segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O caminho faz-se caminhando

E vão 6 jogos oficiais, 6 vitórias consecutivas, 15 golos marcados e apenas 2 sofridos. Imagine-se o que diria a imprensa indígena se fossem outros a apresentar este 'score'... E o FC Porto nem sequer tem sido exuberante (o que não é mau de todo, pois significa que há margem para a equipa crescer), mas nota-se que estão ali os alicerces do bom futebol. Falta olear a máquina!
Se compararmos a postura da equipa nos últimos jogos, não entramos em exagero se dissermos que ontem o FC Porto deu um pequeno passo em frente. Na primeira-parte foi um FC Porto bem mais seguro e dominador do que aquele que tinha defrontado o Genk e o Beira-Mar. Vimos uma postura determinada e assertiva, que até agora só tinha sido mais evidente frente ao Benfica, no jogo da Supertaça.
Mas o melhor teste ao 'novo FC Porto' fica guardado para a próxima jornada, quando recebermos o Sp. Braga. Nesse jogo vamos querer um FC Porto autoritário. A equipa vai ter que deixar uma mensagem forte aos adeptos e aos adversários.
Uma última nota: a actual dinâmica de vitória do FC Porto é um óptimo pretexto para Villas-Boas deixar um desafio público à equipa: chegar ao jogo com o Benfica (10ª jornada) só com vitórias. Não é fácil, mas é por isso que é um desafio!
Positivo (+):
- a postura dominadora e agressiva que o FC Porto apresentou na 1ª parte (só depois dos 40 minutos de jogo é que o Rio Ave se aproximou da baliza de Helton);
- Hulk: tem perdas de bola infantis e irritantes, que depois compensa com poderosos arranques e potentes remates à baliza (o brasileiro será o próximo a deixar o FC Porto por uma verba exorbitante!);
- Rolando e Maicon, que elevaram os indíces de concentração depois de algumas displicências no jogo frente ao Genk;
- a alcunha de 'Polvo' assenta cada vez melhor a Fernando (é impressionante o cada vez maior raio de acção do trinco brasileiro);
- o segundo golo do FC Porto, um momento brilhante de futebol colectivo; nesse lance ninguém foi egoísta, e tanto Belluschi como Varela estavam em boas condições de atirar à baliza;
- a preocupação da equipa em colocar a bola sobre a relva e jogar um futebol atraente (mesmo em momentos de maior pressão do adversário, é raro ver o FC Porto dar chutões para o ar ou recorrer ao anti-jogo);
- as alterações tácticas que Villas-Boas promove durante os jogos são uma das grandes mais-valias do FC Porto 2010/11; os habituais suplentes (Ruben Micael, Souza, Cristian Rodriguez,...) ajudam muito o treinador nessa tarefa pois são muito versáteis e evoluídos tacticamente;
Negativo (-):
- apesar de ter feito um passe para golo, Varela não atravessa um bom momento de forma (o seu futebol massacrante depende demasiado da vertente física);
- a cumplicidade entre os dois homens (Belluschi-Moutinho, Rúben Micael-Moutinho, Souza-Belluschi,...) que têm formado os dois vértices mais adiantados do triângulo de meio-campo ainda não é a melhor (se continuar a privilegiar o '4-3-3', Villas-Boas vai necessitar de maior cumplicidade entre esses dois jogadores);

3 comentários:

R.M.Silva da Costa disse...

...a andar se hace camiño...

O Porto de Villas Boas já tem feito algum. Um trilho ainda, talvez, mas um caminho, mesmo assim. Encontrado o rumo certo, a auto-estrada está mesmo ali...

Dragaopentacampeao disse...

O FC Porto ainda não apresenta um futebol cativante, contudo, joga para ganhar e com maior ou menor dificuldade vai conseguindo atingir os objectivos traçados: seis jogos, seis vitórias! (liderança isolada da Liga, qualificação para a fase de grupos da Liga Europa e o primeiro troféu da época - Supertaça).

É verdade que ambiciono uma equipa que consiga juntar aos resultados as boas exibições.

Sei que é necessário tempo para a completa assimilação dos novos processos e ideias. Enquanto isso não acontece que os objectivos se vão cumprindo.

Um abraço

Artur Guedes disse...

Mais um jogo, mais uma vitória, e, mais uma vez, ficou muito a desejar.
O FC PORTO entrou, mais uma vez, e, parece que começa a ser habito, e, muito mau, amorfo, sem ideias e a espera de ver correr o tempo, ficando à espera de ver o que o jogo ia dar e de que a vitória acabaria por chegar, essa maneira de pensar faz-me lembrar um passado recente do qual não quero sequer pensar.
Muita coisa ainda há para fazer e melhorar, mas o que interessa é que estamos no lugar que queremos ficar no final, em 1º.

http://oimensovoododragao.blogspot.com