domingo, 9 de agosto de 2009

Mais uma!

É bom começar a época com a conquista de um troféu. A 16ª Supertaça Cândido de Oliveira do nosso historial (o FC Porto volta a ter mais troféus conquistados que os outros adversários todos juntos) permite continuar a manter lá em cima a auto-estima dos «tetracampeões».
Esta foi a 18ª presença do FC Porto na final da Supertaça nos últimos 20 anos. Ou seja, 90% das últimas edições da prova foram disputadas pelo FC Porto. Notável!
Com a vitória de hoje, ficam a faltar apenas 3 títulos para ultrapassarmos o Benfica no nº total de troféus (nacionais e internacionais) conquistados pelos dois clubes em toda a sua história. Se isso for uma realidade já esta época, o FC Porto tem toda a legitimidade para se poder auto-intitular como «o melhor clube português». Aquilo que há 20 anos atrás era quase impensável, é hoje uma realidade: o FC Porto prepara-se para ultrapassar o seu maior rival!
A vitória (2-0) no jogo de hoje também acabou por ser uma boa resposta à excitante pré-época realizada pelo Benfica. Ao entusiasmo vindo da Luz, respondemos hoje com a conquista de mais um troféu. É preciso marcar território!
Mas não foi um FC Porto brilhante, longe disso. O Paços entrou bem melhor no jogo. Notou-se que a equipa de Paulo Sérgio tem a preparação mais adiantada. Aliás, pelo que vimos hoje, não vai ser nada fácil vencermos em Paços de Ferreira no próximo Domingo.
Hoje, o Paços foi derrotado pelos pormenores. Primeiro, num gesto felino de Farías (o ponta-de-lança argentino teima em "manter-se vivo"), que antecipou um disparate de Cássio. E no segundo, numa impressionante elevação de Bruno Alves. Que potência!
Avaliando apenas o jogo de hoje, fica a sensação que não vai ser fácil substituir Lucho, Lisandro e Cissokho.
Belluschi, Varela e Álvaro Pereira mostraram que ainda estão longe de poder oferecer ao FC Porto aquilo que os 3 homens que abandonaram o Dragão ofereciam. O FC Porto 2009/10 ainda não está tão forte. Aliás, nem podia estar. Quem perde dois habituais convocados para a Selecção da Argentina e o defesa-esquerdo mais cobiçado da Europa não pode estar tão forte. A boa notícia é que há muita margem para a equipa crescer.
Ainda assim, e apesar de ter havido pouquíssimo tempo para integrar alguns novos reforços, o FC Porto conseguiu entrar a ganhar na época 2009/10. Foi pena alguns jogadores terem chegado demasiado tarde ao estágio de pré-época. Agora, reforços como Valeri, Falcão e Prediger, por exemplo, vão ter que esperar um pouco mais para entrarem no «onze».
No entanto, ainda faltam quase dois meses para atingirmos aquela fase da época em que o «FC Porto de Jesualdo» se tem apresentado no máximo das suas capacidades.
Lá para Outubro/Novembro, em plena fase de grupos da Liga dos Campeões, já saberemos melhor o que valem os novos reforços e o FC Porto 2009/10.

2 comentários:

Armando Pinto disse...

Boa vitória, pelo empenho. Porque o que mais importa é vencer, que é o que conta e fica para a história. Ainda este fim de semana estive a ver no canal memória da RTP dois jogos de 1992, de anteriores edições da supertaça, primeiro aquele que vencemos os lampiões nos penaltis, em Coimbra (que emoção, mesmo a rever...) e depois aquele que perdemos na 1ª mão (ainda do tempo de dois jogos, portanto) em casa com o Boavista. E neste último, aconteceu,conforme pude relembrar, que depois de termos dominado o jogo e desperdiçado inúmeras oportunidades, acabou por se perder o jogo, que foi decisivo para a atribuição desse trofeu... Ora, repito, mais que tudo conta o resultado, para o qual naturalmente contribui o trabalho da equipa. E viva o Porto.

Dragaopentacampeao disse...

Confesso que não esperava uma exibição de luxo. Não foi, longe disso. O FC Porto portou-se como uma equipa vulgar, não conseguindo em momento nenhum superiorizar-se ao modesto Paços de Ferreira.

Pior que isso, consentiu que os pacenses chegassem por duas ocasiões a baliza de Helton com imenso perigo.

Graças à fífia de Cássio e à codícia de Farías (um dos poucos atributos deste goleador argentino) lá conseguimos arrancar para a vitória de mais um troféu.

Foi vencer sem convencer.

Jesualdo vai ter muito que limar para apresentar uma equipa competitiva. A jogar desta forma não venceremos novamente o Paços, agora em sua casa.

A equipa mantém uma das fragilidades das épocas anteriores: Falta de qualidade de passe que interrompe frequentemente a progressão e diminui a possibilidade de criar situações de golo.

É um aspecto em que tenho vindo a insistir e que não vejo melhoria.

O futebol foi tão fraquinho que nem ouso destacar quem quer que seja.

De resto, viva o FC Porto.

Um abraço