segunda-feira, 12 de maio de 2008

«Curiosidades FCP» - O Hóquei nos anos 90

Numa altura em que a equipa de Hóquei em Patins do FC Porto está a uma vitória da final do play-off (venceu no Sábado a Juventude de Viana por 4-2), aproveitamos para recuperar uma foto de uma equipa de Hóquei em Patins do FC Porto do final dos anos 90.
Depois da saga vitoriosa dos anos 80, o FC Porto viveu um período de renovação logo no início da década de 90. Durante esse período, o FC Porto esteve 7 anos sem vencer o campeonato nacional, de 1990/91 até 1998/99. Em finais da década de 90, o FC Porto voltou a reunir um dos plantéis mais fortes de sempre do Hóquei em Patins português. O conceituado António Livramento tinha ao seu dispor um plantel com alguns jogadores das camadas jovens do FC Porto e outros que, pela sua experiência, foram o complemento perfeito para as vitórias que se seguiram.
A imagem foi captada no antigo Pavilhão Américo de Sá e nela é possível identificar os já na altura experientes Tó Neves, Pedro Alves e Paulo Alves, enquanto que os ainda jovens Reinaldo Ventura e Filipe Santos davam o toque de irreverência ao plantel do FC Porto dessa altura. Depois de vencer as Taças de Portugal de 1995/96 e 1997/98, o FC Porto regressou aos títulos de campeão em 1998/99. Depois disso, seguiram-se 7 títulos em apenas 8 anos. E se voltar a vencer o campeonato nacional esta época, o FC Porto atingirá o Heptacampeonato! Um registo impressionante e difícil de igualar nas próximas gerações.

domingo, 11 de maio de 2008

Terminar a Liga a vencer

O FC Porto entrou e saiu da Liga 2007/08 a vencer. No jogo de hoje, a vitória frente à Naval (0-2) permitiu ao FC Porto regressar às vitórias depois da estranha exibição frente ao Nacional.
Com apenas 2 habituais titulares no «onze» inicial, o FC Porto sentiu algumas dificuldades nos primeiros 20 minutos de jogo. Nesse período, a Naval incomodou bastante o jovem Ventura, que acabou por ser um dos destaques do FC Porto. Depois do início algo trapalhão, o FC Porto assentou o jogo e chegou ao final da primeira parte a vencer por 2-0. Mesmo com dois golos antes do intervalo, o jogo foi sempre aborrecido e por alguns momentos fez lembrar um jogo de pré-época. Valeu pelo regresso do FC Porto às vitórias. Apesar da natural falta de ligação entre sectores, a imagem já foi bem melhor que a da semana passada.
Além de Ventura, destaque também para os dois pontas-de-lança do FC Porto no jogo de hoje. Farías, mesmo sem deslumbrar, bisou, enquanto que Adriano foi esforçado. Uma exibição em forma de desabafo depois das notícias do interesse do PAOK no ponta-de-lança brasileiro. Adriano quer ficar!
O FC Porto termina a Liga com o fantástico score de 60 golos marcados e apenas 13 sofridos. Se o FC Porto não recorrer do castigo da perda de 6 pontos, o recorde da maior vantagem para o segundo classificado vai manter-se na posse do Benfica que, na época 1972/73, venceu o campeonato com uma distância de 18 pontos para o segundo classificado, o Belenenses. Contudo, mesmo com a perda desses 6 pontos, o FC Porto de Jesualdo já superou o melhor registo de um FC Porto campeão, porque independentemente do resultado do jogo do segundo classificado, a diferença será sempre superior aos 15 pontos de distância a que o FC Porto de Tomislav Ivic deixou o Benfica em 1987/88.

O «cromo do dia» - Costa

José Alberto Costa nasceu no Porto a 31 de Outubro de 1953 e foi um excelente extremo-esquerdo que se destacou no FC Porto de José Maria Pedroto em finais da década de 70 e inícios da década de 80.
Costa era um jogador muito rápido, forte fisicamente e que gostava de ir à linha e cruzar. Um clássico extremo-esquerdo!
Começou a carreira nas camadas jovens do Vila Real, chegando a um histórico do futebol português no início da década de 70, quando representou a Académica. Curiosamente, foi ao serviço da Académica que se estreou na Selecção Nacional (Costa foi internacional AA por 24 vezes). Depois das excelentes temporadas que realizou em Coimbra, Pedroto contratou-o para o FC Porto em 1978/79, sendo logo campeão nacional na época de estreia nas Antas. Seguiram-se mais 6 épocas ao serviço do FC Porto. Durante esse período, Costa sagrou-se campeão nacional mais uma vez, em 1984/85, com Artur Jorge, e venceu ainda 1 Taça de Portugal (1983/84) e 3 Supertaças Cândido de Oliveira.
Apesar de nas últimas épocas, ao serviço do FC Porto, ter sido menos utilizado, devido à concorrência de Vermelhinho e mais tarde de Paulo Futre, Costa ainda participou na Final da Taça das Taças (1983/84) frente à Juventus, em Basileia. O antigo extremo-esquerdo do FC Porto entrou aos 82 minutos de jogo, substituindo o defesa Eduardo Luís, mas já não foi a tempo de ajudar o FC Porto a dar a volta ao jogo. Costa deixaria o FC Porto no final da época seguinte, em 1984/85, e ainda jogou durante mais duas épocas na 1ª Divisão portuguesa, primeiro no Vit. Guimarães e na época seguinte no Marítimo.
Depois de terminar a carreira de jogador, Costa iniciou a carreira de treinador, primeiro como adjunto e mais tarde como técnico principal.

