domingo, 17 de fevereiro de 2008

«Curiosidades FCP» - Cubillas no FC Porto

Hoje, nas «Curiosidades FCP», recuperamos duas fotos do peruano Cubillas ao serviço do FC Porto, em jogos frente a Académica e Boavista, e destacamos algumas estatísticas associadas a este fantástico nº 10.
Apesar de não ter sido campeão ao serviço do FC Porto, o jogador peruano mostrou toda a sua classe durante o tempo em que permaneceu em Portugal. Teófilo Cubillas chegou ao Porto no dia 4 de Dezembro de 1973 e esteve três épocas e meia no FC Porto, marcou 65 golos e completou 108 jogos oficiais com a camisola 10. Como nessa altura já era um jogador consagrado, juntou-se uma pequena multidão para o receber na sede do FC Porto. O FC Porto desembolsou 6 325 contos para contratar o internacional peruano, que veio ganhar 125 contos por mês (Pavão ganhava apenas 50 contos!), uma autêntica fortuna para a época mas que se revelaria uma excelente aposta porque o peruano foi um dos jogadores que ajudou o FC Porto a voltar à ribalta do futebol português (o FC Porto seria campeão nacional pouco tempo depois de Cubillas abandonar o clube).
Na primeira época em Portugal, ficou célebre um jogo disputado nas Antas, frente ao Benfica, que a imprensa na altura resumiu a um duelo entre Cubillas e Eusébio, e que o FC Porto venceu (2-1) com o peruano a marcar o golo da vitória, depois de Eusébio ter empatado para o Benfica. Apesar de não ter vencido nenhum título ao serviço do FC Porto, Cubillas obteria o devido reconhecimento, uns anos mais tarde, ao ver o seu nome aparecer na lista feita por Pelé com os melhores jogadores do mundo de todos os tempos.
Vamos lá recordar dois golos do peruano (reparem que marcava os livres de trivela, "à Quaresma"!):

19 comentários:

Anónimo disse...

Amigo Ricardo Vara:


De «regresso», é verdade... e com muito gosto.

Porque, aqui é que se contam (e revêm) estórias. E se... desabafa.

Em relação ao Cubillas, quando tiver um pouco mais de tempo, vou recordar-lhe golos inolvidáveis observados por mim, ao... vivo.

Em Matosinhos e em Coimbra. E ao serviço do... FC Porto.

Prometo.

Um abraço.

Ricardo Vara disse...

Ficarei então a aguardar. Apesar de esquecido por alguns, Cubillas merece todo o reconhecimento. Infelizmente, chegou ao FC Porto antes da revolução dos cravos!

Anónimo disse...

Amigo Ricardo Vara:

Exactamente. Começo, precisamente, por aí... a «revolução dos cravos».

Não fôra tal e... «nem 20 pintos da costa nos valeriam».

Aliás, esta frase nem é minha mas do... Frasco, sabia?

É um facto, que muitos pseudos portistas ignoram (ou querem que se ignore), já nem falando dos
frustrados da «máquina sulista» (sobretudo imprensa).


Bom, mas vamos ao CUBILLAS:

Para mim, um dos DEZ melhores futebolistas estrangeiros que vi ao serviço do FC Porto (desde os anos 50, é claro), a saber:

- Jaburú (brasileiro);
- Osvaldo Silva (brasileiro);
- Luis Roberto (brasileiro);
- Montanho (argentino)
- CUBILLAS (peruano);
- Madger (argelino);
- Kostadinov (bulgaro);
- Mlinarzyck (jugoslávio);
- Aloísio (brasileiro) e
- Jardel (brasileiro);


Um golo houve, magistral, obtido pelo CUBILLAS no Estádio do Mar, frente ao Leixões (1-0) e que, aliás, foi lembrado pelo adepto, o conhecido «trompetista Lourenço», recentemente no JN.

Foi para o campeonato de 1974/75 (por curiosidade, nas Antas tinha sido 1-1), CUBILLAS pegou na bola ainda na área do FC Porto, fintou tudo que era adversário, entrou na pequena área do Leixões, contornou o guarda-redes (Alberto) e fez um golo do «outro mundo». Até possuo o recorte do ND (Norte Desportivo) com várias fotos do lance.

Outro golo foi em Coimbra, e na mesma época, na vitória portista por 2-1 (aliás, os dois golos foram de CUBILLAS). Nas Antas já tinha ficado 2-0. Depois do golo da Académica, o FC Porto impôs o jogo sob a «batuta» de CUBILLAS que empata e, logo no minuto a seguir, faz o segundo golo. Depois de recepcionar a bola, após um canto, seguiu pela linha junto à baliza, contornou o defesa direito que o «enfrentava» e executou, de forma incrível, num pontapé que hoje se chama de «triveva» (já o Oliveira o fazia), ao ângulo fechadissimo pelo guarda-redes.

Jamais me esquecerei, sobretudo, destes dois golos fenomenais de
CUBILLAS, que, além de grande jogador, era um profissional exemplar.

Quanto aos titulos não conseguidos no «seu» tempo, ficasse mais uns anitos e... logo se veria.

