segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Uff, esta já passou!


A semana mais difícil da época que o FC Porto viveu até ao momento (não tanto pelas duas derrotas, mas pelo planeamento algo precipitado que Vítor Pereira colocou em prática) terminou com um jogo no Dragão frente ao último classificado da Liga. Um desafio que chegou em óptima altura depois do desgaste das últimas semanas, o ideal para a equipa descomprimir da exigência da ‘Champions’ e da eliminação da Taça de Portugal.
E notou-se que a equipa sentiu a perda do ‘elan’ conquistado antes da derrota em Braga (a época estava a ser quase perfeita…). Ontem houve menos entusiasmo, mas não deixou de haver responsabilidade e união entre os jogadores. Apesar de o ataque ter estado um pouco desinspirado (às vezes por falta de sorte!), a transição defensiva foi quase perfeita (Mangala e Otamendi estão intransponíveis). Agradou-nos a forma como os jogadores do FC Porto conseguiram impedir os contra-ataques do Moreirense. Significa que estão comprometidos.
A exigência da última semana também deixou perceber que o desinvestimento realizado esta época teria um custo que o FC Porto pagou mais cedo do que previa (caprichos do calendário, neste caso!). De qualquer forma, a estrutura do FC Porto conseguiu providenciar um «onze» forte para 2012/13. As alternativas não são tão válidas nem experientes como no passado recente, mas isso é um mal que também afecta todos os nossos rivais. O importante é a soma das partes: estamos nos Oitavos da ‘Champions’ e na liderança da Liga. Quem fez melhor?
Agora, no que ao campeonato diz respeito, o calendário reserva-nos uma visita a Setúbal e uma recepção ao Nacional antes do ‘clássico’ frente ao Benfica. O objectivo para o próximo ciclo de jogos é claro: sair da Luz na frente do campeonato!

1 comentário:

alex disse...

O problema está no banco:não temos nenhum jogador de peso além dos 12, 13 habituais. O que está errado na gestão do Vitor Pereira é separar radicalmente os principais dos secundários em vez de lançar três ou quatro na equipa principal não só nos jogos das taças mas também em jogos do campeonato. Mas mesmo no onze principal falta um jogador capaz de romper a organização defensiva adversária, fintando em velocidade 2, 3, 4 jogadores.
Preocupa-me os defesas laterais. Pensei que finalmente essa lacuna estava ultrapassada, mas estou com receio que o Alex Sandro venha a ser como um nosso central russo que não resistia a meter a mão à bola dentro da grande área, acabando por matar quaisquer hipóteses de continuar no FCP. Não me interessa se Sandro fez ou não penálti, mas uma coisa é certa, há árbitros que teriam assinalado grandes penalidades. É preciso ensaiar nos treinos lances idênticas de modo a que o jogador se habitue a reagir de outro modo em situações semelhantes.
Saudações portistas!