A «foto do dia» - A Finalíssima da Taça de Portugal 1993/94

Começamos a antecipar a Final da Taça de Portugal da próxima semana, entre o FC Porto e o Sporting, com uma foto relativa à Finalíssima da época 1993/94. Nessa altura, em caso de empate na Final, e após prolongamento, não se recorria à marcação de grandes penalidades, havendo necessidade de um segundo jogo para se apurar o vencedor da Taça.
A Final disputou-se no Estádio do Jamor a 5 de Junho de 1994. O FC Porto, de Bobby Robson, Vitor Baía, Fernando Couto e Timofte, defrontava o Sporting, de Carlos Queiroz, Luis Figo, Paulo Sousa e Balakov. A Final foi muito equilibrada com as duas equipas a não conseguirem marcar após os 120 minutos. Os dois clubes encontraram-se novamente cinco dias depois, no feriado de 10 de Junho, para disputar a Finalíssima. E foi necessário novo prolongamento para encontrar o vencedor da Taça de Portugal 1993/94. O FC Porto adiantou-se no marcador ainda na primeira parte, com um golo de Rui Jorge, tendo o Sporting empatado com um golo de Vujacic, no segundo tempo. No prolongamento, e depois de Peixe cortar uma bola com o braço, cometendo penalti, Aloísio colocou o FC Porto definitivamente em vantagem (2-1).
Apesar da farta cabeleira de Fernando Couto cobrir grande parte da imagem, na foto é possível reconhecer vários jogadores, e responsáveis do FC Porto, ainda no relvado do Jamor. Em cima, e da esquerda para a direita: Secretário, Dr Domingos Gomes, Timofte, Vitor Baía, Pinto da Costa, Joaquim Pinheiro, Rodolfo Moura, Reinaldo Teles (com a Taça!), Jorge Costa, Bandeirinha, Vinha, Bobby Robson e o guarda-redes Cândido. Em baixo, e da esquerda para a direita: Jorge Couto, Rui Filipe, José Mourinho, João Pinto, Rui Jorge, Prof. Vitor Frade, Paulinho Santos, Ricardo, Fernando Couto e Aloísio.

sábado, 10 de maio de 2008

Recorrer ou não recorrer?

A Comissão Disciplinar da Liga condenou ontem Pinto da Costa a 2 anos de suspensão e o FC Porto a uma penalização de 6 pontos, com efeitos no presente campeonato. A reacção da FC Porto SAD surgiu ao início da noite, com Pinto da Costa a garantir que a honra do clube ficará salvaguardada. No entanto, fica a contradição no discurso do Presidente. Pinto da Costa confirmou inicialmente que "não vamos recorrer da penalização dos pontos retirados à equipa, sobretudo porque ponho, como sempre pus, acima dos meus interesses os do FC Porto", para depois adiantar que "se não sentíssemos a razão do nosso lado, obviamente não recorreríamos da decisão." Mas se de facto a razão está do nosso lado, o FC Porto deveria recorrer das duas decisões: a que envolve o clube (perda de 6 pontos) e a que envolve Pinto da Costa (suspensão de 2 anos). Aliás, ao não recorrer do castigo de 6 pontos aplicado ao FC Porto, a posição do Presidente ficará fragilizada no recurso que vai apresentar ao Conselho de Justiça. Se o FC Porto não recorre do castigo de 6 pontos, Pinto da Costa não verá a sua legitimidade enfraquecida quando colocar em causa a sua supensão?
É provável que a suspensão de 2 anos, aplicada a Pinto da Costa, não traga grandes transtornos à gestão do clube e da SAD. Contudo, a imagem do FC Porto ficará debilitada a nível nacional e internacional. Pinto da Costa garantiu que "continuaremos a trabalhar com renovado interesse, entusiasmo e redobrada paixão." Já se percebeu que o Presidente não vai querer deixar o FC Porto numa altura em que a sua posição se encontra debilitada perante a opinião pública e alguns adeptos, o que até se compreende depois de tantos anos de sucesso. Mas a verdade é que talvez se esteja a perder uma oportunidade de começar a debater uma possível sucessão na SAD e no clube.

PS: O bom senso prevaleceu, o Basquetebol do FC Porto vai continuar. A administração da FC Porto Basquetebol SAD emitiu esta sexta-feira um comunicado que confirma a participação do FC Porto num futuro campeonato organizado pela FPB. No comunicado pode ler-se: «Face à enorme tradição da modalidade no FC Porto, nomeadamente no que concerne aos escalões de formação, que mantêm em actividade centenas de jovens, esta sociedade está disponível para participar na competição organizada sob a égide da FPB.»

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Ainda há um recorde para superar

Apesar da motivação dos tricampeões andar em baixo, haverá um estímulo importante para o jogo frente à Naval: o FC Porto pode estabelecer a maior diferença de sempre para o segundo classificado do campeonato.
Na época 1972/73 o Benfica colocou o recorde nos 18 pontos. Nessa época, o Benfica foi campeão com 58 pontos, enquanto que o segundo classificado, o Belenenses, conquistou apenas 40 pontos. Actualmente, a diferença para o segundo classificado encontra-se nos 20 pontos. Para o FC Porto igualar o recorde basta-lhe conquistar um ponto no jogo com a Naval, isto se o Sporting vencer o Boavista. Ou seja, para superar o recorde, o FC Porto tem de vencer a Naval, não ficando dependente do resultado do Sporting frente ao Boavista. Mas mesmo que o FC Porto de Jesualdo não supere este registo histórico, a actual diferença de 20 pontos já lhe permitiu ultrapassar os registos do FC Porto de Tomislav Ivic e do FC Porto de António Oliveira. Em 1987/88, o FC Porto de Tomislav Ivic foi campeão com 15 pontos de vantagem sobre o Benfica, enquanto que em 1996/97, o FC Porto de António Oliveira deixou o Sporting a 13 pontos.

«Curiosidades FCP» - A última visita à Câmara Municipal do Porto

Numa altura em que o FC Porto celebra a conquista de mais um campeonato, aproveitamos para recuperar a última presença do FC Porto nos Paços do Concelho. A conquista do Pentacampeonato marcou a última visita do FC Porto à Câmara Municipal para festejar um título. É curioso que essa presença do FC Porto na Câmara coincidiu com pelo menos dois feitos que vão perdurar no livro de recordes do futebol português. Estávamos na época 1998/99 e o FC Porto de Fernando Santos superava um record com mais de 40 anos, na posse do Sporting, vencendo pela primeira vez na história do futebol português o 5º campeonato consecutivo. Na época em que o FC Porto conquistou o Penta, Mário Jardel também foi o melhor marcador da Europa, arrecadando a Bota d' Ouro (a terceira na história do clube).
Esse ano também marcou uma importante alteração na liderança dos destinos da autarquia. Foi em 1999 que Fernando Gomes abdicou da liderança na Câmara Municipal do Porto. Fernando Gomes interrompeu o último mandato na Câmara a 25 de Outubro de 1999, quando foi nomeado Ministro Adjunto (MA) e Ministro da Administração Interna. Sucedeu-lhe Nuno Cardoso, que ficou à frente dos destinos da Câmara entre 1999 e 2002. Nuno Cardoso acabou por se ver envolvido em diversas polémicas, nomeadamente a propósito do Plano de Pormenor das Antas. A saída de Nuno Cardoso marcou o início da era Rui Rio, que assumiu os destinos da Câmara a 8 de Janeiro de 2002. Depois disso, o FC Porto não mais voltou aos Paços do Concelho.