Foi bom recordar, amigo Ricardo Vara.

Um abraço.

dragao vila pouca disse...

Grande jogador(para mim a seguir ao Madjer, o melhor estrangeiro que vi jogar no F.C.Porto)e grande profissional.Pena que não tenha chegado ao clube uns aninhos mais tarde.
O melhor golo que vi D.T.Cubillas, foi num Porto-Boavista, 2-0, era treinador do Boavista o Pedroto, e com essa derrota o Boavista perdeu completamente a hipótese de ser campeão.Fintou toda a gente e entrou com a bola pela baliza dentro.
Um abraço

Anónimo disse...

Permite-me que o corrija, amigo «dragão vila pouca»?


Esse golo do Cubillas ao Boavista foi na sua primeira (meia)época no FC Porto de 1973/74 e... no Bessa.

É a época da morte do Pavão com o Pedroto a treinar o... Setúbal.

Daí...

Nas épocas imediatamente seguintes e frente ao Boavista de Pedroto» o «FC Porto de Cubillas» obteve os seguintes resultados:

- 1974/75: 2-1 (Antas); 0-2 (Bessa);

- 1975/76: 2-0 (Antas); 0-1 (Bessa); e

- 1976/77: 2-0 (Antas); 1-2 (Bessa);

No Bessa, lembro-me de ter visto um golo assim descrito mas pelo... Oliveira, na época de 1972/73 (1-0).

A minha memória ainda «regista» estes acontecimentos mas é... falível.

Se estou errado, desculpem.

«Documentalmente», só daqui a uns dias posso confirmar porque, tenho o meu pessoal «museu» em casa da minha filha.

Um abraço.

dragao vila pouca disse...

Foi nas Antas lembro-me perfeitamente, estive lá estava um tempo muito mau e foi um jogo a seguir ao Boavista ter perdido em casa com o U.Tomar, época 1975/1976
Eu também tenho boa memória.
Vejo que continua anónimo, porque será?
Um abraço

Anónimo disse...

Amigo:


Anónimo mas... falível.

Como, de resto, admiti ser. Vou consultar o meu... «arquivo» e, se for o caso, humildemente reconhecerei.

Quinta feira, dia 21, lhe darei notícias.

Entretanto, boa sorte para... o «nosso» FUTEBOL do FC Porto.

Como é suposto estas «páginas» não serem tipo «tertúlia côr de rosa», mantenho o anonimato, se não se importa...

Um abraço

Anónimo disse...

Amigo:


Confirma-se.

E, como qualquer ser humano... sou falivel.

Com humildade reconheço que o meu amigo tinha razão.

Humildade comum dos homens (e mulheres, já agora) de carácter e... portistas.

De facto o tal golo de CUBILLAS ao Boavista foi na época de 1975/76 na vitória por 2-0, nas Antas (o outro golo foi de Dinis).

Mas não seria este resultado a mais «penalisar» o Boavista.

Seria um célebre Boavista-Benfica (1-4) a, salvo erro, duas jornadas do fim do campeonato (o tal que teve Nelinho a marcar o Alves como a uma... sombra).

O jornal «O Porto» de 11.03.76 diz que «... CUBILLAS marcou um golo monumental de inteligência».

Por isso, só poderia ser este.

Porque, um outro (e único) em que ele marcou ao Boavista, foi na vitória por 4-2, na tal época de 1973/74).

E o jornal «O Porto» de 16.05.74, para esse jogo, não faz nenhuma referência especial.

Destaca só que todos os outros 3 golos foram obtidos pelo Abel (os do Boavista foram marcados pelo Wilson e Salvador).

Certo?

Um abraço

dragao vila pouca disse...

Só lhe respondo quando souber o seu nome e como estou a tratar disso!...Espero não vir a ter surpresas desagradáveis.
Um abraço

Anónimo disse...

Amigo:


Há aqui um lapso...
(Para não dizer que há mais).

É que eu não lhe pedi resposta qualquer.

Até, humildemente, «dei a mão à palmatória» reconhecendo-lhe razão.
(no que disse respeito a aspectos histórios do «nosso» Clube).

Sempre que tenha algo (do género) para relembrar, «servindo-se» deste «blog» do amigo Ricardo Vara(já que no seu pessoal... como sabe) e eu possa confirmar ou até... contrariar, disponha.

Um abraço

dragao vila pouca disse...

No meu blog toda a gente é bem recebida, mesmo aqueles que discordam do que eu escrevo. Era o que faltava eu que sempre tive sentido crítico, não admitisse a crítica dos outros.Só não tenho tolerância para aqueles que de forma anónima, insultam e desrespeitam as pessoas.Acho isso uma cobardia.Óbviamente não é o seu caso.Por isso aqui ou em qualquer lado...a "luta"continua...!

Anónimo disse...

Amigo:


Subscrevo...

O «25 de Abril» não se fez para outra coisa, não acha?

Ou... não se deveria fazer.

Por isso é que... «a luta tem mesmo de continuar».

