segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

«Curiosidades FCP» - As duas Taças que interromperam o jejum

Hoje recuamos às décadas de 60 e 70 com duas fotos relativas à conquista das Taças de Portugal das épocas 1967/68 e 1976/77. Essas duas vitórias do FC Porto na competição acabaram por ter um grande simbolismo, em virtude de terem ficado associadas a dois períodos difíceis da história do clube. Apesar de, actualmente, o FC Porto vencer a Taça de Portugal com alguma regularidade, naquela altura o clube andava arredado dos títulos. Ou seja, essas duas Taças de Portugal foram quase como um balão de oxigénio que permitiu ao FC Porto quebrar um longo jejum sem títulos e manter alguma vitalidade. Apesar de serem relativas a dois períodos distintos, essas duas vitórias tiveram um nome associado a ambas: José Maria Pedroto.
É curioso que decorreram precisamente 9 anos entre as duas vitórias que marcaram o regresso do FC Porto aos títulos. Foram 9 anos, desde a conquista do último campeonato nacional, em 1958/59 com Bela Guttmann, até ao regresso aos títulos, em 1967/68 com José Maria Pedroto, e novamente 9 anos, desde a conquista de 1967/68 até ao regresso aos títulos, em 1976/77, novamente com José Maria Pedroto. Nos dias de hoje, seria impensável o clube estar tanto tempo sem vencer! A conquista da Taça de Portugal, que marcou o 1º regresso do FC Porto aos títulos, ocorreu na época 1967/68. O FC Porto venceu o Vit. Setúbal por 2-1 (golos de Valdemar e Nóbrega) na Final do Jamor. Foi um intervalo no jejum de 19 anos sem vencer o campeonato nacional.
No entanto, seria necessário aguardar novamente 9 anos para ver o clube regressar aos títulos. Nessa época (1976/77), a Final da Taça de Portugal jogou-se no Estádio das Antas e o FC Porto venceu o Sp. Braga por 1-0 (golo de Fernando Gomes). Essa conquista já foi consequência da sensacional cumplicidade entre a dupla Pedroto/Pinto da Costa. Depois de conquistada a Taça, seguiu-se, no ano seguinte, o tão desejado regresso do FC Porto à vitória no campeonato nacional.
Em cima, a ilustrar o ‘post’, duas fotos que registam as vitórias do FC Porto nas edições de 1967/68 e 1976/77 da Taça de Portugal. A primeira, com um dos símbolos do clube nos anos 60, Custódio Pinto, e a segunda, com um dos melhores avançados da história do FC Porto, o irreverente António Oliveira.

9 comentários:

Anónimo disse...

Amigo Ricardo Vara:


A primeira foto é curiosa.

A do Custódio Pinto (já falecido, sepultado em Rio Tinto).

Traduz o acto simbólico da entrega da Taça ao Presidente, Pinto de Magalhães, no Estádio das Antas, sábado seguinte ao domingo da final
sendo o FC Porto anfitrião do Espanhol de Barcelona (2-3) num jôgo que acabou numa autêntica
«batalha campal» cujo principal protagonista (adivinhem lá...) foi o brasileiro Djalma.

Alguém se lembra? Estavamos no sector Norte e até nos assustamos apesar dos nossos já... 20 anos.

Mesmo assim... que saudades.


PS. - Já agora: onde andará esta Taça?

Ricardo Vara disse...

Ora viva Adriano Correia. Já agora, esclareça-me o seguinte: nessa altura, o Rolando era o 2º capitão ou só assumiu a braçadeira muito mais tarde?

Anónimo disse...

Amigo:


O Rolando, regularmente, tb era o capitão nessa altura, mas, efecti- vamente, era o Custódio Pinto.

O «lourinho» (Rolando) só o seria, efectivamente, a partir da saída de Pedroto em 1969.

Até aí, efectivamente, era o Pinto e, regularmente, o Pavão e o Rolan-do.

Mesmo quando o Pedroto «castigou» o Pinto (mais o Américo e o Eduar- do Gomes), colocou a braçadeira no jovem... Leopoldo.

Mas, não nos faça sofrer mais de
... saudade.

Um abraço.

Armando Pinto disse...

