A verdade é que Vítor Pereira conseguiu passar a ‘turbulência’. Num dos mais incaracterísticos defesos da história do clube, o treinador do FC Porto conseguiu manter o plantel mobilizado e chegar a Setembro no 1º lugar da Liga. Agora, sem a ‘pressão da classificação’ e com o mercado de transferências fechado, Vítor Pereira pode ir moldando à sua maneira o estilo do FC Porto 2011/12. Qualidade não lhe falta!
- James Rodriguez faz tudo com estilo e classe: a recepção, o passe e o remate;
- as ‘três formiguinhas’ do meio-campo do FC Porto (Fernando, Moutinho e Belluschi) voltaram a jogar juntas e não se esqueceram do que de melhor fizeram na época passada;
- Kléber: alia ao estilo elegante uma enorme vontade de fazer golos;
- Defour: pode ser algo exagerado este destaque pela positiva (jogou poucos minutos), mas o belga tem os mesmos genes de João Moutinho e Belluschi;
- o FC Porto já é o melhor ataque da prova, com 9 golos (o ano passado, à passagem da mesma 3ª jornada, o FC Porto tinha apenas 6 golos marcados);
- agora fica um desafio, o de vencer as próximas 3 jornadas: Vit. Setúbal (casa), Feirense (fora) e Benfica (casa), e igualar o registo da época passada: 6 vitórias nos 6 primeiros jogos;
Negativo (-):
- o FC Porto demorou um pouco a impor-se ao adversário: foram 20 minutos em que o golo esteve sempre mais próximo da baliza de Helton, mas isso foi mais consequência da postura positiva da U. Leiria do que demérito do FC Porto;
1 comentário:
A ausência de alguns internacionais não impediu que os Campeões nacionais escalonassem um onze forte, competente e eficaz. O plantel dispõe de óptimas soluções. Álvaro Pereira reapareceu a titular, tal como Fernando, Belluschi e James Rodríguez. E até Hulk, que jogara no dia anterior pelo Brasil, foi também titular.
O treinador do União de Leiria, apresentou um esquema de futebol no campo todo, com especial atrevimento ofensivo, como eu gostava aliás, que todas as equipas assumissem.
Resultado, uma goleada. Nem foi necessário ao FC Porto apresentar um futebol de grande gabarito. Limitou-se a marcar um ritmo intermitente, ora acelerando espalhando o pânico ou marcando golos, ora acalmando o jogo permitindo-se a devaneios que lhe haviam de custar dois golos muito consentidos.
James Rodríguez foi a estrela mais cintilante da constelação azul e branca onde brilhou também Belluschi. O colombiano mostrou-se muito inspirado e com pontaria afinada. Jogou, fez jogar, marcou e assistiu para golo. Já o argentino emprestou criatividade, foi importante na pressão alta, conseguindo ganhar dessa forma o lance que haveria de resultar no primeiro golo de Kléber. E por falar em golos, todos eles foram conseguidos de bola corrida, quiçá para calar determinadas vozes que empolavam o facto de o FC Porto só ter marcado, até hoje, de bola parada! CINCO num só jogo, isto talvez vos remeta para um determinado jogo da época passada.
Referência muito especial para a disponibilidade de Hulk, que apesar de desgastado mostrou-se sempre dinâmico, empreendedor e perigoso. Saiu logo a seguir ao «apagão» de que o Estádio Municipal da Marinha Grande foi acometido, queixando-se de um toque no joelho. Destaque também para os dois golos de Kléber, importantes sobretudo para a moralização e aumento da confiança de que o atleta vinha necessitando.
Um abraço
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