A «foto do dia» - O bilhete do PSV Eindhoven - FC Porto, época 1988/89

Foi uma das piores noites europeias do FC Porto dos últimos 30 anos. Jogava-se a 1ª mão da 2ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus, época 1988/89, entre o FC Porto e o PSV Eindhoven.
Depois de eliminar o HJK Helsinki na 1ª eliminatória da competição, o FC Porto, orientado por Quinito, media forças com o campeão holandês, orientado por Guus Hiddink. A 1ª mão disputou-se no Philips Stadium a 26 de Outubro de 1988. Foi uma noite de terror para o FC Porto. 5 golos sofridos, no espaço de 38 minutos, acabaram com o jogo e com a eliminatória. Um autêntico pesadelo em Eindhoven!
Wim Kieft inaugurou o marcador logo aos 15 minutos e, ainda antes do intervalo, Ellerman (aos 37') e Ronald Koeman (aos 42') elevaram a contagem para 3-0. Logo a abrir a segunda parte, os holandeses voltaram a marcar, desta vez por Anton Janssen, aos 51 minutos. O pesadelo terminou aos 53 minutos, com mais um golo de Ronald Koeman. Apesar de derrotado em Eindhoven, o FC Porto conseguiu atenuar essa goleada com uma vitória (2-0) no jogo da 2ª mão, com golos de Rui Águas e Domingos. Depois de ter vergado o FC Porto, o PSV seria eliminado logo na eliminatória seguinte, pelo Real Madrid.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Não faz sentido acabar com o Basquetebol

A Direcção do FC Porto tinha marcado para hoje uma reunião para decidir se o conflito com a Federação poderá motivar o fim da secção de Basquetebol. O FC Porto recusa participar num campeonato organizado pela Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB), mesmo que isso implique extinguir a modalidade. Não colocando em causa as razões que levam o FC Porto a ponderar essa possibilidade, parece-nos uma posição demasiado intransigente face ás consequências que essa decisão pode acarretar. Estamos a falar de uma modalidade com história no clube e que ainda hoje continua a formar vários atletas das camadas jovens aos séniores. Mas como no passado houve outras que tiveram o mesmo tratamento...!
Recordamos que ainda recentemente o Andebol do FC Porto passou por uma situação idêntica. A intransigência da Direcção valeu ao FC Porto a exclusão da Liga dos Campeões de Andebol, numa altura em que o FC Porto possuía uma das melhores equipas de sempre do Andebol português, com Carlos Resende, Eduardo Filipe e os estrangeiros Vladimir Petric e Alexandru Dedu, entre outros, no plantel. Nessa altura, um conflito com o Presidente da Federação levou o FC Porto a abdicar de participar nas competições europeias. Uma decisão radical da qual ainda hoje não se conseguiram apurar os verdadeiros custos financeiros e desportivos, numa altura em que a equipa de Andebol do FC Porto era uma das melhores da Europa. Aliás, com a construção do novo pavilhão, não faria muito sentido acabar com o Basquetebol, pois a utilização do novo recinto ficaria limitada a duas modalidades, ao Hóquei em Patins e ao Andebol. Ou seja, construir uma obra que vai custar 13 milhões de euros para depois ser utilizada por apenas duas modalidades seria no mínimo intrigante!

«Curiosidades FCP» - A Volta a Portugal de 1962

Hoje recuperamos uma foto da Volta a Portugal de 1962. Os anos 60 marcaram um dos melhores períodos do FC Porto na modalidade e na Volta a Portugal. Nesse ano, o FC Porto alcançou o tetra na Volta. As 4 vitórias consecutivas tiveram início em 1959, com Carlos Carvalho a vencer a prova pela primeira vez, seguiram-se triunfos de Sousa Cardoso, em 1960, e de Mário Silva, em 1961. Em 1962 a prova foi novamente ganha por um ciclista do FC Porto, José Pacheco. Além do primeiro lugar de José Pacheco, o FC Porto venceu também o Prémio da Montanha através de Mário Silva, que tinha vencido a Volta no ano anterior.
José Pacheco, o primeiro na foto (ao centro), já envergava a camisola amarela nessa etapa. Logo atrás do ciclista do FC Porto surgem Peixoto Alves (Benfica) à esquerda, Jorge Corvo (Tavira) à direita e, mais atrás, Sousa Cardoso (FC Porto) e João Roque (Sporting). A foto recupera uma das etapas mais importantes da Volta de 1962. É curioso que os três homens da foto acabaram por ser os 3 primeiros classificados da competição: José Pacheco foi 1º, Peixoto Alves foi 2º e Jorge Corvo foi 3º. Reparem ainda que os três grandes (FC Porto, Benfica e Sporting) tinham corredores a disputar o 1º lugar da Volta, o FC Porto com José Pacheco, o Benfica com Peixoto Alves e o Sporting com João Roque, que venceria a competição no ano seguinte. Aliás, o corredor do Sporting acabou por impedir que o FC Porto atingisse o Hexa na Volta a Portugal, porque após as 4 vitórias consecutivas, o FC Porto voltou a vencer em 1964, com Joaquim Leão.

A «foto do dia» - 6 figuras do FC Porto 1989/90

Hoje recuperamos 6 jogadores que foram fundamentais na conquista do título de 1989/90: André, Jaime Magalhães, Bandeirinha, Madjer, Vitor Baía e Stéphane Demol. Dos seis, o belga Stéphane Demol foi o que permaneceu no FC Porto menos tempo, apenas 1 temporada. Todos os outros representaram o FC Porto durante mais de 6 épocas.
O «carregador de piano», como ficou conhecido, jogou durante 11 (!) épocas consecutivas ao serviço do FC Porto. Depois de o FC Porto o contratar ao Varzim, no final da época 1983/84, nunca mais deixou o clube que ainda hoje serve.
Jaime Magalhães também já é um símbolo do FC Porto. Chegou ao clube em 1983/84 e só saiu para jogar uma última época ao serviço do Leça, em 1995/96.
Bandeirinha é outra figura do FC Porto dos anos 80 e de início da década de 90. Apesar de nem sempre ter sido utilizado com regularidade, representou o FC Porto durante 10 (!) épocas consecutivas.
O argelino Madjer, o homem do calcanhar de Viena, chegou ao FC Porto na época 1985/86, vindo do Tours, e permaneceu nas Antas durante 6 anos, tendo pelo meio uma passagem meteórica por Valência, em 1988/89, mas não se adaptou ao clube espanhol e regressou ao FC Porto 6 meses depois, permanecendo até 1991.
A lealdade de Vitor Baía ao clube é conhecida de todos. Representou o FC Porto durante 17 (!) épocas e só uma passagem de dois anos e meio por Barcelona impediu que representasse o FC Porto durante mais de 20 anos! Actualmente continua a servir o clube e são muitos os que lhe vaticinam uma futura presidência.
Quanto ao belga Stéphane Demol, representou o FC Porto apenas em 1989/90. No FC Porto era o homem das grandes penalidades, tendo nessa época (89/90) marcado 11 (!) penalties só para o campeonato nacional. Deixou o FC Porto no ano seguinte para representar o Toulose de França.

sábado, 3 de maio de 2008

Os tricampeões faltaram à chamada!

