segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Nem foi preciso forçar!

«O Sp. Braga também venceu os primeiros 7 jogos da época passada e não foi campeão», foi desta forma que Villas-Boas tratou de conter a euforia no final do FC Porto - Olhanense. Fez bem, porque o campeonato está longe de estar ganho. Ainda assim, na mesma altura da época passada o segundo classificado estava bem mais perto do primeiro do que acontece esta época. São agora 7 os pontos que o FC Porto leva de vantagem sobre os segundos, uma “almofada” que lhe vai permitir gerir ainda melhor o desgaste nas duas competições onde temos maiores expectativas, a Liga portuguesa e a Liga Europa.
Além de manter uma média superior a 2 golos marcados por jogo, o FC Porto também é agora a defesa menos batida do campeonato (continua apenas com 2 golos sofridos, aliás, dois golaços, de Luís Aguiar e Lima). Um ‘goal-average’ muito positivo e que contrasta com o ‘score’ do nosso maior rival e líder destacado na tabela de... comunicados emitidos!
Ontem, frente ao Olhanense, a equipa fugiu àquilo que tem sido um padrão no ‘FC Porto de Villas-Boas’: uma 1ª parte em que observa o comportamento do seu adversário e privilegia um jogo seguro, e um segundo-tempo em que quase atropela o seu oponente, com pressão constante e assumindo maiores riscos. Desta vez foi ao contrário: uma inovação! Depois, a vantagem de dois golos ao intervalo terá “convidado” a equipa a relaxar.
Ainda assim, fica o registo de um primeiro-tempo ‘à FC Porto de Villas-Boas’: dinâmica, pressão e qualidade de passe aniquilaram o Olhanense. Com o 2-0 ao intervalo, a 2ª parte acabou por não ter história: o FC Porto limitou-se a ‘descansar com bola’, algo que tinha dificuldade em fazer na época passada. Mais uma virtude, portanto!
Positivo (+):
- o crédito que este FC Porto já amealhou permite-lhe dar-se ao luxo de oferecer aos adeptos uma 2ª parte algo enfadonha;
- o triângulo Fernando-Moutinho-Belluschi continua a asfixiar a bola e o adversário (e pensar que Miguel Sousa Tavares considera o ‘Polvo’ um estorvo no meio-campo do FC Porto: que disparate!);
- Hulk: para o ‘Incrível’ qualquer jogo é uma final tal a urgência e ansiedade que revela em marcar e ajudar a equipa;
- a estreia de Otamendi (o argentino é muito forte na antecipação e tem técnica suficiente para sair a jogar com bola, um complemento importante ao jogo mais físico da dupla Rolando-Maicon);
Negativo (-):
- esperemos que a opção de Villas-Boas em deixar 2 habituais titulares (Maicon e Sapunaru atravessam ambos excelentes momentos de forma) de fora do «onze» tenha apenas a ver com o apertado calendário que se aproxima;
- o baixo ritmo que o FC Porto impôs na 2ª parte aborreceu um pouco os espectadores;
- tem faltado clarividência a Falcão dentro da grande-área (o cansaço também tira discernimento e o colombiano tem sido dos mais utilizados do plantel desde a pré-época; efeitos da não contratação de Kléber?);

1 comentário:

Armando Pinto disse...

Vivemos mais um grande momento da nossa história, com o grande começo de campeonato que estamos a ter esta época e, por certo, nos vai dar mais um título - se não existirem este ano manobras de bastidores, como no campeonato dos tuneis que foi arrancado para a lisboa vermelha.
Agora, e ontem, a vencer desde 1893 - No aniversário do FCP, neste caso o 117º, que é de todos nós que sentimos o mesmo, pode-se mesmo dizer que o Porto é o nosso termo exacto e com um rico vislumbre memorial - como também se procurou afiançar em

http://longara.blogspot.com/

Abraço