sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Notas soltas


Esta semana ficou marcada pela excursão da equipa do Jorge Mendes e de Paulo Bento, que veste umas camisolas que facilmente se confundem com as da seleção nacional, ao Gabão a troco de um cachet chorudo. Desta espécie de encontro de futebol podemos tirar várias ilações: Paulo Bento jamais será treinador do FC Porto, o que é uma excelente notícia, mas poderá ter aberto outra portas, que afinal o homem consegue balbuciar mais do que “ah, ah”. Porém, do que é essencial, futebol nem vê-lo. E a FPF continua a acumular dinheiro mas parece estar pouco interessada e preocupada com os clubes ou pelo menos com alguns.
O ciclo de jogos do FC Porto que se aproxima é determinante para o sucesso ou fracasso desta época desportiva, a forma como eles foram preparados não foi seguramente a melhor, no entanto, não deverá servir de álibi para nada. As grandes equipas fazem a diferença na adversidade, quando é a doer e é preciso puxar pelos galões, como é o caso. Julgo ser mais ou menos consensual afirmar que é preferível os jogadores estarem mais tempo sobre situações de alguma pressão e serem obrigados a manter uma atitude competitiva permanente, do que afrouxar e baixar os níveis de concentração nalguns jogos e depois surgirem outros onde é necessário mudar o chip e é mais difícil. Partindo destas premissas, o jogo com o Nacional é o mais importante porque se trata do primeiro, e não sabendo quais são as escolhas de Vítor Pereira, o espaço de manobra é curto e possivelmente irá alinhar o melhor onze ou aquele que tem jogado mais vezes junto, uma vez que o Nacional não se irá poupar e vai querer ganhar.
Finalmente, um sublinhado final para as modalidades do clube que apesar de todas as contingências continuam a trilhar a senda do sucesso e a encarnar o verdadeiro espírito do dragão.
Amândio Rodrigues

2 comentários:

alex disse...

Leonor Pinhão, escrevia, ontem, se não estou erro, que o jogo com o Moreirense é mais importante do que o jogo com o Celtic porque a Taça de Portugal é um título que o Benfica pode vencer e a CL não. Fico com a ideia de que o pessoal de um lado e doutro está preocupado com a contagem de quem tem mais títulos.
Do meu ponto de vista, o objectivo principal do FCP será sempre a conquista do campeonato nacional por se tratar da prova nacional mais importante, por dar acesso à CL e por ser uma conquista perfeitamente ao alcance. Quanto a importância, conquista do campeonato e uma, no mínimo, razoável participação na liga dos campeões estão ao mesmo nível. As taças não devem criar dificuldades à participação nestas duas provas. Não acredito que Vitor Pereira ponha a jogar , pelo menos de princípio, os jogadores mais preponderantes do plantel. Vencer o PSG na sua própria casa será a tarefa em que o FCP tem de concentrar a sua maior atenção!
Saudações portistas!

ℙΣ₦₮∀ ➀➈➆➄℠ disse...

caríssimos,

subscrevo, na íntegra, as palavras deste tão assertivo post.

somos Porto!, car@go!
«este é o nosso destino»: «a vencer desde 1893»!

abr@ços a «ambos os dois» :D
Miguel | Tomo II