Pois é, hoje só o Nacional esteve em campo. Só a completa ausência dos tricampeões pode explicar a derrota (0-3) no jogo de hoje. O FC Porto simplesmente não entrou em campo. E lá se foi o recorde dos golos sofridos em casa!
Foi um jogo atípico e que contrastou com os restantes 14 que o FC Porto realizou esta época no Dragão para a Liga. A equipa entrou em campo desconcentrada e durante alguns períodos da primeira parte chegou a ser displicente. Uma nódoa que acaba por manchar a excelente campanha interna. Foi pena, o FC Porto merecia a invencibilidade no Dragão.
Além de ter sido a primeira derrota em casa, os 3 golos consentidos impediram que o FC Porto superasse o recorde de golos sofridos em casa. O FC Porto de Jesualdo não conseguiu superar dois registos históricos: o do Belenenses, que na época 1939/40 sofreu apenas 2 golos em casa (num campeonato com apenas 10 equipas) e o do FC Porto de Tomislav Ivic, que na época 1987/88 consentiu apenas 3 golos nas Antas.
Não deixa de ser irónico que a grande diferença que o FC Porto cavou para os segundos classificados foi hoje a maior responsável pela ausência de motivação no jogo dos tricampeões. Afinal, sempre são 23 pontos de diferença!
Agora, segue-se a visita à Figueira da Foz antes da Final da Taça de Portugal.

PS: O "blog" celebra hoje o primeiro aniversário. Até ao momento foram publicados 357 "posts" sobre o mágico FC Porto, colocados no "blog" desde 3 de Maio de 2007. Dos 438 comentários, nem todos enriqueceram o "blog" mas alguns deles foram o complemento perfeito de vários "posts". O meu obrigado aos que visitam e comentam no «Paixão Pelo Porto».

«Curiosidades FCP» - Carlos Alberto Silva

Apesar de ter sido um treinador muito discreto e reservado, o brasileiro Carlos Alberto Silva foi bicampeão nacional pelo FC Porto (em 1991/92 e 1992/93) e ainda hoje continua a ser recordada a fantástica consistência defensiva do FC Porto de CAS. Nessas duas épocas, o FC Porto sofreu apenas 28 golos no campeonato nacional. Em 1991/92 o FC Porto consentiu apenas 11 golos, enquanto que em 1992/93 sofreu 17.
Antes de chegar ao FC Porto, Carlos Alberto Silva orientou vários clubes brasileiros até ser convidado para orientar a Seleccção Olímpica em 1988, ano em que o Brasil ganhou a medalha de prata nas Olimpíadas de Seul. Nessa altura, a defesa da Selecção Olímpica era comandada pelo jovem central Aloísio, que Carlos Alberto Silva reencontrou no FC Porto. Actualmente, Carlos Alberto Silva é empresário no ramo dos transportes. O ex-treinador do FC Porto é proprietário da Ibiza Turismo, uma empresa com sede em Belo Horizonte. A Ibiza Turismo dispõe de serviços de aluguer de veículos e também vende pacotes de viagens para todo Brasil.
Nesta foto (à esq.), Carlos Alberto Silva surge ao lado dos seus adjuntos no início da carreira de treinador, quando orientou o Sport Recife.

A «foto do dia» - FC Porto 1981/82

Hoje recuperamos um «onze» do FC Porto relativo à época 1981/82. O FC Porto era orientado pelo austríaco Hermann Stessl e nessa época não fez melhor que um 3º lugar no campeonato nacional, atrás dos dois rivais de Lisboa. Na Taça de Portugal, e nas competições europeias, as coisas não correram melhor. O FC Porto foi eliminado pelo Benfica nos Quartos-de-Final da Taça de Portugal (0-1, nas Antas), enquanto que na Taça das Taças também caiu nos Quartos-de-Final sendo eliminado pelo Standard Liège, isto depois de ter vencido a poderosa AS Roma nos Oitavos.
Apesar de ter sido o primeiro treinador do FC Porto a vencer a Supertaça nacional, Hermann Stessl acabou por deixar o clube depois dos maus resultados nas duas épocas em que esteve nas Antas. A foto do «onze» do FC Porto diz respeito a um jogo disputado no Estádio do Restelo, frente ao Belenenses, que o FC Porto venceu por 1-0. No final da época, o FC Porto foi 3º classificado a 3 pontos do Sporting, enquanto que o Belenenses foi penúltimo, acabando por ser despromovido.
Em cima: Lima Pereira, Tibi (?), Rodolfo, Simões, Freitas (?) e Romeu;
Em baixo: Gabriel, Walsh, Frasco, Sousa e Costa;

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Último jogo no Dragão

É a despedida do Dragão na época 2007/08. O jogo frente ao Nacional é o último que o FC Porto disputa no seu estádio. Só para o campeonato nacional, foram 537 262 espectadores a entrarem no Dragão desde o início da Liga, o que perfaz uma média superior a 38 000 pessoas por jogo. Ou seja, se no jogo com o Nacional estiverem no estádio aproximadamente 50 000 pessoas, a média ficará muito próxima das 40 000 pessoas. De notar que este número é superior se tivermos apenas em conta os jogos da Champions League. O FC Porto disputou 4 jogos desta competição no Dragão, apresentando uma média superior a 42 000 espectadores por jogo. É curioso que, no campeonato nacional, houve apenas 5 jogos que ficaram abaixo das 35 000 pessoas. Apesar da média de espectadores ser interessante, e superar a dos rivais, o FC Porto ainda tem alguma dificuldade em colocar no estádio mais de 40 000 pessoas. No campeonato nacional, só por 4 vezes esse número foi ultrapassado: com o Sporting, com o Braga, com o E. Amadora e com o Benfica. Um aspecto a rever naquele que é unanimemente considerado um dos mais belos e modernos estádios do mundo!

