A semana super-exigente do FC Porto, com 3 jogos em apenas 7 dias (U. Leiria, Vit. Setúbal e Shakthar Donestk), está a correr melhor do que se esperava. Não tanto pelas duas últimas vitórias (era obrigatório vencer U. Leiria e Vit. Setúbal), mas por se notar um claro progresso em relação às primeiras exibições da época. Há mais concentração, frescura física e comprometimento com o jogo. E o adversário de ontem tinha tudo para ser chato (e foi, pelo menos enquanto os postes deixaram!), pois o Vitória, além de ser uma equipa que manteve a sua ‘espinha dorsal’, tem no seu plantel muitos jogadores com experiência na primeira Liga e apresentou-se no Dragão sem a ‘pressão dos pontos’.
O 0-0 ao intervalo até gerou alguma impaciência nas bancadas, mas é nestas alturas que se vê se uma equipa está unida e ao lado do seu treinador. Foi espectacular a mobilização de toda a gente! O FC Porto pareceu uma daquelas antigas e pesadas locomotivas: demorou a arrancar, mas depois arrastou tudo à sua frente! Agora, segue-se o Shakthar Donestk. Se olharmos para os mais recentes resultados europeus dos ucranianos (na época passada venceram o Arsenal, ficando em 1º lugar na fase de grupos, e eliminaram a Roma, nos ‘Oitavos’, com um ‘goal average’ de 6-2!) concluímos que o FC Porto terá de ser forte na terça-feira. Jogo difícil!
Positivo (+): - numa fantástica e contagiante exibição colectiva, é difícil destacar alguém, mas vou nomear 4 ‘homens do jogo’: Belluschi, Defour, Moutinho e James Rodriguez; Este quarteto partiu tudo! - a empatia entre a equipa e os adeptos continua em alta; neste momento, com o entusiasmo que transmitem, os adeptos são um aliado perfeito para quem ainda não atingiu a plena forma; - foi bom regressar ao melhor relvado do país depois de vários jogos disputados em relvados em péssimas condições (Guimarães, Mónaco e Marinha Grande); Negativo (-):- fez um jogo combativo e de muita entrega, mas Cristian Rodriguez continua a parecer um corpo estranho nesta equipa do FC Porto: quando em posse da bola toma quase sempre más decisões e o seu futebol arrastado e pastoso dificulta a fluidez de jogo;






Foi no FC Porto que Walsh superou o número de temporadas passadas no Blackpool. Foram 6 épocas de ‘azul-e-branco’, de 1980/81 a 1985/86. Ainda assim, só nos primeiros anos é que este avançado irlandês foi utilizado com regularidade no «onze». No ‘FC Porto de Hermann Stessl’, em 1980/81, chegou mesmo a sagrar-se o melhor marcador da equipa no campeonato, com 14 golos, e em 1982/83, com José Maria Pedroto, a sua marca (15 golos) só foi superada por Fernando Gomes (36).


- um clube como o FC Porto, candidato a vencer todas as competições em que participa, não pode ter apenas dois pontas-de-lança disponíveis no seu plantel, e ainda por cima sendo um deles obeso (Walter) e o outro um caloiro (Kléber): parece pouco! Sendo que faz agora um mês que a saída de Falcão era dada quase como certa, só se entende que não tenha vindo outro ponta-de-lança com o facto do montante que haveria de ser despendido com a sua compra ter sido mobilizado para os vencimentos dos que permaneceram no plantel;








Por tudo isto parece-me que a Final da Supertaça é claramente o desafio que vai marcar o seu percurso no FC Porto, não se trata só de ganhar ou perder mas sim o caminho, a forma como vai por a equipa a jogar e enfrentar o adversário. São inúmeros os treinadores que chegam a estes jogos e mostram temor, quase que uma síndrome de pequenez que afecta uma boa parte dos treinadores de equipas portuguesas. Claro está que a estratégia de encolher as equipas dá sempre mau resultado, não é surpresa para ninguém, já quando se ousa ir mais além, correr riscos, enfim arriscar estamos muito mais perto da glória. Vítor Pereira tem a última palavra.
- Em 11 anos, qual foi o maior amigo que fez no FC Porto?
Em cima, a ilustrar o ‘post’, recuperámos algumas fotos de Aloísio com as camisolas de FC Porto (com Luís Figo, num ‘clássico’ disputado em Alvalade, e com George Weah, numa célebre vitória do FC Porto em San Siro: 2-3) e Barcelona (na segunda, ao lado do mexicano Hugo Sanchez, num ‘clássico’ entre Real Madrid e Barcelona).



É uma lenda viva do FC Porto e foi recentemente homenageado em Itália. Falamos de Juary, o suplente mais eficaz e famoso da história do clube. Aquando da homenagem de que foi alvo, foi pedido a Juary que indicasse os melhores onze jogadores com quem jogou durante a sua carreira. Aqui fica essa lista e os comentários do ex-avançado do FC Porto:
Em cima, a ilustrar o ‘post’, recuperámos alguma da ‘memorabilia’ associada ao Juary: um ‘cromo’, da altura da sua passagem pelo FC Porto, e duas referências à sua passagem pelo Avellino, na primeira, a fazer um samba à volta da bandeirola de canto depois da marcação de um golo, e na segunda, quando foi capa da revista ‘Intrepido’ («Juary, o acrobata do Avellino»). 