E, era o faltava, o «nosso» FC Porto... dividir-nos.

A questão do «anonimato» nem tem muito que se diga... desde que não nos desrespeitemos que, como diz, «não é o seu caso».

Um abraço (mesmo que não retribuido...)

dragao vila pouca disse...

Caro amigo anónimo, o sr. há tempos atrás, disse-me que tinha ganho o Dragão de Ouro em 1995 e que a partir desse dado investigasse quem o sr. era.Lembra-se? Pois é já investiguei e como acredito que o que disse é verdade e ganhou esse tão honroso galardão, já sei quem o sr. é.Não vou por respeito ao seu anonimato dizer o seu nome, apenas referir-lhe que esteve muito bem acompanhado.Bobby Robson, Paulinho Santos, Fernanda Ribeiro, Guilherme Aguiar, Luís César,etc.,
Como vê, não há nada que não se saiba.
Um abraço

dragao vila pouca disse...

Adriano Correia, você ganhou tanto o dragão de ouro como eu eu.Agora conseguiu enganar-me este tempo todo com uma mentira que lhe fica mal.Assim como pelos vistos não se pode confiar em si!...não vale a pena mais conversa.

Anónimo disse...

Amigo:


E não haverá mesmo. O quê? O que pretende e que é... «que não haja mais conversa».

Aliás, no seu próprio «blog» tinha prometido «cortar» e... cumpri.

Não foi?


Bom! Quanto ao «anonimato»:

Que me lembre (e pode ser também
«investigado»), quem fez o «repto» para que tal não sucedesse... fui eu.

Não foi?

Com o pretexto dos tais «bilhetes da fase final do basquet de 1972».

Porque... «dragão vila pouca» não é nada, não acha?

Até (e disse-lhe)... «investiguei» na lista telefónica.

Não foi?

Até lhe disse, exactamente, o dia em que me inscrevi associado do Clube (e olhe que, naquele tempo, não era fácil fazê-lo e nem eram assim tantos como isso).

Não foi?

E a questão do «Dragão de Ouro», que referi... POSSUIR.

Na sequência do ATRIBUIDO ao snr. António Oliveira.

Não foi?

A «investigação» (até lhe dei
«elementos»... veja lá) não a fez convenientemente.

Porque, se o fizesse, chegaria à fácil conclusão que, pelo nome que insinua, não consta ATRIBUIÇÃO alguma do... «Dragão de Ouro» em 1995.

Digo ATRIBUIÇÃO porque, é mesmo... ATRIBUIÇÃO.

Até a sua expressão «ganhou»...
está errada. Ninguém ganha o
«Dragão de Ouro».

Esse galardão é ATRIBUIDO, assim como o eram as estatuetas «Pinga» nos anos 60/70, lembra-se.

Por isso, nunca poderia dizer que GANHEI, nem tão pouco que me foi ATRIBUIDO. E o amigo diz que eu disse que... GANHEI.

Não foi?

Disse (muito) mal, amigo «dragão vila pouca».

Reafirmo. POSSÚO um... «Dragão de Ouro», concedido em 1995.

Mistério, não é? Não haja confusão porque não o roubei.

Foi entregue numa cerimónia do FC Porto... no Casino da Póvoa.

Sim senhor, aquelas referidas personalidades... ESTIVERAM LÁ.


Que pena:

Tantas e tantas salutares «trocas de impressões», mais relevantes, sucederam entre nós, e o amigo foi escolher este episódio para... não pretender mais conversa.

Não foi?

Assim seja.

Gostei muito e, um abraço sincero do... portista.

Anónimo disse...

Amigo Ricardo Vara:


O «desentendimento», e consequente
«rotura», com o amigo «dragão vila pouca», não vai prejudicar a continuidade da minha «atenção» a este seu blog, de muita qualidade.

Qualidade essa comum à do blog do citado outro amigo, diga-se, e em abono da verdade.

Só que...

Se o amigo esteve atento, fará o seu pessoal juizo de valor. E se me fôr desfavorável, aceitarei respeitosamente.

E isto se entender continuar a apreciar as minhas «intervenções», quer elas sejam do seu agrado... ou não.

Respeitosamente, como sempre.

Um abraço.

Anónimo disse...

Vi T.Cubillas marcar um golo semelhante (slalon, driblando 5 ou 6 adversários, g.redes incluído), num empate em Aveiro (2-2), no início da época 75/76, sendo treinador do FCP, Branko Stankovic
madjer87

zedragao disse...

Um sincero obrigado aos portistas que nos dão o prazer de conhecer estas relíquias.Uma curiosidade que gostaria de ver respondida por portistas mais velhos:por que razão saiu Cubillas do clube sendo um fenómeno?Lembro-me de,em pequeno,ouvir estórias de que teria ido embora por causa do Oliveira...

Anónimo disse...

Só uma pequena correcção, muito pontual relativamente à nacionalidade de Jozef Mlynarczyk que era polaco e não jugoslavo como refere Anónimo nos dez melhores jogadores estrangeiros que viu jogar no nosso clube após os anos 50.

Cumprimentos Associado 7 mil