O «cromo do dia» - Carlos Nunes

Carlos Ferreira da Silva Nunes nasceu a 20 de Dezembro de 1914 e foi fundamental nos primeiros campeonatos conquistados pelo FC Porto na longínqua década de 30. Carlos Nunes fez toda a sua carreira no FC Porto e foi um fantástico extremo-esquerdo (era um clássico nº 11!) que, além de ser exímio no último passe, marcava muitos golos. A sua influência ficou bem vincada no primeiro campeonato nacional conquistado pelo FC Porto, em 1934/35. Nessa época, Pinga, Carlos Nunes e o treinador húngaro Joseph Szabo, foram os homens que ficaram ligados ao título. Aliás, Pinga e Carlos Nunes foram mesmo os melhores marcadores da equipa com 12 golos cada um.
Além de ter ficado ligado ao primeiro campeonato nacional conquistado pelo FC Porto, Carlos Nunes também viu o seu nome ficar na história devido a um feito que permanece no livro de recordes do futebol português: foi o primeiro jogador a celebrar um «poker» num clássico. Estávamos na época 1935/36 e o FC Porto recebia o Sporting no Campo do Amial, a 22 de Março de 1936. A vitória do FC Porto por 10-1 trouxe consigo a proeza de pela 1ª vez, num clássico, um jogador conseguir marcar quatro golos ao rival. Carlos Nunes fez o 2-0 (aos 17m), o 7-1 (aos 65m), o 8-1 (aos 70m) e o 9-1 (aos 85m). 4 golos (!), uma proeza que só 35 anos depois, em Janeiro de 1971, outro jogador do FC Porto conseguiria igualar: Lemos, que marcou 4 golos ao Benfica. Mais tarde, na época 1938/39, Carlos Nunes voltaria a ser importante na conquista de novo campeonato nacional. Desta vez, o extremo-esquerdo do FC Porto foi responsável por 15 golos, ficando apenas atrás de José Monteiro (Costuras), que foi responsável por 19 dos golos marcados pelo FC Porto nessa época. Apesar de ter sido preponderante na conquista do bicampeonato com Mihaly Siska, Carlos Nunes teria menos protagonismo na época 1939/40. Nesse ano, o antigo extremo-esquerdo do FC Porto foi muito pouco utilizado. No ataque do FC Porto dessa época distinguiam-se os croatas Franjo Petrak e Slavkoo Kordrnya. Esta dupla croata foi responsável por 44 (!) dos golos marcados pelo FC Porto no campeonato nacional de 1939/40. Apesar de ter marcado uma época no FC Porto, Carlos Nunes foi apenas 3 vezes internacional por Portugal, tendo-se estreado pela Selecção a 5 de Maio de 1935. Depois de terminada a carreira de jogador, Carlos Nunes ainda se manteve no FC Porto durante mais algum tempo, como Director.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

A «foto do dia» - O bilhete do FC Porto - IFK Gotemburgo, época 1992/93

Hoje recuperamos um bilhete, e um jogo, que marcou a estreia do FC Porto no formato de grupos da Liga dos Campeões. Depois de eliminar o Union Luxembourg e o Sion, nas duas primeiras eliminatórias, o FC Porto ganhou lugar nos 8 melhores da Europa, época 1992/93.
Foi a 2ª vez que a UEFA fez incluir uma fase de grupos na competição, tendo o FC Porto sido sorteado no Grupo B, juntamente com AC Milan, PSV Eindhoven e IFK Gotemburgo. O bilhete diz respeito ao último jogo da fase de grupos, quando o FC Porto já não tinha qualquer possibilidade de disputar o primeiro lugar do grupo com o AC Milan. Nessa altura, o primeiro classificado do Grupo A (Marselha) disputava a Final com o primeiro classificado do Grupo B (AC Milan). Depois de o AC Milan ter garantido o primeiro lugar do grupo ainda antes da última jornada, o FC Porto recebeu o Gotemburgo apenas para cumprir calendário. O jogo disputou-se no Estádio das Antas a 21 de Abril de 1993, tendo o FC Porto vencido os suecos por 2-0, com golos de Zé Carlos, aos 42', e de Timofte, aos 57'.
Na Final, o Marselha venceu o AC Milan por 1-0 mas viu-lhe ser retirado o título depois da UEFA ter confirmado as suspeitas de corrupção que na altura envolviam o clube de Bernard Tapie.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Vamos lá bater mais um recorde!

Chama-se José Pedro e joga no Belenenses. Neste momento, é ele um dos maiores protagonistas do campeonato: foi o único a marcar ao FC Porto no Estádio do Dragão. O título do jornal 'Record' é perfeitamente actual e o destaque dado ao médio do Belenenses perfeitamente justificado. A duas jornadas do final da Liga, o FC Porto tem apenas 1 golo sofrido em casa. Notável!
Até hoje, o melhor registo de um FC Porto campeão pertence ao FC Porto de Tomislav Ivic que, em 1987/88, consentiu apenas 3 golos no Estádio das Antas. Para superar essa marca, ao FC Porto de Jesualdo basta-lhe não sofrer mais de um golo, do Nacional da Madeira, no jogo da próxima jornada no Dragão.
Aqui ficam os melhores registos em casa:
7 golos sofridos, com Dorival Yustrich em 1955/56
7 golos sofridos, com Artur Jorge em 1984/85
3 golos sofridos, com Tomislav Ivic em 1987/88
4 golos sofridos, com Carlos Alberto Silva em 1991/92
6 golos sofridos, com José Mourinho em 2003/04

A «foto do dia» - Gomes e Schuster

Recordámos recentemente o bilhete da 2ª mão, da 2ª eliminatória, da Taça dos Clubes Campeões Europeus, época 1985/86, entre o FC Porto e o Barcelona. Ainda a propósito dessa electrizante eliminatória, recuperamos uma foto com os dois capitães de equipa, Gomes e Schuster, no início do jogo da 1ª mão, disputado a 23 de Outubro de 1985, em Camp Nou. A supervisionar a troca de galhardetes e a escolha de campo, entre os dois capitães, encontramos o árbitro belga Marcel Van Lengehove.
Depois de eliminar o Ajax, o FC Porto defrontou o Barcelona na 2ª eliminatória. Em Camp Nou o FC Porto foi derrotado por 2-0 enquanto que nas Antas, uma vitória por 3-1 (com 3 golos de Juary!) não foi suficiente para avançar para a fase seguinte. Aquando da foto com o bilhete da 2ª mão da eliminatória recordámos as incidências desses dois jogos mas não recuperámos os «onzes» de Barcelona e FC Porto. Aqui ficam:
Barcelona: Urruti, Gerardo, Migueli, Julio Alberto, Victor, Alexanco, Clos, Schuster, Rojo (Carrasco), Caldere e Marcos (Pichi Alonso).
FC Porto: Zé Beto, João Pinto, Inácio, Lima Pereira, Celso, Semedo (Eduardo Luis), Frasco (Paquito), Laureta, Gomes, Juary e André.
Golos: Marcos aos 52' e Schuster aos 70'.

