sábado, 29 de agosto de 2009

Foi melhor o resultado!

Depois da boa exibição e da alegria colocada em campo no jogo com o Nacional, as expectativas para o 3º jogo do FC Porto na Liga passavam não só pela vitória mas também pelo bom futebol.
No jogo frente aos madeirenses, houve exibições (Álvaro Pereira, Belluschi, Falcão,...) que nos deixaram com "água na boca" e sem compromisso europeu a meio da semana, era previsível que o FC Porto se voltasse a apresentar forte frente à Naval. No entanto, exigia-se uma exibição mais segura, especialmente durante a primeira parte.
Hoje, depois de ter entrado forte no jogo e de se ter colocado muito cedo em vantagem, o FC Porto permitiu que a Naval ficasse com demasiada posse de bola até se atingir o intervalo. Foram 30 minutos em que o FC Porto foi pouco prudente, o que lhe podia ter custado o golo do empate, que só não surgiu porque Bruno Alves e Rolando se mostraram sempre muito concentrados perante os demasiados cruzamentos que Fucile e Álvaro Pereira consentiram durante essa fase do jogo (e também perante uma ou outra desconcentração de Helton).
A verdade é que os dois laterais do FC Porto também não tiveram muita ajuda dos homens do meio-campo e dos extremos, o que lhes valeu terem de enfrentar muitas vezes os adversários em desvantagem numérica.
Na segunda-parte, o FC Porto fez algumas correcções que lhe permitiram ficar um pouco mais consistente defensivamente. No entanto, o segundo golo foi mais consequência do espaço que começou a surgir nas costas dos defesas da Naval do que dos méritos do FC Porto a nível defensivo. Nesse aspecto, a exibição frente ao Nacional pareceu-nos mais bem conseguida.
Além disso, logo depois da Naval reduzir para 1-2, o FC Porto "matou" o jogo com o terceiro golo. Ou seja, a Naval, mesmo fazendo uma exibição agradável, acabou por nunca conseguir discutir o resultado. Aqui, muito por mérito daqueles pressupostos que faziam do FC Porto 2008/09 uma equipa temível: rápida circulação de bola e agressividade no ataque.
Individualmente, merecem destaque as exibições de Bruno Alves (neste momento, o 'capitão' é o protótipo do «jogador à FC Porto»), Varela (joga com alegria e entreajuda) e Falcão (além do faro pelo golo, tem um óptimo sentido colectivo).
Com o regresso de Hulk, esperemos que Jesualdo não cometa a injustiça de relegar para o banco de suplentes o motivadíssimo Varela. Seria interessante ver como funciona uma frente de ataque constituída por Hulk, Varela e Falcão (e ainda há Cristian Rodriguez...). Mas como Mariano Gonzalez mantém aquela aura de "jogador-fetiche" do Professor...
Agora, a Liga vai parar 2 semanas para os jogos da Selecção. Depois, começam os ciclos de jogos que os jogadores gostam de enfrentar e que motivam clubes como o FC Porto. No regresso, começamos por receber o Leixões. Seguem-se o Chelsea (fora), o Braga (fora), o Sporting (casa) e o At. Madrid (casa). Estimulante!

3 comentários:

Jorge disse...

O jogo é mais facilmente descrito com uma onomatopeia: zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz.
Bons primeiros 15/20 minutos e depois de algumas displicências Heltonianas (e não só) e o proverbial auto-golo, acabou por ser uma vitória fácil, como deveriam ser todas as vitórias frente a equipas como a Naval 1º Maio, claramente abaixo de qualquer nível de exigência para o primeiro campeonato de Portugal.

Dragaopentacampeao disse...

Foi mais uma exibição mediana, com altos e baixos, demonstrativos de que a equipa ainda não está a render o que o seu treinador pretende e o que a sua massa adepta exige.

O plantel é servido por atletas de eleição, pagos a peso de ouro e nem as saídas de três dos seus expoentes da época passada justificam um futebol ainda tão pobre.

Temos que dar tempo a que os processos de jogo sejam assimilados pelos novos jogadores e que outros recuperem a boa forma.

Meireles e Rodriguez, por razões diferentes, ainda não rendem o que deles se espera.

A fraca oposição foi um dos factores que contribuíram para a vitória folgada, apesar de ainda assim, a equipa não conseguisse evitar alguns riscos que correu desnecessariamente, face ao desacerto mais por desconcentração, de alguns elementos a quem se exige outra performance (Helton e Rolando).

Já de Mariano nem vale a pena falar porque seria «malhar no ceguinho».

Um abraço

Armando Pinto disse...

Embora fora do contexto, não resisto a transcrever algo que li hoje num blog chamado Reino do Dragão (que não é meu, entenda-se, e julgo até ser novo)- sobre o livro do Fernando Mendes, Jogo Sujo , no qual se revela:
«Afirma-se sportinguista, que odeia o Benfica e que tem o FCP no coração, pois para além de ter sido nas Antas que conheceu os seus melhores dias como atleta, encontrou lá uma verdadeira família. Como qualquer jogador, trabalhador e ciente das suas obrigações, que passou pelo FCP, este reconhece e agradece o tempo que por lá passou. Isto para além de confessar que recebeu ameaças de morte por parte do então presidente do Sporting, Sousa Cintra, e de dar a conhecer como divertidos e muito frequentados eram os estágios do Benfica.
Mas a parte que parece ter causado mais controvérsia, por estranho que possa parecer, nem foram as ameaças de morte, foi quando admite que tomou doping. O que foi mais uma vez aproveitado pela imprensa da capital para querer associar aos Dragões. Facto que foi desmentido por Fernando Mendes, e que tais insinuações só podem ser feitas por quem não leu o livro ou então é mal intencionado. Ele diz claramente que jogava nesse clube quando representou a selecção, ora quando jogou no Porto o Fernando nunca jogou pela equipa das Quinas.
Facto interessante é também aquele em que ele relata que foi abordado por dois jornalistas para assinar pelo clube da luz (estranho é considerar Leonor Pinhão como jornalista), o que vem confirmar a falta de ética e de isenção por parte de alguns meios de comunicação social.

Ficam aqui algumas frases retiradas do livro.
"O Sousa Cintra ligou cá para casa e disse-me que punha uma bomba no teu carro se fosses para o Benfica."
"... pude conhecer a diferença de trabalho que existe entre os clubes do norte e os emblemas do sul. Mais exigências, mais sacrifício e menos brincadeira."
"...vi o outro lado da força, a disciplina rigorosa, o profissionalismo severo."
(referente ao FCP)
"No Porto, a filosofia de vitória resiste a todos as transformações."