Embora a pergunta não tenha sido feita a mim, meto uma colherada (mea culpa): Se não estou enganado, nesse tempo o sub-capitão era o guarada-redes Américo.
Mas, já agora, reforço o mesmo pedido ao confrade Portista a quem foi feita a pergunta, até para avivar a memória.

Armando Pinto

Anónimo disse...

Amigo Armando Pinto:


À época não haviam... sub-capitães.

Era o treinador que decidia, mas, normalmente, como hoje, o critério era a antiguidade.

O grande AMÉRICO muito raramente foi capitão. Nem nos lembramos de alguma vez o ter sido, é natural que sim.

Depois, sobretudo o Pedroto, nunca
«apostou» em guarda-redes capitães.

Além do C Pinto e do Pavão, por vezes o Nóbrega tb exercia essas funções mas, sobretudo, o «escolhi-do» como «alternativa» até era o matosinhense Eduardo Gomes.

Pensamos que era assim, por memó- ria. É natural que de quando em vez houvesse uma nuances (outras escolhas) como foi a daquela polé- mica, do Leopoldo, com 19 anos.


Um abraço.


PS. - Parabéns ao Luis César pelo grande trabalho (de perservação da memória) na última «Dragões». Escu-sada era a última página. Que des- perdício...

Armando Pinto disse...

Do que me lembro, o Américo foi capitão antes do Pinto, e apenas deixou de o ser, a seu pedido, depois de, por ter ido reclamar como capitão, ter sido expulso num sporting - Porto, por aquele árbitro que era do Entroncamento ( e o Virgílio, conhecendo-o bem, confirmou que era adepto doente do sporting), o qual fez uma arbitragem de célebre roubalheira vergonhosa - salvo erro em 1965/66. Há até uma foto, inclusive constante no 2º livro dedicado ao Américo pela Ìdolos do Desporto ("O Guarda-redes Eterno"), em que o Américo aparece todo enlameado e com a braçadeira... Depois disso, ainda foi algumas vezes, pontualmente.
É bom termos com quem recordar o que nos une!
Armando Pinto

Anónimo disse...

Amigo Armando Pinto:


Ainda de... memória.

Mas fica prometido o concreto (já que pesquisaremos no «O Porto» da época, que possuímos).

Esse «famoso» jogo («arbitrado» por um tal João Calado, de facto, do Entroncamento) fico 4-0 a favor do sporting.

E, na realidade, o Américo, insurgindo-se veementemente contra uma decisão (aquando do primeiro golo) desse senhor «árbitro», acabou expulso.

Não haviam substituições, e foi para a baliza o tirsense Carlos Manuel (já falecido) que media mais ou menos 1,70.

Aconteceu na época, de facto, de 1965/66, e recordamo-nos que foi logo dos primeiros jogos desse campeonato. Era treinador Flávio Costa (o brasileiro contratado pela segunda vez).

Outros pormenores constatarei:

- Se Américo foi o capitão (pensamos que não);

- Em que dia se realizou;

- A constituição das equipas; e, já agora,

- Quem marcou os golos do spor- ting.


E é como diz,

«... É bom termos com quem recordar o que nos une! ...»

Um abraço.

Anónimo disse...

PS. - Há! E já agora. O Custódio Pinto veio para o FC Porto em 1960e quem era capitão antes dele, foi o Monteiro da Costa (princípios dos anos 50), o Virgílio (fim dos anos 50) e o Hernâni (pincípios dos anos 60). O Pinto sucederia ao... HERNÂNI (o melhor jogador português de sempre - que vimos, é claro).

Anónimo disse...

Ora vamos lá:


- Se Américo foi o capitão (pensa- mos que não); não foi mesmo; foi o Custódio Pinto.

- Em que dia se realizou; em 04.08.
1965.

- A constituição das equipas; e,já
agora,

- Quem marcou os golos do sporting:


Árbitro: João Calado

Sporting: Carvalho, Morais, A Ba- tista, J Carlos e Hilário; Dani e Peres; Seminário, Figueiredo, Lou- renço e O Duarte.

FC Porto: Américo, Festa, Almeida, Valdemar e Sucena; Pavão e C Pinto
Amaury, C Manuel, M António e Nó- brega.

Marcadores: O Duarte, Figueiredo e Lourenço(2).

Curiosidade: Américo, expulso, «le-vou» com seis jogos de suspensão.


Chega?

Um abraço.