«Curiosidades FCP» - Juary capa de disco

É verdade, Juary foi capa de disco aquando da sua passagem pelo futebol italiano. Sabem porque motivo? Foi uma forma de homenagear o jogador brasileiro devido ao entusiasmo com que festejava os seus golos. Juary corria para um dos cantos do relvado e dançava um samba à volta da bandeirola!
Juary chegou a Itália em 1980 e representou 4 clubes italianos. Depois da estreia pelo Avellino (1980/81), seguiu-se o Inter de Milão (1982/83), o Ascoli (1983/84) e a Cremonese (1984/85). O avançado brasileiro não foi feliz em Milão sendo sucessivamente emprestado pelo Inter, primeiro ao Ascoli, depois à Cremonese e por fim ao FC Porto, na época 1985/86.
Actualmente, Juary orienta os Berretti (juvenis) do Avellino, a primeira equipa italiana onde jogou quando chegou ao calcio. Numa recente entrevista à imprensa brasileira, Juary comentou o seu regresso a Itália com entusiasmo. "A oportunidade de regressar ao Avellino era um namoro antigo, com mais de três anos, mas que só agora se concretizou porque mudou a direcção, tem umas pessoas que eram garotos quando eu lá jogava e que agora sentem uma alegria por poderem ter Juary por perto". O avançado brasileiro abordou também a sua chegada a Portugal e ao FC Porto. "Na altura tinha duas possibilidades, ou ia para o Porto ou regressava ao Santos. Optei por Portugal porque tinha um fascínio, como tenho até hoje. Quem me convenceu na altura foi o Luciano D'Onofrio, um empresário que era amigo do Artur Jorge, e falou-me muito bem dele. Isso pesou muito na decisão e é claro que não me arrependo de nada. Como é que posso? Fui campeão português, campeão europeu, campeão mundial e conquistei a Supertaça europeia".

domingo, 27 de abril de 2008

Não facilitámos mesmo nada!

Num dia em que o FC Porto teve do seu lado milhões de adeptos de Sporting e Benfica, só o lotado Estádio D. Afonso Henriques parecia desejar a vitória do Guimarães. Depois da interrogação sobre qual a atitude dos tricampeões perante este novo cenário, os 5-0 (!) finais não deixam dúvidas. Afinal, a atitude do FC Porto manteve-se: sempre à procura da vitória. Hábitos...!
Apesar de ter jogado sem 4 habituais titulares, o FC Porto foi uma equipa suficientemente organizada e ambiciosa para vencer o Vitória. Depois de uma primeira parte equilibrada, o golo de Bruno Alves, logo no início da segunda parte, veio intranquilizar o Vitória e permitir ao FC Porto assentar o seu jogo. Depois houve muito Quaresma! No espaço de 10 minutos, dois lances geniais do Harry-Potter mataram o jogo. A partir daí, com a defesa do Vitória a jogar no limite do fora-de-jogo, as oportunidades de golo do FC Porto sucederam-se. Foi só esperar pelos golos, 3-0 ...4-0 ...5-0! 5 golos em 30 minutos arrasaram o Vitória!
Agora, o FC Porto tem 23 (!) pontos de vantagem para o segundo classificado. Quanto aos golos, são agora 58 marcados (quase o dobro do Vitória, que tem 30) e apenas 10 sofridos, quando só faltam disputar 2 jogos. O Dragão anda faminto e quer pulverizar recordes!

«Curiosidades FCP» - Os anos 50

Hoje recuamos até ao anos 50 e a uma década que marcou um dos maiores crescimentos do FC Porto a nível de infra-estruturas e de popularidade. Apesar de condicionado pelas políticas do «Estado Novo», com a inauguração do complexo das Antas e com o número de sócios a aumentar a cada ano que passava, o FC Porto dava mostras de grande ambição e vitalidade.
Nessa altura, o profissionalismo ainda não era levado muito a sério, isto porque quase todos os jogadores tinham outra actividade para além do futebol. No FC Porto, havia três comerciantes (Virgílio, Carvalho e Joaquim), dois corticeiros (Barrigana e Osvaldo Cambalacho), um torneiro de metais (Teixeira) e um funcionário municipal (Monteiro da Costa). Apesar de condicionar a preparação dos atletas, o semi-profissionalismo não impediu que o FC Porto voltasse aos êxitos depois das conquistas com Mihaly Siska no final da década de 30. Apesar de tudo, foi necessário esperar 16 anos para o FC Porto voltar a ser campeão nacional. A época 1955/56 marcou o regresso do clube aos títulos com a dobradinha conquistada sob o comando de Dorival Yustrich. Esse ano também marcou a estreia do FC Porto nas competições europeias, frente ao Athletic Bilbao, de Espanha. A década de 50 reservou novo título para o FC Porto dois anos depois da conquista do campeonato nacional. Na época 1957/58, o técnico brasileiro Otto Bumbel garantiu a 2ª Taça de Portugal da história do clube. O FC Porto encerraria os anos 50 com a conquista do campeonato nacional de 1958/59, com Béla Guttmann.
Apesar do final da década de 50 ter sido prometedor para o FC Porto, a década seguinte reservou-lhe um segundo e, desta vez, ainda mais longo jejum. O FC Porto esteve afastado da vitória no campeonato nacional entre 1959 e 1978, tendo conquistado apenas duas Taças de Portugal durante esse período (em 1968 e 1977).

quinta-feira, 24 de abril de 2008

O FC Porto não vai facilitar

Apesar de alguns adeptos do FC Porto aceitarem com «fair-play» uma possível derrota frente ao V. Guimarães, julgamos que os tricampeões não vão facilitar. Mesmo sem alguns habituais titulares no «onze», o FC Porto vai mostrar querer e ambição para vencer em Guimarães. Além da cultura do clube ser precisamente o hábito de vencer, ainda há alguns recordes a superar. Garantir a maior diferença de sempre para o segundo classificado (neste momento são 20 pontos) e superar o registo do FC Porto de Artur Jorge que, em 1984/85, sofreu apenas 13 golos, num campeonato disputado por 16 equipas, são agora os objectivos a perseguir pelos tricampeões. Quanto ao recorde de golos sofridos em casa (neste momento, o FC Porto tem apenas 1 golo sofrido!), a decisão fica guardada para a recepção ao Nacional.
Quando faltam disputar apenas 3 jogos, o FC Porto só pode consentir um golo se pretender bater o registo de 1991/92, quando o FC Porto de Carlos Alberto Silva sofreu apenas 11 golos (num campeonato com 18 equipas). Como se vê, não faltam estímulos para os tricampeões tentarem vencer em Guimarães.

