de Munique.
Kostadinov completou toda a sua formação juvenil no CSKA de Sófia onde, no final da década de 80, formou com Hristo Stoichkov uma dupla que ajudou o CSKA a sagrar-se por 3 vezes campeão da Bulgária. É curioso que os dois jogadores deixaram a Bulgária no Verão de 1990, Kostadinov para jogar no FC Porto e Stoichkov para jogar no Barcelona.
Na época em que chegou ao FC Porto, em 1990/91, começou por ser utilizado a extremo-direito. Artur Jorge, na sua última época como treinador do FC Porto, começou por experimentar um ataque com Madjer, Domingos e Stephane Paille, e só mais tarde, prevendo a saída de Madjer no final da época, experimentou um ataque com Domingos e Kostadinov. Em boa hora o fez porque a dupla rapidamente se tornou numa das parcerias mais fortes de sempre da história do FC Porto. Uma cumplicidade que marcou uma época no futebol português.
Kostadinov permaneceu nas Antas durante 4 épocas e meia, antes de ser emprestado por 6 meses ao Deportivo da Corunha. A meio da época 1994/95 acabaría por realizar o contrato da sua vida ao assinar pelo histórico Bayern de Munique. O búlgaro deixou o FC Porto já com a temporada de 1994/95 a decorrer, mas ainda a tempo de deixar a sua marca na 1ª jornada do campeonato nacional ao apontar o segundo golo da vitória do FC Porto sobre o Braga, no Estádio das Antas. Ou seja, foi ele o autor do 2º golo do Pentacampeonato. Depois de terminada a "sociedade" com Domingos, depressa encontrou outro cúmplice no ataque do Bayern de Munique, o alemão Jurgen Klinsmann (na foto).

Foi ao serviço do Bayern de Munique que Kostadinov conquistou a única competição europeia do seu currículo, a Taça UEFA, em 1995/96. Contudo, foi só no final da sua estadia em Munique que a sua parceria com Klinsmann começou a conquistar a exigente massa adepta do clube alemão. Apesar de Klinsmann ter sido o melhor marcador do Bayern durante essa campanha (foi nessa edição que o alemão marcou 4 golos ao Benfica nos Oitavos-de-final), a dupla com Kostadinov foi fundamental na conquista da Taça UEFA. O último jogo da competição, a 2ª mão da final frente ao Bordéus, ficou marcado por dois golos dos avançados do Bayern que ajudaram a derrotar os franceses. Na 1ª mão, o Bayern já tinha vencido o Bordéus, de Zinédine Zidane, por 2-0 e 15 dias depois confirmou a conquista do troféu com nova vitória no Parc Lescure, desta vez por 3-1.

Vamos recordar os «onzes» e os marcadores dessa partida:
Parc Lescure, Bordéus, 15 de Maio de 1996
Bordéus: Huard, Bancarel, Friis-Hansen, Dogon, Lizarazu (Anselin aos 31'), Croci (Dutuel aos 57'), Lucas (Grenet aos 81'), Zidane, Witschge, Tholot e Dugarry;
Treinador: Gernot Rohr
Bayern de Munique: Oliver Kahn, Matthaus, Babbel, Helmer, Strunz, Sforza, Frey (Zickler aos 60'), Scholl, Ziege, Klinsmann e Kostadinov (Witeczek aos 75');
Treinador: Franz Beckenbauer
Golos: Scholl aos 53', Kostadinov aos 66', Dutuel aos 75' e Klinsmann aos 77'.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

«Curiosidades FCP» - O «onze» que defrontou o Sporting na época 1977/78

É inevitável regressarmos à memorável época que ficará para sempre na história do FC Porto. Desta vez, recuperamos o «onze» do FC Porto que venceu (2-3) o Sporting em Alvalade na 21ª jornada, disputada a 2 de Abril de 1978. É curioso que este «onze» é exactamente igual ao que defrontou o Benfica nas Antas na antepenúltima e decisiva jornada do campeonato nacional 1977/78. Uma equipa tipo que Pedroto privilegiava nos confrontos mais importantes disputados ao longo dessa época e da qual Seninho por vezes também fazia parte, em detrimento do brasileiro Ademir. Nessa época, os resultados dos clássicos foram fundamentais para se apurar o campeão. O FC Porto acabou por não ser derrotado em nenhum dos jogos que disputou frente a Sporting e Benfica, e, apesar de ter empatado (1-1) com o Benfica nas Antas, venceu em Alvalade e empatou (0-0) na Luz.
Além da vitória em Alvalade ter sido fundamental para o quebrar do jejum que durava há 19 anos, também marcou o inverter da tendência nos resultados dos jogos entre os dois clubes no campeonato nacional. Depois dessa vitória, o FC Porto venceu em Alvalade em 14 ocasiões, contra apenas 9 vitórias do Sporting e 7 empates. Ou seja, em 30 anos o FC Porto venceu mais clássicos em Alvalade do que o Sporting. Um registo algo embaraçoso para o nosso 2º maior rival e que teve o seu início na inesquecível época 1977/78.
Em cima: Duda, Gabriel, Freitas, Simões, Murça e Fonseca;
Em baixo: Rodolfo, Octávio, Ademir, Gomes e Oliveira;