segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Muito fortes!

Quem diria! Depois de um intenso jogo da 'Champions', efectuado 4 dias antes, o FC Porto apresentou-se em Olhão com uma intensidade e fluidez de jogo que de facto confirmam que «a equipa está a crescer», como Jesualdo tem insistido no seu discurso. Não é nada habitual o FC Porto apresentar-se tão forte após uma desgastante jornada europeia. Bela dinâmica dos «tetracampeões»!
Depois do que aconteceu em Braga, havia o receio do FC Porto acusar o desgaste do jogo da Liga dos Campeões. Isso acabou por não se verificar, pois nem o Olhanense apresenta a (actual) qualidade do Sp. Braga, nem o FC Porto se apresentou tão apático e passivo como no jogo que disputou frente à equipa de Domingos.
Hoje, o FC Porto correria o risco de, em caso de derrota, ser alvo de troça por ter ajudado a construir uma equipa que lhe roubou pontos na Liga (estava-se mesmo a ver as capas da imprensa indígena: 'FC Porto derrotado pelos sub-21... do FC Porto!'). E a verdade é que seria algo embaraçoso perder com um Olhanense que é quase um 'FC Porto B' (hoje só faltou o castigado Ventura). Era o feitiço a virar-se contra o feiticeiro...
Mas o FC Porto sossegou-nos logo muito cedo, pois a equipa entrou em campo com uma postura que não permitiu aos miúdos da 'cantera' discutir o jogo e o resultado. Foi, muito provavelmente, a melhor primeira-parte do FC Porto até ao momento. Ainda assim, a irreverência do Olhanense nunca deixou o jogo cair na monotonia. Foi um excelente espectáculo, com as duas equipas sempre à procura do golo.
Neste momento, os 'miúdos' de Jorge Costa ainda são demasiado imaturos para discutirem um jogo com o FC Porto que hoje se apresentou em Olhão. Foi um FC Porto dominador e de intensidade de Liga dos Campeões.
No jogo de hoje, havia a curiosidade de saber se Jesualdo faria alterações na equipa, para compensar o desgaste do jogo frente ao At. Madrid, ou se mantinha o «onze» que defrontou os espanhóis, reforçado com a inclusão de Fernando. O Prof. optou por dar continuidade e confiança àquele que é, neste momento, o «onze» mais consensual para os adeptos do FC Porto. Até a opção por Mariano Gonzalez, que realizou mais um mau jogo, tem a nossa tolerância face às ausências de Varela e Cristian Rodriguez.
Agora, segue-se a interrupção da Liga para os jogos da Selecção. Uma paragem que até nem surge numa má altura para o FC Porto, pois vai-lhe permitir recuperar os dois lesionados (Varela e Cristian Rodriguez) que tanta falta lhe têm feito.
Além disso, o calendário reserva-nos agora 4 (!) jogos consecutivos no Dragão (Sertanense, APOEL, Académica e Belenenses). Porreiro!
Positivo (+):
- Falcão, claro!
- a postura autoritária e dinâmica do FC Porto;
- o "regresso" do 'capitão' Bruno Alves;
- a constante procura do golo por parte do FC Porto;
- a visão panorâmica de Belluschi (porque não jogou em Braga?);
- a potência e precisão de remate de Hulk;
- as duas acções de Álvaro Pereira que evitaram o 1-2, primeiro num corte sobre a linha de golo e depois num desarme dentro da pequena-área;
Negativo (-):
- a passividade do FC Porto nos primeiros 20 minutos da 2ª parte;
- o habitual futebol trapalhão (e triste) de Mariano Gonzalez;
- a infelicidade de Hulk naquelas duas bolas que bateram no poste;

2 comentários:

Anónimo disse...

"(hoje só faltou o castigado Ventura)"

Não te esqueças do Tengarrinha ;D


Queria também salientar a qualidade do teu trabalho neste blog e dizer-te que sou um leitor assíduo ! Continua assim !

Saudações Portistas da Suíça.

Dragaopentacampeao disse...

É verdade que o futebol praticado pelo FC Porto nem sempre é vistoso e demolidor. Esta época ainda não fizemos qualquer jogo completo desse tipo.

Em Olhão voltamos a ver um FC Porto em momentos alternados de bom e mau futebol.

Sinceramente, não esperava outra coisa, face à constituição da equipa e ao desgaste competitivo a que foi sujeita frente ao Sporting e Atlético. Jesualdo bem que podia durante o jogo, principalmente na segunda parte, com o resultado em 0-2, ter dado oportunidades aos suplentes. Fazer substituições a dois ou três minutos do fim, são para mim, incompreensíveis. Só mesmo por impedimento físico.

Foi no entanto uma vitória tranquila porque chegamos relativamente cedo à vantagem, dando mostras de poder dilatar o marcador. Mesmo tendo passado por alguns calafrios numa altura em que a equipa se desligou, creio nunca ter estado em causa a vitória. Este foi um jogo que eu vi serenamente.

Muito dificilmente veremos o FC Porto a «esmagar» o adversário, por mais fraco que ele seja, porque os jogadores começam cedo a poupar-se.

Um abraço