A «foto do dia» - A Final da Taça 1987/88

Antecipamos o confronto do próximo Domingo com uma foto da Final da Taça de Portugal, entre FC Porto e V. Guimarães, relativa à época 1987/88. Na foto, encontramos Rui Barros entre os vimaranenses Nascimento e Adão (?).
O FC Porto, de Tomislav Ivic, chegava à Final do Jamor depois de derrotar o Benfica nas meias-finais, enquanto que o V. Guimarães eliminou o Portimonense. No Jamor, o FC Porto acabou por vencer o V. Guimarães por 1-0 (golo de Jaime Magalhães) e conquistou a sua 6ª Taça de Portugal.
Mas o percurso do FC Porto até à Final não foi nada fácil, isto porque nos Quartos-de-final o derby tripeiro teve que ser decidido nos penaltis, e após prolongamento. Aliás, nessa edição da Taça, o FC Porto teve que disputar 3 prolongamentos até chegar à Final!
Aqui fica o percurso do FC Porto até ao Jamor:
3ª eliminatória: Moura 0-2 FC Porto;
4ª eliminatória: FC Porto 0-0 Estoril (após prolongamento) e Estoril 1-2 FC Porto;
5ª eliminatória: FC Porto 4-0 Marinhense;
Oitavos-de-Final: FC Porto 3-1 Sp. Espinho;
Quartos-de-Final: FC Porto 2-2 Boavista (após prolongamento) e Boavista 0-0 FC Porto (4-5 nas grandes penalidades);
Meias-Finais: FC Porto 1-0 Benfica;
Final: FC Porto 1-0 V. Guimarães;

O «cromo do dia» - Edo Bosch

Nasceu há 32 anos em Barcelona e está no FC Porto há 10. Depois da lealdade que tem mostrado ao clube, e do percurso vitorioso, já o podemos considerar um símbolo do Hóquei em Patins do FC Porto. Recentemente, depois de renovar o contrato por mais duas épocas, confessou: "Isto era o que eu mais queria, este é o clube da minha vida e no qual gostava de terminar a minha carreira."
Edo começou a jogar Hóquei em Patins com 5 anos, nas escolinhas do clube catalão Maristas Sants. Cedo começou a dar nas vistas e foi com naturalidade que surgiu o convite do Barcelona para integrar as camadas jovens. Antes de chegar ao FC Porto ainda representou o Vilanova, o Réus e o Noia, todos de Espanha.
Aquando do início das conversações, que o levaram a assinar pelo FC Porto, confessou que tudo lhe pareceu uma brincadeira. "Ouvi alguém falar num espanhol um pouco estranho e pensei que fosse algum amigo a querer pregar-me uma partida. Afinal, era o Ilídio Pinto a convidar-me para jogar no FC Porto."
Assinou o primeiro contrato com o FC Porto a 7 de Julho de 1998. Foi logo campeão nacional na primeira época, com António Livramento. Se o FC Porto vencer o heptacampeonato, Bosch terá no currículo 9 títulos de campeão em 10 anos, ou seja, o espanhol só não foi campeão numa época (2000/01).
Hoje já se sente um tripeiro e é com naturalidade que diz compreender o bairrismo portuense, apontando-lhe algumas semelhanças com a sua Barcelona. "São cidades com algumas afinidades no seu espírito embora em dimensões diferentes."

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Naturalmente!

Foi, até ao momento, o clássico mais fácil que o FC Porto disputou no Estádio do Dragão. Perante um Benfica previsível e macio, bastou um FC Porto a meio-gás para vencer por 2-0. O que surpreende nem são os números mas a facilidade com que o FC Porto sempre controlou a partida, dando-se ao luxo de aumentar e diminuir a intensidade do jogo sempre que lhe convinha. Depois, foi só convocar a precisão de Lisandro Lopez. Impressionante a colocação dos dois remates do argentino. Se marcasse 6 golos até final da Liga (pouco provável!), Lisandro atingiria a fantástica média de 1 golo por jogo.
O FC Porto apresentou-se em campo super confiante. Quem esperava uma correria desenfreada pelo golo, terá ficado surpreendido com a atitude dos tricampeões. Grande certeza no passe e paciência foram suficientes para derrotar o Benfica.
O FC Porto tem agora 23 e 24 pontos de distância para Sporting e Benfica, respectivamente. No relvado, onde tudo de facto se decide, o FC Porto voltou a ser mais forte!
Desta vez, contrariando o final de festa no jogo frente ao E. Amadora, os tricampeões não deixaram o relvado ao som de 'We Are The Champions' dos Queen. Como o adversário era diferente, o tema escolhido foi o 'Chamem a Polícia' (!), do álbum «Trip's à Moda Do Porto», dos Trabalhadores do Comércio.
A seguir, a festa do tri leva-nos até à cidade berço.

«Curiosidades FCP» - O primeiro jogo internacional

Recuamos mais de 100 anos com o primeiro encontro internacional de futebol disputado em Portugal, entre o FC Porto (na altura Foot Ball Club do Porto) e o Fortuna Football Club de Vigo. O jogo realizou-se no dia 15 de Dezembro de 1907 numa altura em que José Monteiro da Costa liderava os destinos do clube. Foi uma época em que o eclectismo do FC Porto já dava mostras de grande vitalidade e crescimento, com o parque de jogos da Rua da Rainha a tornar-se o centro das atenções desportivas da cidade. Além do futebol, outras modalidades faziam as delícias da população portuense: a ginástica, o atletismo, o ténis, o cricket, os pesos e halteres, e a patinagem.
Quanto ao jogo, frente ao Fortuna Football Club de Vigo, os relatos da época são muito escassos, nem se sabendo o resultado dessa partida. O único registo desse jogo é fotográfico (em cima) e permitiu, alguns anos depois, identificar alguns jogadores que participaram nessa histórica partida, entre eles: Dumont Villares, Brugmann, Romualdo Torres, Ernesto Sá, Soares (guarda-redes), António Pinheiro, Raws, Antunes Lemos, John Jones, Cattulo Gadda e Edward de Almeida. De forma a retribuir a cortesia dos espanhóis, o FC Porto decidiu, três semanas depois, visitar Vigo, naquela que seria a primeira saída internacional de uma equipa portuguesa de futebol. O jogo disputou-se no dia 12 de Janeiro de 1908 mas o único registo dessa partida foi encontrado no primeiro Relatório e Contas do clube: «resolvemos iniciar as excursões desportivas visitando a cidade de Vigo, indo ali aprender para depois continuarmos por Portugal, ensinando. Porém, o estado do tempo afuguentou o maior número e com grande pesar nosso, essa visita, que seria uma alegria para os nossos amigos de Vigo, que se preparavam para receber 150 visitantes, apenas se limitou a uma pequena excursão de 23 pessoas a quem os sócios do Real Fortuna Clube e Vigo Football Club dispensaram extremos carinhos e inúmeras finezas».

A «foto do dia» - O bilhete do Lazio - FC Porto, Taça UEFA 2002/03

Hoje recuperamos o bilhete do jogo que marcou a maior assistência de sempre, no Olímpico de Roma, em jogos da Lazio nas competições europeias: o Lazio - FC Porto, das meias-finais da Taça UEFA, época 2002/03.
Depois de os italianos serem copiosamente derrotados nas Antas por 4-1, os responsáveis da Lazio resolveram cobrar apenas 1€ (!) pela entrada no jogo da 2ª mão. A intenção era criar um ambiente que empolgasse a equipa de forma a anular a desvantagem trazida do Porto. O objectivo foi concretizado mas... apenas em parte! Apesar de o Olímpico ter registado a maior enchente de sempre, em jogos das competições europeias, a Lazio não conseguiu a desejada reviravolta na eliminatória. No final do jogo, um empate (0-0) premiou a excelente organização do FC Porto de José Mourinho. A equipa apresentou-se frente à Lazio com grande personalidade e cultura táctica. Apesar de necessitarem de marcar 3 golos, os italianos nunca conseguiram encostar o FC Porto à sua àrea e só no início da segunda-parte, quando o árbitro assinalou uma grande penalidade inexistente a favor dos italianos, é que o FC Porto passou por um momento complicado. Contudo, Vitor Baía encarregou-se de defender o penalti, marcado por Claudio Lopez, e tranquilizou ainda mais a equipa, que não mais vacilou até final. De notar que esse jogo também marcou o afastamento de Hélder Postiga da Final de Sevilha. Depois de um desentendimento com o lateral esquerdo César, o árbitro francês Gilles Veissière resolveu mostrar o segundo amarelo aos dois jogadores, impedindo a presença de Postiga na Final.

sábado, 19 de abril de 2008

Os últimos 10 anos de clássico

Com o clássico à porta, aproveitamos para recuperar algumas estatísticas relativas aos últimos dez anos de confrontos, entre FC Porto e Benfica, disputados na cidade Invicta. Se olharmos ao passado recente, não se prevê um jogo nada fácil para os nossos rivais, isto porque nos últimos dez anos o Benfica foi derrotado 8 (!) vezes pelo FC Porto, em jogos para o campeonato nacional. Um desequilíbrio que vamos querer acentuar no próximo Domingo. Nas últimas dez épocas, o Benfica venceu apenas uma vez no Porto (0-2 em 2005/06), tendo empatado outra (1-1) em 2004/05. É curioso que de 1994/95 a 2003/2004, o Benfica somou 10 derrotas consecutivas e, após a celebradíssima vitória por 2-0 (com dois golos de César Brito), o FC Porto esteve 14 jogos consecutivos sem perder.
Aqui ficam os resultados das últimas 10 épocas:

97/98 FC Porto 2 Benfica 0 (Artur 56, 73)
98/99 FC Porto 3 Benfica 1 (Chaínho 17, Jardel 39 e 54; Kandaurov 57)
99/00 FC Porto 2 Benfica 0 (Capucho 4, Jardel 25)
00/01 FC Porto 2 Benfica 0 (Alenitchev 23, Jorge Costa 43)
01/02 FC Porto 3 Benfica 2 (Deco 42, Alenitchev 49, Capucho 54; Simão 18, Mantorras 55)
02/03 FC Porto 2 Benfica 1 (Éder 20 pb, Deco 73; Tiago 4)
03/04 FC Porto 2 Benfica 0 (Derlei 31, Argel 53 pb)
04/05 FC Porto 1 Benfica 1 (McCarthy 66; Geovanni 76)
05/06 FC Porto 0 Benfica 2 (Nuno Gomes 57 e 64)
06/07 FC Porto 3 Benfica 2 (Hélder Postiga 12, Ricardo Quaresma 20, Bruno Moraes 92; Katsouranis 63, Nuno Gomes 81)

A «foto do dia» - A 1ª página do 'Jiskra Sport' de 22 de Outubro de 1986

Hoje recuperamos uma edição do jornal checo 'Jiskra Sport' que antecipava a 1ª mão da 2ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus, época 1986/87, entre o FC Porto e o TJ Vitkovice. O TJ Vitkovice era uma equipa da ex-Checoslováquia, sediada em Ostrava, que na época anterior tinha conquistado o seu primeiro (e único, até ao momento) título de campeão, tendo por isso a possibilidade de, no ano seguinte, disputar a Taça dos Campeões Europeus. No ano em que as duas equipas se defrontaram, os checos foram vice-campeões, ficando atrás do Sparta de Praga.
A 1ª mão disputou-se em Ostrava, tendo o TJ Vítkovice surpreendido o FC Porto com uma vitória por 1-0 (Jirí Sourek 24' pen.), isto depois de os checos já terem eliminado o Paris SG na 1ª eliminatória. Apesar de derrotado na Checoslováquia, o FC Porto deu a volta à eliminatória com uma vitória nas Antas por 3-0 (André 5', Celso 26' e Futre 82') e seguiu para os Quartos-de-final.
O 'Jiskra Sport' ilustrou a 1ª página com uma foto do plantel do FC Porto, que no ano anterior se tinha sagrado campeão nacional (época 1985/86).
Já depois de se ter cruzado com o FC Porto, o TJ Vitkovice fundiu-se com o FC Karviná-Vitkovice, dando origem ao actual FC Vitkovice da Rep. Checa.